alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 6 marzo 2009

O INIMIGO EXTERNO E O INIMIGO INTERNO ou, porque tenho saudades do Japi e da Juíza


O INIMIGO EXTERNO E O INIMIGO INTERNO

ou, porque tenho saudades do Japi e da Juíza

Pietro Nardella-Dellova

Às vezes, o inimigo é externo e conhecido (que venha este inimigo!!!!). Pode ser as bestas feras do campo, ainda que do gênero humano - que venham! Pode ser Faraó - que venha! Podem ser os amalequitas – que venham! Pode ser Golias – que venha! Podem ser os filisteus – que venham!

Porém, por tantas outras vezes, o inimigo está próximo, bem próximo (junto) que não é percebido – tão próximo, contra quem não podemos lutar. Pode ser Caim, o invejoso irmão mais velho. Pode ser Ló, o avarento sobrinho-filho. Pode ser Laban, o injusto tio-sogro. Podem ser Ruven e Levi, os filhos atrevidos. Podem ser os insaciáveis idólatras do bezerro de ouro, com o apoio do frágil irmão Aaran. Podem ser convertidos rebeldes, trazidos de um Egito escravizante. Pode ser o primo Korach em estado de oposição gratuita e de discórdia. Pode ser Mirian, a irmã que faz lashon hará contra o Mestre.

Pode ser o desrespeitoso e obsceno príncipe amante de moabitas. Pode ser Dalila, a mulher amada. Pode ser Shaul, o supersticioso e esotérico rei a quem não queremos matar. Pode ser Absalão, o belo filho inimigo – todas pessoas que comem à mesma mesa!

Mas, podem, também, existir, muitos Seth, Rahel, Iosef, Yehoshuá, Caleb, Pinchas, David, Jônatas, Sh’lomò – pessoas de bem, próximos ou distantes que, com pequenos atos de bravura, dignidade, afeto e justiça fizeram –e fazem- a diferença!

E, por fim, os melhores amigos, os melhores e mais fiéis amigos, aparecem de forma inusitada, pouco comum, como foram, o Príncipe do Egito para o escravo hebreu, a mula para Bi’ilam, o Monte Nebó para Moshè, a prostituta Raabe que protegeu os mensageiros, a janela pela qual se pode ver Beteshebá, as carroagens que trazem Sulamita para Sh’lomò, os corvos que sustentam o profeta Eliahu, entre outros.

Quanto a mim, os melhores amigos que tive até hoje, têm nome. Japi, aquele belo cão perdigueiro com que meu babbo nos presenteou um dia, cão simpático, que me recebia na primeira juventude e, Juíza, aquela maravilhosa cadela poodle, que encontrei atropelada em plena Avenida Paulista, de quem cuidei com zelo e de quem recebi para sempre, amor e afeto, gratidão e alegria, constantes até o seu passamento.

Saudades do Japi e da Juíza!

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São Paulo, 6 de março, 2009
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© Pietro Nardella-Dellova. Mestre pela USP. Mestre pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Rav na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO, ADSUM e FIO DE ARIADNE (org.), das traduções FILOSOFIA DEL DIRITTO PRIVATO (de P. Cogliolo) e GIUSTIZIA (de Z. Zini), bem como, das teses A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (PUC/SP) e A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (USP). Professor de Direito.

Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato/Autorização: professordellova@libero.it

1 commento:

Ricardo Nespoli ha detto...

Pode ser o amigo que vira inimigo. Pode ser o amigo que desconhece a alma do amigo e se torna inimigo. Pode.