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ברוך ה"ה







domenica 17 aprile 2011

POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA

POESIA E TERNURA

PARA

A

MULHER AMADA


Pietro Nardella-Dellova

א

Que coisa Linda:

Uma mulher sentada ao Sol

Com seus cabelos

Reluzindo

A graça de um dia feliz!

ב

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres perfeitos e jamais morrem,

Possuem almas dentro dos corpos

nas vozes trazem a paz – a serenidade;

E nos olhos o encanto – são caminhos;

Estranhos caminhos os olhos femininos!

E nos lábios o fogo – chamas que se não apagam;

E nos seios o aconchego – sono tranqüilo,

E o delírio assaz – sede e procura.

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres que jamais morrem

Possuem almas dentro dos corpos

E nas mãos a magia dos carinhos

(indelével graça, indelével sonho)

E em todos os corpos uma dança

(melodia humana e suave poesia)

Como se fossem instrumentos afinadíssimos

Criando sons harmônicos e constantes.

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres que jamais morrem

E possuem almas dentro das almas

Que lhes deixam certas de que haverá,

De que sempre haverá – desesperado –

Um poeta amando apaixonadamente

A cada uma delas com poesia e graça.

ג

Sou o homem que o perfume leva

E busca a mansidão nos gestos,

Sou aquele que desfaz toda treva

Dos olhos de seres puros e infestos.

Sou o homem que admira a beleza

E se encanta com facilidade,

E sabe onde está a poesia e leveza:

Presa e oculta na meia idade.

Sou o homem que a tudo enxerga

Que a tudo ama, e que a tudo liberta,

E diante do olhar terno se enverga

E diante do carinho deixa a porta aberta.

Sou o homem despreocupado com sentenças

De qualquer natureza, de qualquer sociedade:

E quando reina o amor, não importa a crença

Que se cria: o amor é a única verdade!

Sou o homem que ama a mulher bela

E decidiu seguir sempre por esta direção

E que a afaga com ternura e vela

Com seu brilho a constante inspiração.

ד

Na sua boca vermelha tenho o gosto

Da poesia, e da maciez do seu rosto

O enlevo ao mundo dos carinhos todos...

Nos olhos a simplicidade dos mistérios

Encontro, e da fala os refrigérios

De que a alma necessita sempre...

São seus gestos, e seus modos.

Seu perfume.

Que me fazem viver o tempo inteiro

Desejando a poesia

E pensando como seria amar completamente

Sem o tempo perdido no queixume

Sem as loucuras de um mundo doente...

ה

Os olhos da mulher que ama

Insinuantes e graciosos,

Os amorosos versos do seu rosto

E o gosto de estar com ela...

Os olhos da mulher que ama...

E cante-se alto este poema!

E esprema-se o cérebro de ânsia

E a infância se despeça aos gritos

Destes mitos que se formam

E tomam os atos espontâneos...

Que olhos!

Os olhos da mulher que ama

Que tanto dizem aos vazios

E sabem quando chego ansioso

E sabem quando parto triste...

São olhos de mulher que ama

Os olhos da mulher que ama,

Que brilham, lânguidos e fitos,

Ao meu toque, e traduzem

A poesia do corpo e alma

Quando piscam e reluzem.

Os olhos da mulher que ama

São grandes feitos céu

E de tão grandes que se fazem

Adentrei pelas pupilas

Dilatadas com todos os meus versos.

ו

Não durma agora

Antes de ter certeza

De que viveu este dia

Na plenitude e na intensidade,

Porque este dia não renasce,

E não retorna, e não se faz novo;

Este dia desaparece

Para outro dia nascer,

Mas, como viver o outro dia

Se não viveu este com graça?

Não durma agora,

Apenas, porque todos

Dormem agora,

Porque disseram que agora

É a hora de dormir...

Não! Não durma agora

E tenha certeza plena

De que viveu esta vida plena

Na plenitude deste dia pleno.

ז

Vem cá,

Sente-se de qualquer jeito e sem pressa

E sinta cada segundo terno do meu olhar

Acreditando em cada lágrima que escorrer;

Não se apresse, e não se preocupe,

E não envelheça sem viver estes instantes

E não passe este dia insensivelmente

Sem descobrir por que ele existe...

Sente-se aqui e recline-se sobre o meu lado

E direi o quanto vale a amizade e o beijo

o quanto vale a voz sincera enternecida

E descobrirá, jubilosa, o que é o agora...

Vem cá,

Sente-se de qualquer jeito e sem pressa

E conduzirei você à estranha sensação

De ser gente.

ח

É bom quando se recebe

Um café com carinho

Um doce com carinho

Um beijo com carinho

E a própria espontaneidade

Revestida de carinho pleno

(e é bom todas as cousas)

Que se recebem com carinho

E as que se fazem simples

Com carinho simples...

Ninguém sabe destes carinhos

Como dilatam a própria alma

E enchem espaços vazios e tristes

Com a luminosidade do encanto

(a graça da própria graça plena)

Ninguém sabe destes carinhos

Por que tão profundamente atingem

Lugares inacessíveis ao pensamento

E atingem regiões desconhecidas

E dali simplesmente refulgem...

ט

Mulher, amo!

E disto tenho a plenitude...

Venha a esta fonte de calor e afagos,

De poesia que não questiona,

Retirar o seu mantimento e braço terno

Para sentir um prazer sem termo...

Não traga amor se não tiver

Nem presentes para a troca

Nem sua paga...

Não traga a reciprocidade

Nem agradeça ao sair, apenas,

Calada, traga seu vaso

Para enche-lo neste transbordamento

E não pergunte se é estranho

Eu ter amor incondicional...

י

Há em mim um homem

Em cuja mão está a bênção

-a unção do Universo-

A busca do intenso verso

Tresloucado e liberto

Em que pensam

Os caminhantes de sonhos...

Há em mim um peito aberto

De remoto tempo amante

Das cousas estranhas e pequenas

Da vida mais distante,

Que tanto se abre amiúde

Que tanto recebe

E mitiga

E afaga

E ilude...

Há em mim um homem apenas

De lágrimas constante

E sorriso incompleto

Que busca incessante

A porta que se abre ao infinito,

O grito que vibre

O espaço deserto

E o encha de sons

E flores

E amores,

Muitos amores

Muitíssimos amores!

כ

Sou uma voz na madrugada

Que não busca a amada tão-somente.

Esta voz misturada à lágrima

Que grita

Aflita

Sem descanso,

Busca o Eterno!


© Pietro Nardella-Dellova


Estes poemas foram publicados, originalmente, nos Livros “AMO” (1989); “NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE" (1989); "ADSUM" (1992), Editora L & S, 1989-1992 (em 5749-5752) e, alguns aparecem, também, no livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009 (Livraria Cultura www.livrariacultura.com)




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