alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 30 dicembre 2010

חי VIDA ou, A energia de duas letrinhas hebraicas



חי

Duas letrinhas hebraicas!

hete ח

yud י

Hete vale 8 (oito) e Yud vale 10 (dez).


"hete" é o medo e a força da vida, a unidade do Eterno e as Facetas dos Elohim (forças da "creação") (crEação e não crIação). O Eterno (tetragrama impronunciável, Misericórida) e Elohim (Justiça) em ação para o Bereshit (atos iniciais de formação/palavras-princípio). Hete é a VISÃO.

"yud" é a ação, o ato. O Infinito concentrando-se no finito para proporcionar a existência e, logo após, a vida. Primeiro a existência; depois a vida! O impulso criativo. simboliza a MÃO agindo, atuando. Yud é a MÃO/AÇÃO.

Hete e Yud (da direita para a esquerda, pois em hebriaco se lê assim, ou seja, do lado direito, a força, para o lado esquerdo, o coração).

VISÃO e AÇÃO. Os dois juntos forma a força CREATIVA e CRIATIVA.

A VISÃO é "creativa", tira do nada.

A AÇÃO é "criativa", aproveitando o que existe e dando-lhe manutenção, uso adequado e fazendo frutificar, produzir.

Vida, portanto, em hebraico é este encontro entre a visão e a ação. No mundo judaico não se espera que nada aconteça sozinho, mas a VISÃO e a AÇÃO são constantes.

חי para todos os meus amigos

2010/5770-71 - 2011/5771-72

Pietro N-Dellova בן עבדיה

Sinagoga Scuola/Beit Midrash
Fondi/It

domenica 26 dicembre 2010

VAMOS AMIGOS, VAMOS COM SENSIBILIDADE





*
Vamos, amigos,
vamos com sensibilidade,
sentindo cada uma das notas da partitura da Vida.
Vamos cantando,
vamos dançando,
vamos com nossos tenores,
nossos sopranos,
nossos baixos,
nossos contraltos,
nossos barítonos.
Vamos com nossos olhos iluminados
porque em cada nota encontraremos
nosso sentido
e o sentido de vivermos
em
canto!


Pietro Dellova,
aos amigos que tenho (2010/2011 - 5771)

sabato 25 dicembre 2010

TEMPO e AÇÃO ou, FELIZ ANO NOVO!

por Pietro Nardella-Dellova

I
Apesar do valor relativo do novo período anual e de um estado de torpor a que muitos ficam sujeitos é, contudo, indiscutível, que nossas ações foram convencionalmente organizadas em face dele e que, apesar de sua inconsistência histórica, marca mesmo o tempo geral (ocidental) das ações individuais, sociais, privadas e públicas. Refiro-me, aqui, ao mal explicado calendário gregoriano.
II
Mas, temos outros calendários, como, por exemplo, o calendário dos povos pré-colombianos, o calendário babilônico, o calendário egípcio, o calendário judaico (hebraico), o calendário chinês, o calendário islâmico, apenas, para citar alguns poucos.
III
Em qualquer deles, do ponto de vista comparativo, ou mesmo em aspectos internos de cada um, como, por exemplo, o calendário judaico, no qual temos três anos novos (o das árvores em Israel “chamisha assar be-Shevat, o religioso “Nissan/Pessach” e o civil “Tirshrei/Rosh Hashana), encontramos sinais gerais de “oportunidade” ou, na expressão italiana, de “fortuna”. Daí que “buona fortuna” nos indica, não uma ilusão ou fantasia, mas o preparo para enxergar a “ocasião”. Há um tempo maior, infinito, no qual se encontra este tempo menor, finito, com o qual tentamos certo controle e contagem.
IV
Ao calendário gregoriano que não resiste muito a uma superficial análise histórica e científica, mas, efetivamente adotado, então, pela civilização ocidental, chamamos simplesmente de “calendário da era comum”. Pode-se dizer, então, 2010/2011 e.c. (2010/2011 da era comum).
V
Afastadas quaisquer análises transcendentais, místicas ou religiosas, sobretudo, aquelas que colocam nas mãos do tempo uma bandeja com “graças” e “bênçãos”, simplesmente porque milhares de encontros, brindes, rezas e orações resultaram não mais do que na morte de, igualmente, milhares de perus e franguinhos, podemos, ao menos, concordar que se trata de um específico novo período. Um tempo que se faz anteceder de uma parada, de um recesso na lufa-lufa e em outras atividades, sejam ou não meritórias.
VI
Podemos, também, mudar o referencial, já que todas as atividades festivas não melhoraram o mundo nem aperfeiçoaram as relações interpessoais e, provavelmente, por si mesmas, não melhorarão em nada, pois a cordialidade, a gentileza e certo senso de fraternidade, nestas festas, começam, duram e terminam, quando muito, em um minuto de fogos de artifício que enchem o espaço de luminosidade multicolorida, em qualquer parte do mundo.
VII
Mudemos o referencial! Não é o novo tempo que traz algo de especial, de luminoso ou de riqueza. O tempo em si já é a "coisa" boa, seja ele o tempo anual, mensal, semanal ou diário - seja, ainda, o tempo reduzido a horas, minutos e segundos. O tempo sempre é a oportunidade: a terra fértil que convida a semente; a lousa que convida o giz; o intervalo que convida o café; a dilatação das pupilas que convida o amor; o livro que convida a leitura; os lábios que convidam o beijo.
VIII
O tempo é como o novelo de linha para ser trabalhado pelas hábeis mãos na realização do tapete, do tecido e da roupa. O tempo é a folha branca com pentagramas esperando o músico, o compositor, lançar ali as notas musicais e transformá-la em partitura. É a pedra bruta diante dos olhos do escultor. O tempo, assim como a terra, a lousa, o intervalo, a dilatação das pupilas, o livro, os lábios, o novelo de linha, a folha com pentagramas e a pedra bruta, apenas se oferece à ação determinada de quem age - a ação do semeador, do mestre com o giz, do que toma a xícara com a mão esquerda, do amante, do ledor, do que beija, da tricoteira, do musicista e do artista.
IX
O tempo não traz coisa alguma, não esconde mistério algum nem abençoa mais este que aquele. É absolutamente inútil esperar, com místicos ou filmes, uma resposta ou uma fala do tempo. O tempo não é uma boca falante, apenas um ouvido para escutar. Não é um vaso repleto de doces e novidades, apenas a argila esperando ser feito em vaso! O tempo é a tela esperando a tinta.
X
Enquanto isso, perdidas, milhares de pessoas esperam ouvir algo ou receber algo, mas, o tempo espera ouvir algo ou receber algo. E outras milhares buscam seus livros esotéricos, códigos secretos, filmes de impacto, datas de destruição cósmica ou lutas apocalípticas. E, buscam, ainda, gênios e lâmpadas, vigílias de oração e preces e, finalmente, abrem livros sagrados e põem seus dedos indicativos a esmo a fim de encontrar uma palavra, uma mensagem ou qualquer coisa que lhes diga respeito. Eis o tempo: a terra, a lousa, o intervalo, a dilatação das pupilas, o livro, os lábios, o novelo de linha, o ouvido, a argila e a tela!
XI
Então, podemos avançar para a realização! Podemos ser proativos! Podemos manusear o tempo - qualquer tempo! Podemos buscar - e encontrar - a referência maior, a sabedoria, o entendimento, o conhecimento, o rigor, a bondade, a beleza, a gloria, a eternidade e o fundamento e, simplesmente, reinar como humanidade, em um estado de absoluta paz e vida!
XII
E, então, o que podemos fazer a respeito?
-------

New York, USA, 25 dicembre 2009

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. (obras disponíveis pela Livraria Cultura http://www.livrariacultura.com/)
Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/
e para contactar utilize o e-mail: professordellova@libero.it*

venerdì 24 dicembre 2010

VÉSPERA DE ROSH HASHANÁ ou, OS DIAS VOLTARAM!

por Pietro Nardella-Dellova

especialmente dedicado à Gigia e Gigi

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Venham todos, venham e vejam - meus dias voltaram! Redescobrirei a amada no Éden, e cantarei com ela as canções de paz e felicidade. Abrirei minha voz na fermata ecoante e todos os seres ouvirão, todos os seres participarão da minha festa, pois o Eterno beijou-me os lábios com suavidade, deu-me vida e a bênção da sua Presença!

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Voltaram para mim, saíram das prisões da minha própria indolência...Os dias voltaram, sorridentes! Os dias voltaram e, agora, sairei pelos meus jardins perfumados, sairei e respirarei, mergulharei nestes rios edênicos e banharei a minha alma nas Mikvot de águas correntes, águas sem fim, e os meus amigos serão convidados - e ficarão comigo cantando Tehilim por toda a noite!

Eu estava uivando e urrando entre as matas, escondido em minhas cavernas, perdido em meus labirintos, com duas pedras lascadas à mão, comendo os vermes da terra e fugindo dos monstros famélicos. Mas, o Eterno visitou-me - veio e beijou-me. O Eterno me beijou na suavidade de Misericórdia e deu-me uma alma à mais...O Eterno deu-me uma alma à mais! Os dias voltaram, coloridos! Ah, amigos, os dias voltaram! Todos eles voltaram!

Porque antes, eu andara meio perdido, meio acabado, meio animal, meio tosco, meio embrutecido, meio voraz, meio sem voz, meio sem fala, gaguejando pelos corredores, balbuciando nas esquinas e lamentando nas estradas – e, então, os dias se foram, reclamando do meu desprezo e da minha negligência. E olhei, e meu feixe de dias - empobrecido – era apenas uma trouxa na ponta de uma vara às costas, um embrulho de dias mendicantes, um pano roto, frágil e sem vigor. Olhei para aqueles dias que restaram e perguntei-lhes: onde estão os outros dias? E eles me disseram que os dias tinham-se ido – foram-se embora, partiram, perderam-se, abandonando-me entre cardos e espinhos, deixando-me arrastado pelos cantos e lançado de penhascos, em berros incontidos! Os dias tinham-se ido e, assim, batido de um lado para o outro, fui empurrado aos subterrâneos da existência, sem luz nem ar, sem pão nem vinho! Apenas eu e minha trouxa com as migalhas dos dias que ainda estavam comigo. E enfraquecido, vomitando, finalmente, desmaiei com a cara na terra.

Mas, de longe, bem longe, ouvi o som do Shofar e alguém gritando que o Rei estava pelos campos e, eu, ainda um pouco nauseabundo, arrastei a trouxa com os dias que estavam nela em direção ao meu rosto – eram poucos – mas, deixei ali bem diante dos meus olhos e lembrei-me do nome de cada um deles e senti o seu perfume, substância, colorido, peso, forma, gosto, singularidade, e vi suas asas, e ouvi suas vozes. E eles ficaram alvoroçados, inquietos, meio que surpresos e felizes comigo. Porque cada dia tem o seu nome próprio. Cada dia tem o seu perfume próprio. Cada dia tem a sua substância própria. Cada dia tem o seu colorido próprio. Cada dia tem o seu peso próprio. Cada dia tem a sua forma própria. Cada dia tem o seu gosto próprio. Cada dia tem a singularidade própria. Cada dia tem as suas asas próprias. Cada dia tem as suas vozes próprias. E merecem, por isso mesmo, uma linha própria, um respeito próprio e uma identidade própria – e mãos dignas que os protejam e os reúnam!

E porque os tomei às mãos, e os chamei pelo nome próprio, eles se olharam, sorridentes, e, abraçados, começaram a formar um círculo de dança exuberante em torno de mim, festejando sonoramente, porque os meus sentidos os redescobriram, porque os liberei dos panos rotos, da trouxa amarrada à ponta do espeto e do desprezo! E enquanto dançavam, sentei-me entre eles, e comecei a sorrir também, comecei a gargalhar com estes dias fazendo festa. E alegrei-me com os meus dias libertos dos panos rotos. Então, enquanto estávamos felizes, tomei as duas pedras lascadas e bati uma contra a outra, de modo decidido e ininterrupto, bati com o vigor de quem se cansa da escuridão e das cavernas, dos labirintos e da ânsia, bati com a determinação de quem descobre seu tesouro, sua vida, seu tempo, seus dias e, assim, tanto bati uma contra a outra que destas pedras, com as quais cavara outrora o chão em busca de vermes, eu criei faíscas, e mais decididamente bati, quanto mais faíscas fazia – e vi que era fácil fazer faíscas! Então tomei aqueles panos rotos, com os quais sufocava meus dias, e os amarrei na ponta do espeto – meus dias estavam soltos, agora, dançando em torno de mim, cantando e celebrando. E, novamente, tomei as pedras e bati com vigor redobrado, e ao som da música dos meus dias e dos passos dançantes, fiz faíscas, e mais faíscas, muitas faíscas, tantas faíscas, no ritmo musical, que pareceu-me grudar as pedras às mãos e fazer fogo, vivo e contínuo, com o qual transformei os panos velhos e o espeto em uma tocha de luz..

Por isso mesmo, dois destes dias, mais ávidos e esclarecidos, enxergando o caminho da saída das profundidades mórbidas, abriram suas asas e voaram – voaram às moradas dos dias perdidos, desprezados e entristecidos. Voaram sem parar, voaram cantando, e tanto cantaram que despertaram de suas celas e de suas cadeias, os antigos dias e lhes disseram, em dueto:

“Venham,
Venham para festa de vida e intensidade,
Venham ouvir a música,
Venham dançar,
Porque aquele homem lançado dos penhascos,
Entre feras embrutecido,
Escondido e moribundo,
Escutou o Shofar, e
Lembrou-se do nome de cada um de nós
E do que somos,
Da nossa substância e do nosso perfume,
Do nosso colorido e do nosso peso,
Da nossa forma e do nosso gosto,
Da nossa singularidade - e libertou nossas asas,
E ouviu nossas vozes.
Aquele homem
Transformou os velhos panos
Que nos sufocavam
E o espeto nos quais íamos pendurados
E desprezados,
Em uma tocha que o ilumina e nos alegra.
Venham, estamos em festa!
Venham, estamos em festa com o homem
Que criou a tocha e o fogo: a luz!
Estamos dançando em um campo
Repleto de flores e alegria – venham!”

E os dias, assim, foram se erguendo desses passados abissais e labirínticos, alongando sua musculatura atrofiada nos processos coisificantes, lavando seus rostos empoeirados na virtualização, soltando seus cabelos ao vento da afetividade, abrindo suas asas ao sol de justiça e, voando, foram ao Eterno e lhe disseram:

“Vieram dois dias, ávidos e esclarecidos,
E cantaram em nossas moradas abissais e labirínticas,
Bateram suas asas,
Vieram nos convidar a voltar ao homem
Que está fazendo festa!
E nós nos erguemos, tanta a felicidade destes dias,
E queremos voltar ao homem
Que nos entristeceu e nos desprezou,
Queremos voltar, porque, agora,
Aquele homem faz festa com os outros dias,
E transformou panos rotos, sufocantes e o espeto,
dos quais fugimos ao desprezo,
Em uma tocha!
Agora, aquele homem, desperto de seu desmaio,
Chama os dias pelo nome,
E sabe o que são os dias,
E sabe o que é a substância dos dias,
E reconhece o peso e a forma dos dias
E sente o perfume dos dias,
E vê o colorido dos dias,
E saboreia os dias...
Agora, aquele homem sabe da singularidade dos dias
E libertou as asas dos dias
E ouviu as vozes dos dias”
Queremos voltar ao homem
Que preza e alegra aqueles dias”

Então, o Eterno, meio que desacreditado, disse aos dias que se ergueram dos passados abissais e labirínticos:

“Vocês ouviram esta história
Que aquele homem está fazendo festa
Com os dias?
Que ele está cantando e dançando?
Vocês ouviram que ele libertou os dias?
E ouviram que, agora, ele chama os dias pelo nome,
E sabe o que são os dias, e qual sua substância?
E ouviram que aquele homem
Reconhece o peso, e a forma, e o perfume dos dias?
E que ele vê o colorido e sente o sabor,
E sabe da singularidade dos dias?
Vocês ouviram, mesmo, que aquele homem
Que andou amarrando seus dias em trapos na ponta do espeto
Libertou os seus dias, e libertou as asas de seus dias?
E que ouviu as vozes de seus dias?
Ei, vocês, dias que estavam
Nos passados abissais e labirínticos, digam-me:
Como têm certeza de que, agora, aquele homem
Preza e alegra seus dias?”

Foi, assim, que os dias, todos os dias [que estavam presos em passados abissais e labirínticos, que haviam fugido dos trapos e do espeto, que estavam com suas musculaturas atrofiadas por terem sido transformados em coisas entre coisas, com o rosto remelado e sujo pela virtualização e os cabelos presos e oleosos do asfalto das cavernas] abriram suas asas diante do Eterno e lhe disseram:

“Como temos certeza disto, Eterno?
Pergunta-nos, como sabemos
Que aquele homem preza e alegra os seus dias?
Porque vieram dois dias, ávidos e esclarecidos,
Dois dias com seus nomes próprios,
Dois dias libertos, singulares,
Dois dias com substância, peso e forma,
Dois dias perfumados, coloridos e saborosos,
E estes dois dias estavam cantando,
Dançando no espaço, com suas asas abertas!
Como temos certeza disto, Eterno?
Venha conosco, e veja
Como aquele homem, agora,
Preza e alegra seus dias!”

Por isso, então, o Eterno abriu, também, suas asas e veio para a festa dos dias! Porque os dias voltaram! Por isso o Eterno sorriu e beijou-me os lábios com suavidade. Os dias voltaram! Os dias voltaram! Voltaram para mim, saíram das prisões da minha própria indolência...Os dias voltaram - sorridentes! Os dias voltaram e, agora, sairei pelos meus jardins perfumados, sairei e respirarei, mergulharei nestes rios edênicos e banharei a minha alma nas Mikvot de águas correntes, águas sem fim, e os meus amigos serão convidados - e ficarão comigo, cantando Tehilim por toda a noite!

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Venham todos, venham e vejam - meus dias voltaram! Redescobrirei a amada no Éden, e cantarei com ela as canções de paz e felicidade. Abrirei minha voz na fermata ecoante e todos os seres ouvirão, todos os seres participarão da minha festa, pois o Eterno beijou-me os lábios com suavidade, deu-me a vida e a bênção da sua Presença!

Setembro, 2010 – final de Elul 5770,

véspera de Rosh Hashaná 5771.

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor, Poeta e Professor. Leciona Direito Civil, Filosofia e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. Escritores. Escreve em várias revistas e jornais. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/texto 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. SP: Ed. Scortecci, 2009 ( disponível na Livraria Cultura www.livrariacultura.com )
Em preparo (prelo/breve) ESTUDOS CRÍTICOS DE DIREITO CIVIL e DERECH: CAMINHO PARA VIDA.
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mercoledì 15 dicembre 2010

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO ou, IDIOTAS DE TODO GÊNERO



por Pietro Nardella-Dellova


Perguntaram-me há alguns dias, se eu acreditava em “evolução”. Minha resposta foi precisa: “não!”. E completei: “acredito na involução!”.

De fato (mas, não por ser convicto) há um processo de involução e, sem dúvida, vão ficando distantes as narrativas semíticas de Adam (do homem barro que recebe a luz e o sopro) e aquelas gregas de Prometeu (do homem verme que recebe o fogo), pois tem parecido que o homem vai apagando todas as luzes, sufocando na praia, e cuspindo na tocha!

Nem quero, hoje, escrever sobre esta coisa estúpida chamada “nacionalidade”, “território”, “soberania”, ou seja, das cercas feudais que se foram erguendo em torno de espaços universais. E, muito menos, desta outra coisa que se verifica em tempos de eleição, ou seja, “votos” fiéis, isto é, conceito pelo qual o candidato eleito – ou não, considera que o “sem número” de votos sejam objetos em sua mala de viagem! Não escreverei sobre o recenseamento chinês que busca, de modo frenético, descobrir se algum casal escondeu (do registro) filhos havidos fora da lei que permite (ali) apenas um filho! São assuntos que despertariam o ódio de robôs, sem cérebro e sem alma!

Odeio cercas nacionais, territoriais, federais, latifundiárias (e os donos das cercas). Igualmente, odeio candidatos que se colocam na posição messiânica de salvação do povo, da população (e odeio as massas que amam messias de todos os gêneros). Odeio leis que entram no espaço do “domus”, na “cama” e, assim, estabelecem o que deve ou não suceder ali!

Mas, dentre as milhares de coisas odiosas de conhecer (ou de saber) há uma que somente idiotas crônicos trazem para espaços de conversas. É a (ou as) teoria da conspiração! Quando alguém (e pior, se com algum diploma) começa a espumar e falar, com crença incontida, sobre “illuminati”, “nova ordem mundial”, “as treze famílias dominantes do mundo”, “o código da Vinci”, “os artistas e seus pactos com o diabo”, entre outras idiotices.

Para tais pessoas, o mundo está nas mãos de alguns, tudo gira em torno da vontade desses alguns. A primeira de todas foi a conspiração de “Satanás” e “um terço dos anjos dos céus” querendo depor o Ein Sof (אין סוף) – O Infinito! Na Idade Média (que não termina, cazzo!), as conspirações apocalípticas medievais! Ultimamente, Barak Obama e os líderes mundiais com seus sinais secretos! E, ainda mais ultimamente, Berlusconi querendo vender a Itália e a Dilma conspirando para estrangular todas as criancinhas intra-ulterinas – os nascituros! ´

Realmente, é um estado de psicopatia (ou possessão) coletiva!

Enquanto isso, o pão encarece – não porque umas famílias dominam as pessoas ou porque o “diabo” seja dono do mundo, mas, ao contrário, porque as pessoas idiotizadas com teorias da conspiração, perdidas em espumas e cuspes de falatórios religiosos - sem fim, presas em suas cercas de bambu, em seus messianismos mórbidos, em suas crenças políticas personificadas, vão apagando o fogo de Prometeu, desprezando o sopro vital da "Ruach HaElohim", e, como gosma móvel, ocupando espaços nas cavernas de sua própria estupidez!

1/11/2010

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Ciências Jurídicas e Sociais e Literatura em graduação e pós-graduação. Coordenador de Curso de Direito. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

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CARO AMICO TI SCRIVO, di Lucio Dalla

lunedì 13 dicembre 2010

TRA TE E IL MARE - nella voce di BIAGIO e LAURA PAUSINI

Non ho più paura di te

Tutta la mia vita sei tu

Vivo di respiri che lasci qui

Che consumo mentre sei via

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più restare ferma ad aspettare

Io che avrei vissuto da te

Nella tua straniera città

Sola, con l'istinto di chi sa amare

Sola, ma pur sempre con te

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più sentirmi stanca di aspettare

No, amore no Io non ci sto

O ritorni o resti lì

Non vivo più

Non sogno più

Ho paura aiutami

Amore non ti credo più

Ogni volta che vai via

Mi giuri che è l'ultima

Preferisco dirti addio.

Cerco di notte in ogni stella un tuo riflesso

Ma tutto questo a me non basta adesso cresco.

No, amore no Io non ci sto

O ritorni o resti lì

Non vivo più

Non sogno più

Ho paura aiutami

Amore non ti credo più

Ogni volta che vai via

Mi giuri che è l'ultima

Preferisco dirti addio.

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più restare ferma ad aspettare

Non posso più dividermi tra te e il mare.

domenica 12 dicembre 2010

VECCHIO SCARPONE



VECCHIO SCARPONE

Lassù in un ripostiglio polveroso,
Tra mille cose che non servon più,
Ho visto un poco logoro e deluso
Un caro amico della gioventù.
Qualche filo d'erba
Col fango disseccato
Tra i chiodi ancor pareva conservar.
Era uno scarpone militar.
Vecchio scarpone
Quanto tempo è passato
Quante illusioni
Fai rivivere tu
Quante canzoni Sul tuo passo ho cantato
Che non scordo più Sopra le dune
Del deserto infinito
Lungo le sponde Accarezzate dal mar
Per giorni e notti Insieme a te ho camminato
Senza riposar Lassù tra le bianche cime
Di nevi eterne immacolate al sol
Cogliemmo le stelle alpine
Per farne dono ad un lontano amor
Vecchio scarpone Come un tempo lontano
In mezzo al fango Con la pioggia o col sol
Forse sapresti Se volesse il destino Camminare ancor.
Vecchio scarpone Quanto tempo è passato
Quante illusioni Fai rivivere tu
Quante canzoni Sul tuo passo ho cantato
Che non scordo più Lassù tra le bianche cime
Di nevi eterne immacolate al sol
Cogliemmo le stelle alpine
Per farne dono ad un lontano amor
Vecchio scarpone Come un tempo lontano
In mezzo al fango Con la pioggia o col sol
Forse sapresti
Se volesse il destino Camminare ancor.
Vecchio scarpone
Fai rivivere tu
La
mia
gioventù.

giovedì 9 dicembre 2010

Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele 1948 / Declaração da Fundação do Estado de Israel 1948


Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele, 1948

Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova

In ERETZ ISRAEL è nato il popolo ebraico, qui si è formata la sua identità spirituale, religiosa e politica, qui ha vissuto una vita indipendente, qui ha creato valori culturali con portata nazionale e universale e ha dato al mondo l'eterno Libro dei Libri.

Dopo essere stato forzatamente esiliato dalla sua terra, il popolo le rimase fedele attraverso tutte le dispersioni e non cessò mai di pregare e di sperare nel ritorno alla sua terra e nel ripristino in essa della libertà politica.

Spinti da questo attaccamento storico e tradizionale, gli ebrei aspirarono in ogni successiva generazione a tornare e stabilirsi nella loro antica patria; e nelle ultime generazioni ritornarono in massa. Pionieri, ma'apilim e difensori fecero fiorire i deserti, rivivere la loro lingua ebraica, costruirono villaggi e città e crearono una comunità in crescita, che controllava la propria economia e la propria cultura, amante della pace e in grado di difendersi, portando i vantaggi del progresso a tutti gli abitanti del paese e aspirando all'indipendenza nazionale.

Nell'anno 5657 (1897), alla chiamata del precursore della concezione d'uno Stato ebraico Theodor Herzl, fu indetto il primo congresso sionista che proclamò il diritto del popolo ebraico alla rinascita nazionale del suo paese. Questo diritto fu riconosciuto nella dichiarazione Balfour del 2 novembre 1917 e riaffermato col Mandato della Società delle Nazioni che, in particolare, dava sanzione internazionale al legame storico tra il popolo ebraico ed Eretz Israel [Terra d'Israele] e al diritto del popolo ebraico di ricostruire il suo focolare nazionale.

La Shoà [catastrofe] che si è abbattuta recentemente sul popolo ebraico, in cui milioni di ebrei in Europa sono stati massacrati, ha dimostrato concretamente la necessità di risolvere il problema del popolo ebraico privo di patria e di indipendenza, con la rinascita dello Stato ebraico in Eretz Israel che spalancherà le porte della patria a ogni ebreo e conferirà al popolo ebraico la posizione di membro a diritti uguali nella famiglia delle nazioni.

I sopravvissuti all'Olocausto nazista in Europa, così come gli ebrei di altri paesi, non hanno cessato di emigrare in Eretz Israel, nonostante le difficoltà, gli impedimenti e i pericoli e non hanno smesso di rivendicare il loro diritto a una vita di dignità, libertà e onesto lavoro nella patria del loro popolo.

Durante la seconda guerra mondiale, la comunità ebraica di questo paese diede il suo pieno contributo alla lotta dei popoli amanti della libertà e della pace contro le forze della malvagità nazista e, col sangue dei suoi soldati e il suo sforzo bellico, si guadagnò il diritto di essere annoverata fra i popoli che fondarono le Nazioni Unite.

Il 29 novembre 1947, l'Assemblea Generale delle Nazioni Unite adottò una risoluzione che esigeva la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel. L'Assemblea Generale chiedeva che gli abitanti di Eretz Israel compissero loro stessi i passi necessari da parte loro alla messa in atto della risoluzione. Questo riconoscimento delle Nazioni Unite del diritto del popolo ebraico a fondare il proprio Stato è irrevocabile. Questo diritto è il diritto naturale del popolo ebraico a essere, come tutti gli altri popoli, indipendente nel proprio Stato sovrano.

Quindi noi, membri del Consiglio del Popolo, rappresentanti della Comunità Ebraica in Eretz Israel e del Movimento Sionista, siamo qui riuniti nel giorno della fine del Mandato Britannico su Eretz Israel e, in virtù del nostro diritto naturale e storico e della risoluzione dell'Assemblea Generale delle Nazioni Unite, dichiariamo la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel, che avrà il nome di Stato d'Israele.

Decidiamo che, con effetto dal momento della fine del Mandato, stanotte, giorno di sabato 6 di Iyar 5708, 15 maggio 1948, fino a quando saranno regolarmente stabilite le autorità dello Stato elette secondo la Costituzione che sarà adottata dall'Assemblea costituente eletta non più tardi del 1 ottobre 1948, il Consiglio del Popolo opererà come provvisorio Consiglio di Stato, e il suo organo esecutivo, l'Amministrazione del Popolo, sarà il Governo provvisorio dello Stato ebraico che sarà chiamato Israele.

Lo Stato d'Israele sarà aperto per l'immigrazione ebraica e per la riunione degli esuli, incrementerà lo sviluppo del paese per il bene di tutti i suoi abitanti, sarà fondato sulla libertà, sulla giustizia e sulla pace come predetto dai profeti d'Israele, assicurerà completa uguaglianza di diritti sociali e politici a tutti i suoi abitanti senza distinzione di religione, razza o sesso, garantirà libertà di religione, di coscienza, di lingua, di istruzione e di cultura, preserverà i luoghi santi di tutte le religioni e sarà fedele ai principi della Carta delle Nazioni Unite. Lo Stato d'Israele sarà pronto a collaborare con le agenzie e le rappresentanze delle Nazioni Unite per l'applicazione della risoluzione dell'Assemblea Generale del 29 novembre 1947 e compirà passi per realizzare l'unità economica di tutte le parti di Eretz Israel.

Facciamo appello alle Nazioni Unite affinché assistano il popolo ebraico nella costruzione del suo Stato e accolgano lo Stato ebraico nella famiglia delle nazioni.

Facciamo appello - nel mezzo dell'attacco che ci viene sferrato contro da mesi - ai cittadini arabi dello Stato di Israele affinché mantengano la pace e partecipino alla costruzione dello Stato sulla base della piena e uguale cittadinanza e della rappresentanza appropriata in tutte le sue istituzioni provvisorie e permanenti.

Tendiamo una mano di pace e di buon vicinato a tutti gli Stati vicini e ai loro popoli, e facciamo loro appello affinché stabiliscano legami di collaborazione e di aiuto reciproco col sovrano popolo ebraico stabilito nella sua terra. Lo Stato d'Israele è pronto a compiere la sua parte in uno sforzo comune per il progresso del Medio Oriente intero.

Facciamo appello al popolo ebraico dovunque nella Diaspora affinché si raccolga intorno alla comunità ebraica di Eretz Israel e la sostenga nello sforzo dell'immigrazione e della costruzione e la assista nella grande impresa per la realizzazione dell'antica aspirazione: la redenzione di Israele.

Confidando nell'Onnipotente, noi firmiamo questa Dichiarazione in questa sessione del Consiglio di Stato provvisorio, sul suolo della patria, nella città di Tel Aviv, oggi, vigilia di sabato 5 Iyar 5708, 14 maggio 1948.

Fonte: www.digilander.libero.it

Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova, della Sinagoga Scuola, nel Lazio, Italia

martedì 7 dicembre 2010

O AMAR É FESTA (e gratitudine)

א
O amar é festa!
ב
O sopro poético é capaz de levar a lugares desconhecidos, para além e aquém, e arrebenta caixas registradoras, a frieza do Shopping e as lições sebosas do moralismo mórbido de quem, por nada, acende velas aos santinhos da prosperidade. Então, bella, mantém o sorriso, o peito erguido, a singularidade, o carinho, os olhos claros e cabelos ao vento. Ao caminhar, faze-o com a tranqüilidade e modo feminino das que foram plenamente amadas por um Poeta! Caminha, mas, dando a impressão de que danças, com intensidade, largura e alturas maravilhosas. Vai, retoma o balé e a leveza do passo seguinte, estende o braço acima no giro completo e não perca o equilíbrio da sua cabeça.
ג
A Poesia fará bem em qualquer tempo – hoje e amanhã. É a força vital de poucas mulheres que foram tão amadas e de poucas mulheres que foram ungidas no amor e manto da Poesia! O passeio na intensidade poética amadurece e robustece a qualquer pessoa - ainda que feita nas ventas da simplicidade imperdoável.
ד
O amar se expressa na Poesia e se converte em respeito e amizade, e a Poesia em amor e ternura à mulher amada. Amor sem peso nem dor – sem amarguras quaisquer. Apenas amor feito na delicadeza. Amor feito de perfume do vinho nas bocas oferecidas e da marca no umbigo desnudo. Amor de peles coladas na fragrância de seres rebelados.
ו
Amar, amar e Poesia... amar com chocolate e água, e brisa, e fogo... amar no entardecer e escurecer, 0 amar de amanhecer... amar de ir e vir, amar de música e espuma, amar de café
נ
Amar é um estado de gratidão diante de um Keter inatingível, é um estado de bênção continuada diante do Eterno. Um estado de vigor, de cântico, de ternura – estado de vida!
צ
Amar duas vezes em dois mundos é um estado de renascimento! Amar duas vezes em dois mundos a mesma mulher é um estado de comunhão do homem-poeta – que ama uma mulher, que ama em dois mundos, que ama em dois mundos a mesma mulher. Porque há mulheres, cujo rosto ilumina! São mulheres que se reconhecem no tempo de um instante, que permanecem para sempre. São mulheres que enfraquecem querubins...
ט
O Poeta trazia nos bolsos, nas mãos, debaixo da língua, nos cantos dos olhos, entre os cabelos revoltos, entre os dedos, nos murmúrios da boca, o amar profundo e intenso. O amar que quebra cadeias, o amar que liberta e dá asas e amadurece. O amar que abre os mares. Era o homem portando riquezas inimagináveis na aurora de sua criação. Porque o Poeta tem o amar mais doce, o amar mais puro, o amar mais delicado, o amar mais inocente, o amar mais liberto e intenso – o amar-suavidade!
י
O amar do Poeta é amar que humaniza! A mulher-menina bebeu do amor-amar, sentiu todos os poros e converteu-se em mulher-Poesia na experiência de terra-céu-encanto...
ק
Por isto mesmo, trago-te a gratidão pela experiência de amar, pelo leito branco e pelo manto: a tua pele suave e perfumada. Porque diante da tua vida, desfrutei de encantos. Do teu estado de mulher plena rasguei o pão com as mãos.
ש
Adiante estou leve, pois levo comigo a certeza de que tenhas sido amada, muito amada. Amada plenamente na leveza. Agora, trago-te uma vez mais a gratidão por ter amado mulher, assim, tão única, tão linda, tão vida... Vai agora, meu amor. Vou, também! Abre bem as tuas asas e voe como águia nas alturas. E, sejam tantos os mundos, tantas serão as criações do amar com a mulher amada, cujas faces trazem a luz e a descoberta!
ת
Darias um café com espuma de leite a este Poeta?

[.......]

© Pietro Nardella-Dellova. Trecho do livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS in Conversa de Corredor. Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. (Livraria Cultura www.livrariacultura.com.br)

mercoledì 1 dicembre 2010

UN NUOVO 1968? SPERIAMO DI SI... (di Luigi De Magistris)


UN NUOVO 1968? SPERIAMO DI SI...
di Luigi De Magistris


Università e lavoro. Atenei e fabbriche. Rivive il 1968? Si, rivive nelle coscienze di oggi, quelle vigili e vive dei giovani che dimostrano consapevolezza dei loro diritti e che sanno capire quando essi sono minacciati. E che soprattutto non si arrendono, non cedono, non indietreggiano ma scelgono di combattere.

E' un 1968 in versione aggiornata, caratterizzato da nuovi strumenti di comunicazione come la Rete, per mezzo della quale ci si parla e ci si scambia informazioni, per mezzo della quale ci si convoca alla mobilitazione. Il mondo dell'istruzione scende in piazza per protestare, i ricercatori e gli studenti salgono sui tetti delle facoltà universitarie ed occupano luoghi simbolo della storia e della cultura nazionale, Colosseo compreso, con un impatto mediatico strabiliante che rimbalza sui blog e sui siti. I rettori e gli insegnanti affiancano questo movimento di opposizione saldando insieme, in un unico e comune sforzo di ribellione, generazioni diverse che rivestono ruoli diversi.

A macchia d'olio, la protesta si estende come un virus salvifico in tutto il Paese, riconsegnando la speranza che la società civile non sia morta sotto i colpi del bromuro di regime, della tv commerciale, del modello produci-consuma-crepa, del dominio dell'apparire/avere sull'essenza/essere, della dittatura del benessere privato sull'interesse pubblico, del liberismo senza regole che concepisce lo Stato sociale come una zavorra. Insomma il berlusconismo non ha vinto totalmente, come è dimostrato da queste settimane di mobilitazione contro la riforma dell'istruzione firmata Gelmini.

Una riforma che è distillato puro del berlusconismo, che rappresenta una negazione della democrazia, che risponde ad un piano preciso neo-autoritario messo a punto da questo esecutivo. Un piano che ha due terreni di intervento principali: l'istruzione e il lavoro. Piegare questi due pilastri della democrazia significa controllare la democrazia stessa. Le scuole e le università ridotte a serbatoi di giovani cervelli spenti e le fabbriche a spazi di contenimento di automi meccanici, centrando così l'obiettivo: rendere le coscienze controllabili e manovrabili. Riforma Gelmini e piano Marchionne-Confindustria-parte dei sindacati sono speculari perché servono lo stesso fine del governo.

Un piano tanto pericoloso quanto vecchio, a cui risponde per fortuna la protesta sociale e la disobbedienza civile, che l'esecutivo cerca di criminalizzare e soprattutto di provocare, magari per mezzo della militarizzazione degli spazi del dissenso come accaduto a Roma: il Palazzo blindato durante l'approvazione del ddl Gelmini, un dispiegamento di forze dell'ordine dislocate per tutta la città, ridotta a paesaggio spettrale. Roma città fantasma da golpe. La tecnica è antica, nemmeno troppo raffinata.

E' andata in scena a Genova col G8 del 2001 ed è stata riproposta a L'Aquila nel post terremoto. Il piano è invece chiarissimo. Si tenta di affondare la formazione pubblica per salvaguardare quella privata, quindi trasformare un diritto di tutti in privilegio di pochi; rendere gli atenei degli incubatori di servizievoli esecutori senza capacità critiche, esponendoli ai cda delle grandi aziende affinchè vi attingano gli odierni precari di cui hanno bisogno e che poi destinano ad un futuro di schiavitù; depotenziare la ricerca tirando la cinghia degli investimenti, quando in piena crisi una democrazia moderna stornerebbe tutte le risorse in essa senza tentennamenti, perché unico terreno su cui costruire lo sviluppo stabile che arricchisce un paese intero. Parallelamente, come nel '68, alle proteste degli studenti si accompagnano le manifestazioni dei lavoratori in difesa dell'occupazione e dei diritti, che si chiamano contratto nazionale, tempo indeterminato, concertazione, unità sindacale, referendum, salario proporzionato, sicurezza e salute. Ispirato da Tremonti, infatti, il ministro Sacconi sta attuando una contrazione della sfera dei diritti dell'occupazione, sterilizzando lo Statuto e svuotando la Costituzione.

In ultimo con il collegato al lavoro, in cui spicca la restrizione dei tempi per ricorrere contro il licenziamento, in primis con la 'partita Fiat' su Pomigliano, giocata in realtà sulla pelle di tutti i lavoratori. Pomigliano come modello del lavoro che sarà, o meglio del lavoro come vorrebbero che fosse, Pomigliano come modello da esportare su scala nazionale. Abrogare il contratto nazionale aprendo la strada alla giungla del contratto aziendale, con il lavoratore solo davanti al datore di impiego, quindi debole e ricattabile, disponibile anche a cedere sul fronte del diritto (pause, orari, malattia, sciopero).

Smantellando anche ogni difesa sindacale per mezzo della ingiusta pratica degli accordi separati che isolano quella rappresentanza dei lavoratori che invece resiste e vorrebbe fosse affidato a loro, con il referendum, l'ultima parola. E' dunque un nuovo 1968? Speriamo di si. Se non lo fosse, ce ne sarebbe comunque bisogno, e allora dovremmo augurarcelo. Soltanto ritrovando l'unità tra sapere e lavoro, come diritti di tutti, soltanto con un asse fra fabbriche e atenei sarà possibile respingere questo tentativo distruttivo della democrazia.
E' un dovere di noi tutti lottare per questo. Come in una bella canzone di De Andrè, infatti, "anche se voi vi crede assolti, siete lo stesso coinvolti".

1 / 12 / 2010
© di Luigi De Magistris