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ברוך ה"ה







domenica 27 aprile 2008

Midrash de Acharei Mot e Kedoshim: Possibilidades de Reflexão e Redescoberta


Midrash: Entre Acharei Mot e Kedoshim (Vayicrá "Levítico" cap 16 a 20)

Prezados chaverim e chaverot, Shalom Alechem!

Neste domingo, 27/4, termina o período de Pessach, no qual fizemos nosso Sêder de Pessach e Chag HaMatzôt. Durante este período nos abstivemos de comer alimentos com chametz e, por outro lado, nos alimentamos com Matzôt.

É como uma via de duas mãos: NÃO COMER CHAMETZ e COMER MATZÔT, a contraposição do Profano e do Sagrado; a contraposição dos Defeitos de Caráter e das Virtudes de Caráter.

É um período propício para REFLEXÃO e CONSCIENTIZAÇÃO como foi ensinado no dia de ontem, na Sinagoga, durante o Midrash. Período no qual nos encontramos entre Acharei Mot e Kedoshim, as duas Parashiot deste momento.

Período no qual estamos diante de dois cabritos: um para o Eterno e outro para "azazel". O primeiro que nos permite respingar o sangue sobre o Aron HaKodesh (invólucro da Torá); o segundo, em deixar no deserto rochoso (azazel), no lugar impropício, no lugar onde nada nasce, tudo aquilo que nos limita, que nos oprime, que nos faz descer, que nos faz pecar...

Diante dos respingos sobre o Aron HaKodesh (sete vezes), buscamos de forma completa (sete vezes) a conscientização e a reflexão plena, tendo como elemento paradigmático a Torá.

As atitudes, boas ou más, nascem dos pensamentos bons ou maus. Portanto, pensar bem pode ser determinante para atos de bondade e atos bons; pensar mal, determinante para atos de maldade e atos maus.

A concretização dos pensamentos é o resultado de nossa conduta e, será por ela, que os pensamentos serão julgados.

Entre os sete respingados de sangue sobre o Aron HaKodesh, há um processo profundo, intenso e difícil de busca pelos próprios "chametz", por aqueles motivadores dos maus comportamentos, das más decisões, das más condutas...

No cabrito para "azazel" (para o deserto rochoso), devemos compreender tudo o que não pode "terminar de pronto", que não pode ser "desfeito", mas que não podem, também, ter um "terreno" propício. Deixar no deserto é fazer suas forças diminuirem, é assumir o prejuízo de abandonar "parte de" com tudo que não nos faz bem, com tudo que nos faz infelizes e decadentes.

São duas posturas distintas diante das nossas transgressões: uma de reflexão (o cabrito e seu sangue respingado sete vezes sobre o Aron); outra, o prejuízo do abandono do cabrito para o deserto, carregando em si outros comportamentos que deverão repercutir por muito tempo ainda em nossas vidas. Podemos, por um lado, refletir de forma completa, e sentir em nossos dedos o sangue da transgressão concluída. Podemos, por outro lado, deixar em lugar, em situação controlada, os prejuízos de nossas transgressões, de forma que não mais produza seus efeitos destrutivos, ou seja, deixar no deserto!

De qualquer modo, sejam quais forem as transgressões, o Eterno, B'H, é inofendível. Não há como ofender o Eterno em sua Grandeza e Majestade, em sua Infinitude. As transgressões ofendem a ordem natural de desenvolvimento humano, ofendem a nós mesmos, a nossos familiares e a nossos filhos...

É uma fraqueza inconcebível, um procedimento infantil, considerar que o Eterno possa ser ofendido (este é um sentimento humano). O Eterno, B'H, em sua Sabedoria criou tudo (e o Eterno fez todas as coisas..."Bereshit").

Quando encontramos em Bereshit que o Eterno fez "todas as coisas", devemos entender que "nada" pode ser feito à posteriori. Nada será feito, após o Eterno ter feito "tudo". Especialmente por isso, celebramos o Shabat, para confirmar nesta nossa importante Festa semanal que "O Eterno, B'H, fez todas as coisas" e que o Shabat é o seu descanso.

Entre todas as coisas, o Eterno, B'H, fez os elementos naturais, organizou tais elementos, criou os céus e a terra (e tudo o que neles há), criou os animais, as plantas e o homem na sua integridade física (corpo, adamá), moral (alma, néfesh), espiritual (intelecto, ruach) e social (relações sociais, kehilá). Criou o bem o mal, as trevas e a luz e soprou por todo o universo seus elementos de poder, suas forças criativas.

Os raios do sol podem matar, enceguecer, envelhecer a pele, mas, podem, também, trazer luz, energia, elementos vitamínicos. É preciso saber como utilizar... As forças estabelecidas por HaShem no princípio de tudo estão aí: é preciso saber como utlizar-se delas, como proteger-se delas, como viver...

E, assim, o Eterno, B'H, na sua Misericórdia, ensinou e instruiu os primeiros homens na Torá (oral). Estabeleceu um diálogo direto com o homem. Alguns mantiveram o diálogo e, outros, como Caim, romperam o diálogo, recusando-se ao encontro!

A Torá dada pelo Eterno aos nossos pais no Sinai, por intermédio de nosso maior Líder, Moshè rabenu, é a possibilidade de diálogo, de reencaminhamento de nossas vidas. Os que souberem utilizar a Torá em suas vidas descobrirão o caminho de volta, descobrirão o caminho a Etz Chaim (árvore da vida).

Por isso mesmo, a trasgressão simbolizada pelo sangue de um dos cabritos, respingado SETE vezes sobre o Aron HaKodesh, deve ser objeto de nossa particular reflexão, enquanto deixamos outras "atividades" no deserto...sem vida e sem ambiente propício para desenvolvimento.

Assim, caminhamos para Kedoshim, a próxima Parashá (vide Vaicrá, Levítico, cap. 19), na qual descobriremos que determinadas ações, atitudes, comportamentos e decisões, nos ajudarão e estabelecerão bases sólidas para a construção de uma vida inteira, sem decepção, sem decadência e sem destruição de nós mesmos.

Nas bênçãos, Shavúa Tov
Rav Nardella-Dellova, Pietro
da Sinagoga Scuola, em final de Pessach de 5768

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