alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 31 marzo 2009

DO CONGRESSO NACIONAL ou, ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar


DO CONGRESSO NACIONAL ou, ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar
Pietro Nardella-Dellova

E, então, D’us chamou HaSatan e lhe perguntou: “de onde vieste?” E, HaSatan, sorridente, satisfeito, respondeu: “de rodear a terra”.
Chegamos a um lugar sombrio, a um estado de coisa, cujo jogo tornou-se absolutamente estranho. Faltam cartas na partida e o dadinho sempre dá no número seis!

Os homens e as mulheres que habitam (ou rodeiam) aquele lugar vivem do jogo, da jogatina. Parece não haver alguém que olhe sobre o espelho d’água a fim de não morrer de susto, de espanto e de terror. Vai ficando cada vez mais difícil identificar no meio da espessa fumaça “satânica” que cobre o Congresso Nacional, quem é o parlamentar sério, comprometido e com alguma consciência nacional.

Mas, considerando os ângulos daquelas bacias lançadas nas terras de Brasília e aquele falo erguido, ao centro, como sinal de virilidade (ou prótese), não há como não ver ali o reflexo de um povo que jaz na estultícia, no marasmo e na inércia. Afinal de contas, aqueles senhores e aquelas senhoras representam alguém que os elegeu para estarem lá. Representam alguém que se identifica com suas carreiras, seus nobres feitos, sua conduta irrepreensível. Representantes e representados formam uma unidade, indivisível e indissociável. Ali estão, não os congressistas de peso, não os parlamentares que atuam para melhorar o sistema jurídico do Brasil. Ali estão, simplesmente, os jogadores, os churrasqueiros, os devastadores, os agiotas e tantos outros influentes participantes de uma sociedade extrativista e ícones de um povo indolente.

O dinheiro público, vale dizer, o fruto de uma tributação impiedosa e agressiva, não encontra administradores e gestores capazes de cumprir o contrato político e social. Como pressuposto de qualquer contrato temos dois princípios norteadores: o da boa-fé e o da probidade. Deste não há o senso íntegro, ético e justo na formação de um sem número de congressistas. Daquela, não há sinal, ao contrário, e, vale lembrar, como já dispunha o antigo Código Criminal do Império, má-fé é o conhecimento do mal e a intenção de praticá-lo. Isto! Má-fé e improbidade norteiam as ações, as omissões, os discursos, os desvios e as lamúrias dos parlamentares (melhor dizer, de qualquer parlamentar, seja federal, estadual ou municipal).

Ouvi do presidente do Senado a declaração de que não sabia sobre os inúmeros diretores e funcionários, alguns fantasmas. Esta declaração, por si só, atesta a má-fé de Sua Excelência. Sim, má-fé é, também, desconhecer algo ou alguém que, no exercício de uma profissão ou atividade é pressuposto de ação! Fosse em outro lugar, o povo teria pedido a cabeça daquele imortal (sem mérito)!

Ouvi do presidente da Câmara dos Deputados os reclamos e lamúrias acerca da mídia e da falta de prestígio que vive aquela casa. Aliás, não apenas ela, mas todo o Congresso Nacional. Equivoca-se aquele Deputado. O Congresso Nacional, seja Senado ou Câmara dos Deputados, não está em jogo.

Apesar de forjarem o jogo, de desvirem cartas, de encravarem no dadinho apenas o número seis e de facilitarem, por ação ou omissão, por loucura ou estupidez, por apego ao dinheiro público e fácil ou simplesmente por incompetência administrativa. Apesar da má-fé e da improbidade, a idéia do Congresso permanece. O conceito de Legislativo permanece. O princípio pelo qual o povo possa ser representado em debates de alto nível mantém-se. E, finalmente, apesar destes Deputados e Senadores estarem ali, ainda é possível imaginar que o “Poder” do Estado possa ser dividido em três frentes de ação clara e transparente!

O resto, bem, o resto é o seguinte: mantenhamos os canalhas à distância (e serão muitos), não nos associemos a estelionatários, agiotas e outras sanguessugas (e serão muitos), não defendamos ninguém na política brasileira, pois, comumente, as cadeiras da política são ocupadas por traseiros perversos (e são muitos) que dispensam ao povo (melhor seria dizer massa) apenas suas flatulências!

31 de março, 2009.

© Pietro Nardella-Dellova. Mestre pela USP. Mestre pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO, ADSUM e FIO DE ARIADNE (org.), das traduções FILOSOFIA DEL DIRITTO PRIVATO (de P. Cogliolo) e GIUSTIZIA (de Z. Zini), bem como, das teses A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (PUC/SP) e A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (USP). Professor de Direito.

Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato/Autorização: professordellova@libero.it

1 commento:

Ricardo Nespoli ha detto...

mancano le parolle per fare delle comenti. Magari un café insiemme