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ברוך ה"ה







martedì 25 novembre 2008

LUIGIA GIOVANNINA E OUTRAS CRIANÇAS NA MÚSICA


Criança

No compasso das canções
/ QUEM TOCA OU CANTA / Seus males espanta

Kátia Nunes

DA AGÊNCIA ANHANGÜERA - 25/11/2006



Quarta-feira, dia 22, foi o Dia da Música. Você já parou para pensar como o mundo seria sem música?


Para Bianca Rodrigues Marcelino Alexandre, 10 anos, que canta o tempo todo canções de axé, samba e funk, o mundo seria bem pior. “O mundo fica feliz por ter música e eu posso contribuir com isso”, diz. Bianca canta em coral e toca violino, por isso afirma que pode ajudar a deixar o mundo melhor. Sem falar que, quando está em casa, também canta bastante.


Bianca estuda música no Conservatório Carlos Gomes, assim como Matheus Bertini de Oliveira, de 8 anos. Ele também participa do Coral Meninos Cantores e desde que estuda música, há dois anos, tem praticado canto e sua voz ficou bem menos desafinada. Se os planos de Matheus derem certo, quando tiver uns 10 anos ingressará nas aulas de guitarra, pois ele quer ser roqueiro quando crescer. “Adoro o Jota Quest e fico ouvindo CDs e vendo DVD dos shows deles”.


Para Matheus, o mundo sem música seria um lugar sem muita coisa para fazer. “A música é importante porque as pessoas podem viajar e imaginar coisas enquanto a ouve. Sem a música, o mundo não teria tanta imaginação”, observa o garoto.


Tão pequena e (já) artista. Luigia Giovannina Pietro Buono Nardella Dellova, de 6 anos, toca pandeiro na bandinha rítmica infantil do Conservatório Carlos Gomes e também já tocou reco-reco e triângulo. Com o pandeiro, instrumento que ela mais gosta porque faz dois sons diferentes — o de tambor e o de uma espécie de sininho — Luigia toca desde canções infantis, como Cai, cai balão, quanto músicas clássicas, compostas, por exemplo, por Mozart, Beethoven e o brasileiro Villa-Lobos. Além de tocar o instrumento, a menina tem aulas de teatro, arte e balé e conta que a música está presente em todos esses cursos.


Na opinião de Luca Brandão Silveira, de 8 anos, o mundo seria muito chato sem música. “Me acostumei a ficar ouvindo MP3 o dia todo e quando não estou com ele fica um vazio”, diz. Luca, que toca flauta e triângulo na bandinha rítmica do Conservatório, adora se apresentar com a banda e garante que, mesmo que erre algumas notas, só mesmo quem entende de música percebe a falha. “Não tenho vergonha de tocar em público e quero ser músico quando crescer”, avisa.


Colégio tem até fanfarra que toca nas festividades


Estudantes do Ave Maria são incentivados a fazer parte da bandinha, do coral e das aulas de flauta


No Colégio Ave Maria, de Campinas, os estudantes que gostam de música participam, quando são bem pequenos, da bandinha rítmica e, quando atingem os 7 anos, são transferidos para a fanfarra. O mais legal de tocar na fanfarra, de acordo com os integrantes, é se apresentar nas datas festivas da escola, sejam religiosas, sejam cívicas.


O professor de música do colégio, Luiz Eugênio Gorni, conta que todos os pequenos apreciam música e, por isso, existem 120 participantes da bandinha rítmica da escola. Já os maiores se dividem entre a fanfarra, que tem 20 componentes, e o coral, que conta com 35 vozes. A escola ainda tem outros cursos e atividades que envolvem música, como aulas de flauta doce e de diversas danças.


Larissa Batista Rodrigues, de 12 anos, toca bumbo na fanfarra e o que mais gosta desse instrumento é do movimento que tem que fazer com a maceta, que é tipo a baqueta usada para tocar bateria, só que mais curta e grossa. Sua colega, Ariel Lira da Silveira, de 13 anos, também prefere o bumbo aos outros instrumentos e não vê problema em carregar esse instrumento grande e mais pesado que os demais. “Dá um pouco de vergonha na hora de se apresentar, mas é bem legal fazer as performances que o instrumento exige”, frisa.


Giovanna Specian Sabinelli, de 11 anos, está na fanfarra há um ano e além do bumbo gosta também de tocar a caixa clara. Segundo ela, o mundo, sem música, seria muito sem graça.


Livro resgata a história da música e dos instrumentos


De autoria de Raquel Coelho, lançamento da Editora Formato apresenta os primeiros registros e ações musicais


Bom, ainda bem que existe a música no mundo, mas... como ela surgiu? Uma boa maneira de saber e entender a origem da música é através do livro Música, da coleção Caminho das Artes, da editora Formato e escrito e ilustrado por Raquel Coelho.


De acordo com ele, “a música começa dentro da gente. Quando nasce, cada criança já tem, no próprio corpo, vários instrumentos musicais: a voz, para cantar, as mãos, para bater palmas, e o coração pulsando como um tambor... acompanhado pelo sopro leve da respiração”.


Ainda segundo o livro, “os sons estão por toda parte, na natureza e nas cidades, mas são as pessoas que criam a música, organizando os sons e dando sentido a eles”.


Na história há registros que, há 18 mil anos, os homens das cavernas já dançavam ao som de tambores. E há 40 mil anos já existiam os apitos. Os primeiros instrumentos musicais foram construídos a partir de três ações: bater, soprar e vibrar (uma corda, por exemplo). E como a natureza está cheia de sons, é bem possível que o homem das cavernas tenha imitado os ritmos da natureza.


No livro escrito por Raquel há uma importante parte da história da música levada em conta: Pitágoras, que era ao mesmo tempo astrônomo, astrólogo, músico e matemático, verificou que música e matemática tinham tudo a ver. Não é à toa que os músicos usam números para falar de música: oitavas, tríades, nonas, sétimas... Foi Pitágoras quem descobriu que a posição das notas musicais em uma corda segue uma proporção matemática e que essa proporção se repete e vale para qualquer instrumento de cordas.


O Correio Criança só começou a contar para você ficar com vontade de saber o resto. Não é a gente que vai entregar todo o trajeto da música até aqui, né?! Mas a gente adianta que essa história não tem fim, pois as tecnologias para distribuir a música não param de se desenvolver. Como prever o que acontecerá com essa arte daqui a dez ou 20 anos?


Reportagem do Correio Popular:

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