alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 28 ottobre 2010

URNAS DA MEDIOCRIDADE ou, POR QUE O BRASIL PERDEU?


URNAS DA MEDIOCRIDADE ou,
POR QUE O BRASIL PERDEU?
Pietro Nardella-Dellova



Este pequeno artigo está sendo escrito alguns dias antes da Eleição do Segundo Turno, mas já sei quem perdeu – e quem ganhou.

O Brasil perdeu!

Não importa ganhe este ou aquele candidato, com suas respectivas – e estranhas coligações. O Brasil perdeu em vários aspectos: perdeu a oportunidade (mais uma, aliás, a sétima após o período de “ditadura militar”) de construir um Projeto nacional capaz de “realizar” um povo; perdeu a oportunidade de discutir os rumos da Educação capaz de “realizar” uma formação cidadã e comprometida; perdeu a oportunidade de discutir o Erário (dinheiro público) capaz de “realizar” um Estado.

Perdeu, então, o processo de debate e construção de um Projeto (já que não tem nenhum) que desse uma cara ao país. Perdeu o debate por uma Educação pública efetiva e clara (já que não tem nenhuma) que desse o contexto preciso para alcançar as almas e dar-lhes a luz e, assim, sair das privadas básicas, fundamentais, médias e universitárias. Perdeu o debate em torno do Erário (já que o dinheiro público é tratado como privado) e justificar a carga tributária perversa (não porque seja alta apenas, mas porque seu fruto, ou seja, a energia de quem realmente trabalha, o dinheiro, vai para os bolsos dos diretamente envolvidos com a política de esgoto)!

E, por perder a oportunidade de debates profícuos e inteligentes (já que ouvimos apenas estultícias, temas idiotizantes e cenas de desespero e possessão), e perderá mais quatro anos de vida, perderá mais quatro anos de formação e perderá mais quatro anos de dinheiro público! Enfim, vai-se a vida pelo esgoto das conversinhas de internet e as gerações vão se perdendo - e perdendo, também, a noção mais rudimentar de “polis”! O Brasil perdeu-se em jogo de estupidez, palhaçada e o trato respeitoso da “coisa pública”, da "res" pública, da República.

Pela internet invocaram cristo, maomé, aborto, lesão corporal com papel, acordos etílicos e petrolíferos com os persas, os índios da Bolívia e da Venezuela, as guerrilhas da Colômbia, a resistência de grupos de esquerda brasileiros nos anos de chumbo, a novela das 6h, das 7h e das 8h, o futebol, o STF, as fichas limpas, as fichas sujas, as igrejas evangélicas, os católicos, os espiritualistas, Napoleão, D. João, Antonio Conselheiro, os sindicatos, o livro do Paulo Coelho, os palhaços e, assim, foi-se o tempo!

O grande termômetro desta campanha não está no candidato tucano – capaz de matar o próprio partido e seus pressupostos, para alimentar uma vaidade pessoal nem, tampouco, na candidata da situação – criação última do “cara” que, realmente, modificou a relação trabalhista no ABC Paulista quando efetivo agente sindical; que modificou, também, a ordem das coisas na política brasileira que se arrastava pelos séculos e que, com maestria, suspende, por agora, sua atuação presidencial, em índices elevadíssimos de popularidade, mas, que não será lembrado por algum Projeto Nacional, Educacional ou de respeito ao Erário! Todos calaram e todos foram calados!

O grande termômetro é a ausência de um povo capaz de discutir, em alto nível, o que quer para sua própria nação! O eleito, seja Maria ou José, nada mais é que uma figura, ainda (e sempre) incapaz de fazer alguma coisa sobre uma população que insiste na mediocridade!
O Brasil – ou a idéia de Brasil, perdeu!

Perderam os brasilianos e brasilienses (porque estão escondidos entre as grades e prostíbulos portugueses, em caricaturas indígenas e na excitação por correntes nos tornozelos). Ganharam (outra vez) os brasileiros, no seu sentido mais puramente histórico, comercial e etimológico!

Então, enquanto Escolas, Faculdades e Universidades vão mantendo seu papel de manutenção do "status quo" dos currais, cuidando de cascos e carrapatos e, ainda, enquanto o grande Projeto nacional seja o "hexa" e o dinheiro público vai financiando vampiros e sanguessugas, os deuses das florestas e as almas perdidas, continuam na cantoria, cachaça, bumbo e vigílias: “joga pedra na Geni / joga bosta na Geni / ela é feita pra apanhar / ela boa de cuspir / maldita Geni!”. Ou, “vem, vamos embora / que esperar não é saber / quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Ou, “se já perdemos a noção da hora / se juntos já jogamos tudo fora”. Ou "Brasil, mostra a tua cara / Quero ver quem paga / Pra gente ficar assim / Brasil! / Qual é o teu negócio? / O nome do teu sócio? / Confia em mim....


27 de outubro, 2010 (véspera da eleição presidencial do Brasil)


© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Ciências Jurídicas e Sociais e Literatura em graduação e pós-graduação. Coordenador de Curso de Direito. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

4 commenti:

Wendel Oliveira ha detto...

"...os rumos da Educação capaz de “realizar” uma formação cidadã e comprometida..."
Isso, Rav!
Cidadã e comprometida, cidadã e comprometida, cidadã e comprometida! Lá, lá, lá...

Haüptli Paulo Rogério ha detto...

Sem alusão partidária, todavia com foco políticio e social a material traz à baila uma reflexão para todos, já que onde a ética e moral foram deixadas de lado para a venda de uma marca que não existe. Não há Serra e não há Dilma nesta eleição e sim um produto chamado "politico ideal" que foram postos à venda pelos marq...ueiteiros, usando como termometro a opinião pública e suas crenças em sentido amplo.

Haüptli Paulo Rogério ha detto...

Sem alusão partidária, todavia com foco políticio e social a material traz à baila uma reflexão para todos, já que onde a ética e moral foram deixadas de lado para a venda de uma marca que não existe. Não há Serra e não há Dilma nesta eleição e sim um produto chamado "politico ideal" que foram postos à venda pelos marq...ueiteiros, usando como termometro a opinião pública e suas crenças em sentido amplo.

Paulo Rogério Hauptli ha detto...

Sem alusão partidária, todavia com foco políticio e social a material traz à baila uma reflexão para todos, já que onde a ética e moral foram deixadas de lado para a venda de uma marca que não existe. Não há Serra e não há Dilma nesta eleição e sim um produto chamado "politico ideal" que foram postos à venda pelos marq...ueiteiros, usando como termometro a opinião pública e suas crenças em sentido amplo.