
(...)
Sigo o caminho da simplicidade, “babbo”, preferindo trilhas em vez de ruas asfaltadas.
Continuo não gostando do cimento e do concreto que oprimem a terra e fico feliz, muito feliz, ao ver as raízes das árvores arrebentando as calçadas, vencendo o concreto e desfazendo a idiotice generalizada.
Odeio copinhos, saquinhos, garfinhos, pratinhos e outras coisas de plástico, que sufocam o mundo e me entristeço, facilmente, diante dos lugares manchados com sangue inocente.
E, ainda, “babbo”, luto contra a força terrível da coisificação que faz de mim, do meu pensamento, da minha consciência, da minha pesquisa, da Poesia, da mulher amada, da fé, dos professores, dos alunos, dos representados nos tribunais, dos filhos e do sentimento, coisas entre outras coisas de mercado!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in “Napoli e o Babbo no Mar Tirreno”. A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Ed. Scortecci, 2009, p 22 - Livraria Cultura ou pelo e-mail professordellova@libero.it
*
0 commenti:
Posta un commento