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ברוך ה"ה







giovedì 29 gennaio 2009

Do movimento em direção a NAPOLI ou, diálogos acerca de uma @ ou três @@@, do contexto vital, do nipotino e das almas que devem estar sobre o Vesúvio


Do movimento em direção a NAPOLI ou, diálogos acerca de uma @ ou três @@@, do contexto vital, do nipotino e das almas que devem se reencontrar sobre o Vesúvio



por Prof. Pietro Nardella-Dellova
da Sinagoga Scuola, Beith Midrash

...e o Eterno disse: é muito bom...
(Bereshit)

Cara amiga, deixo-te um abraço, um pane e um bicchiere di vino italiano. Mas, caspita, por um abraço de poeta, um pane de Napoli e um copo de vinho italiano não se pode retribuir com apenas um “oi”. É injusto, muito desproporcional. Afinal, você não encontrará todos os dias um poeta de Napoli, com pão e vinho italianos em mãos e um sorriso espontâneo...

Mas, eu estava aqui, revendo textos e e-mails, milhares de e-mails perdidos, irrecuperáveis, pelos quais devo ter causado a decepção em muitas pessoas. Mas, afinal de contas, o que parece tecnologicamente fácil, vai sendo acumulado e, até abri-los, neste momento, é uma vergonha. Antes, quando eu escrevia cartas de próprio punho, havia um sentido, um destinatário e uma mensagem. Hoje não há sentido nem mensagens em tantos e-mails...

Minha querida amiga, sabe como vejo você? Penso que pessoas como você devem sofrer quando descobrem que o lugar em que estão é pequeno. A Cidade é pequena, as pessoas são pequenas. Estar assim é estar sufocado, freado, inibido, preso ao solo, sem poder voar, sem poder avançar. Você é mulher para New York, para Milano, Firenze, Bologna, para Viena, e outras Cidades que possam acolher uma alma tão segura, uma vida tão cheia de potencial, um fogo e um ardor irresistíveis. Mas, em uma cidadezinha do interior paulista (que nem é São Paulo nem interior), certamente você morrerá a morte dos vencidos e será como uma coisa insepulta e, neste caso, não se trata de falar bem ou mal, mas de perceber esta energia precariamente utilizada.

Há Cidades e cidades, e todas elas espelham a alma das pessoas que nelas habitam. Algumas servem à prisão; outras, à libertação. Milano e New York, por exemplo, servem a quem tem o seu fogo, o seu brilho, a sua alma e a sua força de trabalho. Andando por estas Cidades, vejo que elas servem a alguns de contexto propício ao desenvolvimento e, para outros, de sepultura a céu aberto. Eu sei como queima dentro de você um fogo inextinguível, um vulcão à erupção, uma coisa poderosa, um estímulo de sair voando... de gritar aos quatro cantos, de fazer e acontecer. E, além disso, você está sendo “gente demais” para pouco espaço. Certamente, vai arruinar sua vida e morrer entristecida em qualquer canto.

É verdade, querida amiga, eu ainda tomo caffé em xícara de ferro esmaltada. É o que me mantém no meu eu, é o que me mantém em um contexto originário, mas, continuo me achando em um processo de empobrecimento, tendo, assim como você, um desejo e uma vontade grandiosa de concretizar, de realizar e de construir. Mas, além das Cidades, cara amiga, nosso principal problema, é estarmos rodeados de pessoas rasteiras que, ao acordarem, só pensam no almoço ou no salário, que não vêem a hora em que termine seu turno, pessoas que não enxergam, que não vivem e que são incapazes de lançar uma semente adiante, incapazes de fazer algo com vida, com vigor...

Hoje, tomei o filho do meu filho em minhas mãos, fixei os olhos nele e o levei, sob silenciosas bênçãos judaicas, para o seu primeiro banho. É uma sensação única, pois cada uma das palavras hebraicas proferidas lançam-no a um futuro de lutas e vitórias, a um tempo que será dele...É um momento mágico e singular! Meu filho e sua esposa são fortes, mas precisarão ser mais fortes ainda para criar esta criança em New York. Ao menos deverão ser inteligentes e sábios, para livrar o pequeno dos ratos que ficam em pé, como se pessoas fossem, dos falsários, dos canalhas, dos amalequitas, dos idiotas e similares...

Che dice? Não me pergunte nem me faça lembrar daquela mulher, uma pedra fria. Não me faça lembrar do encima/embaixo...É uma lembrança funesta, pois eu via estrelas, luas, sóis, nuvens, tempestades, fogos, vulcões, e ouvia gemidos, urros, vozes de dentro, produzidas pelo diafragma em compulsão absoluta...E, ali, abria meus olhos ensimesmados e via aquela face rosada, num crescente avermelhado, aquele rosto substancialmente amado, transpirando, suando, gotejando pelos cantos dos olhos arregalados, como uma sei-lá-o-quê...Ah, amiga minha, se um dia eu narrasse, se eu relatasse ou retratasse o que significa o nosso encima/embaixo, caspita, você teria uma ausência, um arrebatamento. É loucura-poesia, gemido-puro, transbordamento e um som musical, como que tomados por um espírito, daqueles que ecoam madrugada adentro...mesmo depois de desmaiados.

Ficava assim, o eco/cheiro/amor/integral/puro/homem/mulher. E, nesta distância, a condenação de quem deve ter matado o pai, a mãe, os filhos, os avós e mais alguém (num mesmo dia e instante). Distanciar o leite da mulher amada do vinho do poeta é condenar um justo ao deserto...E, por mais que estejamos no pó do deserto, no seu frio noturno e calor escaldante, não é a memória, amiga, é o cheiro impregnado à pele, e o gosto sob a minha língua.

Mas, nada de lamentos, nada de infelicidades psicológicas, nada de choro, exceto com cebolas. Cebolas? Caspita, cebolas não!!! Cebola é uma coisa...

A história de um amor terminou com cebolas! Naquele dia (não me lembro a data), estávamos meio cobertos, ainda, de toalhas, com o eco dos gemidos e dos Cânticos dos Cânticos da noite ressoando pela casa, pela cidade, pelo mundo e pelo universo. Lá estava ela, mulher levada pelo sopro do tempo, com um peru à sua frente, sobre a pia, com as patas para cima (refiro-me ao peru). Foi uma despedida inglória. Fiquei ali, ao seu lado, diante da pia e do peru. E ela, de quem ainda eu podia ouvir os urros na madrugada, de quem ainda eu via a face avermelhada e sentia o cheiro edênico, foi, decidida e furiosamente, determinada e violentamente, penetrando o peru com milhares de cebolas. Uma cena tosca e inesquecível! Ela não podia me olhar neste instante...

Era um ato visível e grosseiramente simbólico, significativo, tal a violência contra o peru com aquelas milhares de cebolas. Foi a última e terrível imagem: um peru penetrado com milhares de cebolas grandes, inteiras, descascadas, cruas...Chamei aquele dia de giorno di cipolle in c.. Ainda bem, minha cara, que nós judeus não temos estes problemas. Não, não pela religião, afinal, não há natal para nós (aliás, nem religião) e, portanto, nunca tenho que ver um peru, um pobre peru sendo violentado com cebolas, pois são imagens que ficam, agridem a alma poética...(imagino como as pessoas o devoram depois, sem saber o que sucedeu antes...)

Mas, parado ali, minha dor desapareceu. O peru, e não eu, estava em uma situação pior diante de tantas cebolas, mas muitas cebolas mesmo, muitas que nem sei...acho que ela queria matar a família inteira com tantas cebolas. Bem, talvez devesse mesmo utilizar aquelas cebolas contra quem disseminara o mal e a discórdia, contra quem criara ambientes negativos e pesados, contra quem, não pensando no amor e na ternura, promovera a maldade e a separação entre pessoas amáveis!

Não seria melhor enfiar aquelas cebolas todas...? Bem..., afinal, sobre a pia, um peru morto, com o c. cheio de cebolas...para mais tarde, à noite, encher de graça (e grassa) a mesa natalina de famílias solenemente “cristãs”...e o eco, bem o eco...ainda hoje se pode ouvir o eco...

Dizem que naquela rua, diante daquela construção, quando são altas horas da noite, todos os que por ali passam, ouvem sons de gemidos, sons estranhos, resmungos, urros selvagens, sons indecifráveis, que se espalham pelos prédios vizinhos, pelos andares superiores e inferiores, elevadores, ruas, portões, garagens...

E os mais religiosos, sobretudo, os romano-cristãos, afro-cristãos e franco-cristãos, dizem que ouvem tais sons, dizem, ainda, (com um ar de crença medieval) que são os gemidos de almas desencarnadas ali...de almas que buscam seus corpos...e as partes dos seus corpos. Mas, na verdade, não foram somente almas. Foram dois corpos, dois espíritos e duas almas que, uma vez unidas, feitas uma (encima/embaixo) precisavam viver simplesmente, sem medo nem tortura, sem espanto nem perseguições, sem choros nem tristes gemidos e que, impiedosa e tristemente, foram separadas, surradas e lançadas às moscas, às berinjelas e tomates, às preces de cativeiro, aos sofás de psicanálise, ao pó químico, e tudo...

Dizem, ainda, os mais serenos, que durante mil anos o gemido persistirá, pois ali, exatamente ali, rompeu-se o equilíbrio de todo universo e, enquanto ele não for restabelecido, e o leito reinventado para essas almas, espíritos e corpos, não haverá paz na terra. Ali, exatamente ali, aconteceu uma injustiça...uma covardia contra dois seres inocentes, uma violência contra o kosmos. Porque duas almas-espíritos que percorreram os universos, os tempos e as épocas, que saíram e entraram em milhares de casas e corpos, tinham se encontrado, finalmente, em harmonia, em cordialidade, em amor, em poesia e em ternura...duas vidas cansadas do percurso, para as quais foi negado o momento de serenidade e paz...

Sim, o pobre peru foi preparado para a ceia que selaria o sucesso da injustiça! Assim, o peru e as cebolas se tornaram o símbolo dessa iniqüidade, o símbolo das pessoas que não conheceram o amor e a verdade e que, por isso mesmo, resolveram matar o encima/embaixo. Bahh...Odeio perus e cebolas cujo destino seja a introdução... (odeio, também, berinjelas e tomates)

Ah, cara amiga, sabe o que significa o som de um gemido amoroso, poético e sincero? É o som da “creação em movimento”, o som que não termina, o som do “muito bom de bereshit”, o som que se aprofunda e invade...e seu eco acompanha. É o som-perfume...e, esteja eu onde estiver, em São Paulo, Napoli ou New York, não importa, aquele som e aquele cheiro me acompanham...completamente...cheiro e som de estar colado à pessoa amada, vibrando com vida plena, transpirando o justo suor...e olhando aquele rosto avermelhado e úmido, aqueles lábios mordidos...aqueles cabelos molhados pelo suor...e o gemido de amor lançado ao alto, como lobos, convertendo-se em urros...

E, ainda, cara amiga, após a unção, dois seres, amados e amáveis, grudados, dormindo com as bocas coladas uma à outra, prolongando o último beijo, o beijo que não se queria perder...É isso, cara amiga, o beijo prolongado, o beijo misturado, e os sinais do vinho e água trocados de boca a boca, pois não havia tempo nem disposição às taças e copos. Não eram necessários. As taças e copos não eram necessários, pois queríamos o vinho e água, mas com o beijo, o beijo-vinho-água, a água-beijo-vinho, o vinho-água-beijo, a mordida, o cheiro, o encontro...pois assim, dormíamos com as bocas unidas e, quando acordávamos, estávamos, ainda, com as bocas unidas no beijo continuado. Era a sensação de ocupação, de resistência e chegada, e de pressa de vidas que vieram de longe, de outras distâncias, e encontraram sua fonte, sua vida e sua simplicidade.

Era o medo dos lábios se perderem dos lábios, com medo de se perderem dos lábios, com medo de se perderem...e falávamos pouco, o mínimo, para não abandonar o beijo, e comíamos pouco para não deixar o beijo. No mais das vezes, apenas o chocolate de boca a boca, para não perder o beijo. Era, então, beijo-chocolate-beijo-água-beijo-vinho!

E, sabe de uma coisa, minha amiga, eu conheci cada um dos poros daquele corpo, cada fio de cabelo...e para não perder o caminho dos poros, eu banhava aquele corpo, ao chuveiro. E, para não perder aqueles cabelos, eu os penteava diante do espelho e ia, assim, contando os fios, e mergulhando meus olhos em cada poro...

Eu poderia, minha cara, movido por um bobo orgulho ou idiotice qualquer, dizer que ninguém conheceu o amor como eu conheci, mas a maturidade não me permite falar assim. Nesse amor não há comparação, não há orgulho nem superioridade. É um amor de bondade, de serenidade, de salvação, de unção. É isso, amor que unge! Amor de milagre! Amor de reencontro de almas perdidas no universo de tantos corpos...

É que as Forças da Creação, bem no início de tudo, tomou uma alma que se mostrava frágil, em suas mãos, e a partiu em duas, há muito tempo atrás, e lhes deu senso de busca e desenvolvimento. E, depois, num ato de misericórdia e sabedoria, lançou-as em lados diferentes, em terras diferentes, em nações diferentes, em corpos diferentes... e as impregnou de uma vontade, de um fogo incompleto e, lhes disse que assim ficassem infelizes enquanto em movimento, até que, depois de séculos, passando por tantas casas, do Oriente à Europa, da Europa à América, pudessem compreender o reencontro. Elas compreenderiam fazer parte uma da outra, e que a viagem era o fortalecimento e aprendizado. Elas saberiam, finalmente, terem saído das Mãos do Eterno...

Mas, chegariam muito cansadas, meio que enceguecidas, diante do reencontro que lhes parecia, assim, imagens do deserto fumegante, impossibilidade circunstancial e dor profunda. Porém, saberiam pertencer uma à outra. Chegariam tão cansadas, de tantas vidas e casas, de tantas épocas e frustrações que descobririam um sinal de reencontro, descobririam a simplicidade do beijo intenso, a ternura do toque, a poesia do estar-ali-juntos, a música (de verdade...) e que seria tal o reencontro que viveriam de beijos, pela noite, pela manhã, pela tarde, em uma constante permanência...e que descobririam os seus poros, e que iriam ao banheiro juntos, que tomariam banhos juntos e comeriam juntos, e juntos, nada lhes pareceria feio ou desconcertante...

Porém, deveriam ficar atentas e, se atentas, seriam felizes em uma felicidade única...Não deveriam dar ouvidos aos apelos natalinos, não deveriam atender telefones, deveriam desprezar suas mães, pais, amigos e parentes...E, ainda, não deveriam comer perus com cebolas introduzidas.

Mas, elas não foram atentas. Eu comprei o peru; e aquela mulher comprou as cebolas...

Fomos, assim, condenados a ouvir o som do gemido daquelas almas, arrancadas de nós mesmos, perdidas sem saber o caminho de volta ao leito, ao amor, ao beijo continuado, ao vinho, à água, ao suor, ao Cântico dos Cânticos, à poesia, ao rosto vermelho e transpirante, aos olhos fitos...e aos cabelos umedecidos...afinal, os vencedores, os destruidores, os frios e mercenários, comeram o peru e as cebolas.

Cara amiga, as cebolas, sozinhas, são inofensivas, mas, introduzidas em um peru, determinam a regressão, a desgraça de almas, a quebra da cama, o fim do beijo, e duas almas lançadas dos andares superiores ao chão, arrebentadas e aborrecidas. E, eu sei que você gritava ao telefone, acendia uma luz aqui, outra ali, e que enxergava o abutre e o porco, em torno do peru violentado e parecia ver a derrota do amor...

Sabe o que acontece com pessoas assim, que perdem o time? Perdem, também, as almas que são atiradas de volta ao espaço, para o círculo, para o caminho nebuloso. São pessoas que ficam tristes, fingem estarem bem, fingem sorrir, fingem comer...caminham, trôpegas e desalinhadas...

Mas, cara amiga, se elas puderem conhecer Napoli, ah, Napoli...ao menos poderiam ver pessoas sorrindo pelas ruas, velhinhos cantando como se fossem Pavarottis, mulheres reclamando no mercado, crianças correndo e, de repente, em Napoli, renova-se a esperança. Sabe, por que, amiga? Porque em Napoli tem sol o dia inteiro, tem mar em todos os lados, tem vulcão (mas, viramos a bunda ao vulcão) e continuamos dançando tarantella, continuamos bebendo vinho caseiro, e comendo pão caseiro... Em Napoli a alma parece voltar aos corpos, e cria-se uma certeza de que aquela que se perdeu não está tão longe assim, não está tão distante assim, que não possa ser encontrada...Não está tão sumida assim nem tão perdida assim...

Em Napoli não comemos peru, comemos mozzarella di bufala! E a pizza não vem cortada, vem inteira - uma para cada pessoa. Mesmo as cebolas não são problemas, pois sozinhas são simpáticas... Em Napoli, cara amiga, quando alguém torra o saco, gritamos para todos ouvirem: VAFFANCULLO! PAZZO DI MERDA! STRONZO!

Por isso mesmo, acho que a alma que me foi arrancada, em um dia de natal...e que foi lançada ao espaço, esvaziando-me da ternura, do equilíbrio, da poesia...está ali, ali mesmo, parada sobre o Vesúvio...Basta que eu a chame pelo nome e ela me ouvirá e saberá que é minha, e virá comigo docemente cantar e dançar tarantella. E, depois disso, comeremos mozzarella di bufala, e beberemos il vino a tavola, o vinho trazido em jarras (muitas jarras).

Em Napoli se bebe o vinho que vem servido em jarras.

E alegremente, cara amiga, lançarei sobre você o brinde de um coração italiano, as bênçãos de um espírito judaico e o abraço, o forte abraço de um amigo que insiste em viver com alma, que insiste em ser doce e que insiste em ser humano apenas.

Freehold, USA, 24 Sivan, 5768 (27 giugno 2008)

© do autor - Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP - Universidade de São Paulo e, Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como Rav na Sinagoga Scuola, Beith Midrash. É Membro da UBE - União Brasileira dos Escritores e Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. É Professor universitário de Direito e Consultor Jurídico.


Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/

3 commenti:

ricardonespoli ha detto...

Ecco!!!! Ricardo

Ricardo Nespoli ha detto...

Ecco!!!! Ricardo

Marco Piemonti ha detto...

Salve, Professore!
D-o Santo, cosa meravigliosa questo testo. Pura anima!
Ti abbraccio
Dott. Marco Piemonti