alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 28 ottobre 2010

URNAS DA MEDIOCRIDADE ou, POR QUE O BRASIL PERDEU?


URNAS DA MEDIOCRIDADE ou,
POR QUE O BRASIL PERDEU?
Pietro Nardella-Dellova



Este pequeno artigo está sendo escrito alguns dias antes da Eleição do Segundo Turno, mas já sei quem perdeu – e quem ganhou.

O Brasil perdeu!

Não importa ganhe este ou aquele candidato, com suas respectivas – e estranhas coligações. O Brasil perdeu em vários aspectos: perdeu a oportunidade (mais uma, aliás, a sétima após o período de “ditadura militar”) de construir um Projeto nacional capaz de “realizar” um povo; perdeu a oportunidade de discutir os rumos da Educação capaz de “realizar” uma formação cidadã e comprometida; perdeu a oportunidade de discutir o Erário (dinheiro público) capaz de “realizar” um Estado.

Perdeu, então, o processo de debate e construção de um Projeto (já que não tem nenhum) que desse uma cara ao país. Perdeu o debate por uma Educação pública efetiva e clara (já que não tem nenhuma) que desse o contexto preciso para alcançar as almas e dar-lhes a luz e, assim, sair das privadas básicas, fundamentais, médias e universitárias. Perdeu o debate em torno do Erário (já que o dinheiro público é tratado como privado) e justificar a carga tributária perversa (não porque seja alta apenas, mas porque seu fruto, ou seja, a energia de quem realmente trabalha, o dinheiro, vai para os bolsos dos diretamente envolvidos com a política de esgoto)!

E, por perder a oportunidade de debates profícuos e inteligentes (já que ouvimos apenas estultícias, temas idiotizantes e cenas de desespero e possessão), e perderá mais quatro anos de vida, perderá mais quatro anos de formação e perderá mais quatro anos de dinheiro público! Enfim, vai-se a vida pelo esgoto das conversinhas de internet e as gerações vão se perdendo - e perdendo, também, a noção mais rudimentar de “polis”! O Brasil perdeu-se em jogo de estupidez, palhaçada e o trato respeitoso da “coisa pública”, da "res" pública, da República.

Pela internet invocaram cristo, maomé, aborto, lesão corporal com papel, acordos etílicos e petrolíferos com os persas, os índios da Bolívia e da Venezuela, as guerrilhas da Colômbia, a resistência de grupos de esquerda brasileiros nos anos de chumbo, a novela das 6h, das 7h e das 8h, o futebol, o STF, as fichas limpas, as fichas sujas, as igrejas evangélicas, os católicos, os espiritualistas, Napoleão, D. João, Antonio Conselheiro, os sindicatos, o livro do Paulo Coelho, os palhaços e, assim, foi-se o tempo!

O grande termômetro desta campanha não está no candidato tucano – capaz de matar o próprio partido e seus pressupostos, para alimentar uma vaidade pessoal nem, tampouco, na candidata da situação – criação última do “cara” que, realmente, modificou a relação trabalhista no ABC Paulista quando efetivo agente sindical; que modificou, também, a ordem das coisas na política brasileira que se arrastava pelos séculos e que, com maestria, suspende, por agora, sua atuação presidencial, em índices elevadíssimos de popularidade, mas, que não será lembrado por algum Projeto Nacional, Educacional ou de respeito ao Erário! Todos calaram e todos foram calados!

O grande termômetro é a ausência de um povo capaz de discutir, em alto nível, o que quer para sua própria nação! O eleito, seja Maria ou José, nada mais é que uma figura, ainda (e sempre) incapaz de fazer alguma coisa sobre uma população que insiste na mediocridade!
O Brasil – ou a idéia de Brasil, perdeu!

Perderam os brasilianos e brasilienses (porque estão escondidos entre as grades e prostíbulos portugueses, em caricaturas indígenas e na excitação por correntes nos tornozelos). Ganharam (outra vez) os brasileiros, no seu sentido mais puramente histórico, comercial e etimológico!

Então, enquanto Escolas, Faculdades e Universidades vão mantendo seu papel de manutenção do "status quo" dos currais, cuidando de cascos e carrapatos e, ainda, enquanto o grande Projeto nacional seja o "hexa" e o dinheiro público vai financiando vampiros e sanguessugas, os deuses das florestas e as almas perdidas, continuam na cantoria, cachaça, bumbo e vigílias: “joga pedra na Geni / joga bosta na Geni / ela é feita pra apanhar / ela boa de cuspir / maldita Geni!”. Ou, “vem, vamos embora / que esperar não é saber / quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Ou, “se já perdemos a noção da hora / se juntos já jogamos tudo fora”. Ou "Brasil, mostra a tua cara / Quero ver quem paga / Pra gente ficar assim / Brasil! / Qual é o teu negócio? / O nome do teu sócio? / Confia em mim....


27 de outubro, 2010 (véspera da eleição presidencial do Brasil)


© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Ciências Jurídicas e Sociais e Literatura em graduação e pós-graduação. Coordenador de Curso de Direito. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

martedì 19 ottobre 2010

INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU, POR QUE AMO A TORÁ...


INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU,
POR QUE AMO A TORÁ...
Pietro Nardella-Dellova


A Torá ergueu o homem das camadas inferiores e o colocou em pé, ensinando-o as notas musicais e o fez abrir os olhos e ver ali, diante de si, o elemento feminino transbordando música e vida! Ela deu, enfim, sentido ao homem, e deu encanto, inteligência e poesia à mulher, e cada uma de suas letras afogueadas desde o alto, brilha em uma coroa que movimenta e organiza sabedoria e compreensão, bondade, poder e beleza, eternidade, esplendor e fundamento e, por isso mesmo, o reino da humanidade vai se estabelecendo em busca de harmonia e paz. A Torá é, de fato (e de forma geral), um presente para a humanidade – mas, para alguns, tornou-se toda a experiência de vida!

Por isso mesmo amo a Torá, porque não estou só no mundo e em qualquer parte reconheço meus pares que se vestem dela. E não importam quais sejam aqueles que investem contra nós (de dentro ou de fora), de ontem e de hoje, com lanças ou tiros, discursos ou fogo – ela alimenta uma alma plenamente agigantada na sua experiência! Ela renova minhas forças a cada vez que ergo um menino nos seus primeiros dias de vida ou ouço o nome de uma filha anunciado como disposição de bênção de seu pai. A Torá nos leva à Bimá - e não o contrário, onde somos profundamente humanos porque dali e em direção ao sol nascente nossas faces são iluminadas e voamos ao centro do mundo, ao lugar por onde passaram Shem - o Mestre de Justiça, e Avraham, Ytzchak e Ya’akov. O lugar por que sonhou Moshè rabenu!

Mas, ela não me aliena. Não me faz desperdiçar energia com fantasias nem com o desconhecido além do rio. Ela me remete à minha boca, ao meu peito, às minhas mãos, aos meus pés e aos meus olhos. Ah, eu amo a Torá porque ela me faz amar meu corpo plenamente abençoado por HaShem e, sobretudo, porque, tomado pela mão, ela me ajuda a construir um mundo de sentimentos bons e em seu contexto crio tantas coisas boas, desde o campo ao espaço, das águas aos desertos, de onde tiro o a multiplicação dos meus animais, e abro asas de fogo, e transformo sal em vida, e faço nascer o algodão e a romã. A Torá me realiza e me dá o poder de discernimento do sim e do não, da proximidade e da distância, dos que devem se sentar à mesa e dos que devem ser mantidos longe.

Eu amo a Torá porque ela me ensina o tempo e o espaço, onde vivo na máxima expressão humana. E me ensina a ver tudo como Jardim do Eterno, pois não importa onde esteja ou aonde vá, no hemisfério sul ou norte, no gelo perpétuo dos Alpes ou na Floresta Amazônica, no vale verdejante do Jordão ou na solidão do Neguev, no leste ou oeste – seja em qualquer lugar, em qualquer terra, em qualquer mar, por onde navego, ou céu, por onde vôo. Não importa a cor das pessoas que encontro, se negras, brancas ou orientais – em tudo e em todos a Torá me ensinou a música e a partitura em que ouço o devir dos Espíritos do Eterno e sua voz abençoando o Poiema de sua Justiça e a Poiesis de sua Misericórida em um eco continuado e imutável, dizendo: é muito bom!

Por isso ouço compositores e musicistas, e sopranos, tenores, barítonos, contraltos e baixos, e as vozes de meio, sejam italianos, judeus, árabes, alemães, espanhóis ou brasilianos, de hoje e de séculos passados – porque me parece que todos os que são feitos de música e de poesia querem alcançar os acordes e a melodia deste “é muito bom!”. Por isso, também, vejo dançarinas que abrem seus braços como as asas da borboleta e mulheres em um ritmo do vôo da águia – porque me parece que todas as mulheres que são feitas de delicadeza e doçura, inteligência e força, dança e asas, querem revelar algo daquele elemento feminino que cobriu um mundo sem forma e vazio e lhe deu colorido e beleza. Porque em cada voz em soprano ou contralto, em cada passo da dança da águia, elas mostram o porquê da mulher ser a Bênção do Eterno e os que as encontram os abençoados do Eterno!

Ah, como eu amo a Torá! Porque ando com meus filhos pelo campo e pela neve, no sol ou na chuva, e tudo que vejo abençoa o Nome do Eterno – e não lhes ensino a reza, mas a vida, a sensibilidade, o sentir cada passo e a brisa no rosto. E porque ela, a Torá, me faz repousar em paz, sem medo nem pesadelo. Quando durmo apenas descanso, e não grito nem choro, porque o pão que divido com as mãos para meus filhos formou-se dos princípios vívidos de Torá! Então, o fogo da Torá me leva ao máximo de minha humanidade e onde estou dos poros brotam energias de comunhão com o bem e com a paz. Por isso mesmo, antes de um livro de rezas, dei um piano, um violino e uma flauta aos meus filhos e, ainda, antes de ensinar as bênçãos da manhã, da tarde e da noite, ensinei as notas musicais, simplesmente porque elas vieram primeiro. E, além disso, alguém que não saiba música nem apreciar música, que não saiba dançar nem apreciar a dança, que não saiba andar pelo campo ou pela neve, que nada saiba de elemento feminino ou da mulher como bênção do Eterno, não saberá o que significam as bênçãos da manhã, da tarde e da noite...

E quando me debruço sobre o Sêfer ela me permite ver na superfície multicolorida da letra-princípio e aprofundar, ainda, em mares profundos das idéias humanizadoras, abrindo conexões sutis de insights vigorosos até, enfim, voar como águia em busca do brilho da coroa de que emanam as Forças da Criação!

Mas, ao passar pelas suas letras, nada encontro que me leva à obscuridade religiosa, porque não a busco pela morte, mas pela vida. Amo a Torá porque ela me mantém à distância dos desvarios religiosos multifacetados! Porque ela me ensina que o Eterno me abençoou para viver e não para morrer, para expandir e não para cair moribundo, com culpas opressivas.

Amo a Torá porque ela me faz ver em profundidade e extensão, porque me dá saúde e paz, e nela não tropeço nem manco. Porque nela todo deserto se converte em jardim e todo gigante em pão. Amo a Torá porque ela é uma canção para a minha vida e por ela abençôo o Nome do Eterno. Amo a Torá porque ela fez homens e mulheres me abençoarem à distância, em tempos remotos,e por ela, abençôo meus filhos e aqueles que viverão à distância em tempo remotamente futuros.

17 de Adar, 5770.

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Direito e leciona Direito Civil e Filosofia da Linguagem em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

Como adquirir o Livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, 2009: veja aqui

Prezados amigos e amigas, Salve!!!
O Livro
aMoRteDoPoEtA
nOs
penHaScos
EoUtros
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MoNoLoGos,
Ed. Scortecci, 2009,

está disponível da seguinte forma:

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Rua Dep. Lacerda Franco, 187 – Pinheiros, SP – fone: (011) 3031.3956 ou

O apoio dos amigos tem sido determinante para este projeto e
conto, ainda, com todos, na aquisição e na divulgação do livro.


com o apreço de sempre


Pietro Nardella-Dellova

lunedì 18 ottobre 2010

SHIR HASSHIRIM – CANTICO DEI CANTICI (di Sh'lomò Ben David (Salomone)


SHIR HASSHIRIM – CANTICO DEI CANTICI
di Sh’lomò Ben David (Salomone)

1
1Cantico dei cantici, che è di Salomone.
2Mi baci con i baci della sua bocca!Sì, le tue tenerezze sono più dolci del vino.3Per la fragranza sono inebrianti i tuoi profumi,profumo olezzante è il tuo nome,per questo le giovinette ti amano.4Attirami dietro a te, corriamo!M'introduca il re nelle sue stanze:gioiremo e ci rallegreremo per te,ricorderemo le tue tenerezze più del vino.A ragione ti amano!
5Bruna sono ma bella,o figlie di Gerusalemme,come le tende di Kedar,come i padiglioni di Salma.6Non state a guardare che sono bruna,poiché mi ha abbronzato il sole.I figli di mia madre si sono sdegnati con me:mi hanno messo a guardia delle vigne;la mia vigna, la mia, non l'ho custodita.7Dimmi, o amore dell'anima mia,dove vai a pascolare il gregge,dove lo fai riposare al meriggio,perché io non sia come vagabondadietro i greggi dei tuoi compagni.
8Se non lo sai, o bellissima tra le donne,segui le orme del greggee mena a pascolare le tue caprettepresso le dimore dei pastori.
9Alla cavalla del cocchio del faraoneio ti assomiglio, amica mia.10Belle sono le tue guance fra i pendenti,il tuo collo fra i vezzi di perle.11Faremo per te pendenti d'oro,con grani d'argento.
12Mentre il re è nel suo recinto,il mio nardo spande il suo profumo.13Il mio diletto è per me un sacchetto di mirra,riposa sul mio petto.14Il mio diletto è per me un grappolo di cipronelle vigne di Engàddi.15Come sei bella, amica mia, come sei bella!I tuoi occhi sono colombe.16Come sei bello, mio diletto, quanto grazioso!Anche il nostro letto è verdeggiante.17Le travi della nostra casa sono i cedri,nostro soffitto sono i cipressi.
2
1Io sono un narciso di Saron,un giglio delle valli.2Come un giglio fra i cardi,così la mia amata tra le fanciulle.3Come un melo tra gli alberi del bosco,il mio diletto fra i giovani.Alla sua ombra, cui anelavo, mi siedoe dolce è il suo frutto al mio palato.4Mi ha introdotto nella cella del vinoe il suo vessillo su di me è amore.5Sostenetemi con focacce d'uva passa,rinfrancatemi con pomi,perché io sono malata d'amore.6La sua sinistra è sotto il mio capoe la sua destra mi abbraccia.7Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,per le gazzelle o per le cerve dei campi:non destate, non scuotete dal sonno l'amata,finché essa non lo voglia.
8Una voce! Il mio diletto!Eccolo, vienesaltando per i monti,balzando per le colline.9Somiglia il mio diletto a un caprioloo ad un cerbiatto.Eccolo, egli stadietro il nostro muro;guarda dalla finestra,spia attraverso le inferriate.10Ora parla il mio diletto e mi dice:"Alzati, amica mia,mia bella, e vieni!11Perché, ecco, l'inverno è passato,è cessata la pioggia, se n'è andata;12i fiori sono apparsi nei campi,il tempo del canto è tornatoe la voce della tortora ancora si fa sentirenella nostra campagna.13Il fico ha messo fuori i primi fruttie le viti fiorite spandono fragranza.Alzati, amica mia,mia bella, e vieni!14O mia colomba, che stai nelle fenditure della roccia,nei nascondigli dei dirupi,mostrami il tuo viso,fammi sentire la tua voce,perché la tua voce è soave,il tuo viso è leggiadro".15Prendeteci le volpi,le volpi piccolineche guastano le vigne,perché le nostre vigne sono in fiore.16Il mio diletto è per me e io per lui.Egli pascola il gregge fra i figli.17Prima che spiri la brezza del giornoe si allunghino le ombre,ritorna, o mio diletto,somigliante alla gazzellao al cerbiatto,sopra i monti degli aromi.
3
1 Sul mio letto, lungo la notte, ho cercatol'amato del mio cuore;l'ho cercato, ma non l'ho trovato.2"Mi alzerò e farò il giro della città;per le strade e per le piazze;voglio cercare l'amato del mio cuore".L'ho cercato, ma non l'ho trovato.3Mi hanno incontrato le guardie che fanno la ronda:"Avete visto l'amato del mio cuore?".4Da poco le avevo oltrepassate,quando trovai l'amato del mio cuore.Lo strinsi fortemente e non lo lasceròfinché non l'abbia condotto in casa di mia madre,nella stanza della mia genitrice.
5Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,per le gazzelle e per le cerve dei campi:non destate, non scuotete dal sonno l'amatafinché essa non lo voglia.
6Che cos'è che sale dal desertocome una colonna di fumo,esalando profumo di mirra e d'incensoe d'ogni polvere aromatica?7Ecco, la lettiga di Salomone:sessanta prodi le stanno intorno,tra i più valorosi d'Israele.8Tutti sanno maneggiare la spada,sono esperti nella guerra;ognuno porta la spada al fiancocontro i pericoli della notte.9Un baldacchino s'è fatto il re Salomone,con legno del Libano.10Le sue colonne le ha fatte d'argento,d'oro la sua spalliera;il suo seggio di porpora,il centro è un ricamo d'amoredelle fanciulle di Gerusalemme.11Uscite figlie di Sion,guardate il re Salomonecon la corona che gli pose sua madre,nel giorno delle sue nozze,nel giorno della gioia del suo cuore.
4
1Come sei bella, amica mia, come sei bella!Gli occhi tuoi sono colombe,dietro il tuo velo.Le tue chiome sono un gregge di capre,che scendono dalle pendici del Gàlaad.2I tuoi denti come un gregge di pecore tosate,che risalgono dal bagno;tutte procedono appaiate,e nessuna è senza compagna.3Come un nastro di porpora le tue labbrae la tua bocca è soffusa di grazia;come spicchio di melagrana la tua gotaattraverso il tuo velo.4Come la torre di Davide il tuo collo,costruita a guisa di fortezza.Mille scudi vi sono appesi,tutte armature di prodi.5I tuoi seni sono come due cerbiatti,gemelli di una gazzella,che pascolano fra i gigli.6Prima che spiri la brezza del giornoe si allunghino le ombre,me ne andrò al monte della mirrae alla collina dell'incenso.7Tutta bella tu sei, amica mia,in te nessuna macchia.8Vieni con me dal Libano, o sposa,con me dal Libano, vieni!Osserva dalla cima dell'Amana,dalla cima del Senìr e dell'Èrmon,dalle tane dei leoni,dai monti dei leopardi.9Tu mi hai rapito il cuore,sorella mia, sposa,tu mi hai rapito il cuorecon un solo tuo sguardo,con una perla sola della tua collana!10Quanto sono soavi le tue carezze,sorella mia, sposa,quanto più deliziose del vino le tue carezze.L'odore dei tuoi profumi sorpassa tutti gli aromi.11Le tue labbra stillano miele vergine, o sposa,c'è miele e latte sotto la tua linguae il profumo delle tue vesti è come il profumo del Libano.12Giardino chiuso tu sei,sorella mia, sposa,giardino chiuso, fontana sigillata.13I tuoi germogli sono un giardino di melagrane,con i frutti più squisiti,alberi di cipro con nardo,14nardo e zafferano, cannella e cinnamòmocon ogni specie d'alberi da incenso;mirra e aloecon tutti i migliori aromi.15Fontana che irrora i giardini,pozzo d'acque vivee ruscelli sgorganti dal Libano.
16Lèvati, aquilone, e tu, austro, vieni,soffia nel mio giardinosi effondano i suoi aromi.Venga il mio diletto nel suo giardinoe ne mangi i frutti squisiti.
5
1Son venuto nel mio giardino, sorella mia, sposa,e raccolgo la mia mirra e il mio balsamo;mangio il mio favo e il mio miele,bevo il mio vino e il mio latte.Mangiate, amici, bevete;inebriatevi, o cari.
2Io dormo, ma il mio cuore veglia.Un rumore! È il mio diletto che bussa:"Aprimi, sorella mia,mia amica, mia colomba, perfetta mia;perché il mio capo è bagnato di rugiada,i miei riccioli di gocce notturne".3"Mi sono tolta la veste;come indossarla ancora?Mi sono lavata i piedi;come ancora sporcarli?".4Il mio diletto ha messo la mano nello spiraglioe un fremito mi ha sconvolta.5Mi sono alzata per aprire al mio dilettoe le mie mani stillavano mirra,fluiva mirra dalle mie ditasulla maniglia del chiavistello.6Ho aperto allora al mio diletto,ma il mio diletto già se n'era andato, era scomparso.Io venni meno, per la sua scomparsa.L'ho cercato, ma non l'ho trovato,l'ho chiamato, ma non m'ha risposto.7Mi han trovato le guardie che perlustrano la città;mi han percosso, mi hanno ferito,mi han tolto il mantellole guardie delle mura.8Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,se trovate il mio diletto,che cosa gli racconterete?Che sono malata d'amore!
9Che ha il tuo diletto di diverso da un altro,o tu, la più bella fra le donne?Che ha il tuo diletto di diverso da un altro,perché così ci scongiuri?
10Il mio diletto è bianco e vermiglio,riconoscibile fra mille e mille.11Il suo capo è oro, oro puro,i suoi riccioli grappoli di palma,neri come il corvo.12I suoi occhi, come colombesu ruscelli di acqua;i suoi denti bagnati nel latte,posti in un castone.13Le sue guance, come aiuole di balsamo,aiuole di erbe profumate;le sue labbra sono gigli,che stillano fluida mirra.14Le sue mani sono anelli d'oro,incastonati di gemme di Tarsis.Il suo petto è tutto d'avorio,tempestato di zaffiri.15Le sue gambe, colonne di alabastro,posate su basi d'oro puro.Il suo aspetto è quello del Libano,magnifico come i cedri.16Dolcezza è il suo palato;egli è tutto delizie!Questo è il mio diletto, questo è il mio amico,o figlie di Gerusalemme.
6
1Dov'è andato il tuo diletto,o bella fra le donne?Dove si è recato il tuo diletto,perché noi lo possiamo cercare con te?
2Il mio diletto era sceso nel suo giardinofra le aiuole del balsamoa pascolare il gregge nei giardinie a cogliere gigli.3Io sono per il mio diletto e il mio diletto è per me;egli pascola il gregge tra i gigli.
4Tu sei bella, amica mia, come Tirza,leggiadra come Gerusalemme,terribile come schiere a vessilli spiegati.5Distogli da me i tuoi occhi:il loro sguardo mi turba.Le tue chiome sono come un gregge di capreche scendono dal Gàlaad.6I tuoi denti come un gregge di pecoreche risalgono dal bagno.Tutte procedono appaiatee nessuna è senza compagna.7Come spicchio di melagrana la tua gota,attraverso il tuo velo.8Sessanta sono le regine,ottanta le altre spose,le fanciulle senza numero.9Ma unica è la mia colomba la mia perfetta,ella è l'unica di sua madre,la preferita della sua genitrice.L'hanno vista le giovani e l'hanno detta beata,le regine e le altre spose ne hanno intessuto le lodi.10"Chi è costei che sorge come l'aurora,bella come la luna, fulgida come il sole,terribile come schiere a vessilli spiegati?".11Nel giardino dei noci io sono sceso,per vedere il verdeggiare della valle,per vedere se la vite metteva germogli,se fiorivano i melograni.12Non lo so, ma il mio desiderio mi ha postosui carri di Ammi-nadìb.
7
1"Volgiti, volgiti, Sulammita,volgiti, volgiti: vogliamo ammirarti"."Che ammirate nella Sulammitadurante la danza a due schiere?".
2"Come son belli i tuoi piedinei sandali, figlia di principe!Le curve dei tuoi fianchi sono come monili,opera di mani d'artista.3Il tuo ombelico è una coppa rotondache non manca mai di vino drogato.Il tuo ventre è un mucchio di grano,circondato da gigli.4I tuoi seni come due cerbiatti,gemelli di gazzella.5Il tuo collo come una torre d'avorio;i tuoi occhi sono come i laghetti di Chesbòn,presso la porta di Bat-Rabbìm;il tuo naso come la torre del Libanoche fa la guardia verso Damasco.6Il tuo capo si erge su di te come il Carmeloe la chioma del tuo capo è come la porpora;un re è stato preso dalle tue trecce".7Quanto sei bella e quanto sei graziosa,o amore, figlia di delizie!8La tua statura rassomiglia a una palmae i tuoi seni ai grappoli.9Ho detto: "Salirò sulla palma,coglierò i grappoli di datteri;mi siano i tuoi seni come grappoli d'uvae il profumo del tuo respiro come di pomi".
10"Il tuo palato è come vino squisito,che scorre dritto verso il mio dilettoe fluisce sulle labbra e sui denti!11Io sono per il mio dilettoe la sua brama è verso di me.12Vieni, mio diletto, andiamo nei campi,passiamo la notte nei villaggi.13Di buon mattino andremo alle vigne;vedremo se mette gemme la vite,se sbocciano i fiori,se fioriscono i melograni:là ti darò le mie carezze!14Le mandragore mandano profumo;alle nostre porte c'è ogni specie di frutti squisiti,freschi e secchi;mio diletto, li ho serbati per te".
8
1Oh se tu fossi un mio fratello,allattato al seno di mia madre!Trovandoti fuori ti potrei baciaree nessuno potrebbe disprezzarmi.2Ti condurrei, ti introdurrei nella casa di mia madre;m'insegneresti l'arte dell'amore.Ti farei bere vino aromatico,del succo del mio melograno.3La sua sinistra è sotto il mio capoe la sua destra mi abbraccia.
4Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,non destate, non scuotete dal sonno l'amata,finché non lo voglia.
5Chi è colei che sale dal deserto,appoggiata al suo diletto?Sotto il melo ti ho svegliata;là, dove ti concepì tua madre,là, dove la tua genitrice ti partorì.
6Mettimi come sigillo sul tuo cuore,come sigillo sul tuo braccio;perché forte come la morte è l'amore,tenace come gli inferi è la passione:le sue vampe son vampe di fuoco,una fiamma del Signore!7Le grandi acque non possono spegnere l'amorené i fiumi travolgerlo.Se uno desse tutte le ricchezze della sua casain cambio dell'amore, non ne avrebbe che dispregio.
8Una sorella piccola abbiamo,e ancora non ha seni.Che faremo per la nostra sorella,nel giorno in cui se ne parlerà?9Se fosse un muro,le costruiremmo sopra un recinto d'argento;se fosse una porta,la rafforzeremmo con tavole di cedro.10Io sono un muroe i miei seni sono come torri!Così sono ai suoi occhicome colei che ha trovato pace!11Una vigna aveva Salomone in Baal-Hamòn;egli affidò la vigna ai custodi;ciascuno gli doveva portare come suo fruttomille sicli d'argento.12La vigna mia, proprio mia, mi sta davanti:a te, Salomone, i mille siclie duecento per i custodi del suo frutto!
13Tu che abiti nei giardini- i compagni stanno in ascolto -fammi sentire la tua voce.14"Fuggi, mio diletto,simile a gazzellao ad un cerbiatto,sopra i monti degli aromi!".

sabato 9 ottobre 2010

Dietro ai ristoranti cinesi - Il mercato della carne di cane Cina - Olt...




*
Questo è cane! Vorrete???

O preferirete Pollo?
O Topo?
O Mucca?
O Bue?
O Pesce?
O Balena?
O Delfino?
O Pecora?

Mangiare della carne è proprio dell'Alien della persona affetta da alienazione mentale!Bahhhhhhhhhh !!!!!!

giovedì 7 ottobre 2010

אינסוף

אינסוף

YOM KIPPUR 5772


YOM KIPPUR 5772
(...)
Yom Kippur
È immersione
Dentro me
Nella mia conoscenza
E nella ricerca me

Non c'è nessun gruppo di Yom Kippur
Ma un atto di silenzio solitario

Quindi per volare
Nell’incontro delle
Forze dell’elokhim
Ed abbracciare la natura
E l’anima dell’universo
Edenico

Cantando nella pace
Delle dieci Sefirot...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in YOM KIPPUR 5772, 2011
*
*
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YOM KIPPUR 5772
(...)
Yom Kippur
É o mergulho
Dentro de mim
No conhecimento
E busca de mim...

Não há Yom Kippur de grupo
Mas, um ato de silêncio solitário

Para, depois, voar
Ao encontro das
Forças de Elokhim
E abraçar a natureza
E a alma do universo
Edênico

Cantando na paz
Das dez Sefirot...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in YOM KIPPUR 5772, 2011

Zaz - Je veux









ZAZ - Je Veux
*
Donnez moi une suite au Ritz, je n'en veux pas
Des bijoux de chez Chanel, je n'en veux pas
... Donnez moi une limousine, j'en ferais quoi?
Papa lapa papa
Offrez moi du personnel, j'en ferais quoi?
Un manoir a Neuchâtel, c'est pas pour moi
Offrez moi la tour Eiffel, j'en ferais quoi?

[refrain:]
Je veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur
Ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur
Moi j'veux crever la main sur le cœur
papalapapapala
Allons ensemble découvrir ma liberté
Oubliez donc, tous vos clichés
Bienvenue dans ma réalité

J'en ai marre d'vos bonnes manières
C'est trop pour moi
Moi je mange avec les mains
Et j'suis comme ça
J'parle fort et je suis franche
Excusez moi
Fini l'hypocrisie moi,
J'me casse de là
J'en ai marre des langues de bois
Regardez moi
Toute manière j'vous en veux pas
Et j'suis comme ça
J'suis comme ça

papalapapapala

domenica 3 ottobre 2010

SAKINEH FORSE GIUSTIZIATA NELLE PROSSIME ORE

(di Paola Tamborlini)


ROMA - Sakineh potrebbe essere uccisa nelle prossime ore nel carcere di Tabriz. Non più lapidata, ma impiccata. L'allarme è arrivato in mattinata dal comitato internazionale contro le esecuzioni. L'Ue si è detta "molto preoccupata" ed ha immediatamente avviato accertamenti per verificare la notizia, in Italia il ministro degli Esteri Franco Frattini ha assicurato che non ci sono conferme, mentre dalla Francia sono rimbalzate le voci su una possibile "rapida esecuzione" della donna iraniana accusata di adulterio e concorso nell'omicidio del marito. Il tutto nel totale silenzio di Teheran.

Ma la notizia della possibile impiccagione di Sakineh ha immediatamente suscitato l'indignazione di diversi paesi europei, gli appelli di molti ministri, tra i quali Frattini e la collega delle Pari opportunità Carfagna, e l'organizzazione di marce e fiaccolate da Parigi a Roma e Bruxelles.

"La 'Commissione per i diritti umani' del regime - hanno assicurato al comitato - ha annunciato che 'secondo le prove esistenti, la sua colpevolezza e' stata confermatà ". Di fatto, è l'accusa del comitato, "il regime ha creato un nuovo scenario per accelerare la condanna a morte". A tutto ciò bisogna aggiungere che il mercoledì, in Iran, è il giorno delle esecuzioni, come ha sottolineato La Regle du jeu, rivista online di Henri-Levy che ha ottenuto informazioni analoghe, "c'é quindi da essere terribilmente preoccupati per Sakineh".

Da Teheran non sono arrivate né conferme né smentite, ma ieri il vice ministro degli Esteri ha ribadito la posizione del regime: "L'Iran - ha detto Hassan Qashqavi - difende la vittima e la sua famiglia, mentre l'Occidente difende chi ha recato l'offesa". Non una parola però su una possibile accelerazione dell'esecuzione. L'unica notizia di oggi è quella dell'arresto dell'avvocato iraniano dei due tedeschi finiti in manette mentre intervistavano il figlio e il legale di Sakineh, anche loro poi arrestati. Mentre il presidente del comitato 'Neda Days' ha annunciato di aver trovato un altro avvocato per difendere Sakineh. Si tratta di una donna che sarà aiutata a livello internazionale da un penalista italiano, Bruno Malattia.

Dalla Gran Bretagna, il Foreign Office ha definito la possibile impiccagione di Sakineh "un atto vergognoso", mentre dall'Italia Frattini, in contatto con l'ambasciata, ha assicurato che non ci sono conferme. "Rispetto le ong - ha detto - ma il nostro ambasciatore a Teheran non ha nessunissima conferma che domani la condanna a morte sarà eseguita".

Il titolare della Farnesina si è detto comunque fiducioso di trovare ascolto presso Teheran, rinnovando un appello "che non é contro l'Iran ma per la vita di Sakineh". Preoccupazione e "indignazione" è stata espressa dal ministro per le politiche europee Andrea Ronchi, mentre si sono rivolti al Governo e alla Ue, chiedendo di "fermare la mano del boia", i capigruppo del Pd Anna Finocchiaro e Dario Franceschini, come l'Idv che, con Pedica, ha chiesto all'esecutivo di "attivarsi per salvarla". I due vicepresidenti italiani del Parlamento europeo Gianni Pittella (Pd) e Roberta Angelilli (Pdl) hanno chiesto alle autorità di Teheran di chiarire le voci. Sakineh è diventata "un simbolo per la difesa della libertà", per il sindaco di Roma Gianni Alemanno, che ha esposto in Campidoglio l'immagine della donna e la presidente della Regione Renata Polverini che ha invitato il governo a non lasciarla sola. E dal Festival di Roma il regista iraniano Fariborz Kamkari ha invitato a continuare a battersi per Sakineh.


Redazione Libero