alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 19 ottobre 2010

INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU, POR QUE AMO A TORÁ...


INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU,
POR QUE AMO A TORÁ...
Pietro Nardella-Dellova


A Torá ergueu o homem das camadas inferiores e o colocou em pé, ensinando-o as notas musicais e o fez abrir os olhos e ver ali, diante de si, o elemento feminino transbordando música e vida! Ela deu, enfim, sentido ao homem, e deu encanto, inteligência e poesia à mulher, e cada uma de suas letras afogueadas desde o alto, brilha em uma coroa que movimenta e organiza sabedoria e compreensão, bondade, poder e beleza, eternidade, esplendor e fundamento e, por isso mesmo, o reino da humanidade vai se estabelecendo em busca de harmonia e paz. A Torá é, de fato (e de forma geral), um presente para a humanidade – mas, para alguns, tornou-se toda a experiência de vida!

Por isso mesmo amo a Torá, porque não estou só no mundo e em qualquer parte reconheço meus pares que se vestem dela. E não importam quais sejam aqueles que investem contra nós (de dentro ou de fora), de ontem e de hoje, com lanças ou tiros, discursos ou fogo – ela alimenta uma alma plenamente agigantada na sua experiência! Ela renova minhas forças a cada vez que ergo um menino nos seus primeiros dias de vida ou ouço o nome de uma filha anunciado como disposição de bênção de seu pai. A Torá nos leva à Bimá - e não o contrário, onde somos profundamente humanos porque dali e em direção ao sol nascente nossas faces são iluminadas e voamos ao centro do mundo, ao lugar por onde passaram Shem - o Mestre de Justiça, e Avraham, Ytzchak e Ya’akov. O lugar por que sonhou Moshè rabenu!

Mas, ela não me aliena. Não me faz desperdiçar energia com fantasias nem com o desconhecido além do rio. Ela me remete à minha boca, ao meu peito, às minhas mãos, aos meus pés e aos meus olhos. Ah, eu amo a Torá porque ela me faz amar meu corpo plenamente abençoado por HaShem e, sobretudo, porque, tomado pela mão, ela me ajuda a construir um mundo de sentimentos bons e em seu contexto crio tantas coisas boas, desde o campo ao espaço, das águas aos desertos, de onde tiro o a multiplicação dos meus animais, e abro asas de fogo, e transformo sal em vida, e faço nascer o algodão e a romã. A Torá me realiza e me dá o poder de discernimento do sim e do não, da proximidade e da distância, dos que devem se sentar à mesa e dos que devem ser mantidos longe.

Eu amo a Torá porque ela me ensina o tempo e o espaço, onde vivo na máxima expressão humana. E me ensina a ver tudo como Jardim do Eterno, pois não importa onde esteja ou aonde vá, no hemisfério sul ou norte, no gelo perpétuo dos Alpes ou na Floresta Amazônica, no vale verdejante do Jordão ou na solidão do Neguev, no leste ou oeste – seja em qualquer lugar, em qualquer terra, em qualquer mar, por onde navego, ou céu, por onde vôo. Não importa a cor das pessoas que encontro, se negras, brancas ou orientais – em tudo e em todos a Torá me ensinou a música e a partitura em que ouço o devir dos Espíritos do Eterno e sua voz abençoando o Poiema de sua Justiça e a Poiesis de sua Misericórida em um eco continuado e imutável, dizendo: é muito bom!

Por isso ouço compositores e musicistas, e sopranos, tenores, barítonos, contraltos e baixos, e as vozes de meio, sejam italianos, judeus, árabes, alemães, espanhóis ou brasilianos, de hoje e de séculos passados – porque me parece que todos os que são feitos de música e de poesia querem alcançar os acordes e a melodia deste “é muito bom!”. Por isso, também, vejo dançarinas que abrem seus braços como as asas da borboleta e mulheres em um ritmo do vôo da águia – porque me parece que todas as mulheres que são feitas de delicadeza e doçura, inteligência e força, dança e asas, querem revelar algo daquele elemento feminino que cobriu um mundo sem forma e vazio e lhe deu colorido e beleza. Porque em cada voz em soprano ou contralto, em cada passo da dança da águia, elas mostram o porquê da mulher ser a Bênção do Eterno e os que as encontram os abençoados do Eterno!

Ah, como eu amo a Torá! Porque ando com meus filhos pelo campo e pela neve, no sol ou na chuva, e tudo que vejo abençoa o Nome do Eterno – e não lhes ensino a reza, mas a vida, a sensibilidade, o sentir cada passo e a brisa no rosto. E porque ela, a Torá, me faz repousar em paz, sem medo nem pesadelo. Quando durmo apenas descanso, e não grito nem choro, porque o pão que divido com as mãos para meus filhos formou-se dos princípios vívidos de Torá! Então, o fogo da Torá me leva ao máximo de minha humanidade e onde estou dos poros brotam energias de comunhão com o bem e com a paz. Por isso mesmo, antes de um livro de rezas, dei um piano, um violino e uma flauta aos meus filhos e, ainda, antes de ensinar as bênçãos da manhã, da tarde e da noite, ensinei as notas musicais, simplesmente porque elas vieram primeiro. E, além disso, alguém que não saiba música nem apreciar música, que não saiba dançar nem apreciar a dança, que não saiba andar pelo campo ou pela neve, que nada saiba de elemento feminino ou da mulher como bênção do Eterno, não saberá o que significam as bênçãos da manhã, da tarde e da noite...

E quando me debruço sobre o Sêfer ela me permite ver na superfície multicolorida da letra-princípio e aprofundar, ainda, em mares profundos das idéias humanizadoras, abrindo conexões sutis de insights vigorosos até, enfim, voar como águia em busca do brilho da coroa de que emanam as Forças da Criação!

Mas, ao passar pelas suas letras, nada encontro que me leva à obscuridade religiosa, porque não a busco pela morte, mas pela vida. Amo a Torá porque ela me mantém à distância dos desvarios religiosos multifacetados! Porque ela me ensina que o Eterno me abençoou para viver e não para morrer, para expandir e não para cair moribundo, com culpas opressivas.

Amo a Torá porque ela me faz ver em profundidade e extensão, porque me dá saúde e paz, e nela não tropeço nem manco. Porque nela todo deserto se converte em jardim e todo gigante em pão. Amo a Torá porque ela é uma canção para a minha vida e por ela abençôo o Nome do Eterno. Amo a Torá porque ela fez homens e mulheres me abençoarem à distância, em tempos remotos,e por ela, abençôo meus filhos e aqueles que viverão à distância em tempo remotamente futuros.

17 de Adar, 5770.

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Direito e leciona Direito Civil e Filosofia da Linguagem em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

6 commenti:

zuka ha detto...

Caro prof.Dellova,nao tenho palavras pra descrever o profundo das suas belissimas palavras,nao podendo expressar-me,vedo que quando leio o que escreve,a minha alma chora em silencio,com tanto respeito a um grande maestro como sei,amado de tds!Feliz Pasqua!

Helandya ha detto...

Máxima expressão humana daquele que nos trazia o verdadeira sentido do Carpe Diem!!!
Mestre Dellova!!!!!!Salveeeee!!
Saudades

Jônatas Félix ha detto...

"E, além disso, alguém que não saiba música nem apreciar música, que não saiba dançar nem apreciar a dança, que não saiba andar pelo campo ou pela neve, que nada saiba de elemento feminino ou da mulher como bênção do Eterno, não saberá o que significam as bênçãos da manhã, da tarde e da noite..."

Essas palavras embelezam ainda mais a já mui bela TORÁ! Maravilhoso texto.
Shalom rav.

Giliardi Rodrigues ha detto...

Lindo texto e bela exposição sobre a realidade da torah. Sem a torah não podemos viver neste mundo, ela é a nossa instrução, o nosso manual de vida, senão a nossa própria vida e o caminho para estarmos cada vez mais próximos de Avinu Malkeinu Shebashamaim.

Que o Eterno te abençõe e te guarde, que faça brotar de ti mananciais de águas vivas e que sobre a tua face replandeça Shalom.

No Mashiach
Giliardi Rodrigues

Coisinha do pai ha detto...

Ola Querido!!!
Sinceramente, acho muito lindo td que escreve. Porém, acho que nunca conseguirei entender como é possível dedicar-se tanto e dizer que ama e respeita tanto um Deus que nunca viu e não consegue amar seu próximo ou ainda, relevar qualquer fraqueza. Penso que para amar o que não se vê, precisaria ser forte, muito forte ou pelo menos o suficiente para ser superior ao ponto de conseguir plantar a paz, a harmonia e o bom convívio.

Talvez um dia aprendamos, quem sabe?!

Amuuuu vc, talvez pq o vi... rsrsrsrs

Bjins

Hélcio Maciel França Madeira ha detto...

Ex digito gigas. Acreditava, ledo engano, que as descrições enciclopédicas sobre a Torá satisfizessem minha curiosidade comum. Agora, sem sequer ter lido, reconheço que, pelos frutos poéticos que ela produz na pena de Dellova, preciso ler a Torá. E que minha curiosidade anterior era profanação. E que, pela primeira vez, sinto-me convidado a um banquete, para o qual não sei o que vestir, ou do que me despir. Poeta-convite, como você já me deixa feliz, antes mesmo de saber se um dia conseguirei lê-la, a ela que, sem saber, "é um presente para a humanidade". Dobrem e redobrem meus dias até que eu possa conhecê-la. Obrigado, Maestro.