alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 7 agosto 2011

Poesia, Gizes e Foices às Mulheres do Campo (trad. del Poesia, Gessetti e Falce alle Contadine, 1984)

POESIA

GIZES

E

FOICES

ÀS MULHERES DO CAMPO
Pietro Nardella-Dellova
(1984, tradotto del
“Poesia, Gessetti e Falce alle contadine”, scritto alle donne
del latifóndo sudamericano)

*
A vós, que vos vestis
Com panos vários
E despertais do sono
Na madrugada
O sol
-ativas – tendo em mãos a força natural
E das folhagens das culturas
Que alimentam
(colheis, e colheis, e colheis desaparecidas
No verdejo...

A vós, de cabeças cobertas
Com chapelões
Feitos de palha,
E os vossos pés protegeis
Com rústicos calçados no dia quente atravessando
Estreitos caminhos
De fazendas grandes,

Latifundios,
Em cobras pisando
Para ganhardes a existência,

A vós, que abrindo
As velhas marmitas comeis
O arroz e ovos – quase sempre frios –
E o dia todo passais
Longe dos filhos vossos
E na noite desmaiais possuídas de fastio
Mas, mantêm-vos de esperança carregadas,

A vós, que não tendes
Tempo nem moedas para perfumes
Nem para vos enfeitardes
Nem vos pintardes
(sequer dias de pleno descanso e prazeres)
Por vós, suplicaria,
Em pranto, a bênção religiosa?
Ou ofereceria deste poema as honras e lágrimas?

A vós, eu carregaria gizes, muitos gizes,
Gizes e lápis, muitos lápis!
E livros, muitos livros, e livros e cadernos, muitos cadernos!
Eu levaria enxadas e foices,
Eu levaria milhões de foices para vos libertar!




(escrito em 1984 quando conheci, pela primeira vez, camponesas de um latifúndio sulamericano)
*
© Pietro Nardella-Dellova. Poema do livro

NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE, Editora L & S, 1989, pag 53

(Livraria Cultura)

*


*

Nessun commento: