alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 12 novembre 2009

CAPITÃO BIZARRO ou, A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA DO RIO


CAPITÃO BIZARRO ou, A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA DO RIO

por Pietro Nardella-Dellova


I
Como todos souberam e, estranhamente, ficaram chocados, houve a divulgação de imagens da atuação sombria da polícia do Rio. Como qualquer momento sensacionalista, as imagens criam um impacto e dão, aos desavisados, a impressão de que o que se vê, é apenas aquilo e nada mais.
II
Ficam, então, a imagem agressiva, o choque em uma população narcotizada e o “blá-blá-blá” do Comando da PM carioca e manifestações circenses daquele Governo Estadual. O triângulo perfeito de pasmo, idiotice e inércia governamental ou, a expressão máxima de um sistema falido e enterrado até as ventas!
III
A questão da corrupção policial, não apenas no Rio, mas em todo o Brasil, ultrapassa séculos, mas, nas últimas décadas, é tal a decadência, e tal a corrupção que não há necessidade de imagens globais nem de falácias político-governamentais. Pois, a doença está aí, carcomendo a sociedade por dentro, aliás, de onde nasce, onde se fortalece e onde se torna incurável.
IV
O que se viu naquelas imagens, até pelo nome do então capitão Bizarro, é algo “bizarro”, mas, não passa do “escarro” televisivo. O que está dentro é bem mais feio. A tuberculose que gera a tosse destrói há anos as estruturas de civilidade e Estado de Direito. Neste caso, não importa muito quem morreu. Se foi um líder do AfroReggae ou um catador de papelão, pois o Estado de Direito deveria ser para todos!
V
Ocorre, porém, que a corrupção policial não é de geração espontânea. Nem a corrupção política. Nem a corrupção educacional. Nem a corrupção religiosa. Nem a corrupção econômica. Nem a corrupção cultural. A corrupção nasce simplesmente da sua prática individual, cotidiana, continuada, de cada pessoa que, por isso mesmo, fica hipocritamente espantada diante das imagens do monstro que ajudou a criar e que, nem de longe, pretende matar.
VI
Pois, há monstros que se ligam, aderem, confundem-se com o comportamento de cada um (e de todos). Vamos aos Jogos Olímpicos, à Copa, ao Carnaval, às Eleições e, por desgraça, ao Horário Eleitoral Gratuito. Vamos formando, cada vez mais, ambientes propícios à corrupção, vendendo sentenças, desviando verbas públicas, elegendo falaciosos, retardando o curso processual com recursos de meliantes, atribuindo e recebendo notas escolares via pressão da tesouraria das Escolas e Cursos Superiores, ou pelo tamanho do silicone nos peitos ou tamanho de prótese no falo.
VII
O Brasil é um território maravilhoso, com riquezas naturais estupendas, com um litoral de brilahr os olhos. O Brasil, ora, digo, as terras do Brasil, a paisagem do Brasil, o que sobrou das florestas do Brasil, as águas do litoral do Brasil, tudo, enfim, é fantástico!
VIII
Pena que a seu povo continua sendo, apenas, uma acampamento, e seus líderes um monturo de indecência, hipocrisia e enriquecimento ilícito. Pena que sua formação seja ainda, e sempre, a da corrupção, do jeito fácil, do cancro educacional, das falácias políticas e da pacifividade popular!
IX
E, como dissera outrora, o boca maldita Oswald de Andrade: "e continuam fazendo telhados"!

Campinas, SP, 26 de outubro, 2009


© Pietro Nardella-Dellova. É Professor Universitário, Escritor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org./co-aut. 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009. Mais textos, contato e informações, veja em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ ou pelo e-mail: professordellova@libero.it

2 commenti:

André Gustavo ha detto...

Com toda certeza Profesor ... Poucas vezes tive a oportunidade de ler uma análise tão perfeita da situação incrível que se vive no Brasil.
A inércia da população é o deleite dos politicos que se vangloriam da sua incopetência e da própria falta de continuidade de suas falsas politicas de proteção ao cidadão iludido.
Assistimos entrevistas que se sucedem em horário nobre de páis desconsolados, feridos pela perda e ludibriados pelas promessasa inóquas de falsas autoridades.
Parabéns pela análise corretíssima, perfeita !
Saudações
AGMilward - RJ - Brasil

betania ha detto...

Parabéns, dellova muito bom seu cometário,vivemos em nosso país, situações...deprimente onde a população, é a maior prejudicada esperamos dos governantes e legistas uma atitude, do jeito que tá não dá a pergunta que fica onde vomos para?
um abraço!