alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 12 aprile 2010

RIVKAH ou, uma nova canção para uma mulher amada


RIVKAH ou, uma nova canção para uma mulher amada
por Pietro Nardella-Dellova

Ah, minha cara, entrei em teu Jardim, e caminhei por entre imagens, sons e almas dos teus universos. Entrei pelo Leste do teu Jardim, e ouvi vozes, muitas vozes, que vêm de todos os centros, de todos os poros e de todas as bocas, mas, entrarei, ainda, pelo Oeste, e pelo Norte e pelo Sul e cercarei teu Jardim, farei jorrar um rio dali e mergulharei bem no seu meio.

Estas vozes me chamam de alguma forma, e se abres tuas asas, abro, também, as minhas...

Então, depois do mergulho, voaremos alto, bem alto, onde alcançamos estrelas, de onde veremos o teu Jardim, e por onde molharemos os lábios no gotejamento poético....

Ah, meu Beija-flor, vens à mão de um Poeta, e me provocas com a tua Música, com os acordes da tua presença, vens em nome do "impulso poético" e me convidas a um Jardim de delícias. Eu vou, então, e tenho olhos para tuas Flores, e tenho ouvido para tua Canção, e tenho asas para o teu Vôo.

Vens, assim, como beija-flor, mas és deusa encandescente, e tuas asas não são brancas, são multicoloridas, a voz ecoa e faz vibrar as pétalas e a cada passo um encontro se estabelece. Ao final, tudo será música nestes Alpes.

Espera um pouco, ainda não. Primeiro entrarei mais, pelo Oeste, Norte e Sul do teu movimento, e vou ouvindo tua canção, se sabes tomar com uma das mãos as sete notas musicais, enquanto a outra desenha um busto, se perdes a gota do vinho nos cantos da boca enquanto cantas, e se tuas pupilas ficam, assim, dilatadas ao encanto enquanto brilham os olhos na dança. Ao passar, verei se teus lábios se intensificam e se sopra uma brisa sobre as flores...

E vou ao Centro criando passagens e, antes que percebas, colocarei minha mão à terra para sentir-lhe a umidade e substância, enquanto, com a outra, afastarei os arbustos. Depois, Rivkah, a emoção será apenas um detalhe quando jorrarem as águas da intensidade e tua canção se transformar em urro, grito e gemido, ecoando por todo espaço.

Quando voltar, teu Jardim terá caminhos perfumados, e cada flor terá um nome. Cada nota terá um sentido musical para os teus pés. E tua dança será um estado de plenitude, de comunhão e feminilidade, porque ao dançares terás as asas no alto, os pés na terra, o perfume das flores, e a pele molhada nas águas deste rio. Tua dança será, então, o conhecimento e a umidade de corpos e almas, de Poesia e Música, de perfumes e brisas, da consciência absoluta de um jardim visitado, mas, ainda assim, mantido no segredo de um toque apenas...

Sankt Gallen, Svizzera (Schweiz, Swiss), 11 novembre 2009.

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009). Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/

4 commenti:

Daiane ha detto...

Nossa que texto provocante, excitante na verdade. Adorei, só me resta dúvida se é "aditamento" ou alteração de "BELLA OU, UMA CANÇÃO PARA A AMADA VOAR"

Abraço

denise ha detto...

Uma nova canção para uma mulher amada...tao bela...intensa..forte e sencivel como RIVKAH!...

Maria Janice ha detto...

Ah!, Poeta... covardia. Teus escritos é que chegam como o próprio jardim de delícias. És tu quem convida, provocativo,com teu cântico poético, fazendo suplantar a palavra diante do materializado gozo visceral. E todos devem voar...

Isabel Bell ha detto...

Pietro, lindo texto acerca do céu, se há um céu, lá deve haver esse tipo de sensação e de encantamento, senão não faria jus a ser "céu". Grazie, beijo afetuoso, Isabel