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ברוך ה"ה







giovedì 1 dicembre 2011

Bancos e Inimigos


BANCOS E INIMIGOS

A crise que, embora já existindo, aparece ao público estupefato apenas em 2008 e se estende aos nossos dias é – e sempre foi, uma crise ética, uma crise que pressupõe a traição dos governos e Estados contra seu povo.

Também é um erro considerar a “crise” de 2008 diferente desta em 2011. USA, Europa e outras regiões do mundo estão umbilicalmente ligados por um barbante (fino que seja) de caráter financeiro.

Não me referi a um laço econômico, mas financeiro – aliás de especulação financeira.

Há uma especulação sem limites, com poder acima de governos, ainda que tradicionais, responsável por decidir, impor e fazer impor. É especulação financeira, não apenas de quem investe, mas de sistemas bancários nacionais e internacionais. Sistemas que não apenas lucram em detrimento de meios produtivos, especialmente, os agrícolas, mas que compram e vendem os Estados capitalistas!

Desde que se criou a idéia de Estado e de Governo, com tantas, variáveis e opostas teorias, dando a ele a marca de um Leviatã ou de um semi-deus, ou de Autoridade abençoada por “deus”, não importa, esperava-se que ele, o Estado, fosse alguma “coisa” contra a qual lutar, destruir, desfazer (na melhor tradição anárquica) ou submeter, tomar, usar, seja em movimentos comunistas ou capitalistas, governando-o, seja pelo proletariado ou pela oligarquia.

Mas, a luta contra o Estado parece inútil, tendo em vista que é preciso saber bem quem é o “inimigo” contra o qual lutar, ainda falando em tradição e pensamento anárquicos. De outra parte, é preciso haver um Estado para ser tomado por forças reacionárias, como sói acontecer no Brasil, Itália, Argentina e outros “entes” infelizes no mundo, tomado, que foram, por forças aristocráticas e, uma vez pervertidas, oligárquicas, ou, por forças comunistas, forças proletárias e, também, pervertidas, tornaram-se burocráticas e totalitárias.

Mas, o Estado, este monstro dos mares, este Leviatã, não passa de um doente terminal, de um moribundo. Quem o destruir, destruirá, impiedoso, um acamado. Quem o tomar, proletário ou oligarquia, sucumbirá ao lado de um doente malcheiroso.

Porque há um inimigo – não para ser tomado – mas, para ser destruído, desfeito, esmiuçado, esmagado, triturado. Um inimigo das economias comunistas ou capitalistas, um inimigo dos pensamentos libertários e correntes anárquicas, um inimigo que não se vê, que não se toca, que não se cheira diretamente. Um inimigo que, não obstante esta intangibilidade, avança para os recursos vitais de uma pessoa, grupo, cooperativa, tribo, povo. Um inimigo que impõe governos fantoches, que brinca com Estados e determina leis.

Eis o inimigo: o sistema financeiro, nacional e internacional!

Quando, enfim, destruirmos este inimigo comum, este monstro “Jason”, este “aliem”, voltaremos a brigar de verdade. Voltaremos a debater entre anarquistas, comunistas, socialistas e capitalistas. Os Estados não passam, hoje, de pérfidos traidores de seus povos e os governos, de seus eleitores – refiro-me a Estados e Governos que se dizem democráticos!

Por ora, esta briga é inútil, pois o Estado e seus Governos, imediatamente após se tornarem traidores, não passam de marionetes nas mãos do “fantasma” bancário, o grande e verdadeiro monstro da bolha!

29 Novembro, 2011

© Pietro Nardella-Dellova, Professor de Direito na Universidade Federal Fluminense e na FDDJ, Consultor, Mestre em Direito pela USP e Mestre em Ciência Religiosa pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Autor de vários livros, entre os quais, A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, 2009 (Livraria Cultura)

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