alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 29 agosto 2011

HaZaken e a Caneca D'Água: Tudo Que Eu Quero


(...)

Então, entendi por que ele se comovia com os cães enxotados, sarnentos e famintos nas calçadas, e os tomava nos braços, sarando suas feridas com carinho, banhando-os e alimentando-os, dando-lhes nomes: Zé, Caçula, Preta, Marrom.

E dava-lhes, sobretudo, a amizade e a proteção de sua casa.

Entendi, também, por que arrebanhava das ruas para a pequena varanda tantos gatos quanto podia salvar do veneno da vizinhança. E por que alimentava centenas de pombos, recebendo-os na palma da mão, medicando asas e pés quebrados pela violência das pedras da ignorância.

Tudo
que eu quero
é aprender a misericórdia
e banhar-me
às águas tranquilas da humildade,
chorar, quem sabe,
com os que choram
e sentir-me feliz com o sorriso alheio...

tudo
que eu quero
é o tempo vivido e aproveitado
com coisas de alma e sentimento:
a semente que germina calada,
o rio que corre incontrolável,
a chuva,
e o sol
e a brisa...

tudo
que eu quero
é abraçar a humanidade
e derrubar barreiras
- tantas levantadas -
voar a espaços sem termo
e conhecer infinitos rumos
desacreditados
e estar solto e leve.....

tudo
que eu quero
é o tempo presente
pleno
na vida presente
e não desconfiar
nem tecer planos
que me conduzam a prisões
irreparáveis
da existência.

Com aquela caneca de água à mão, compreendi por que ele dava morada ao sapo à direita da porta, e por que mantinha uma tampinha com açúcar para as grandes formigas pretas e, mais adiante, um vaso com água limpa para passarinhos se refrescarem.

(...)

*
Pietro Nardella-Dellova. A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Editora Scortecci, 2009, pág. 47 e 48, 2009. (Livraria Cultura)
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obs.: digitado gentilmente por Fernanda Dutra

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1 commento:

Fernanda Dutra Tiisel ha detto...

Salve caríssimo.
Suas palavras são como "sementes que germinam caladas" e florescem com toda a força e luz à humanidade, à vida....UN BACIO IMMENSO!