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ברוך ה"ה







mercoledì 31 dicembre 2008

DISCURSO DE FORMATURA EM DIREITO, de 1990


Texto para DISCURSO na CERIMÔNIA DE FORMATURA EM DIREITO, de SETEMBRO 1990


de Pietro Nardella-Dellova



Senhores e Senhoras:

Há tanto por que falar. Há tanto por discutir. E há tanto por que sorrir, e há tanto por que se lamentar, e há tanto por que ficar silentes.

Todo caminho que se inicia, senhores, certamente nos traz a fantasia e nos traz a ilusão. E as perspectivas são sempre as melhores.

Não obstante serem os sonhos bons, em cuja defesa, algum dia, há cinco anos, levantamo-nos eufóricos, inexperientes e apaixonados. Seduzidos, também, pela oratória, então, envolvente, de homens cujos cabelos brancos espelhavam o tempo. Não o tempo vencido pelo crescimento da sabedoria, mas o tempo vencedor que aniquila as pessoas e delas faz títeres de uma emoção arcaica e enterra o conhecimento ultrapassado. Não o tempo vencido pela simplicidade de viver, de acompanhar a evolução do espírito humano, de participar das renovações de caráter intrínseco do Direito, mas o tempo vencedor que petrifica as pessoas com bandeiras nas mãos, que faz eco em nacionalismos derrubados pela consciência humana.

São bons, apenas, os sonhos. Enterrados a cada curva, neste caminho, perdidos a cada descida, abandonados a cada subida... E nesta nos sentimos cansados, naquela desgovernados.

A força das primeiras e entusiasmadas defesas se perdeu no vazio de cinco anos. E à semelhança dos soldados de Napoleão que, depois de tantos planos de grandeza, tantos discursos, foram conduzidos ao deserto africano, esmorecidos, esgotados em si mesmos, na fadiga e no cansaço da jornada, numa cavalgada trôpega, com as próprias vidas alquebradas, com as faces cerradas na seriedade de quem se pergunta se valem, ainda, a luta e o desafio. Alimentados tão-só pelo que simbolizavam as pirâmides egípcias e pelo que descobriram ser naquele instante. Eles venceram.

Entretanto, senhores, mais... muito mais que terem vencido os norte-africanos, eles venceram antes e com maior alegria as próprias limitações de seus corpos e de suas almas.

Conduzidos, assim, estudantes de Direito a um deserto e, igualmente, duvidosos da espada que temos, da exatidão da balança e, tendo um símbolo mais perene que o daquelas grandes pirâmides: A JUSTIÇA! Não a Justiça com vendas rasgadas, com espada traiçoeira, com balança de dois pesos. Não a Justiça inerte, cujas pedras o tempo deixou em ruínas, cujos fundamentos perderam a força. Não a Justiça da eloqüência e da hipocrisia discursiva. Não a Justiça do corporativismo inconseqüente. Não a Justiça da elite jurídica!

Qual Justiça?

A Justiça irradiante da sinceridade. A Justiça notória, e clara, e constante, e abrangente, e participativa, e contagiante. A Justiça do caráter! A Justiça como o sol de Fernando Pessoa, que aquece a vida da Terra, cujo encanto faz com que todos os homens, pelo menos uma vez ao dia, o contemplem e que, por isso mesmo, se tornam irmãos e participantes do júbilo da claridade.

Destarte, movidos pela busca deste sol e com as forças que nossa consciência possa ter, ainda, conservadas, na busca do que somos agora! Na busca do que representamos. Abandonadas a euforia dos primeiros anos e paixão inconseqüente pela Academia e pela retórica, com as faces cerradas na sinceridade da reflexão madura, com a certeza de que bem pouco, senhores, conseguimos carregar deste caminho, e do pouco subsistem o apelo e a lembrança.

Que subsista o apelo às nossas consciências, porque, sobretudo, acreditamos em nós e acreditamos na visão dos nossos olhos, e na força dos nos braços. Acreditamos na renovação do Ensino Jurídico ao ressurgimento de Cursos não divorciados da nossa realidade, ao advento de homens que não flutuem no espaço vazio, e que estejam nesta cátedra como mestres apenas. Certamente, não se faz necessário a presença de magistrados, e de promotores, e de advogados. Mas, que a aura do espírito de mestre, a unção, pertencente apenas aos que se comprometem com a Educação, com a formação, e com a dinâmica do Ensino, possa revestir os catedráticos. E ao advento da concepção, do modo de pensamento, da atitude digna de se resgatarem as Ciências Jurídicas e Sociais da indiferença e, quiçá, da mediocridade e, com isso, resgatar-se o tempo que aqui dedicamos.

Que subsista a lembrança dos amigos que aqui conquistamos, da oportunidade que aqui tivemos de trocar experiências de vida e de pensamento. A boa lembrança da convivência acadêmica e das venturas. E com esta lembrança, a certeza de que a futura amizade, de que o companheirismo porvir, de que a convivência, então, profissional, já existe hoje plantada.

Senhores, que estes laços extra-acadêmicos não sejam friamente cortados, que os “nós” aqui apertados não sejam desfeitos, quando lançarmos raízes, cada qual por uma das várias atividades às quais permite o Direito. Porque, embora sejam vários os caminhos, este bacharelado nos garante a igualdade de ação (ia dizendo, igualdade de poder).

Outrossim, não nos deve importar a atual situação de desrespeito ao Direito. Nós somos os depositários, como já disse, da confiança à renovação no tempo que se chama “agora”. Que não saiam desta Casa, apenas Advogados, Promotores Públicos, Magistrados ou quaisquer outros Juristas, pois, na verdade, muitos nestas condições já saíram deste convívio. Mas, que saiam deste Lugar, Homens e Mulheres de Bem!

Oferecido aos formandos da Faculdade de Direito de São Bernardo, São Paulo, SBC, em setembro de 1990

© Pietro Nardella-Dellova. Mestre pela USP. Mestre pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Rav na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Professor de Direito.

Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato/Autorização: professordellova@libero.it

sabato 27 dicembre 2008

MIKÊTZ (a Parashá de Chanuká 5769)


PARASHÁ MIKÊTZ, A RECUPERAÇAO DE YOSEF BEN YA'AKOV

Por Rav Pietro Nardella-Dellova



Prezados chaverim v`chaverot: Shalom Alechem.

Neste Shabat (30 Kislev, 5769 - 27/12/2008) nossa Parashá é MIKÊTZ. Trata-se da Parashá de "recuperação" de Yosef Ben Ya'akov. Após experimentar um amor ilimitado de seu pai, Ya'akov avinu, o jovem Yosef invaidece e passa a praticar o lashom hará contra seus irmãos.

Tal é o lashom hará que seus irmãos passam a odiá-lo de modo tal que não podem mais sequer conversar com ele. O mesmo é lançado em um poço, vendido aos ismaelitas, feito escravo no Egito e, finalmente, aprisionado (vítima de lashom hará da mulher de Potifar).

Descido ao extremo da decadência, Yosef, agora, consciente de seu estado e de sua vida, utilizada os dons que possui para a prática do bem. Revela o sentido dos sonhos de várias pessoas e, por último, traduz um sonho do Faraó do Egito. Ao mesmo tempo que traduz o sonho, antecipando tempos de vacas magras e carestia de itens alimentares, desenvolve e utiliza um talento logístico, de gestão e administração egípcia. Torna-se um poderoso homem no Egito. E, no tempo em que a fome a carestia se verificam, seus irmãos se dirigem ao Egito e, após alguns fatos, reencontram Yosef amadurecido e o mesmo os reencontra crescidos e transformados em homens de bem.

Yosef Ben Ya'akov é a representação dos judeus na Galut (o poço, a coisificação, a servidão e o aprisionamento). Por isso mesmo, devemos utilizar os talentos e conhecimentos que temos, bem como, desenvolver e aplicar outros, sobretudo, os de gestão e administração. Simultaneamente, é importante desenvovermos um caráter amadurecido e praticarmos "atos de bondade", tanto para os estranhos, como e, sobretudo, para nossos irmãos.

Em síntese, podemos dizer que a arrogância, o lashom hará, a perversidade, a opressão e a incompreensão nos levam, sistemática e inevitavelmente, ao POÇO, à COISIFICAÇÃO, à SERVIDÃO e ao APRISIONAMENTO. Moral: O caminho que percorremos para a queda, para a decadência e para a fragilização é, necessariamente, o mesmo que devemos percorrer (de volta) para a reabilitação, reconstrução e restauração das relações de afetividade.

Nas Bênçãos, Chanuká de 5769 (Rosh Chodesh)

Rav Nardella-Dellova, Pietro

giovedì 25 dicembre 2008

FIDELIDADE CONJUGAL ou, um erro de interpretação



FIDELIDADE CONJUGAL ou, um erro de interpretação
por Pietro Nardella-Dellova






eu dormia, mas o meu coração velava;
eis a voz do meu amado, que está batendo:
abre-me...

(Cânticos de Sh'lomò)


Uma das colunas da relação matrimonial, do modo como está na Legislação brasileira, é a fidelidade. Mas, há um erro de origem. Primeiramente, confundimos “relação matrimonial” com “relação conjugal”. A primeira é simplesmente a relação jurídica, o ato jurídico, enfim, o casamento; a segunda, é a relação humana entre um homem e uma mulher que se permitem ao encontro amoroso, seja ou não casamento. Daí, encontrarmos a relação conjugal, também, na União Estável! Mas, a fidelidade aparece em todas!

Entretanto, não seguiremos por este caminho. O que importa neste curto espaço é desenhar a “fidelidade”. Fidelidade é uma palavra cuja raiz é “fides” e, neste caso, é uma qualidade. A qualidade de uma relação da qual se esperam atitudes, movimentos, cumplicidade! Pois bem, na interpretação mais “rasteira”, as relações conjugais são pautadas pela “fidelidade” no sentido de esperar que um e outro cônjuge, ou convivente, não se relacionem sexualmente com outra pessoa, ou seja, que não tenham uma relação extraconjugal!

Mas, seria isso mesmo a fidelidade? Não! A fidelidade não é isso, ainda que se leia assim pela maioria dos juristas ou sacerdotes, ávidos por notícias escandalosas! Ser fiel ao outro é movimentar-se em direção ao encontro de corpos, de sentimentos, de descobertas! Quando alguém se propõe a estar em uma relação duradouramente conjugal, espera que o outro se movimente, trazendo a doçura, o encanto, a poesia, o fogo, o amor, a emoção, o ardor, a vida, enfim! É o que ambos devem portar em suas “mãos”. A oferta de si a fim de que o outro se torne participante de delícias, que voe, que avance e que seja humano ao ponto máximo!

Ninguém se casa por amor ao “ato jurídico” “casamento! Ninguém permanece em uma União Estável, por “amor” à relação jurídica. Casamento e União Estável são apenas roupagens jurídicas de relações que não espelham absolutamente nada! Apenas juristas ou sacerdotes conservadores vêem o casamento como algo “sagrado”. Mas, estão errados!

Se houver algo sagrado é o encontro! A descoberta de dois seres, envolvidos pelo afeto, compromissados em entregar algo, como um tesouro trazido de longe! A fidelidade é esta entrega, este despojamento, esta intensidade de seres que se permitem à felicidade!

Há pessoas que se casam para alcançar objetivos materiais. Há pessoas que se casam para alcançar objetivos religiosos. Há pessoas que se casam para alcançar objetivos sociais ou profissionais! Mas, em todos estes casos (apenas para citar alguns), dificilmente haverá “encontro”, “cumplicidade”! Na maioria dos casos, a relação, fria e jurídica, traz apenas desfazimento do ser, desconstituição dos sentimentos, aborrecimento e perversidade! São relações de autodestruição!

Para além das interpretações comuns, horizontais, jurídicas ou religiosas, está a experiência humana do afeto e do amor, da poesia e da intensidade. Esta é a experiência da fidelidade que se jura! Ser fiel, ou viver em fidelidade, é manter a própria humanidade, o amor próprio, a dignidade individual, a intensidade poética e a integridade física e emocional completamente protegidos! Muito protegidos, ainda que seja contra a relação matrimonial, pois para além da “formalidade” jurídica, está a essência humana que busca não o culto ao falso sacramento, mas o vigor do afeto, sem o qual não somos humanos, não estamos vivos e somos infiéis a nós mesmos!

Campinas, São Paulo, 10 de novembro, 2008

© não copiar sem expressa autorização do autor (veja o e-mail abaixo)

© Pietro Nardella-Dellova. Mestre pela USP. Mestre pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Rav na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Professor de Direito.

Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato/Autorização: professordellova@libero.it

sabato 20 dicembre 2008

DEFESA DE ISRAEL e UM MUNDO SURDO, GAGO E MÍOPE


Um mundo surdo, gago e míope
Mauro Wainstock, diretor do Jornal ALEF


O mundo do terror que Israel está enfrentando não é apenas físico mas ocorre, principalmente, em duas áreas distintas: a da psicologia e a da educação. Que estão intimamente ligadas. Em um mundo pluralista, com raízes, cultura e interesses próprios, cada opinião é emitida de acordo com valores prévios, informações convenientes e modismos efêmeros. O desafio está em explicar o diferente; em conciliar com o desconhecido; em negociar com o estranho.


Mas quando lidamos com o mundo gago, repetitivo, que fala em genocídio e desproporcionalidade, de maneira tão constante quanto hipócrita; tão convincente quanto cínica, e que reluta em ouvir as palavras paz e justiça, ele se transforma no mundo surdo, mais pela inércia e pelo desconhecimento, do que pela deturpação proposital da inegável racionalidade. Que apelida o terrorismo de resistência, e qualifica a morte como bênção divina. É o verdadeiro mundo míope. Vencer a guerra é conseguir fazer com que o mundo da paz acorde o mundo consciente e, juntos, eliminem o mundo irracional.


Alguns questionamentos sobre o conflito


Com quem Israel deve negociar a paz ? Com o Hamas... que não reconhece a sua existência, ou com o Irã, que quer “apagá-lo do mapa” ? Você já presenciou uma negociação do presidente Lula com narcotraficantes de alta periculosidade no Palácio do Planalto ? Enquanto representantes brasileiros tentam "importar" a guerra para o mundo pacífico, o diplomata brasileiro Sergio Vieira de Melo é explodido em um atentado com um caminhão-bomba islamita na embaixada da ONU e outro brasileiro, o engenheiro João José Vasconcelos, foi sequestrado e assassinado covardemente pelos êmulos do Hamas - apenas para citar dois exemplos recentes. O justo seria terrorismo de estado ou terrorismo contra estados legitimamente constituídos, como o Brasil e Israel ?

Por que o mundo não apela para que a Espanha dialogue com o ETA, a Colômbia com as FARC, a Turquia com o PKK curdo, os EUA com Bin Laden...

Em quem Israel deve confiar ? No Hamas, que ainda não cumpriu o acordo feito sob as bênçãos da ONU para devolver o soldado Gilad Shalit, sequestrado há mais de dois anos na fronteira com Gaza ? Ou no Hamas que, durante os seis meses do cessar-fogo, continuou disparando milhares de foguetes contra cidades israelenses, leia-se civis, e que não aceitou prorrogar a trégua ? Ou no Hamas, que nunca teve piedade ao explodir restaurantes e ônibus lotados em Tel-Aviv, Haifa e Jerusalém e que também é inimigo de inocentes cidadãos palestinos e dos árabes moderados - que são impingidos a não concretizar a paz com Israel ?

Interesses eleitorais na guerra ? O que os dirigentes de um país de bom senso devem fazer quando cerca de um milhão de cidadãos estão diariamente, há vários anos, sob a mira de milhares de foguetes ? Quais são os interesses eleitorais que podem existir quando o governo e a oposição estão em consenso quanto à importância de silenciar o terror imediatamente ? Quando o mundo vai perceber que, quando se trata de Israel, a única política que vigora é a preservação do único Estado Judeu, aprovado pela ONU há apenas 60 anos ? Como dizia David Ben Gurion, “Israel pode ganhar 50 guerras e nada acontecerá a seus inimigos. Mas, perdendo uma, esta será a última”.

Interesses comerciais com a guerra ?

Israel gasta US$ 560 milhões por semana com o conflito. E perde outros milhões com o turismo. Outros milhões com a segurança. E tudo isto em plena crise financeira internacional... Mais: Israel perde vidas, o que é para ele é inconcebível. Por outro lado, a indústria do terror produz uma infinidade de mártires, ganha milhares de adeptos com o pseudo-marketing, mobiliza bilhões de dólares em todo o mundo, enche o bolso de líderes corruptos...

Um Holocausto ? Só se for de críticas orquestradas contra Israel. Será que, ao realizar experiências mórbidas e exterminar milhões de inocentes, apenas para criar a suposta “raça pura”, a Alemanha nazista realmente estava apenas se defendendo - como Israel faz hoje ? Você soube de algum judeu que lançou um foguete sequer contra cidades alemãs antes, durante ou depois da ascensão do nazismo ? Conheceu algum judeu que, algum dia, declarou que tinha como objetivo exterminar todo o povo alemão ? Ou que pretendia doutrinar as crianças judias para terem ódio mortal e eterno dos alemães ? Ou que atacou algum alemão em qualquer lugar do mundo ? Alemão é diferente de nazista !

Por que, quando se fala de palestinos, a mídia não distingue claramente cidadãos inocentes de terroristas sanguinários, mas fala sempre em “causa palestina” ? A “causa” é um legítimo Estado seguro e em paz, ou é a constante matança gratuita, ordenada por seus líderes, e ainda não condenada pelo mundo, com o único propósito de eliminar Israel ? Palestino é diferente de terrorista !

"O bom Deus, que limitou a inteligência humana,bem que poderia ter limitado também a estupidez"
Konrad Adenauer, ex-primeiro-ministro alemão

Quanto tempo os judeus tiveram que esperar para o mundo dito civilizado se mobilizar durante a II Guerra Mundial ? O tempo necessário para exterminarem 6 milhões de inocentes vidas judaicas. É “proporcional” esperar de novo este tempo ? É “proporcional” que civis israelenses esperem ainda quanto tempo para que os foguetes que hoje atingem suas casas acertem seu coração - apenas para o jogo terminar empatado ?

É “proporcional” que o Exército israelense invista bilhões em armamentos de precisão cirúrgica e avise previamente sobre os ataques que vai realizar, tentando com isto evitar a morte de civis palestinos, enquanto os sádicos terroristas aproveitam estas mesmas informações para enfileirar propositadamente inocentes na frente dos canhões, guardar bombas em quartos de hospitais, armamentos em mesquitas e granadas em creches ? É “proporcional” que Israel eduque seus filhos para o futuro, enquanto os terroristas construam o futuro de mais uma geração... de suicidas ?

Você sabia que 10 mil projéteis foram lançados pelo Hamas contra cidades israelenses desde 2001 ? E que, desses, 6,5 mil foram disparados depois de Israel ter saído totalmente da Faixa de Gaza, em 2005, na esperança de obter a paz ? Como crescerão as crianças israelenses que, sob tensão, tiveram que aprender a usar pagers para serem alertados várias vezes por dia sobre um iminente ataque de foguetes ? Quanto tempo ainda milhares de civis israelenses, muitos dos quais bebês e idosos, vão correr apavorados para tentar chegar em 15 segundos aos bunkers e rezar por sua sobrevivência ? Quantos civis israelenses serão obrigados a abdicar do trabalho, do estudo, do lazer, da normalidade do dia-a-dia para poderem ser chamados pela mídia de vítimas, pelo menos esporadicamente, ao invés de serem os permanentes vilões ? Israel deve aceitar quantas mortes e sequestros de civis para começar a reagir ? E quantos foguetes devem cair, mesmo sem vítimas fatais, para ser o momento de se manifestar... com justiça ?

Por que até agora nenhum país que critica Israel abriu suas portas para acolher, com todo carinho, estes “indefesos” terroristas ? Alô, Hugo Chavez !

Por que o Egito, quando assinou o tratado de paz com Israel, não aceitou o território de Gaza como parte do acordo ?
Por que os palestinos não aceitaram a oferta de Israel de um Estado independente, com o controle total de Gaza, proposto por Ehud Barak a Yasser Arafat ?
Por que o mundo custa tanto a admitir que Israel não inicia guerras, mas mesmo assim está sempre disposto a negociar e a ceder – como fez com o Egito e com os próprios palestinos liderados por Arafat ?

Por que o mundo não contabilizou diariamente quantos civis palestinos e membros do oposicionista Fatah foram torturados e assassinados brutalmente quando o Hamas assumiu o poder em Gaza ? E quantos membros do Hamas - acusados de traição - são assassinados ainda hoje pelos seus próprios companheiros, sem a contagem aritmética pela mídia ?

O que o Hamas faz com os milhões de dólares despejados em Gaza, já que sua população não possui condições mínimas de sobrevivência ? Adquire mais e mais armamentos e premia as famílias dos homens-bomba ?

Quando a mídia vai perceber que jornalismo se faz imparcialmente, deixando as opiniões para o editorial ?

Por que os "humanistas" de plantão, especialistas em diabolizar Israel, que surgem como técnicos de futebol em ano de Copa do Mundo, e políticos em época de eleições, não alertam para as “areias movediças” do mundo selvagem, como a divulgação de fotos deturpadas, informações manipuladas e declarações teatralizadas ? Você sabia, por exemplo, que o canal France 2 divulgou mortes que aconteceram no dia 05 de Janeiro de 2009, teoricamente provocadas pelo Exército de Israel, quando, comprovadamente, elas ocorreram no dia 23 de setembro de 2005, como resultado da explosão acidental de um caminhão que transportava armamentos do Hamas ? A France 2 admitiu que foi enganada pela propaganda palestina... Você se lembra da morte da menina Huda Ghaliya - que na mídia foi atingida por Israel e na realidade por armas terroristas ?

Quantas gerações serão necessárias para os palestinos entenderem a histórica frase de Golda Meir: "Não odeio os árabes por tentarem matar nossas crianças; os odeio por nos fazer matar suas crianças. Não haverá paz com os árabes enquanto eles nos odiarem mais do que amam suas crianças".

Quando o Irã e o Hamas vão implementar algo parecido com a declaração de independência de Israel, que desde 1948 é taxativa: “Nós estendemos a mão da amizade, da paz e da boa vizinhança a todos os Estados que nos avizinham e a seus povos”. E quando alguém vai passar uma borracha na frase “Israel continuará existindo até que o Islã o apague”, que consta em letras maiúsculas no “Pacto do Hamas” desde a sua criação ?

Quando a ONU vai entender que Israel é um país a ela filiado e o Hamas um dos grupos que aterrorizam a ordem mundial ?

Será que a ONU tem tamanha ingenuidade a ponto de acreditar que o terrorismo contra Israel é tão somente por um pedaço no mapa mundi ? Será que ela realmente não percebe que, por trás de tudo isto, há o doentio e incontrolável desejo de eliminar o único Estado Judeu, custe o que custar, e a intenção de criar mais uma fanática e opressora República Islâmica ? Até quando a ONU vai fingir que não ouve as ameaças, verbais e expressas, neste sentido, feitas diariamente pelo Irã e pelo Hamas ? Quando o mundo vai repreender de fato este terror psicológico, e físico, com eficazes sanções comerciais, diplomáticas etc ? Quando vai proibir que poderosos armamentos bélicos sejam contrabandeados por seus filiados a grupos considerados terroristas ? Quando vai publicar uma resolução para que o Sudão interrompa imediatamente a carnificina que já matou 300 mil cristãos, que dê um basta à tirania assassina de Ruanda e encerre de vez com os conflitos entre as 300 tribos que se entredevoram na muçulmana Somália ?

Enfim, quando vai transformar propostas inócuas e paliativas em uma solução de paz definitiva ?
Quantas vezes a ONU criticou publicamente ataques anti-semitas que vem ocorrendo há décadas contra entidades judaicas em vários países – muito antes do atual conflito ? Ou será que Israel será sempre declarado culpado pelo simples fato de existir e isto autoriza/justifica pichações, incêndios e é, por si só, um sinal verde para aterrorizar e matar judeus em sinagogas e cemitérios no mundo inteiro ? A “Noite dos Cristais” começou assim...

Por que a ONU não reconhece publicamente que o Hamas está cometendo três crimes simultaneamente: disparando foguetes contra alvos civis, utilizando sua população como escudo e pregando a destruição de um país membro de sua própria entidade ?

O mundo da inteligência precisa encontrar urgentemente o mundo da ação – e da conciliação. Que o mundo da paz possa comemorar algum acordo definitivo no Oriente Médio e que as palavras “Shalom” e “Salam” sejam realmente sinônimas de harmonia, convivência e civilidade no mundo do futuro.

Texto especialmente emprestado do Jornal Alef