alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 22 settembre 2009

PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO DO LIVRO: "aMoRteDoPoEtA nOs penHaScos EoUtros MoNóLoGos", outubro, 2009


PROGRAMA, LOCAIS e DATAS de LANÇAMENTO DO LIVRO


aMoRteDoPoEtA
nOs
penHaScos
EoUtros
MoNóLoGos

B"H

Prezados amigos e amigas, finalmente, o meu novo Livro, “A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS”, será disponibilizado. O Lançamento se dará em vários locais e datas e, como poderão observar, a Programação segue o universo do próprio Livro, com matizes e tópicos variados, mas sempre dentro da organização dos Diálogos e Monólogos. Em cada oportunidade, farei uma Palestra ou desenvolverei Estudos e Autografarei os exemplares. Conto com o carinho e presença de todos, bem como, com eventual sugestão/convite para novos Encontros. Sejam bem-vindos.


Programação/Estudos/Palestras/Autógrafos:


2/10 a 5/10
Em vários locais, com Diálogos sobre Torá, Palestras, Bolo de Fubá e Café de coador
Estudos: TORÁ, MODERNIDADE E JUDAÍSMO:

Local: Bahia
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6/10, 19h
OAB/SBC – Auditório Rodolfo Alonso Gonzales
Palestra: DIREITO E PERVERSIDADE POLÍTICA
Local: Rua 23 de Maio, 215 – São Bernardo do Campo, SP
Ao lado do Fórum SBC – (011) 4368.0090
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7/10, 19h
CIEJA – Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos
Palestra: PROCESSO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA E HUMANIZAÇÃO
Local: Rua Francisco Ramos, 132, São Paulo, SP
Fone: (011) 56315703; (011) 56320391
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9/10, 19h
Sala de Concertos Drª. Léa Ziggiatti Monteiro
do Conservatório Musical Carlos Gomes
Encontro: MÚSICA E LITERATURA
Local: Av. Dr. Hermas Braga, 841, Campinas, SP
Fone: (019) 32530375
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de 13 a 16/10

Outros Encontros/Locais a confirmar:

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Contato, Informação e Sugestão para Palestras:
e-mail: flaviaalbanese@hotmail.com


ou telefone: 019-32533345


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Alguns trechos do Livro




aMoRteDoPoEtA

nOs

penHaScos

EoUtros

MoNóLoGos



2009



Pág 15

“...O avião pousou em Napoli...”

Pág 18

“...Ele me olhava com seus olhos iluminados por tudo o que é humanamente sagrado, e foi tirando o pedaço de pão caseiro do casaco, mas, respeitou alguns minutos do silêncio e, só depois, perguntou o que faríamos....”

Pág 19

“...Eu vejo, caro babbo, seus olhos verdes num sguardo de bondade expressiva, dizendo sempre alguma coisa, lançados sobre mim como se fossem os olhos de D’us (e não o são?). As mãos grandes, a face meio rosada, o riso sonoro, os olhos verdes, os bigodes ruços, a barba grisalha e a sua voz... Era a bênção única (e ainda é) ouvir a voz traduzindo Petrarca, lembra-se?...”

Pág 34

“...Aliás, deixe fora o que ama qualquer coisa e despreza o humano e o Eterno, sobretudo, o íncubo opressor, preconceituoso, prepotente, corporativista, agiota, banqueiro, latifundiário, traficante, legalista, pedófilo, sádico, mercenário, imperialista, nazista, fascista, antissemita, terrorista, torturador, carrasco (e qualquer vampiro e parasita) e, ainda, o súcubo covarde, invejoso, voyeur, masoquista, fanático, racista (negro ou branco), monarquista, republicano caffellatte, getulista, militarista, antiético, traidor, que abraça e ri o riso odontológico, sem razão, e não olha nos olhos. O mentiroso, carlista, malufista, congressista (e qualquer hospedeiro e escória da humanidade)...”

Pág 51
“...Em Jerusalém encontramos pessoas iniciadas nas práticas verticais e mulheres cobertas. Mas, em Napoli, o melhor é não deixar sua mulher desacompanhada, caso ela seja bonita! Sendo muito bonita mesmo, dedique-se a ela diuturnamente, e se tiver um filho, cubra sua mulher de terra e mar e, se tiver dois filhos, cubra-a de terra, mar, céu e ar, e de chocolates, e de flores, e de carícias, e de esplendores, e de música, e de vida – compre sempre chocolates e não tranque a adega!...”

Pág 72
“...Os olhos da menina-mulher pareciam de algum lugar, de algum tempo, de algum espaço no redemoinho das memórias inexplicáveis de alguma época servida a palco de alguma vida, de algum universo, de oportunidade remota, distante. Os lábios, então, vibraram. Os olhos se fixaram ainda mais profundamente nos olhos expressivos da mulher parada no corredor – ela queria vinho e Poesia....”

Pág 99
“...Porque há pessoas que odeiam águas, e pão e encontros. Odeiam árvores, plantas, flores, cães, gatos, pombos, passarinhos, terra, abraços, crianças, pobres, judeus e outras pessoas. Eles cobrem o planeta de concreto, asfalto e mentiras, fiscalizam a vida alheia e espalham o fermento da sua estupidez, maldade e perversidade, roubando o tempo vital. Não falarei de canalhas hoje!...”

Pág 132
“...Vá, e encontre aquela mulher, que anda presa, ainda, às rezas que drogam e idiotizam, transformando jardins de inverno em flores plastificadas, e arquiteturas italianas em caixas de papelão molhadas. Vá, minha cara, desate os nós que se formaram nos jogos de cordas, na solidão do bem-me-quer, e tente trocar o barulho de um vinil em dias de festa de aniversário ou fumaças de formatura, por uma Poesia de Drummond. Tente dizer ao ouvido daquela mulher que a vida clama, e não espera. Que a vida passa...”

Pág 139
“...Por isso mesmo, o amar e o ensinar Torá se convertem em uma mesma relação. Amar não é ter ou possuir, escravizar ou pendurar na parede, seja uma cabeça ou uma fotografia. Amar é lançar o outro adiante, na luz e nos processos de libertação. E, assim, na constância, convertê-lo em TU! Amar não é um procedimento idolátrico, diante de um deus grego ou romano, mas uma descoberta, uma realização, uma libertação, uma unção...”

Pág 164
“...Tais elementos da natureza, os quatro materiais, já estão nos primeiros textos de Bereshit (Gen.): fogo, terra, água e ar! Mas, no nosso caso, aparece, ainda, um quinto elemento, que organiza o tempo/espaço, os quatro elementos básicos. Elemento para organicidade. É a Ruach HaElohim – o elemento feminino da Criação! Ruach é como a Poiesis!...”

Pág 171
“...Não importa qual seja o ato/atitude para o mal ou para o bem. Seja o ato de cortar uma flor, de esmagar um inseto, manter peixinhos em aquários, de responder rispidamente, de faltar a um compromisso, de lançar um papel de bala à via pública, de mencionar o nome de alguém ausente; seja o de destruir florestas inteiras, atirar uma pedra contra um passarinho ou prendê-lo em uma gaiola, matar golfinhos ou baleias, difamar ou desmoralizar uma pessoa, ...”

Pág 183
“...Voltar os olhos para o universo do si mesmo é um encontro, uma descoberta multifacetada! Voltar os olhos para o si mesmo não é contemplar-se diante do discutível espelho, mas passar em revista, com todos os recursos, a integridade do Eu....”

Pág 229
“...– Não podemos comprar bibliotecas virtuais, livros virtuais? Afinal, são novos tempos! E concluiu: – Aluno é igual caixa eletrônico de banco!
Bah! Caixa Eletrônico? Casino? Terreiro? Bahhh!
The Godfather, também, chamado de O Louco, formou-se medindo a temperatura dos animais. Não dormia nunca e nunca tinha uma idéia, senão a idéia fixa de formar um CE!...”

Pág 257
“...abençoe, sem perda de tempo, seus filhos em cada manhã, em cada tarde e em cada noite – ensine-os que o pão deve ter o gosto do suor e que os ratos vivem em esgotos, no lixo e na escuridão. Fale do Eterno para eles, ajude-os a amar o Eterno, ajude-os a entender a construção de cada dia e ensine-os a ganhar, por si mesmos, o pão justo e honesto a cada dia. Aponte-lhes as estrelas, e a lua, e o Sol, e os mares, e as flores, e os pássaros, e os animais, e os montes, e os jardins e, assim, somente assim, saberão o porquê de tudo ser “bom”, e o porquê do homem completo ser “muito bom”. Livre- os da estupidez e droga religiosas e dos gritos intermináveis em cultos idolátricos, a fim de que enxerguem e se libertem das correntes teológicas. Livre-os do culto ao falo!...”

Pág 265
“...Vivemos o nosso tempo, e o nosso tempo é um misto de espanto e inércia, idiotice e fantasia, coisificação e anulação completa. E desse ângulo procuramos sinais, pistas, endereços e indicações para um passo, o passo a seguir, repleto de dubiedades, inseguranças e fragilidades humanas. E, no meio dessa espessa e sufocante nuvem de fogos de artifício, encontramos a carne suave e a feminilidade daquela mulher, feita de variadas pedras, variados elementos e multifacetada música corporal....”

Pág 271
“...comam e bebam! Principalmente comam!
– Venham todos:
alegrem-se, festejem, toquem, comam espetinhos malpassados, verduras, tomates e moscas e bebam... fanta!
– É festa!
A Poesia e o amor perderam – viva!
A amada está morta!...”

Pág 276
"...Essa mulher que transita entre corredores da biblioteca, não como quem foge do enfrentamento de cada página, mas como quem volta agradecendo silenciosamente pelos mundos descobertos, porque ali ela reencontra os sábios e os poetas que iluminaram seus sonhos, abriram seus poros e apontaram uma direção. Ela sabe de onde veio e onde quer estar! Ela olha, se veste, se penteia, caminha e ela dança, sabendo que... seus olhos e os lábios de sua boca se dilatam ..., porque esse é o seu corpo e sua alma. Então, ela se percebe superior, como quem deixa relacionamentos opressivos sob os pés... vai, e voa, como quem deixa homens idiotas cultuando seus próprios órgãos, como quem conduz o mundo... pelo sussurro...Por isso mesmo, plena da virtude feminina e da experiência dialógica, da delícia poética, fortalecida pelas vozes e páginas iluminadas, completa dos sentidos descobertos, essa mulher, absoluta, abre suas asas ao sol...."

Pág 279
“...O mais importante não é apenas suplantar o deserto, como nossos pais fizeram entre o Egito e Canaã, mas, principalmente, não perder nossa humanidade, nossa capacidade de fazer o bem, nossa capacidade de honrar, de respeitar, de viver em companhia uns dos outros, de simplesmente não desejar o mal ao outro....”

Pág 284
“...Dizem que naquela rua, diante daquela construção, quando são altas horas da noite, todos os que por ali passam, ouvem sons e gemidos, sons estranhos, resmungos, urros selvagens, sons indecifráveis, que se espalham pelos prédios vizinhos, pelos andares superiores e inferiores, elevadores, ruas, portões, garagens...”

Pág 290
“...O avião pousou outra vez em Napoli...”




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© Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), das traduções FILOSOFIA DEL DIRITTO PRIVATO (de P. Cogliolo) e GIUSTIZIA (de Z. Zini), bem como, das teses A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (PUC/SP) e A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (USP). Professor e Consultor de Direito

venerdì 11 settembre 2009

SETE DE SETEMBRO, em 2009 ou, este é o Brasil que vence!


SETE DE SETEMBRO, em 2009 ou, este é o Brasil que vence!

por Pietro Nardella-Dellova


Estava em viagem no dia 7 de setembro, quando parei em um posto para o café. Na parede um televisor transmitia a programação de determinada rede de televisão. Chamou-me a atenção os vários quadros, tais como, os jogos em que a seleção foi vencedora, os campeonatos em que Guga levantava sua raquete, vitorioso. Vi, também, as cenas marcantes das muitas vitórias de Senna, dos nadadores e ginastas em seu desempenho impecável, das belas meninas e dos bons rapazes do vôlei e, ao final, alguém dizendo: “este é o Brasil que vence!!!”

O café estava à mão esquerda (café com espuminha característica) e revisitar cenas do mundo esportivo, sobretudo, a dos ginastas e dos jogadores do vôlei, é sempre uma coisa boa e prazerosa. Mas, a frase final do apresentador da programação, causou-me estranheza. Realmente, a frase não cabe naquelas cenas, nem ao seu final, pois o que se via ali eram pessoas que, por esforço e talentos próprios, participaram de embates esportivos e saíram vitoriosos, sem que jamais recebessem algum incentivo do “Brasil”. Ao contrário, bem ao contrário!

Obviamente, aquela rede de televisão fazia uma transferência de vitórias do individual para o coletivo, dando a entender que aquelas vitórias, por exemplo, as do Senna, pertencem a todo mundo (e as derrotas do Barrichello, pertencem a quem?). Setores específicos, como Educação, Esporte, Cultura, Meio Ambiente,Tecnologia, Ciências, Música, Literatura, Artes Cênicas, Saúde, Turismo, Segurança Pública, Habitação, entre tantos outros, mostram índices de derrotas (a quem pertencem essas derrotas?).

Assim como o Hino Nacional é executado, com detalhamento da Bandeira do Brasil, diante dos gramados futebolísticos, nas quadras de vôlei, nas piscinas olímpicas e ao zunido das raquetes ou ventos dos veleiros (de forma imprópria, pois aquelas vitórias continuam sendo individuais ou, no máximo, do grupo e técnicos que delas participam), poderia, também – agora, de forma apropriada e eloqüente, ser executado (com detalhamento da Bandeira) em face de crianças violadas e violentadas pelo “Brasil” que dorme e ronca, em homenagem às milhares de pessoas que não têm nem acesso nem informações sobre quaisquer pandemias atuais (e devem ser muitas mesmo!), diante de cada hectare (entre os milhares) de árvores amazônicas derrubadas por madeireiros e pecuaristas doentes e excitados. O Brasil que vence, tem no seu Sete de Setembro, muito por cantar o Hino Nacional e se envolver com a Bandeira, assim como o fazem os senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores, presidente, governadores e prefeitos corruptos (tudo com letra minúscula mesmo, pois me refiro a criminosos!). Por questões pessoais, ficarei apenas no Legislativo e Executivo (hoje!)

Aquelas vitórias individuais ou de grupos de atletas, atribuídas ao “Brasil que vence” é uma incoerência, quando não uma falsidade coletiva. É a mesma coisa, quando ouvimos: “a humanidade chegou à lua”, quando sabemos que a humanidade não chegou à lua - alguns homens chegaram à lua a partir de alguns organismos, entre os quais, a NASA. A humanidade continua nas cavernas, nas lutas canibais, nos esgotos metropolitanos, nos grunhidos virtuais.

Pois bem, aquelas vitórias são dos atletas ou de seus técnicos! E basta! Os desvios, cuja lista alcança a lua, dos usurpadores do Legislativo e do Executivo (neste caso com letras maiúsculas, pois me refiro ao conceito maravilhoso de dois dos “Poderes” da República, e não aos homúnculos que os tomaram), sem dúvida, são de todos! Cada desvio, cada discurso e salivas babadas desses homúnculos, cada contrato assinado às escuras, cada mala de dinheiro público disponibilizada em farras oficiais, cada ato secreto, enfim, cada item desta longa lista, pertence ao povo brasileiro, com direito à Bandeira e Hino, pois os homúnculos, diferentes dos atletas, não são de geração espontânea, mas criados na escuridão de cada uma das seções e urnas eleitorais que a todos pertencem, a menos que realmente concordemos que o povo brasileiro é mesmo hipossuficiente, continua em cavernas, pratica canibalismo, habita esgotos metropolitanos, comunica-se com grunhidos e acredita, ainda, no grito de liberdade de D. Pedro I!

São Paulo, 11 de setembro, 2009


© Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), das traduções FILOSOFIA DEL DIRITTO PRIVATO (de P. Cogliolo) e GIUSTIZIA (de Z. Zini), bem como, das teses A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (PUC/SP) e A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (USP). Professor de Direito e Consultor Jurídico.

Contato: professordellova@libero.it