alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 27 aprile 2011

ENTÃO, ESTENDI A MÃO A UMA MULHER QUE VINHA NOITE ADENTRO...



(...)
Então, estendi a mão a uma mulher que vinha noite adentro...
Este amor é belo, mas não completa a palma da mão de um
P
o
e
t
a. O que pode dizer sobre o vôo das águias?
Tente dizer e passear por este caminho.
Tente descer ou subir, mergulhar ou
v
o
a
r
Ainda que eu saiba que o silêncio é melhor que a fala,
experimente a fala,
enfrente o Poeta
e diga sobre os entranháveis desejos da sua alma – humana!
Ah,
“bianca principessa” eu venho de longe
seguindo o perfume dos seus lábios,
r
i
n
d
o, às vezes, numa alegria que se encontra, apenas, no início da primavera: o riso dos seus lábios é Poesia... eu venho, certamente venho, depois de tanta espera, pelo brilho dos seus olhos, em que tenho calma: neles canta a minha alma: por seus olhos caminha a Poesia... como caminha o vinho por todo o corpo: que jorra da sua boca para o caminho da minha boca e escorre pelo rosto e pelo jeito de tal jeito repousando no umbigo dos nossos amores em que mergulhamos o pão, nostro pane, e nada mais importa: nem o dia, nem a tarde, nem a noite, só a Poesia que arde e bate à
p
o
r
t
a
Principessa, traga-me agora à boca o mel da sua
b
o
c
a
Diga que Orfeo era um Poeta e desceu para buscar a amada no esconderijo dos mortos.
Invente palavras e sussurros, gemidos e vozes,
e diga se isto é um diálogo ou um mergulho ...
Sabe mergulhar?
Tem fôlego para ir ao
f
u
n
d
o, onde apenas seres de verdade se encontram e se descobrem, onde pérolas se fazem com o ritmo do tempo sem pressas nem contas?
Se nada sabe de
P
o
e
s
i
a
e se não tem fôlego nem coragem, não poderá mergulhar com o Poeta nem dialogar diante de quem estende a mão para o movimento musical.
O
P
o
e
t
a
não ensina – o Poeta vai!
(...)

de Pietro Nardella-Dellova. A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009, Pg.61-65

(disponível na Livraria Cultura)


*

Nessun commento: