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ברוך ה"ה







venerdì 17 giugno 2011

JOGA BOSTA NA GENI ou, O IDIOTA QUE BERRA CONTRA O STF


JOGA

BOSTA

NA

GENI

ou,

O IDIOTA QUE BERRA

CONTRA

O

STF



Pietro Nardella Dellova



O STF APROVOU O HOMOSSEXUALISMO E LIBEROU A MACONHA?

Faz poucos dias, circularam muitas mensagens acerca das últimas decisões do STF. Entre elas, várias afirmando (conforme novela) que o STF aprovou o homossexualismo e liberou a maconha! Penso que entre as piores coisas está a ignorância. Aliás, a pior! E atualmente muitas vezes piorada, pois é uma ignorância meio que mórbida, virtual e emprestada, isto é, a ignorância alheia.

Então, vamos lá. O STF não aprovou o homossexualismo (nem poderia), pois o Brasil, país que respeito - e muito - não está mais sob os coturnos dos militares da ditadura (propositadamente escrevo a palavra “ditadura” com letra minúscula por se referir ao pior capítulo da história “brasiliana”, tendo em vista ser o período lamentável de duas décadas, sob a covardia militar, perversidade da TFP, truculência da direita, desfazimento dos direitos mais rudimentares de cidadania e, por desgraça, assassinatos de jovens idealistas e profundamente inteligentes.


Período que levará cem anos para ser integralmente higienizado!). O Brasil também não é um país nazista nem fascista e, graças aos deuses das florestas, também, não é um país teocrático, pois apenas estruturas teocráticas, nazistas, fascistas e, no caso da história do Brasil, militares, poderiam determinar, de forma impositiva, a opção sexual de cada pessoa! Aliás quaisquer opções políticas ou ideológicas!

Então, o STF apenas reconheceu os Direitos Civis devidos a todos (brancos, negros, amarelos, nacionais, estrangeiros (ufa!), homens, mulheres, crianças, idosos, mulheres espancadas (por seus maridos, igualmente nazistas, fascistas, teocráticos e, óbvio, idiotas...).


Os ignorantes vociferantes nunca leram nenhuma das oito Constituições do Brasil, nem o Artigo 5º da atual CF/88 (CF escrita por uma Assembléia legitimamente constituída, cujo objetivo primeiro era substituir a vergonhosa constituição que a ditadura militar outorgara em 1969).

Segundo as mensagens, o STF liberou a maconha. Não! O STF não liberou a maconha. Apenas reconheceu o direito de discutir a sua descriminalização, o direito de ir às praças e defender idéias. Talvez a ignorância de plantão pense que a praça seja o local para soldados (refiro-me aos que nada têm a ver com democracia). Não, não é. As praças pertencem ao povo e nelas o povo pode e deve se manifestar.


Manifestação é a melhor imagem de uma democracia. E mais, a manifestação dos Ministros do STF que nada escondem quanto aos seus posicionamentos jurídicos e filosóficos é, igualmente, uma expressão louvável da democracia “brasiliana”.

Pois bem! Todos têm direitos civis! Todos têm direito de se expressar em público, ainda que seja para tratar do assunto “descriminalização” da maconha!

Finalmente, a despeito do sem número de idiotices ditas (e compartilhadas por outros idiotas) parabenizo o Brasil por ser o país que é. Por ter se tornado um exemplo de democracia, liberdades, direitos civis, por saber escolher nas urnas quem deva governar seus projetos. Parabenizo-o, ainda, pela Magistratura que tem e, especialmente, pelo STF.

A lição de casa (valendo um ponto) para resistir à ignorância que vocifera contra a Democracia, e para respectivos ignorantes que compartilham idiotices, é ler o AI-5 (1969) e compará-lo com o Artigo 5º da CF/1988.


E, se sobrar tempo, ouvir a maravilhosa música de Chico Buarque e entender, entre suas várias composições, a letra de “Geni e o Zepelim” e, especialmente, o que significa “joga bosta na Geni”!

Obs.:

Obs.: AI-5 é Ato Institucional nº 5, instrumento utilizado pelos ditadores (e seus financiadores e patrocinadores civis e poderosos) para colocar o Brasil de joelhos, calar os que deveriam falar, destruir uma geração inteira e idiotizar a educação.

© Pietro Nardella-Dellova, Prof. de Direito e Consultor, Mestre em Direito pela USP e Mestre em Antropologia Religiosa pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Autor de vários livros, entre os quais, A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, 2009 (Livraria Cultura)
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