alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 24 novembre 2009

RELIGIÃO ou RE-LIGARE (À MORTE)




RELIGIÃO ou RE-LIGARE (À MORTE)
por Pietro Nardella-Dellova



Precisamos escolher cada palavra quando o assunto é delicado, sobretudo, quando se trata de „religião“.

Sinto que cada um caminha conforme a brisa e o vento, pois não temos mais que brisas e ventos no que respeita às religiões. Algumas mais antigas, outras familiares, outras modernas, e assim por diante...

A religião, como a palavra está revelando, explica-se pelo latim, e significa simplesmente „re-ligare“. A luta humana em „religar“ os vivos aos seus mortos. Porém, nada mais medieval e cruel que ensinar que o „re-ligare“ seja o reencontro do homem com D-us, como se algum dia o homem estivesse „desligado“ de D-us.

Diante da morte, cotidiana e insuperável, o homem foi criando os mais diversos mecanismos para compreender este fenômeno e encontrar-se, digamos, com mais tranqüilidade. Daí, o resultado religioso, como as grandes pirâmides egípcias e outras construções humanas bem exemplificam. Religião, então, tem a ver muito mais com um estado de morte!

Fora este aspecto, podemos compreender a „religião“, hoje, como um estado de desvario. Vejo a religião com uma certa desconfiança, temor e preocupação, pois milhares de pessoas já morreram por conta dela (ou delas)! Outras milhares morrem e, atualmente, parece-me, que estamos regredindo neste particular, em manifestações de pura insanidade religiosa!

Procuro compreender o caminho de cada um, não como se eu fosse um deus, mas uma pessoa que deve conviver com diferentes pensamentos e culturas. Entretanto, qualquer movimento que oprima pessoas deve encontrar resistência, seja ele de caráter religioso ou político. Às vezes, em nome da religião „a“ ou „b“ cometem-se abusos. E como humanista ativo, coloco-me em pé de guerra.

Respeitar, tolerar e aceitar as diferenças é bem relativo! Até dá para aceitar quando alguém reza para este ou aquele „deus“, ou recita este ou aquele texto e faz esta ou aquela cerimônia. Mas, não dá, por exemplo, para calar, em nome da tolerância religiosa, diante das „opressões contra pessoas como as que ocorrem em determinadas religiões“. Eu daria uma lista longa de atos e atividades opressivas em determinadas religiões (de ontem e de hoje), mas cansaria meus leitores...

Prefiro a Música, a Poesia, a Dança, a Pintura, e outras manifestações artísticas da alma humana. Pois, os que buscam em sua „arte“, qualquer que seja ela, a expressão de sua própria humanidade, têm mais razão e estão conforme a natureza dos elementos da criação. A Religião está fora do contexto artístico, pois a Arte é vida, aproxima pessoas e as torna melhores, enquanto a religião está em um mar de podridão e violência!!!!

A Arte é vida! A Religião é morte!

O estato de quase psicopatia, alienação e maldade são algumas das características religiosas. E, antes que me esqueça, D-us nada tem a ver com religião! Ele, D-us, vale por si mesmo, e não pelo que as religiões falam dEle, ou em Nome dEle!

Vejamos os religiosos do mundo que, em sua maioria, ainda se explodem por preceitos religiosos, bebem sangue e comem carne humana (ainda que em copinhos de suco ou de vinho ou, ainda, em pão), enganam com mentiras e retiram o dinheiro dos trabalhadores, usam textos roubados ou falsificados, perturbam com um delírio missionário a casa de cada um, a praça de cada um e a paz de cada um e, ainda, esperam, com tesão e excitação injustificados, o fim do mundo!

Mantenho, apesar disso, que o Eterno nos tenha feito simplesmente para viver, e viver com alegria, sem muita reza - talvez sem nenhuma reza! E, valendo-me de um texto bem antigo, o Eterno, diante de tudo que tinha feito, suspirou: "...é muito bom..."!

Sankt Gallen, Svizzera (Schweiz/Swiss), 7 Kislev 5770 - 24.11.2009.

imagem/foto de ilustração: Thais Freire

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/ e para contactar utilize o e-mail: professordellova@libero.it
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RELAÇÃO DE TEXTOS PUBLICADOS NO CAFÉ & DIREITO

giovedì 12 novembre 2009

CAPITÃO BIZARRO ou, A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA DO RIO


CAPITÃO BIZARRO ou, A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA DO RIO

por Pietro Nardella-Dellova


I
Como todos souberam e, estranhamente, ficaram chocados, houve a divulgação de imagens da atuação sombria da polícia do Rio. Como qualquer momento sensacionalista, as imagens criam um impacto e dão, aos desavisados, a impressão de que o que se vê, é apenas aquilo e nada mais.
II
Ficam, então, a imagem agressiva, o choque em uma população narcotizada e o “blá-blá-blá” do Comando da PM carioca e manifestações circenses daquele Governo Estadual. O triângulo perfeito de pasmo, idiotice e inércia governamental ou, a expressão máxima de um sistema falido e enterrado até as ventas!
III
A questão da corrupção policial, não apenas no Rio, mas em todo o Brasil, ultrapassa séculos, mas, nas últimas décadas, é tal a decadência, e tal a corrupção que não há necessidade de imagens globais nem de falácias político-governamentais. Pois, a doença está aí, carcomendo a sociedade por dentro, aliás, de onde nasce, onde se fortalece e onde se torna incurável.
IV
O que se viu naquelas imagens, até pelo nome do então capitão Bizarro, é algo “bizarro”, mas, não passa do “escarro” televisivo. O que está dentro é bem mais feio. A tuberculose que gera a tosse destrói há anos as estruturas de civilidade e Estado de Direito. Neste caso, não importa muito quem morreu. Se foi um líder do AfroReggae ou um catador de papelão, pois o Estado de Direito deveria ser para todos!
V
Ocorre, porém, que a corrupção policial não é de geração espontânea. Nem a corrupção política. Nem a corrupção educacional. Nem a corrupção religiosa. Nem a corrupção econômica. Nem a corrupção cultural. A corrupção nasce simplesmente da sua prática individual, cotidiana, continuada, de cada pessoa que, por isso mesmo, fica hipocritamente espantada diante das imagens do monstro que ajudou a criar e que, nem de longe, pretende matar.
VI
Pois, há monstros que se ligam, aderem, confundem-se com o comportamento de cada um (e de todos). Vamos aos Jogos Olímpicos, à Copa, ao Carnaval, às Eleições e, por desgraça, ao Horário Eleitoral Gratuito. Vamos formando, cada vez mais, ambientes propícios à corrupção, vendendo sentenças, desviando verbas públicas, elegendo falaciosos, retardando o curso processual com recursos de meliantes, atribuindo e recebendo notas escolares via pressão da tesouraria das Escolas e Cursos Superiores, ou pelo tamanho do silicone nos peitos ou tamanho de prótese no falo.
VII
O Brasil é um território maravilhoso, com riquezas naturais estupendas, com um litoral de brilahr os olhos. O Brasil, ora, digo, as terras do Brasil, a paisagem do Brasil, o que sobrou das florestas do Brasil, as águas do litoral do Brasil, tudo, enfim, é fantástico!
VIII
Pena que a seu povo continua sendo, apenas, uma acampamento, e seus líderes um monturo de indecência, hipocrisia e enriquecimento ilícito. Pena que sua formação seja ainda, e sempre, a da corrupção, do jeito fácil, do cancro educacional, das falácias políticas e da pacifividade popular!
IX
E, como dissera outrora, o boca maldita Oswald de Andrade: "e continuam fazendo telhados"!

Campinas, SP, 26 de outubro, 2009


© Pietro Nardella-Dellova. É Professor Universitário, Escritor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org./co-aut. 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009. Mais textos, contato e informações, veja em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ ou pelo e-mail: professordellova@libero.it

martedì 10 novembre 2009

Center Stage :: Final Show ::

o vídeo Center Stage :: Final Show :: é singularmente poético e encantador... Mas, ele nao é tao simples assim, nao é apenas uma performance dançante. Ele traz algo da alma do universo e do sviluppo feminino sobre a terra, de como ela alcança o poder decisório. Veja-o, e faça a leitura!