alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 11 aprile 2010

A EXCELÊNCIA CORRUPTA OU, A SUJEIRA NA TOGA



A EXCELÊNCIA CORRUPTA
OU, A SUJEIRA NA TOGA!


Pietro Nardella-Dellova
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Há poucos dias, no Estado do Mato Grosso, descobriram-se às quantas andava a Magistratura daquele Estado, em várias instâncias e entrâncias! Tenho que seja apenas a ponta do iceberg (ou de forma "abrasileirada", aicebergue)! Mas, independentemente da corrupção e desonestidade, seja continental ou apenas em um pedaço de gelo perdido em alto mar, o desdobramento que se pretende dar, e se está dando a respeito, é, no mínimo, surreal! Os juízes afastados por corrupção e desvio do Erário (dinheiro sagrado do povo) receberão como castigo e penalização, a aposentadoria - aliás, receberão a pena da aposentadoria integral! Qualquer outro funcionário público perderia seu posto - sem vencimentos! E qualquer trabalhador da iniciativa privada seria demitido com justa causa!
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O que se passa, afinal, na organização do sistema público e na legislação que disciplina tais e quais matérias? Eu direi – um estado de inércia! A situação fruto de uma história que se perde no tempo, em vergonha e desvirtuamentos de quaisquer naturezas. O Erário, que significa dinheiro público, é tratado no Brasil com o desprezo de quem não se preocupa nem se importa com ética, organicidade e respeito sociais! O Erário, esta energia coletiva, está sob a administração de gente ruim, de gente que não presta e nem vale um voto do eleitor consciente! Os agentes públicos corruptos (corruptos por má-fé e dolo, corruptos por inércia e analfabetismo funcional) não apenas utilizam de forma estúpida e burra os recursos financeiros, deixando-os perdidos e esgotados de forma brutal e inconcebível, bem como e, sobretudo, lançam mão do que não lhes pertence para enriquecerem, de forma absolutamente ilícita, os seus bolsos, carteiras, contas, cuecas, calcinhas de loucas televisivas, meias, malas, partidos, empreiteiras, bancos, além, lógico, de enriquecerem seus filhos, afiliados, mães, pais, irmãos, amantes, correligionários, netos, sobrinhos, amigos de taverna, votantes, eleitores inescrupulosos, mercenários, paqueiros e cachorrinhos de estimação!

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Eu sei que o nome "juiz" não caberia aqui para qualificar os delinqüentes, pois poderia arrastar tantos outros que são juízes em honra, conhecimento e ética, mas, deixemos que a Magistratura mostre sua cara e decida pelos seus membros e revele, ela mesma, o grau de constrangimento a que se submentem magistrados honestos e competentes, pois aqueles juízes serão aposentados como "juízes" mesmo! No caso, então, dos criminosos do Mato Grosso (mascarados de juízes), houve o desvio indecente do dinheiro público para o seu próprio benefício, ou seja, para o benefício daqueles que, investidos de autoridade judicial e cobertos pela toga, usurparam uma função e sujaram um posto de atividade que repercute não apenas no “dizer o direito”, mas na educação de um povo.
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O direito, especialmente o direito "dito", expresso, visível nas decisões judiciais, a que os "gregos" da época de Hesíodo chamariam Diké vale e serve para formar a consciência de um povo! Não basta o sistema jurídico posto como um todo, desde a Constituição, a que os "gregos" da época de Homero chamariam Themis. Portanto, Diké e Themis deveriam se completar, sendo aquela o cumprimento da justiça, e esta a autoridade e validade do direito. O povo, e até criminosos comuns, têm por costume e tendência acreditar de forma quase religiosa na figura de um magistrado - ainda que ele não preste técnica e moralmente! Por isso mesmo, o direito assim concebido em suas duas facetas integrativas, Diké e Themis, converte-se em educação e formação do povo! Se aqueles "bandidos" forem aposentados por força de uma legislação vigente, então, a Themis terminará como uma estátua em praça pública coberta de merda de pombos! Mas, quem sabe, a Magistratura de qualidade, respeito e consciência, ainda presente no Judiciário brasileiro, possa salvar a sua pátria "amada", fazendo valer a força da Diké, com justiça e retidão, impedindo a esses marginais o acesso fácil e prazeroso à aposentadoria, e determinando a sua prisão, preferencialmente, comum?
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Estes delinqüentes inseridos como vermes na Magistratura mato-grossense sangraram o Erário e, agora, o mesmo Erário deve ser aberto uma vez mais, e de modo perpétuo, para o pagamento de aposentadorias destes que deveriam simplesmente ser presos, destituídos de qualquer benefício e, finalmente, entregues aos corvos! Eles agiram de forma contrária ao direito e a resposta, via aposentadoria, é, neste caso, igualmente uma violência ao direito e ao sentimento e concretização de justiça! Outrossim, sabemos que o sistema jurídico e sua correção de percurso dependem do Congresso Nacional, isto é, do Legislativo, composto por Deputados e Senadores - porque estamos em uma democracia constitucional - e assim devemos ficar, apesar do material político que se encontra ali!

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E eu, que devo ensinar o Direito, e falar sobre a boa-fé, os princípios norteadores do direito, como, por exemplo, "não causar prejuízo a outrem, dar a cada um o seu direito, e viver honestamente", pergunto a mim mesmo (antes que me perguntem os alunos): se apenas passasse os olhos por sobre o Planalto Central, seria possível encontrar alguém disposto a isso, a corrigir o percurso? Afinal, com o que se preocupam os senhores e senhoras congressistas no Brasil?
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Alguns, em criar, manter e esconder “atos secretos”, baratas e ratos em seus escaninhos. Outros, em receber mesadas em suas contas. Outros, ainda, em fazer uma oposição insipiente, com discursos que beiram ao infantil e ridículo, quando não ao rasteiro! Teriam aqueles senhores - e senhoras - do Congresso Nacional brasileiro alguma luz? Teriam alguma alma? Teriam alguma preocupação com o público? Teriam alguma ética que lhes causa constrangimento diante de tanta inércia e sujeira? Teriam alguma percepção, ainda que superficial, do justo e do injusto, do moral e do imoral, do decente e do indecente, do público e do privado? Saberiam eles o que significa "polis"? Têm eles conhecimento da diferença entre povo e massa, de pessoas e bois, de cidadãos e contribuintes? Teriam algum projeto nacional amplo e suscetível de concretização? Saberiam, e em que medida, a sua inércia é uma ação contrária ao direito e um criadouro de vermes, baratas, moscas e lixo sociais? Sabem eles o que significa dinheiro público e dinheiro particular?
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Eu respondo e os fatos também: não!! Os parlamentares não têm luz, nem alma, nem preocupação ou ocupação com o público, nem ética capaz de causar ânsia, incômodo e constrangimento, nem percepção ou discernimento do justo e injusto, do moral e imoral, do decente e indecente, do público e privado, nem sabem o que é "Polis", pois imaginam o Brasil como um grande curral, nem sabem o que é povo (mas, sabem o é que massa e a manipulam muito bem, mantendo-a no fundo, no baixo, na escuridão, narcotizada no discurso religioso multifacetado, comendo a grama de estádios futebolísticos, lambendo o suor de seu dono nas passarelas carnavalescas, absorta pelo buraco das fechaduras dos BBBs, na desventura de esmolas governamentais e, finalmente, atrofiada em mito virtual de propriedade e sexo). Eles nem diferenciam pessoas e bois, exceto que os primeiros parecem andar sobre duas pernas e estes, sobre quatro, nem sobre cidadãos, nem contribuintes, nem têm projeto político e sócio-econômico, científico ou tecnológico algum, nem sabem (ou fingem não saber) que sua inércia é contrária ao direito!!! O Congresso Nacional é hoje, por desgraça, parasitário, vampiresco, deformado, malévolo, típico, antijurídico e culpável!
choshech
Há uma infelicidade, uma desgraça monstruosa, um estado de esgoto, uma cegueira coletiva e contaminante (salve Saramago!), um abuso e um estado avançado de decomposição, a começar, então, do Congresso e do Executivo e, daí, espalhando-se e contaminando as estruturas do Judiciário para, ao final, poluir a Educação e áreas de formação, principalmente, as tecnológicas e científicas!
makat bechorot
E, enquanto a grande maioria do Congresso segue em seu pernicioso carnaval e o Executivo em sua conversa de boteco em dia de jogo corintiano, as moscas - sim, as moscas, sem controle e tresloucadas, de toga ou não, disseminam a sujeira e se procriam aos milhares, atrasando em mais dois séculos o desenvolvimento do Brasil (para o futuro!). Atraso que se verifica, igualmente, pelos últimos dois séculos, principalmente, da chegada de um monarca covarde em terras brasileiras, fugido assustadamente das flatulências napoleônicas! Tudo bem, um grupo de pessoas que já suportou bem os últimos duzentos anos, poderá, com certeza, suportar mais duzentos, desde que haja religião, superstição, BBB, esmola, passarela e muita, mas muita mesmo, grama de estádio!


9 de Nissan, 5770. (24 de março, 2010)



© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Cursos de Direito e leciona Direito Civil e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org./tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

Outros textos, contato e informações vejam nos links do


Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/


e pelo e-mail professordellova@libero.it



10 commenti:

Sebastião Fabiano Pinto ha detto...

COMENTÁRIO -- PARTE 1
Prezado Rav
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Belíssimo texto! Magnífico! Infelizmente, a corrupção no Brasil não é senso comum. Ela está amplamente documentada pela TV, jornais e revistas. O jornalista Cláudio Humberto divulga diariamente os escândalos que deviam chocar o Brasil. A Revista VEJA montou um pequeno acervo sobre corrupção. O UOL montou um monitor de escândalos para acompanhar as trapalhadas do Congresso. O ano de 2009 fechou com 108 escândalos, média de 2 por semana. E o monitor de escândalos 2010, até 24/03/2010, já registrava 19 escândalos! Ressaltamos que são apenas os escândalos do congresso nacional. O UOL não contabilizou os escândalos do governo federal, nem do poder judiciário, nem os escândalos estaduais como o caso Panetonegate do Distrito Federal.
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Sobre a parte final de seu texto tenho que fazer apenas um pequeno comentário histórico.
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Todos os estudantes já ouviram falar que Dom João VI era um bobão covarde; Dona Maria, uma Louca e a corte ultra corrupta. Quem nunca ouviu falar que Dom Pedro I vivia em prostíbulos por conta de deleitar-se com as mulheres? Tem até um filme chamado "Carlota Joaquina" que sempre é passado nas escolas com livros que repetem esses preconceitos como se fossem "verdades históricas."
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Para corrigir isso, recomendo ler o livro: GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007. É um livro inovador. Primeiro porque não traz termos como "luta de classes", "proletariado", "burguesia" e todos aquele falatório comunista. É um livro que trata apenas de história, sem filiação partidária, e o melhor: rigorosamente documentado com referências precisas às suas fontes. Nada de “achismos” e “interpretações” sem prova documental.
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O livro fala de "como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil". Lógico que é ironia. O Livro mostra como Dom João VI conseguiu a derrota de Napoleão na Europa. Foi o próprio Napoleão que escreveu em carta no exílio "Se não fosse Dom João VI, eu teria dominado toda Europa!".

Sebastião Fabiano Pinto ha detto...

COMENTÁRIO -- PARTE 2
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O que Dom João VI fez foi aplicar na prática o que Sun Tzu recomendou no famoso livro a Arte da Guerra: "Obter uma centena de vitórias numa centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem o combater, isso sim é o cúmulo da habilidade. (TZU, Sun. A Arte da Guerra. São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 39. (Coleção A Obra-Prima de Cada Autor, 54)". Dom João VI realizou o preceito máximo de Sun Tzu e, infelizmente, foi chamado repetidas vezes de "medroso" pelos historiadores de tendência comunista...
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Lembro ao senhor que naqueles tempos, enquanto o mundo vivia em Monarquias absolutas ou nas tiranias das repúblicas; o Brasil era uma Monarquia Parlamentarista e Constitucional (Inovação para a época). Era uma nação livre que tinha a 2º maior participação popular nas votações no mundo! Isso não aparece nos livros. Também não aparece que o Brasil, depois do Vaticano, tinha o monarca mais respeitado do Planeta (Dom Pedro II). Também não aparece nos livros que o Brasil Monárquico era uma nação que incentivava a educação e as inovações tecnológicas. Nem aparece que todas as ditaduras brasileiras e todas as censuras ocorreram no período republicano.
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Portanto, penso ser temeroso atribuir à monarquia a responsabilidade pela corrupção e pelo atraso que hoje vigoram no Brasil, ainda mais quando o próprio Rui Barbosa, um dos que apoiaram a república, manifestou posteriormente profundo arrependimento na sua escolha, conforme segue:
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"Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da república, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra [...], negação completa de todas as idéias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regímen e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo (BARBOSA, Rui. Obras Completas de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1914. V. 41, T.1, p. 219).
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Abraços grande Rav,
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E que HaShem continue iluminando sua inteligência.

Irene ha detto...

Salve, grande Mestre Dellova!
Seu texto é simplesmente maravilhoso e, sem dó, põe o dedo na ferida, pela qual sangra a energia do povo brasileiro!
Li o comentário anterior e não concordo com ele, pois não li nada em que o senhor diga ser contrário à monarquia ou à favor da república. O senhor não toca nesse assunto. Muito menos li algo em que se fala mal ou bem de monarcas portugueses (D. João VI era monarca português e não brasileiro, como sugere o comentarista anterior)ou brasileiros. Mesmo assim, o li é que marca-se um tempo com a chegada de D. João VI nas terras brasileiras, apenas um tempo!
Mas, esquecendo disso, o que vale mesmo é construir um estado de consciência e o texto, certamente, vai incomodar a muitos, mas fará outros tantos pensarem e refletirem sobre seu estado de coisa...
Parabénssssssssss
Irene

Analuka ha detto...

Caríssimo Pietro! Ótimo, provocativo e pertinente o teu texto que, como já diz a leitora Irene, "toca na ferida", numa ferida funda e incurável no sistema político-econômico brasileiro (ou terráqueo?) ... Os fatos são revoltantes!!! As práticas, indignas, infames... E, eu me pergunto, como tu? As criaturas que assim agem, teriam alguma luz? Alguma alma? Alguma ética?... E, pior ainda: porque nossa "justiça" funciona de tal modo, a encobrir absurdos como os descritos, em vez de puni-los e mostrar a "vergonha" claramente?... Decerto, porque há muitos corruptos defendendo tais práticas... e tantos outros, que simplesmente silenciam, se omitem, lavam as mãos... na sujeira!
Aqui onde moro, recentemente, a população da cidade presenciou algo um tanto infame, também (uma destas notícias que passam a ser corriqueiras e comuns, infelizmente, pela grande incidência de corrupção em todas as partes!). Dinheiro público que deveria ser destinado às melhorias na área da saúde, da educação e outras, foi "destinado" aos festejos natalinos... e desviado para certos bolsos , destes seres que não se acanham em aproveitar-se dos seus cargos, de modo desonesto e desrespeitoso, para com seus eleitores e a população em geral... que, muitas vezes, fecha os olhos (e bocas!) diante da desonestidade evidente. E, quando pensamos nestas pessoas, uma tristeza cresce no coração, uma sensação de que o ser humano pode ser muito sombrio e pernicioso... Apenas, nos lembrar de outros, que possuem luz, princípios éticos, e almas transparentes, nos faz acreditar de novo, ou ainda, na possibilidade de "justiça", amor ou beleza, neste planeta habitado por criaturas tão díspares!... Abraços alados, amigo.

Anonimo ha detto...

Professor e querido Mestre Dellova!
Senti-me um verdadeiro privilegiado ao receber o informe do texto. Quero dizer afirmar e salientar que o meu ilustre Professor e Mestre faz muita falta na Universidade Franciscana, e dizer também da minha gratidão sobre toda a matéria que o senhor escreveu, aliás não poderia ser diferente a matéria: "A Excelência corrupta, ou a sujeira na toga" foi para lá de bem vinda.
Envio ao Mestre com muito respeito e carinho, o meu forte, sincero e tradicional abraço de sempre, o seu ex-aluno;
Aloê Felippe

Luiz Otávio Ribas ha detto...

Salve!

Este escândalo no Judiciário mato-grossense chocou a todos, pois escancara, de uma vez por todas, que além dos poderes executivo e legislativo, o judiciário também está corroído pela corrupção e desmandos dos "donos do poder".
O que fazer?
Para nós, como educadores, trata-se de insistentemente pontuar estas questões da filosofia (dike e themis).
Acredito que esta é uma chave para a reflexão crítica sobre o direito, afinal: quem tem consciência sobre o direito?
Vamos levar em conta a barreira do ensino do direito, que é privilégio de alguns poucos bacharéis e outros frequentadores de cursos superiores.
Vamos levar em conta a barreira da informação sobre o direito. Somos reféns de uma mídia que não informa e deforma.
Vamos levar em conta a barreira do analfabetismo funcional. Grande parte dos brasileiros não possui a habilidade de leitura e compreensão de textos curtos.
Vamos levar em conta a barreira da ausência de uma consciência crítica. Grande parte das pessoas despreza o conhecimento e a reflexão sobre a realidade.

Concluo parabenizando-te por trazer este debate tão profícuo e revoltante.

Moderador ha detto...

Mestre, salve!
Concordo com a Irene. O primeiro comentário parece querer defender monarquia e tal...acho que o comentarista está equivocado, além do que, o texto do Blog nem menciona monarquia e sim o momento histório do Brasil, em que as mazelas começaram...
Concordo com o Luiz Otávio que postou aqui. Comentário sereno e também pontual.
Seu texto vai no ãmago da questão e desvela o mítico. Agora, como disse o Luiz Otávio, fica proposto o debate pois Executivo, Legislativo e Judiciário estão na mesma panela de corrupção.
Magnífico seu texto, Mestre Dellova!!!
Abraços
Júlia

Leandro ha detto...

Querido Prof. Nardella Dellova.
Ótimo texto, com dados realmente lamentáveis.
Certamente nosso país possui muitas coisas boas, entretanto o Congresso Nacional e a Política Nacional ainda deixam muito a desejar.
Há mais de 100 anos, Upton Sinclair escreveu isto:
“É difícil fazer um homem entender algo, quando seu salário depende do seu não entendimento.”
Enquanto as eleições foram marcadas profundamente por favorecimentos próprios, a população pagará diretamente e indiretamente por uma conta que ainda não aprendeu a fazer.
Grande Abraço.

Anonimo ha detto...

Estimado Professor, Salve!

Como sempre, ter seus ensinamentos nos torna sempre diferentes, no sentido em que temos que refletir e "tomar uma postura". Sua palavra sempre nos transforma.

Após ler seu último texto, ficou uma pergunta que a resposta (Assim como a pergunta) ficam em aberto:

Se existe esta facilidade de trazer aos pseudo-magistrados a antecipação de sua aposentadoria, creio eu que ao menos estejam dentro da lei, ou de tempo de serviço para tal, mas a pergunta em sí: Um profissional do Direito que tenta prestar exame para se tornar Juiz, e é reprovado na análise de sua vida, ou seja, se é um cidadão
coerente com a profissão, qual será, a partir de agora, o parâmetro para se aceitar
tais calouros, visto que estão abrandando este conceito dentro de crimes desta natureza?

As vezes, me questiono o porque de tantos crimes, e logo me ocorre o óbvio! Todos os
corruptos deste pais são nada mais, nada menos do que Brasileiros! De toda a criação política ou de qualquer natureza tem como matéria prima, o povo brasileiro, portanto,
enquanto não mudarmos a nossa forma de ser, ou seja, enquanto vivermos assistindo ao BIG BROTHER ao invés de nos preocupar no aperfeiçoamento de nossos indivíduos, em seu caráter, viveremos esta inércia que gosto de chamar de alucinógeno brasileiro, pois nem mais pão e circo estão oferecendo, é mais barato anestesiar todo mundo com a ignorância do que criar massa crítica.

Basta ouvir os Hits do momento: REBOLATION, XIMBINHA, etc...

Bem, fico revoltado também, pois tenho uma educação advinda de um histórico sem procedentes, pois assim foi a educação de meus antepassados. Esta tradição, estou passando aos meus filhos mas e o resto do mundo? E o que mais me preocupa: O Brasil têm sido exemplo neste sentido, outros países até de primeiro mundo tem usado esta idéia miúda e medíocre de massacre do conhecimento para o prolongar o poder. Portanto, o Brasil é o país do Futuro sim! Todos cobiçam nossas novelas, nossa forma de massagear o ego dos infelizes com migalhas, e ainda sim receber
altos índices de aprovação. Por isso muitos líderes olham para o Lula como "o Cara", e ele é mesmo "o cara" ele conseguiu. Palmas para o maior Palhaço do picadeiro "Brasil"! Somos o circo do mundo, e toda simpatia que recebemos é uma outra faceta do menosprezo.

Vamos adiante, tentando de alguma forma, criarmos 'massa crítica' para os poucos que têm um pouco de lucidez.

Para esta luta, Professor, conte comigo.

Abraço,

Valter Leite

Sebastião Fabiano Pinto ha detto...

Prezados,
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Eu amo os ensinamentos do Rav Nardella Dellova. Assim como cada um de seus alunos ama. Cada palavra dele sempre traz a Luz de HaShem para nosso dia-a-dia. Até o silêncio dele ensina! E se ensina!
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Hoje começamos a contar o Ômer. Veja que maravilha! Mas também uma época triste...
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Segundo nossa tradição, milhares de estudantes do Rabi Akiva morreram durante esses dias... E por quê?
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Porque os alunos brigavam entre si. Por amor excessivo ao mestre, eles não suportavam que os alunos interpretassem o ensinamento dele de maneira diferente. Assim, na mente deles, para agradar o Mestre, acabaram se matando... Foram mais de 24 mil mortos!
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Vamos pensar sobre isso. Ainda mais agora que estamos na época de meditar sobre os sentimentos ligados à Chesed.
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Quando comentei o texto do rav Dellova não o fiz para defender a república nem a monarquia. O fiz por causa desta passagem no texto dele:
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"Atraso que se verifica, igualmente, pelos últimos dois séculos, principalmente, da chegada de um monarca covarde em terras brasileiras, fugido assustadamente das flatulências napoleônicas!"
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Observe que o Rav dá importância para esse fato. Isso é evidente pela presença do advérbio PRINCIPALMENTE. Em função disso, fiz o comentário histórico e citei os dados estatísticos a fim de ajudá-lo a dissipar o equívoco. Observem que citei as fontes bibliográficas para quem quiser conferir.
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Portanto, os comentários históricos sobre a monarquia têm a ver com o texto ao contrário do sugerido. E para nós, o povo do livro, o apego à história e à verdade são essenciais.
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Se não ajudarmos uns aos outros para nos resguardar contra as mentiras da mídia, do sistema de ensino, dos missionários e etc.; corremos o risco de fraquejar e cair em ciladas. Por exemplo: 1) Condenar Israel por causa de suas práticas “ditatoriais” contra os “indefesos” e “inocentes” palestinos; 2) judaísmo “messiânico”; 3) Dom João VI, o “covarde” que “impôs a corrupção” no Brasil.