alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 2 settembre 2008

Da CONSCIÊNCIA ou, segredo do vinho no umbigo


Da CONSCIÊNCIA ou, o segredo do vinho no umbigo

por Pietro Nardella-Dellova

Nesta hora em que homens cuja inteligência e cérebro só funcionam para o plástico, cujos passos e atitudes sujam os lençóis da sua própria cama e o alcance indevido de suas mãos transformam as rendas dos vestidos da mulher em trapos, em assédio, em humilhação...Nesta hora em que muitos, tristemente, atraem uma pessoa à mesa e lhe vendem o pão, a amizade e o sorriso e o desonram na conduta mais rudimentar. O envergonham e o desprezam ao toque de uma corda desafinada... Por quê?

Porque sua mãe tornou-se a folha que o vento leva e seu pai, desprezados os princípios, transformou tudo ao seu redor em coisa comestível. A honra, a dignidade, o respeito, o limite, o apreço, a fidelidade, a reverência, tudo enfim, foi jogado em algum canto da casa...São os casos em que toda a construção, todo investimento, todo o tempo despendido, toda reunião, toda lágrima, todo sorriso, toda bênção, toda movimentação e toda música são, simplesmente, despejados na esquina.

Um dia terminará esta fase de lutas, de mal-estar, de antipática intolerância, de dúvidas, de desrespeito, de excitação e de ignorância. Um dia, entenderemos a diferença entre o amigo próximo e o inimigo; entenderemos que de cada ação resulta uma conseqüência que somente a nós interessa e que somente nós devemos experimentar! Um dia entenderemos a responsabilidade de cada ato, de cada palavra, de cada advertência, de cada negócio, de cada atitude...

Não se perca, nem permita que sua família se perca, nas “discussões teológicas de portão”, não permita que sua família se perca à mesa, não permita que sua família se perca na coisificação que, no mais das vezes, levam apenas a intrigas, à escuridão e ao afastamento do Eterno... Não se perca na indolência nem na inércia. Caminhe, seguro e liberto, dos fantasmas, dos ecos que atravessam suas décadas, das maldições conhecidas e desconhecidas, conexas e desconexas. Caminhe para o Alto, pelo deserto da liberdade e para o Monte... E suba o Monte para receber a Instrução, para sentir-lhe o fogo e receber o beijo dos ventos que batem contra pedras e inserem nelas a vontade do Eterno...

E ao atravessar estes desertos, e ao abandonar estas vozes que sussurram o hálito da maldade, e ao descer deste Monte, abençoe, sem perda de tempo, seus filhos em cada manhã, em cada tarde e em cada noite. Fale do Eterno para eles; ajude-os a amar o Eterno; ajude-os a entender a construção de cada dia; ensine-os a ganhar o pão justo e honesto a cada dia. Aponte-lhes as estrelas, e a lua, e o Sol, e os mares, e as flores, e os pássaros, e os animais, e os montes, e os jardins e, assim, somente assim, saberão o porquê de tudo ser “bom”, e o porquê do homem completo ser “muito bom”.

E ao construir sua cabana aos pés do Monte, olhe nos olhos da sua mulher como nunca antes, abrace sua mulher nos ventos que cortam as rochas e esfriam as areias do vazio e abençoe sua mulher, como se fosse a única bênção possível em sua vida. Como o braço que te segura e te dá a resistência cotidiana. Apresente a ela as flores de que ela é formada. Apresente a ela o perfume que a reveste. Cante para ela o Cântico dos Cânticos de Sh’lomo (Salomão) em cada dia, em cada madrugada e em cada noite e beba em seu umbigo o vinho de amores inimagináveis. Apresente a ela a coroa que a legitima como rainha de sua casa e a aplauda, e a louve, e a reverencie, porque ela é o braço do Eterno no seu mundo: é a sua mulher e a mãe de seus filhos!

Que os seus olhos sejam dela e os dela sejam seus! Que as suas mãos possam trazer o fruto do seu trabalho, do seu suor, da sua honestidade e da sua boa-fé e possam abençoar sua casa com o pão, fruto do seu apreço, do seu reconhecimento e do seu amor.

Partamos disto, exatamente disto: sem a mulher seremos pisados e nos faremos como o sal insípido e seremos como a lâmpada apagada. Sem ela desapareceremos no vácuo e nos desintegraremos no vazio da coisa nula!

© do autor São Paulo, 29 Kislev, 5766 (dicembre 2005) revisitado em Elul de 5768 (settembre 2008)

© Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e formado em Filosofia. Rav na Sinagoga Scuola. Membro da UBE. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Advogado titular do Escritório Pietrobuono, Nardella e Dellova Advogados, e Professor Universitário (Direito).

Outros textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato: professordellova@libero.it

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