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ברוך ה"ה







martedì 18 maggio 2010

A PEDOFILIA, OS GENITORES, A VIRTUALIZAÇÃO E OUTROS DELÍRIOS: uma análise paralela!




A Lei 11.829/08 contra a pedofilia: uma análise paralela!
Por Pietro Nardella-Dellova















Finalmente, a Lei 11.829, de 25.11.2008, altera o ECA, criminaliza condutas afeitas à pedofilia e penaliza quem atua ou simplesmente promove a pedofilia! As novidades são a criminalização de condutas, ainda que sejam simuladas virtualmente, e o armazenamento de tais imagens em computadores, CDs, grupos virtuais, arquivos de Internet, entre outras possibilidades.

Porém, considero as penas muito leves! Levando-se em conta que a criança, vítima de qualquer violência, mas, sobretudo, a sexual, tem pela frente muitos anos (ou toda a vida) marcados pelo fato agressivo, seria razoável, digamos, uns 25 anos de reclusão aos agentes previstos na nova lei! De qualquer forma, a Lei que criminaliza e penaliza os agentes, pode não despertar a consciência dos pais e, infelizmente, teremos que aplicar a Lei, impor penas, em face de casos cada vez mais numerosos. Vejo que a questão não é de penalização ou de criminalização de condutas (apenas). A questão é de saúde pública, pois, as pessoas estão doentes!

Vejamos. Os pais (ou responsáveis) estão preparados para entender a profundidade do problema? Pergunto, porque o pedófilo (assim como o estelionatário) age em sociedade com alguém, tendo o apoio direto ou indireto de outrem. No caso do estelionatário, o outro (que o apoia) é a própria vítima, pois, levada pela sua própria avareza ou estupidez, a vítima de estelionato abre todas as possibilidades ao criminoso!

No caso da pedofilia, o criminoso é posto (em sentido denotativo e conotativo) dentro de casa pelos pais ou responsáveis! Os pais acabam por dar apoio à ação do pedófilo, como no caso do estupendo filme “À espera de um Milagre” (The Green Mile, 1999, com Tom Hanks e Michael C.Duncan). No filme, baseado no best-seller de Stephen King, de 1996, o sorridente ofensor e assassino das crianças está dentro de casa. Mas os pais buscam o culpado pela aparência e fora! São muitas as razões pelas quais os pais se tornam apoiadores do pedófilo!

Apontemos algumas apenas. Pais cegos! Pais estúpidos e avarentos! Pais religiosos! Pais irresponsáveis!



Os primeiros foram enceguecidos (embora, não o confessem) pela própria tendência à pornografia. Nada contra (cada um na sua!). Mas, isso lhes é tão comum, tão cotidiano, tão parte de sua vida, que não conseguem mais identificar a diferença de cores e brisas. Por exemplo, por se dedicarem à pornografia, têm seus computadores em quartos ou salas reservadas de suas casas e não enxergam nem percebem problemas que os seus próprios filhos tenham computadores em seus quartos, longe da atenção dos pais! Qualquer pessoa, de mediana inteligência, sabe que computador conectado à internet para o uso das crianças, deve ficar em lugar aberto, nos ambientes comuns da casa! Estes pais não têm o discernimento necessário para determinar limites, contextualizar atividades e separar o que pode um adulto e o que pode uma criança e adolescente!



Os pais estúpidos e avarentos são aqueles que não têm prudência alguma, somada a uma dose cavalar de apego aos bens materiais. Trabalham diuturnamente (são doentes por trabalho), fazem contas, saem cedo de suas casas, reclamam do valor das coisas, mas não conseguem avaliar a qualidade das mesmas. Para eles, o importante é que o aparelho e o serviço virtuais sejam baratos, mas nada sabem da qualidade e das possibilidades. Existem, envelhecem e morrem, buscando posições e dinheiro, mas não sabem identificar um único aspecto de mudança emocional ou físico em seus filhos! Estes pais, ou responsáveis, não têm tempo para serem pais - os primeiros são apenas genitores e os segundos, figuras!



Os pais religiosos são aqueles que crêem em tudo, em milagres, em céu, em inferno, em diabos, em anjos da guarda, em fotografias benzidas pelo líder religioso e, por isso mesmo, não acreditam que algo ruim possa acontecer aos seus filhos - acreditam que seus filhos estão sob a unção religiosa de sua comunidade ou com seus corpos fechados para o mal. São aqueles que, com um sorriso natalino na face, põem seus filhos nas pernas do Papai Noel ou na doçura do chocolate de Pascoa. Os religiosos desenvolvem um estado de inocência imperdoável ou estão constantemente sob os efeitos do ópio religioso. E, por isso mesmo, em estado de incapacidade para o discernimento, seja pela inocência ou pela viagem química, tudo fica à mercê dos vampiros de oportunidade!



E, no último caso, os pais irresponsáveis são aqueles que, em nome da modernidade, cometem todos os erros dos exemplos anteriores, não educam seus filhos, omitem-se em tudo! Normalmente, são os pais que “despejam” seus filhos nas portas das Escolas particulares ou públicas, em um processo sombrio, preocupante e perverso de “transferência” de responsabilidade, pelo qual a Escola “fica” com toda a responsabilidade de formação! A situação é muitas vezes pior no caso de escolas particulares, pois os pais acreditam estar pagando para que o processo de transferência de responsabilidade seja concretizado. Os pais irresponsáveis são aqueles que pelas razões anteriores (entre outras, indizíveis aqui) ainda não se sentaram, de modo efetivo e determinado, ao lado de seus filhos, diante de uma tela de computador, e jamais pediram que seus filhos apresentassem os “amigos” do orkut, do msn ou do facebook (Quem é esse? Quem é aquela? De onde conhece esse? Etc).




Obviamente, não apenas (mas, também) em sentido fiscalizatório. A motivação da criança em falar sobre isso ou aquilo, sobre este ou aquele, fica adstrita ao diálogo, isto é, em relações dialógicas. Diálogo que começa e se estabelece em torno da mesa, no domus, no chão de casa, quando todos reunidos ali fazem o único culto capaz de libertar uma pessoa: o culto à afetividade! Ecco, o culto à afetividade, ou seja, às relações construídas em afetividade (que não é dinheiro, nem coisas, nem escolas particulares), mas a relação aberta, o trânsito aberto entre pessoas que se amam e se respeitam, o círculo e não o quadrado, a interação, a compreensão, a amizade, o envolvimento, a ocupação em estar ali, juntos! Quando se constrói a afetividade cotidiana, constrói-se, na verdade, o muro que protegerá as crianças, constrói-se a robustez e o discernimento e a serena satisfação em ser e estar! Quando falta a afetividade a pessoa humana enfraquece, debilita-se e perde sua compreensão de mundo (em guerra), perde seu discernimento de condutas e, sobretudo, perde a capacidade de identificar entre uns e outros!



Rompido o diálogo no domus e, conseqüentemente, não construída a relação afetiva, a criança é lançada para o espaço público da escola ou de cursos específicos, e por não ter vivência em relações afetivas, não tem, por resultado, o que desenvolver. O processo é simples: vive-se uma relação de afetividade no domus para, depois, no espaço aberto, desenvolvê-la em outras relações, como sejam, a escolar, a de amizade, a de convivência, a de superação de preconceitos, a de solidariedade e, com o tempo, a profissional e, possivelmente, a de constituições de novos domus.




Se falta em casa, poderá faltar na via aberta, na escola e nos centros de encontros. O ambiente, agora, é propício para a ação do pedófilo, pois, traz em sua estratégia a "suposta" afetividade (não que seja, mas é verosimilhante). O pedófilo acena e aborda com recursos afetivos, atingindo mesmo a alma do incapaz para, depois, amarrá-la em tranças de abuso! Isso equivale no plano religioso a oferecer "religião" (qualquer religião) no lugar de "Deus", pois não sabendo onde encontrar "Deus", mas achando-se na necessidade de alguma força maior (que é simplesmente a afetividade - o culto que deveria ser), as pessoas aceitam algo que parece ser (embora não seja), isto é, aceitam a religião como se ela fosse (embora não seja) "Deus". A bem da verdade, ninguém precisaria de abordagens afetivas doentias (virtualidades, religiosidades, pedofilia) se tivessem relações afetivas em sua casa. São, aqui e ali, os processos de simulação, dissimulação, falácias, equívocos, abusos, sempre, em face de uma carência afetiva - e da falta de uma relação de afetividade!

Em suma, a Internet é um bom recurso, o Orkut e Facebook são bons meios de comunicação e encontro de pessoas, os meios virtuais de comunicação (MSN, grupos etc) são rápidos meios de envio de mensagens e a Nova Lei contra a pedofilia é relativamente boa! Mas, infelizmente, a qualidade afetiva dos genitores (que gera maus professores, facilita os pedófilos, destrói jovenzinhos e propicia a expansão das religiões, seitas e outros desvarios no mundo) continua má. Por isso mesmo, os meios virtuais (e religiosos) são os mais usados, como teias de aranha, para atrair, prender e destruir uma pessoa emocionalmente.




Os genitores, no geral, não conseguem ser pais! E como sabemos disso? Simples! Quando há pais que desenvolvem relações de afetividade profundas e perenes, que conseguem deitar-se no chão da casa com seus filhos, olhar em seus olhos, brincar de qualquer coisa o mais infantil possível, enxergar os desenhos que seus filhos fazem, ouvir com eles as canções, letra por letra, fazer carrinhos de madeira (em lugar dos de plástico), dividir alegremente o pão, não falar de trabalho nem de contas, brincar de banhos na torneira do quintal, além de abraçá-los, muito e sempre, então, os meios virtuais acabam e ficam com a cara que têm - sombrios e idiotas. Então, as manifestações religiosas acabam e ficam com a cara que têm - sombrias e idiotas. E, os pedófilos desaparecem com suas caras sombrias e idiotas!




E, finalmente, a afetividade e seu culto cotidiano permanecem!

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CONHEÇA A LEI CONTRA A PEDOFILIA 11.829, de 25.11.2008

CONHEÇA O ECA - ESTATUDO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.)

São Paulo, 2 de dezembro, 2008


© Pietro Nardella-Dellova. Mestre pela USP. Mestre pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Professor de Direito.

Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato/Autorização: professordellova@libero.it

3 commenti:

ricardonespoli ha detto...

Mais uma vez seu texto se apresenta honesto. A pena é leve para quem possivelmente, leva a consequência para o resto de sua vida em sua mente. Pedofilia e estelionado tem aproximações muito evidentes. Os sócios estão ao lado e a estupidez ou avareza cega a "vítima".

ha detto...

Salve Grande Mestre, certa vez ouvi que chegará o dia em que teremos uma máquina, um homem e um cão cuidando dos movimentos do homem, para que estes sejam realizados conforme a máquina necessite. O cão estará sobretudo, atento para o homem não furtar. Interessante, como máquinas, leis e até raças melhoradas de cães estão sendo criadas. Caro Mestre, é evidente, que o TER é o sonho de muitos, todavia, a sociedade adoece cada vez mais. Pais depositam seus filhos nas escolas,ou o jogam pela sacada do prédio, ou o matam de fome com a pensão atrasada e por ai vai.Enquanto, quisermos apenas TER e não nos preocuparmos em armazenar acima de tudo a SABEDORIA e a HUMILDADE a sociedade terá que criar leis e leis e mais leis.
Um filho precisa de olhos nos olhos pela manhã, do afago, do carinho e do cuidado. Quando os pais derem AMOR e ATENÇÃO aos seus filhos nossa sociedade não necessitará leis.
Quiçá um dia os homens se preocupem em SERem cordiais, honestos, educados e acima de tudo indivíduos dignos de serem chamados de PAIS.

Luciane, acadêmica AJES

Priscila Soares ha detto...

Querido professor

Sinto muita saudades das suas aulas viu?

Deus te Abençoe

Excelente materia sobre Pedofilia!

Shalom