alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 14 aprile 2011

DA VIOLÊNCIA GRADUAL (2001)


DELLA VIOLENZA CHE SVOLGE PER GRADI

(tradotto in portoghese)

(scritto nell’anno 2001)


DA VIOLÊNCIA GRADUAL

(texto escrito em 2001)


por Pietro Nardella Dellova



...mais do que máquinas

precisamos de humanidade,

mais do que inteligência,

precisamos de afeição e doçura.

Sem essas virtudes,

a vida será de violência,

e tudo será perdido...


Charles Chaplin



Tristemente, vimos os últimos dias se transformarem em desconforto, apreensão, manifestações de ódio, como se a violência estivesse nascendo. Como se antes nunca a conhecêssemos.


De fato, a violência é um processo longo, no qual as pessoas tendem a se acostumar. É a própria natureza humana, desde sempre.


Não há muita diferença entre esmagar uma formiga, cortar uma árvore, maldizer alguém, chutar uma pessoa, demitir de seu emprego um pai de família, ampliar o portão da garagem para o espaço público, destruir as torres do WTC, bombardear o Afeganistão, invadir o Iraque. Tudo é um processo apenas, e cada um desses fatos é somente parte de um todo.


Violência física, violência emocional, violência intelectual, violência política, violência econômica, violência midiática, violência ambiental, violência fundamentalista... O que realmente pode ser feito é administrar a violência, não lhe permitindo o fortalecimento e impacto, que agora tem. Em outras palavras não se pode dar alimento à violência. E é o que fazemos em todo tempo. Alimentamos o monstro!


Nos últimos anos, principalmente, as pessoas têm invocado seus deuses, com o fim de justificarem suas ações. Elas matam em nome de deuses, em nome de Allah e de Trindades. Matam de forma completa! Mas, o que acontece afinal? É simples. Os deuses não foram convidados para a festa. Eles não têm nada a ver com esta balbúrdia islâmico-fundamentalista, anglo-americana e católico-romana.


Os países ocidentais criaram um outro “deus” e uma nova Lei. Deus de arrogância, de impiedade, que exige sacrifícios continuados dos pobres do mundo: é o deus Mercado e a sua Lei. Por este deus a maioria dos ocidentais se comove e se movimenta. Ele criou muitos Bin Ladens, muitos Talibãs, com a sua própria estrutura e inteligência. Agora, estas criaturas querem comer-lhes os calcanhares. Por outro lado, Bin Laden, Talibã, Hamas, Hezbolah e outras loucuras, são, também, criações da ignorância – porém, não gratuita: uma ignorância nascida e reforçada na miséria dos povos, dos grupos, que se apegam a qualquer coisa que lhes justifique a pobreza e lhes apontem um culpado.


Melhor que bombas e sacolas de esmolas de comida lançadas ao vento, a coligação para guerra, bem como outros países ricos, deveriam rever sua política externa, sobremodo em relação aos países por eles empobrecidos ou, ao menos, mantidos em estado de empobrecimento.


Melhor que aplausos para os bombardeios anglo-americanos, os chefes de Estado, devem reunir-se e, intransigentes, fortalecer a ONU (e os princípios que a constituiram), caso contrário esta guerra (Afganistão e Iraque) realmente será longa, pois é a guerra da miséria contra a ostentação e milhares serão os civis e jovens vitimados.


Enquanto a guerra não termina – e não terminará tão cedo, faço a minha parte... vou ensinando meus filhos a não esmagarem formigas.


8 ottobre 2001 - 21 Tishrei 5762


© Pietro Nardella Dellova

1 commento:

Maria Janice ha detto...

Absurdamente ATUAL. Sigo a esperança de fazer a diferença, vendendo ideias de solidariedade e igualdade, pensando no princípio das formigas. bjo, Jan ;)