alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 10 aprile 2010

BELLA OU, UMA CANÇÃO PARA A AMADA VOAR





BELLA OU, UMA CANÇÃO PARA A AMADA VOAR
por Pietro Nardella-Dellova

Quem traz o segredo oculto da Poesia, desvela seus sete talentos faciais, e, em um toque apenas, cobre o universo de cores, porque as sete notas musicais aparecem entre fogos de arte e ofício – não artifício! Sete notas musicais e sete fogos... Faz-se música plena! Então, tocada pela voz distante, abre suas asas, e voa, e vai, e encanta, e avança – noite adentro – sobre os setes mares - cortando os sete céus. E, achando o Poeta, traz sete bênçãos femininas, e todas elas iluminam seu próprio ser, mas lançam sombras sobre marionetes...

Porque houve um dia (naquele dia em que se construíram pontes que resistem e unem espaços) em que ela quis aprender sobre o amor, ouvir sobre lições de ternura, e delicada e serenamente, trouxe a feminilidade. E trouxe, também, água de poços, jardins, bocas e pálpebras. E, enquanto caminhavam de um lado para o outro, ouviu-se Música e Poesia, pois, respingavam notas musicais sobre o pentagrama. Era Música, mas, no compasso, foi cristalizando-se e lançando-se sobre o chão levou Poeta e Poesia ao meio! Ela deixou ao chão, desfeito, o arame retorcido da privação, porque aprendeu que havia uma canção na madrugada inteira, cantarolada ao seu ouvido. E ela mesma vai se tornando uma canção, um céu, um sol, uma lua e uma sensação. E vai se tornando a descoberta de um tesouro, de um paraíso, da pérola, em função da qual o mergulho poético acontece em explosão de sentimentos bons.

E depois, quando havia ainda o clarão do sol, avistou-se, à distância, o Poeta voar pelos quatro cantos. Havia sete fotografando o espelho, mas somente uma, incandescente, desfez a cera, e movimentou-se, corajosa, em busca da Poesia única e do passo adiante, cobrindo-se com um manto de singular sensualidade. Era algo! O azul confunde-se, às vezes, ao verde, porque não se sabe mais o que é espelho e o que são as pupilas dilatadas. E, por vezes, encontramos em fontes distantes a água que nos mata a sede, pois, afinal, vivemos de sede em sede! O Poeta voou? O Poeta é, então, um anjo, um arcanjo ou um querubim? O Poeta vai, na brisa da sua própria humanidade, ao encontro da pele que perfuma de amor. E caminha, ainda, diante do mar aberto, esperando a espuma lhe cobrir os pés. A mulher é um desenho? Uma imagem formada do encontro da névoa e luz? A mulher vai, na brisa da sua anterioridade, ao encontro da pele perfumada de Poesia.

E eu contorno os lábios com Poesia e Música. Os cabelos, a pele suave, o umbigo pleno do vinho parecia um mar de vermelho espelho... De onde veio ela, que trazia o céu em seu rosto. E por que portava serenidade em brisa de primavera, se a dor, contida, não havia sido surrada em uma boa gargalhada. E, no movimento decidido e libertário, saiu cantando aos ventos, e espalhando as sementes de sua ternura. E, novamente, o Poeta abriu suas asas e foi visitar o jardim que a mulher plantou, com flores multicoloridas. Mas, ela não tinha asas – tinha flores, apenas flores! E tinha, também, um espelho...

Quando volta? Quando passará pela ponte correndo e dançando? Estendi a mão e ouvi o barulho das piscinas artificiais. Vem, abra sua asas e voe, e cante uma canção noite adentro, uma canção que ressoe pelos montes. Quando voltar, mulher plena, deixará um rastro de fogo e encanto, e os poros ficarão plenos de intensidade, e música e perfume. Porque há mulheres que nasceram para amar sete mil anos.

Pouco a pouco, a mulher vai se fazendo e se construindo, com sua força e determinação, com sua graciosidade e beleza, com sua inteligência e “poiesis”. A mulher se faz – não pode ser feita!

Recife, Pernambuco, 19 de outubro, 2009


© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009). Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/


contato: professordellova@libero.it

3 commenti:

Juliana ha detto...

Este texto me assombra pela exatidão da descrição.
Como Villa Lobos um dia perguntou de onde vinha a Música , eu pergunto de onde vem a Música e de onde vem estas Palavras e a emoção nelas embutida . Realmente assombroso . Tenho divulgado seus escritos . São todos de tirar o fôlego , ou melhor do que isso ,me desafiam a continuar tendo fôlego.Obrigada , Doutor .

vera ha detto...

Pietro desde o descobri,me descobri lendo sua lindas poesias.aconchego da alma ....graçias

vera ha detto...

Pietro desde quando te descobri, tambem me descobri, com suas lindas poesias graçias