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ברוך ה"ה







mercoledì 9 febbraio 2011

CENTRÍFUGA ou, NOS TEMPOS DA OPRESSÃO CONTEMPORÂNEA


CENTRÍFUGA ou,  NOS TEMPOS DA OPRESSÃO CONTEMPORÂNEA
por Pietro Nardella-Dellova

Diferente do que deveria ser, vivemos em um tempo de opressão. Não como a opressão da escravidão econômica. Não como a opressão da ditadura militar. Não como a opressão de sistemas de endividamento. Vivemos em um tempo de opressão específica: a opressão da centrífuga! 

A centrífuga é aquele estado de confusão, de turbilhão, de mistura tresloucada de tudo e todos. Misturam-se coisas com pessoas e, assim, confundem-se princípios da vida com os da existência. Nela, ou seja, na centrífuga, perdemos o senso vital de organicidade do que nós mesmos somos, pois todos os nossos elementos são dissociados, misturados, pulverizados, descolados, arrebentados!

É um estado de manada solta e enlouquecida, de ataques de pragas e de massificação da ignorância! Estado de falta absoluta de discernimento! E, portanto, não há medida, não há parâmetro, não há referência. Tudo está aí, jogado, sem começo nem fim!

Na política, assistimos o fim da “Polis”, ou seja, daquele lugar capaz de reunir pessoas eticamente boas para administrar justiça, economia, educação, meio ambiente, trabalho, segurança e um projeto de desenvolvimento. A idéia de “Polis” se perdeu na bagunça do acampamento, na ocupação desordenada, na destruição e degradação do meio ambiente! Perdeu-se, ainda, no capitalismo desumano, em que, pessoas valem menos que o dinheiro, o capital. É fácil salvar um mundo com base no sistema monetário, mas é difícil investimento verdadeiro na educação! E, assim, perderam-se os traços caracterizados da educação (não escolas ou faculdades em funcionamento) de trabalho (não de emprego), de segurança (não de presídios ou cadeias) e, por sua vez, projetos políticos (possíveis) são inviabilizados porque os agentes (ditos políticos) estão apenas preocupados (e ocupados) diuturnamente com seus rendimentos e de como, eficazmente, podem tirar o máximo proveito privado do que deveria ser público!

A centrífuga destruiu a integridade humana, separando corpo, emoção, intelecto e relações sociais. Se somos um corpo (saudável e bonito), não somos, ao mesmo tempo, uma inteligência. Se somos inteligência não somos emoção. E as relações sociais ficam perdidas no mundo virtual (amigos, digo, amigos de verdade, se perdem entre os fakes!). Ao nascer, a idéia de “Polis” pressupunha um mundo em que corpo, emocional, inteligência e relações sociais eram, de fato e de direito, um todo indissociável! Impossível imaginar um ser humano desintegrado (digo, impossível nos tempos da “Polis”). Ler os clássicos, sobretudo, Epicuro, traz a exata dimensão do que seja integridade humana!

Ao final, destruída a idéia de “Polis” e desintegrada a pessoa humana, vamos transformando o mundo em um lugar de destruição e depósito de nossos lixos. Vamos transformando, todos, em zumbis. A educação reduz-se a “colação de grau” e festinha de formatura. O amor vira hambúrguer. O trabalho perde-se no emprego. A política é um estado de enjoo e o público vai, esgoto abaixo (digo, perde-se no privado).

Mas, apesar da “centrífuga”, é possível resistir, combater, reintegrar, reconstruir-se e construir um mundo melhor! Basta a consciência de que a consciência não pode ser vendida!

Janeiro, 2011

Pietro Nardella-Dellova

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