alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 30 aprile 2011

RESISTERE, LOTTARE E FARE L'AMORE PER SEMPRE




P

r

i

m

a

dobbiamo resistere
e

poi

lottare consapevoli !!!
perchè la resistenza è la nostra forza;
lottare è il nostro dovere!
Infine,
riscoprire la nostra dignità,
il nostro onore,
la giustizia tutti i giorni,
il nostro vino
e le nostre canzoni
facendo
l'amore
per
s

e

m

p

r

e

!



*
Pietro Nardella Dellova, Lettere di Viaggio, 2011





*

venerdì 29 aprile 2011

BELLA AL SUD PER AMARE SENZA FINE

BELLA al SUD



Pietro Nardella-Dellova


(...)

conosci questo volo, principessa?

...e cantare, e volare, e vivere,
e andare verso al sole e poi trovare la luna,
(conosci questo sole e questa luna, principessa?)

e abbracciare l’alba,
e camminare verso delle accque e baci,
(conosci l'acqua del bacio senza fine, principessa?)

e volare al cielo della tua bocca,
e conoscere la terra,
il giardino, la poesia, la musica in ogni momento del nostro volo,
(conosci la poesia, la musica ed il nostro volo d'amore, principessa?)

ed ancora volare al sole per tutta la giornata,
alla luna per tutta la notte,
all’amore per tutta la vita di un bacio al centro di te,
(conosci il tuo centro, principessa?)

e vivere la vita di ogni giorno,
perchè vogliamo il sole,


la luna


e i nostri amori


al


volo


senza fine....

(...)



*

Pietro Nardella-Dellova, aprile 2011,


in "SCARPE DA DONNA"










*

LA RELIGIONE È QUALCOSA CHE DEVE FINIRE UN GIORNO...


(...)

...quando finere la Chiesa, e finire l’Islan e gli altre bugie religiose... faremo un mondo di verità, giustizia e pace, quindi le persone non saranno pecore, cose da lasciare neanche fedeli cristiani, islamici o gli altri ignoranti – invece, saranno umani (non saranno uomini, donne, connazionali e religiosi, ma solamente umani).

E in questo nuovo mondo di vita e vero amore, senza qualsiasi religione, pianteremo con le nostre mani il nostro giardino e poi canteremo delle canzone d'amore...



La parola religione viene del latino “re-ligare”, cioè religare i vivi ai morti.
L'equivoco di considerare la religione come la parola che significa religare l'uomo con la divinità non corrisponde alla sua etimologia.

Quindi, non riteniamo niente qui che è culturale. La cultura di ogni gruppo deve essere rispettata. Le culture degli Indigeni d'America (nord, centrale o sud), le culture orientali, le culture africane o le culture dei popoli nordici dovrebbero essere sempre rispettati, in un contesto democratico.

La questione della religione viene fornito con il Medio Evo e in particolare con la religione ufficiale di Costantino nel 327 e.c. e la religione di Maometto (c. 570 e.c.) , in quanto queste religioni hanno creato il concetto dualistico del mondo, che è, un mondo diviso tra bene e male. Così, hanno anche creato il concetto di fedeli e infedeli. Il concetto dei salvati e dei perduti. Il concetto di obbedienti ed eretici. Il concetto di verginità della donna. Il concetto di stregoneria e di streghe. Il concetto di inferiorità femminile. Il concetto di salvare il mondo con la predicazione e conversione. Il concetto di catechizzare il mondo. In ogni caso, con questi diversi concetti e il dominio politico di queste religioni (come quella di oggi abbiamo il Vaticano e l'Iran). Come risultato abbiamo Le Crociate perverse. Anche le guerre di religione in Irlanda tra cattolici e protestanti. Le guerre islamiche contro l'Occidente (Jihad), ecc.

In questo senso, allora, la religione di Costantino e le sue variazioni medievale, moderna e contemporanea, la religione di Maometto, e anche con le sue variazioni, hanno creato più danni all'umanità, perché questi concetti sono stati forgiati nella menzogna teologica.

Le pietre non devono cadere dalle chiese o moschee. Lasciate le pietre.
Perchè con il tempo e l'evoluzione degli esseri umani ed i loro diritti, non ci sarà nessuna divisione tra i peccatori (condannato) e santi (pecora). La cultura plurale saranno rispettati. Sarà inoltre rispettata il diritto di non avere alcuna cultura.

Non fare confusione tra la religione (la nostra recensione) e cultura (senza alcuna critica). La confusione è il risultato di ignoranza e non quello che abbiamo proposto qui.

La religione è qualcosa che deve finire un giorno. La cultura deve rimanere. La morte sarà superata in Arte, Musica, Poesia e Pace. Un giorno il timore religioso verra superato dallo stato di umanità e le bugie teologiche verranno distrutte della verità di illuminazione.

Questo è tutto!


Pietro Nardella-Dellova, in Lettere di Viaggio, 2011





*

Adagio in C minor (A.Marcello).mpg

mercoledì 27 aprile 2011

ENTÃO, ESTENDI A MÃO A UMA MULHER QUE VINHA NOITE ADENTRO...



(...)
Então, estendi a mão a uma mulher que vinha noite adentro...
Este amor é belo, mas não completa a palma da mão de um
P
o
e
t
a. O que pode dizer sobre o vôo das águias?
Tente dizer e passear por este caminho.
Tente descer ou subir, mergulhar ou
v
o
a
r
Ainda que eu saiba que o silêncio é melhor que a fala,
experimente a fala,
enfrente o Poeta
e diga sobre os entranháveis desejos da sua alma – humana!
Ah,
“bianca principessa” eu venho de longe
seguindo o perfume dos seus lábios,
r
i
n
d
o, às vezes, numa alegria que se encontra, apenas, no início da primavera: o riso dos seus lábios é Poesia... eu venho, certamente venho, depois de tanta espera, pelo brilho dos seus olhos, em que tenho calma: neles canta a minha alma: por seus olhos caminha a Poesia... como caminha o vinho por todo o corpo: que jorra da sua boca para o caminho da minha boca e escorre pelo rosto e pelo jeito de tal jeito repousando no umbigo dos nossos amores em que mergulhamos o pão, nostro pane, e nada mais importa: nem o dia, nem a tarde, nem a noite, só a Poesia que arde e bate à
p
o
r
t
a
Principessa, traga-me agora à boca o mel da sua
b
o
c
a
Diga que Orfeo era um Poeta e desceu para buscar a amada no esconderijo dos mortos.
Invente palavras e sussurros, gemidos e vozes,
e diga se isto é um diálogo ou um mergulho ...
Sabe mergulhar?
Tem fôlego para ir ao
f
u
n
d
o, onde apenas seres de verdade se encontram e se descobrem, onde pérolas se fazem com o ritmo do tempo sem pressas nem contas?
Se nada sabe de
P
o
e
s
i
a
e se não tem fôlego nem coragem, não poderá mergulhar com o Poeta nem dialogar diante de quem estende a mão para o movimento musical.
O
P
o
e
t
a
não ensina – o Poeta vai!
(...)

de Pietro Nardella-Dellova. A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009, Pg.61-65

(disponível na Livraria Cultura)


*

mercoledì 20 aprile 2011

REALENGO, RJ: FACETAS DA VIOLÊNCIA e BABACAS DE PLANTÃO


REALENGO, RJ:

FACETAS

DA

VIOLÊNCIA




Pietro Nardella-Dellova



Onde e como começa a violência? Estas e outras perguntas encheram minha caixa de mensagens – todos querendo uma resposta, imediata e definitiva, sobre o episódio de Realengo!

No Rio de Janeiro a violência se apresentou de forma dolorosa para centenas de pessoas e deixou, pelo Brasil, milhões de pessoas perplexas! Seria possível antever aquele massacre? Seria possível detectar o comportamento “estranho” daquele que deixou todos de joelhos?

Talvez coubessem aqui não respostas ao fato em si, mas reflexões sobre o estado em que se encontra a sociedade como um todo. Vamos a alguns aspectos – muito mais para reflexão, pois não há respostas prontas e acabadas!

A segurança pública é precária? Sim!

Após o evento, o governo do Rio (município) em flagrante autodefesa disse que a escola deve ser aberta por tratar-se de espaço público. Obviamente que o espaço é público, mas para um fim determinado: educação! Querendo que a escola seja “aberta” é mister a segurança em todo tempo/espaço escolar.

O criminoso estava sob influência religiosa? Sim.

Mas, não como querem muitos, transformando um mentecapto em suicida islâmico. O criminoso passou muitos anos de sua vida, ao lado de sua mãe substituta, de casa em casa, pregando a sua religião e, depois, teve “algum” contato com grupos islâmicos, mas não grupos terroristas!

A sua mente, já enfraquecida pela sua experiência de vida (amarga) foi ainda mais afetada pelos anos de pregação de porta em porta (como fazem os testemunhas de Jeová da qual fazia parte e, de resto, todas as religiões “missionárias”) e pelo discurso de purificação religiosa, tanto na mesquita por ele freqüentada, como e, principalmente, pela internet!

Para mentes enfraquecidas, e com pouco esclarecimento, a religião tem respostas para tudo – inclusive para a privação do mundo! E, no que respeita às agressões missionárias de catequização e desvirtuamento do uso (abuso) do espaço público (virtual ou real), as pessoas têm, ainda, seu direito à privacidade e intimidade, bem como, o direito jurídico de não ouvir nada de religião, violados por todo o tempo – e espaço!

O criminoso foi vítima de “bullying”? Sim.

A violência que ocorre dentro dos limites da escola é sim capaz de marcar uma criança e, como uma praga, arrastar-se com ela pelos anos de sua vida, estimulando pensamentos de vingança e ódio ao coletivo. Isso ocorre porque comumente o “bullying” não é um ato de violência particular, mas público, requerendo platéia – e sobretudo platéia que aplauda quaisquer dos tipos de violência que uma pessoa possa sofrer. A resposta – futura – acaba sendo coletiva, pois a vítima ouve mais as vozes dos torcedores da violência que os atos específicos do opressor.

Enfim, o episódio de Realengo “poderia” ter sido evitado caso houvesse efetiva segurança pública nas escolas. Mas, para haver segurança requer-se investimento e, enquanto houver corrupção em todos os graus do serviço público, o dinheiro e os recursos serão escassos. Acrescente-se à corrupção (desde o mandatário principal até o porteiro da escola) a absoluta falta de projeto educacional.

O Brasil é um gigante – e, agora, um gigante na economia, mas um gigante sem “alma”, sem educação, sem plano/projeto educacional. É, por isso mesmo, um gigante abobalhado. A falta de um projeto gerou ao longo dos anos, não ambientes proativos na educação, mas currais, acampamentos coletivos. Alunado é apenas o nome coletivo de uma turba que vai, sem quaisquer desenvolvimentos humanistas! Escola boa é escola que faz ingressar na USP, UNICAMP etc. Uma concepção virtualizada, fakerizada e americanizada de “escola”, já que não é possível falar em Educação!

Na falta de educação e, portanto, de esclarecimento, sobra espaço para a religião que, por sua vez, está sempre em descompasso com a realidade, com o dia-a-dia, com as aspirações humanas (naturais). Normalmente, as religiões conhecidas e que, agressivas, tentam invadir o espaço público com suas pregações, buscando fiéis e seguidores, encontram material de sobra – vítimas de um discurso desorientador, o religioso!

O “bullying” é um fato cotidiano, uma situação diuturna, mas desconhecida pelos profissionais da educação. Ainda e, por desgraça, os profissionais não estão preparados para detectar o “booling” (como publicou-se em determinado jornal) e dar-lhe o devido tratamento.

A razão é simples! Normalmente, os profissionais não levam em conta o nascedouro da violência, sua origem, os primeiros passos, que são exatamente aqueles que fomentam e fortalecem a violência! É preciso estudar suas facetas e sua graduação.

É preciso, de início, entender que a violência não nasce, pronta e acabada, da forma que cause espanto, mas, é gradual! Um riso sarcástico, uma fofoca, um empurrão, uma pequena “zoada”, a fala do professor (em público), a bronca humilhante etc. Ademais, o “bullying” tende a começar em casa, pois ali mesmo as crianças sofrem todo tipo de violência dos seus pais ou responsáveis e depois, no espaço público, vão dando formas e movimento ao processo.

Desfazer o “layout” de “igrejinha jesuítica” no espaço escolar, tornando-o circular (sem frente nem fundão e, muito menos, a mesa sacerdotal do professor), afastar a religião e seu discurso do mesmo espaço, fazendo valer o respeito à idéia de uma escola laica e plural, preparar os profissionais para tratarem com seres humanos em “devir”, isto é, constante transformação, com clareza de que, conforme ensinou Heráclito, “uma pessoa não se banha duas vezes nas águas de um rio”, certamente, ajudaria muito!

Na área política o melhor é (e de forma definitiva) afastar idiotas, corruptos e “mamadores de Erário”, sejam do malfadado Poder Legislativo ou alienados do Poder Judiciário e, ainda, oportunistas do Poder Executivo - incluindo em todos os "podres" poderes os "de dentro" e os "de fora". Isso é fundamental para um crescimento de consciências públicas! O que se ouviu nos últimos dias dos políticos, especialmente, os do Município do Rio de Janeiro e do Congresso Nacional (brasileiro) é a expressão da mais sonora e impactante idiotice. Enfim, discursos pulverizados de babacas - que não sabem o porquê estão ali - com o agravante oportunista de um “re-referendo sobre desarmamento”, como se criminosos não fossem usar armas ou como se armas não chegassem às suas mãos, passando por fronteiras livres, completamente livres, entre o Brasil e seus vizinhos fornecedores de drogas, armas, terroristas e outras doenças sociais!


Por fim, no que respeita à segurança pública, às religiões agressivas - que querem salvar o mundo (e aumentar a base tributária) com a violência missionária - ao bullying, à ausência de um plano/projeto na educação e, por fim, aos "agentes" públicos alienados, o melhor, o melhor mesmo, é não despertar da "besta" escondida em cada pessoa!!!


Pietro Nardella-Dellova, Professor de Direito e Escritor, autor de vários livros, entre os quais, A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (Livraria Cultura). Outros textos e debates no seu Blog Caffè Poesia Diritto.


*

Earthlings - Terraqueos. 11ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 10ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 9ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 8ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 7ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 6ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 5ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 4ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 3ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 2ª Parte

Earthlings - Terraqueos. 1ª Parte

lunedì 18 aprile 2011

PESSACH È LA LIBERTÀ PER TUTTI!!!

POLITICA, DIRITTO, GIUSTIZIA e la POESIA...

POLITICA

DIRITTO

GIUSTIZIA

e

la

POESIA



*

(...)

la Politica,

il Diritto

e la Giustizia nella mano sinistra;

la Lotta nella mano destra

e la Poesia

negl'occhi,

nelle labbra

e in tutto il corpo,

anima,

spirito

e rapporto sociale

e, sempre,

nella mano destra, nella mano sinistra...

perchè non c'è della Poesia

senza Politica

neanche

senza Diritto

e la

Giustizia Sociale!

(...)

*

Pietro Nardella-Dellova,

in Lettera di Viaggio, 2011

domenica 17 aprile 2011

POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA

POESIA E TERNURA

PARA

A

MULHER AMADA


Pietro Nardella-Dellova

א

Que coisa Linda:

Uma mulher sentada ao Sol

Com seus cabelos

Reluzindo

A graça de um dia feliz!

ב

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres perfeitos e jamais morrem,

Possuem almas dentro dos corpos

nas vozes trazem a paz – a serenidade;

E nos olhos o encanto – são caminhos;

Estranhos caminhos os olhos femininos!

E nos lábios o fogo – chamas que se não apagam;

E nos seios o aconchego – sono tranqüilo,

E o delírio assaz – sede e procura.

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres que jamais morrem

Possuem almas dentro dos corpos

E nas mãos a magia dos carinhos

(indelével graça, indelével sonho)

E em todos os corpos uma dança

(melodia humana e suave poesia)

Como se fossem instrumentos afinadíssimos

Criando sons harmônicos e constantes.

As mulheres, ah, as mulheres...

São seres que jamais morrem

E possuem almas dentro das almas

Que lhes deixam certas de que haverá,

De que sempre haverá – desesperado –

Um poeta amando apaixonadamente

A cada uma delas com poesia e graça.

ג

Sou o homem que o perfume leva

E busca a mansidão nos gestos,

Sou aquele que desfaz toda treva

Dos olhos de seres puros e infestos.

Sou o homem que admira a beleza

E se encanta com facilidade,

E sabe onde está a poesia e leveza:

Presa e oculta na meia idade.

Sou o homem que a tudo enxerga

Que a tudo ama, e que a tudo liberta,

E diante do olhar terno se enverga

E diante do carinho deixa a porta aberta.

Sou o homem despreocupado com sentenças

De qualquer natureza, de qualquer sociedade:

E quando reina o amor, não importa a crença

Que se cria: o amor é a única verdade!

Sou o homem que ama a mulher bela

E decidiu seguir sempre por esta direção

E que a afaga com ternura e vela

Com seu brilho a constante inspiração.

ד

Na sua boca vermelha tenho o gosto

Da poesia, e da maciez do seu rosto

O enlevo ao mundo dos carinhos todos...

Nos olhos a simplicidade dos mistérios

Encontro, e da fala os refrigérios

De que a alma necessita sempre...

São seus gestos, e seus modos.

Seu perfume.

Que me fazem viver o tempo inteiro

Desejando a poesia

E pensando como seria amar completamente

Sem o tempo perdido no queixume

Sem as loucuras de um mundo doente...

ה

Os olhos da mulher que ama

Insinuantes e graciosos,

Os amorosos versos do seu rosto

E o gosto de estar com ela...

Os olhos da mulher que ama...

E cante-se alto este poema!

E esprema-se o cérebro de ânsia

E a infância se despeça aos gritos

Destes mitos que se formam

E tomam os atos espontâneos...

Que olhos!

Os olhos da mulher que ama

Que tanto dizem aos vazios

E sabem quando chego ansioso

E sabem quando parto triste...

São olhos de mulher que ama

Os olhos da mulher que ama,

Que brilham, lânguidos e fitos,

Ao meu toque, e traduzem

A poesia do corpo e alma

Quando piscam e reluzem.

Os olhos da mulher que ama

São grandes feitos céu

E de tão grandes que se fazem

Adentrei pelas pupilas

Dilatadas com todos os meus versos.

ו

Não durma agora

Antes de ter certeza

De que viveu este dia

Na plenitude e na intensidade,

Porque este dia não renasce,

E não retorna, e não se faz novo;

Este dia desaparece

Para outro dia nascer,

Mas, como viver o outro dia

Se não viveu este com graça?

Não durma agora,

Apenas, porque todos

Dormem agora,

Porque disseram que agora

É a hora de dormir...

Não! Não durma agora

E tenha certeza plena

De que viveu esta vida plena

Na plenitude deste dia pleno.

ז

Vem cá,

Sente-se de qualquer jeito e sem pressa

E sinta cada segundo terno do meu olhar

Acreditando em cada lágrima que escorrer;

Não se apresse, e não se preocupe,

E não envelheça sem viver estes instantes

E não passe este dia insensivelmente

Sem descobrir por que ele existe...

Sente-se aqui e recline-se sobre o meu lado

E direi o quanto vale a amizade e o beijo

o quanto vale a voz sincera enternecida

E descobrirá, jubilosa, o que é o agora...

Vem cá,

Sente-se de qualquer jeito e sem pressa

E conduzirei você à estranha sensação

De ser gente.

ח

É bom quando se recebe

Um café com carinho

Um doce com carinho

Um beijo com carinho

E a própria espontaneidade

Revestida de carinho pleno

(e é bom todas as cousas)

Que se recebem com carinho

E as que se fazem simples

Com carinho simples...

Ninguém sabe destes carinhos

Como dilatam a própria alma

E enchem espaços vazios e tristes

Com a luminosidade do encanto

(a graça da própria graça plena)

Ninguém sabe destes carinhos

Por que tão profundamente atingem

Lugares inacessíveis ao pensamento

E atingem regiões desconhecidas

E dali simplesmente refulgem...

ט

Mulher, amo!

E disto tenho a plenitude...

Venha a esta fonte de calor e afagos,

De poesia que não questiona,

Retirar o seu mantimento e braço terno

Para sentir um prazer sem termo...

Não traga amor se não tiver

Nem presentes para a troca

Nem sua paga...

Não traga a reciprocidade

Nem agradeça ao sair, apenas,

Calada, traga seu vaso

Para enche-lo neste transbordamento

E não pergunte se é estranho

Eu ter amor incondicional...

י

Há em mim um homem

Em cuja mão está a bênção

-a unção do Universo-

A busca do intenso verso

Tresloucado e liberto

Em que pensam

Os caminhantes de sonhos...

Há em mim um peito aberto

De remoto tempo amante

Das cousas estranhas e pequenas

Da vida mais distante,

Que tanto se abre amiúde

Que tanto recebe

E mitiga

E afaga

E ilude...

Há em mim um homem apenas

De lágrimas constante

E sorriso incompleto

Que busca incessante

A porta que se abre ao infinito,

O grito que vibre

O espaço deserto

E o encha de sons

E flores

E amores,

Muitos amores

Muitíssimos amores!

כ

Sou uma voz na madrugada

Que não busca a amada tão-somente.

Esta voz misturada à lágrima

Que grita

Aflita

Sem descanso,

Busca o Eterno!


© Pietro Nardella-Dellova


Estes poemas foram publicados, originalmente, nos Livros “AMO” (1989); “NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE" (1989); "ADSUM" (1992), Editora L & S, 1989-1992 (em 5749-5752) e, alguns aparecem, também, no livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009 (Livraria Cultura www.livrariacultura.com)




*

DO DIREITO DOS FILHOS À PRESENÇA DOS PAIS ou de como transformar uma crise em maldição (2001)

DO DIREITO DOS FILHOS

À PRESENÇA DOS PAIS

ou de como transformar uma crise em maldição

(2001)



vossos filhos não são vossos filhos,

são os filhos e as filhas

da ânsia da Vida por si mesma.

Gibran Khalil


É muito comum, nos acordos de separação (atualmente Divórcio), que os advogados estabeleçam um texto conjunto para petição inicial, no qual se verificam os direitos da mulher e os direitos do homem, após a separação.


Primeiramente, a preocupação é o patrimônio e, por último, um pouco antes das assinaturas, a regulamentação da guarda e das visitas aos filhos. Sempre como direito de um e de outro (dos separados), nunca como direito dos filhos.


É certo que privar um pai ou uma mãe (refiro-me aos bons pais) da companhia dos filhos, é uma violência contra esse pai e essa mãe. Por isso mesmo, um deles, o que prejudicar menos a formação dos filhos, fica com a guarda e o outro, com o direito às visitas e o direito de tê-los em sua companhia periodicamente. Porém, o que normalmente se percebe é que houve um desvirtuamento desse direito. Pois, quem fica com a guarda dos filhos, vale-se desse direito para oprimir o outro. E quem tem o direito à visita ou à companhia dos filhos, considera tê-los a qualquer hora.


Esse é o momento em que fica claro que os filhos são considerados como coisas ou como peças de um tabuleiro de jogo entre os pais. Nesse sentido, os filhos não são sequer o prêmio de tal jogo: o prêmio é aquela sensação de poder e de vitória de um sobre o outro.


Acabado o jogo entre os pais, os filhos continuam sobre o tabuleiro, à mercê de outros jogadores: dos avós, dos tios, dos maus psicólogos, dos maus professores, dos maus coordenadores pedagógicos, dos maus pediatras, e tantos outros “maus”.


Honestamente, é preciso compreender que o direito à companhia dos filhos, não deve ser dos pais, mas dos filhos. É o direito dos filhos de ter os pais em sua companhia: a presença da mãe e a presença do pai ! Normalmente, quem fica com o direito à visita e à companhia dos filhos e que deve buscá-los em determinados dias, ou tê-los em determinados finais de semana ou em dias festivos (comumente os homens), o faz de uma forma equivocada. Acredita que retirar os filhos da casa materna e entretê-los com hambúrgueres e outras bobagens, ou deixá-los na companhia de empregados domésticos ou quaisquer outras pessoas, é cumprir com o papel de pai.


Muito pior fazem os que não retiram os filhos nos dias em que os filhos esperam, porque não conseguem enxergar que o direito é dos filhos, criando neles aquele sentimento de abandono. O direito à presença dos pais não deve ser compreendido como presentes, docinhos, festinhas, trocadinhos, moedinhas, mas, como presença física e espiritual, como referência humana.


Os filhos querem (entranhavelmente querem) o que lhes é direito natural: ouvir a voz do pai ou da mãe, sentir o abraço afetuoso, caminhar ao seu lado, beijar-lhes o rosto, contar e ouvir piadas ao vento, relatar-lhes o feito na escola e, simplesmente, querem se sentir queridos e amados, fora de qualquer relação de jogo. Os pais, que não cumprem com este direito dos filhos, não podem exigir direitos quaisquer para si.


Para os filhos o que menos ou nada interessa, é saber os motivos da separação, qual o caráter do marido ou da esposa, se cumpriram ou não as obrigações conjugais. Os filhos não são coisas na relação patrimonial e muito menos partes da separação judicial. A mãe é sempre mãe, e o pai é sempre pai.


Talvez aqui, como diretamente relacionados na separação, caiba um melhor preparo, isto é, mais humanista e menos formal, dos profissionais do Direito (advogados, juízes e promotores), para orientação dos separandos, a fim de que saibam do direito dos filhos e não somente dos seus direitos. Porque, afinal, é muito mais fácil ser técnico, sobremodo, na área do Direito Civil, especialmente na do Direito de Família.


E a criança, cujos direitos se esquecem ou se desprezam na advocacia, vara judicial ou promotoria cíveis, é lembrada, já não tão criança, na advocacia, vara judicial ou promotoria criminais.


Abril/2001 – Nissan 5761


Obs.: Hoje já não há, no Brasil, o instituto da Separação Judicial, revogado pela EC-66. Também, estimula-se atualmente a modalidade de guarda compartilhada!


© Pietro Nardella-Dellova *

giovedì 14 aprile 2011

IL CAPODANNO (ANO NOVO) ou, uma viagem ao centro da simplicidade

IL CAPODANNO (scritto nel 2002 e tradotto in portoghese)

IL CAPODANNO ou, uma viagem ao centro da simplicidade (escrito em 2002)

Pietro Nardella Dellova


o tempo que voa...

Meu D'us,

que estupidez! os ríspidos atos de matar a cada minuto a própria vez de ser feliz

e de sorrir ante o fruto às mãos aconchegado: o existir numa fração de segundos,

pleno!

Pietro N-Dellova

No Peito Há Uma Porta

Que Se Abre”, 1989


Hoje parei, antes que este ano chegue ao final, porque não se pode esperar tanto: na noite de capodanno (ano novo) tudo é muito barulhento, muita gritaria, muito falatório. Não é noite de pensar em coisa alguma, apenas de beber um bom champagne, mangiare e nada mais!


Parei agora porque não acredito em ano novo que, por si mesmo, venha trazendo tudo o que necessitamos e todas as coisas boas, como se um caminho luminoso fosse se construindo, firmando-se, abrindo-se... Afinal, fazendo assim, ao menos não recomeçarei o ano com cara feia, não estragarei o brinde de ninguém, não ficarei num canto olhando o vazio. E, tampouco, desejarei um feliz ano novo àqueles que brindarem comigo, se eu, conscientemente, não puder proporcionar-lhes, ou, ao menos, com ele contribuir.


Eccomi. Hoje fico calado, pensando nos erros que cometi (apenas nos meus), nas palavras sem sentido por mim proferidas, nos meus pensamentos sem propósito, nos equívocos vividos, cheirados, ouvidos, tocados, degustados e vistos... Nos relacionamentos perdidos, nas oportunidades perdidas e no tempo perdido.


Ah, e nestes políticos maledetti, que povoaram e sobrevoaram o país: não roubaram, não mataram, não falaram, não criaram, não destruíram, não viveram, nada fizeram: é o final de anos de sono e, agora, esperamos que as estrelas não sejam cadentes... Vade retro Satana!


Meus olhos estão abertos - bem abertos!


A alma, também... Prendo un café na piccolina xícara branca esmaltada e faço uma longa caminhada pelos cantos da casa, procurando coisas que me fazem pensar – pensar mais e entreter menos...


Em um canto da sala de estar um grande vaso de barro, feito por índios do Pará (os índios fizeram o vaso que se tornou o presente de um fratello em projeto de trabalho por aquelas bandas em tempo quase histórico). Neste vaso postas – todas juntas - antigas ferramentas que pertenceram ao meu babbo: uma enxada com um canto quebrado, uma pá desgastada ao centro, uma picareta, outra picareta sem cabo, uma foice sem cabo e sem corte, dois machados, uma raspadeira de asfalto, duas colheres de pedreiro desgastadas, dois garfos grandes sem cabos, uma cavadeira, um serrote grande, uma marreta de muitos quilos, um pé de cabra, um martelo grande com uma face arredondada, três punções e duas talhadeiras, duas chaves de roda e uma alavanca de FNM D-11 (caminhão italiano), um prumo, um nível, uma botija de barro... Todas, agora, pintadas de verde, branco e vermelho (menos o nível, o prumo e a botija). Tudo transformado em adorno e testemunho.


Um pouco ao lado, um pequeno móvel-cristaleira (este eu comprei) e dentro pequenas coisas que importam... dois relógios de bolso: um, Roskoff, do nonno Giuseppe, outro, Omega, do babbo; duas canequinhas azuis de ferro esmaltado: bênçãos do babbo para mim e meu filho; algumas moedinhas de Lira (ah, a Lira, sufocada pelo Euro); a tesoura da nonna Rosa; a faquinha de serras com a qual meu babbo descascava laranjas e cortava-lhes as tampinhas (amávamos as tampinhas e estar assentados nos seus joelhos); o Tanach em italiano de 1912: presente da nonna Luigia, outro de 1950, bastante folheado e marcado pelo babbo; uma pedra de Venosa/Potenza e o rosto do poeta Orazio...; outra pedra do quartiere ebraico de Fondi/Latina...a foto do Castello e Palazzo del Principe; e o rosto com naso grande, feito de massinhas pelo meu filho, na primeira escola, com inscrição: babbo, io ti amo!


No centro de uma das paredes um quadro, pintado com profundidade: um jovem pastor e suas ovelhas subindo uma rua estreita de alguma cidade européia – talvez Monte San Biagio. Logo ali, na mesma parede, uma cadeira coberta com um couro de ovelha que antigamente cobria as pernas da nonna Luigia...


Na saleta, o piano fechado, desafiante: nem Beethoven nem Verdi - faz um ano: foi-se o filho tenor-pianista, agora homem, buscando o seu caminho em terra estranha. Na mesma saleta, sobre um móvel rústico, a balança de dois pratos e seus pequenos pesos, antiga, muito antiga: era do nonno Giuseppe, era do babbo, agora é minha! E, diante dela, estudei - e ensino o Direito.


Mais adiante, num corredor, os restos da minha primeira mesa, sobre a qual escrevi – muitos anos faz - os primeiros poemas para meninas do quartiere: a mesa é a armação de ferro da antiga máquina de costura Singer, da mamma.


Outro café e, finalmente, a biblioteca – à porta a estatueta do homem se esculpindo – e dentro milhares de livros (comecei a montá-la aos doze anos, quando ganhei vinte livros de uma pessoa que odiava livros). Nenhum desses livros tem sentido senão ao serviço da humanização... Hoje os deixarei fechados e calados: não quero ouvi-los!


Café! Preciso de um café!


Este mês ganhei um presente da Lúcia Elísia – uma amiga a quem não vejo há dez anos. É tão difícil nos vermos que ela mandou via postal. Uma grande caixa: chocolates amargos, café torrado em grãos e um moedor de café tradicional, manual, com fixador de mesa.


D-o Santo, um moedor de café tradicional, manual, com fixador de mesa! É tudo o que andava procurando... um moedor de café tradicional, manual, com fixador de mesa... Santo D-o, tem gente que conhece a alma da gente!



© Pietro Nardella Dellova, dicembre 2002 – 24 de Tevet, 5763

DA VIOLÊNCIA GRADUAL (2001)


DELLA VIOLENZA CHE SVOLGE PER GRADI

(tradotto in portoghese)

(scritto nell’anno 2001)


DA VIOLÊNCIA GRADUAL

(texto escrito em 2001)


por Pietro Nardella Dellova



...mais do que máquinas

precisamos de humanidade,

mais do que inteligência,

precisamos de afeição e doçura.

Sem essas virtudes,

a vida será de violência,

e tudo será perdido...


Charles Chaplin



Tristemente, vimos os últimos dias se transformarem em desconforto, apreensão, manifestações de ódio, como se a violência estivesse nascendo. Como se antes nunca a conhecêssemos.


De fato, a violência é um processo longo, no qual as pessoas tendem a se acostumar. É a própria natureza humana, desde sempre.


Não há muita diferença entre esmagar uma formiga, cortar uma árvore, maldizer alguém, chutar uma pessoa, demitir de seu emprego um pai de família, ampliar o portão da garagem para o espaço público, destruir as torres do WTC, bombardear o Afeganistão, invadir o Iraque. Tudo é um processo apenas, e cada um desses fatos é somente parte de um todo.


Violência física, violência emocional, violência intelectual, violência política, violência econômica, violência midiática, violência ambiental, violência fundamentalista... O que realmente pode ser feito é administrar a violência, não lhe permitindo o fortalecimento e impacto, que agora tem. Em outras palavras não se pode dar alimento à violência. E é o que fazemos em todo tempo. Alimentamos o monstro!


Nos últimos anos, principalmente, as pessoas têm invocado seus deuses, com o fim de justificarem suas ações. Elas matam em nome de deuses, em nome de Allah e de Trindades. Matam de forma completa! Mas, o que acontece afinal? É simples. Os deuses não foram convidados para a festa. Eles não têm nada a ver com esta balbúrdia islâmico-fundamentalista, anglo-americana e católico-romana.


Os países ocidentais criaram um outro “deus” e uma nova Lei. Deus de arrogância, de impiedade, que exige sacrifícios continuados dos pobres do mundo: é o deus Mercado e a sua Lei. Por este deus a maioria dos ocidentais se comove e se movimenta. Ele criou muitos Bin Ladens, muitos Talibãs, com a sua própria estrutura e inteligência. Agora, estas criaturas querem comer-lhes os calcanhares. Por outro lado, Bin Laden, Talibã, Hamas, Hezbolah e outras loucuras, são, também, criações da ignorância – porém, não gratuita: uma ignorância nascida e reforçada na miséria dos povos, dos grupos, que se apegam a qualquer coisa que lhes justifique a pobreza e lhes apontem um culpado.


Melhor que bombas e sacolas de esmolas de comida lançadas ao vento, a coligação para guerra, bem como outros países ricos, deveriam rever sua política externa, sobremodo em relação aos países por eles empobrecidos ou, ao menos, mantidos em estado de empobrecimento.


Melhor que aplausos para os bombardeios anglo-americanos, os chefes de Estado, devem reunir-se e, intransigentes, fortalecer a ONU (e os princípios que a constituiram), caso contrário esta guerra (Afganistão e Iraque) realmente será longa, pois é a guerra da miséria contra a ostentação e milhares serão os civis e jovens vitimados.


Enquanto a guerra não termina – e não terminará tão cedo, faço a minha parte... vou ensinando meus filhos a não esmagarem formigas.


8 ottobre 2001 - 21 Tishrei 5762


© Pietro Nardella Dellova

lunedì 11 aprile 2011

BRASILE: TUTELARE I DIRITTI DELLA COMUNITÀ GUARANI KAIOWÀ (Mato Grosso do Sul)



bambino guarani-kaiowà, Brasile© Amnesty International


Pubblicazione sul sito AMNESTY INTERNATIONAL - Sezione Italiana

Data dell'appello: 01.04.2011

Status dell'appello: aperto (status da petição: aberta)


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Trentacinque famiglie native guarani-kaiowà della comunità Laranjeira Ñanderu, tra cui circa 85 bambini, vivono in rifugi improvvisati lungo la trafficata strada statale Br-163, a Mato Grosso do Sul. Oltre a condizioni di vita pessime, devono sopportare le continue minacce e vessazioni da parte delle guardie di sicurezza armate, assoldate dai proprietari terrieri e dagli agricoltori della zona. Le famiglie sono state sgomberate dalle loro terre tradizionali nel settembre 2009. La polizia federale, che si era occupata dello sgombero, aveva assicurato che avrebbero potuto far ritorno per raccogliere i loro effetti personali, ma il proprietario del terreno ha subito bruciato le case e tutti i loro averi. Le famiglie vivono in baracche con tetti fatti di teli di plastica nera, anche quando la temperatura esterna è di oltre 30 gradi. La zona è spesso soggetta a inondazioni e l' accampamento è pieno di insetti e sanguisughe. Secondo quanto riferito dai membri della comunità, di notte gli agricoltori locali attraversano l'accampamento in macchina ad alta velocità e illuminando le baracche con i fari alti allo scopo di intimidirli.


Circa 30.000 guarani-kaiowà vivono a Mato Grosso do Sul, nella zona orientale del Brasile. Per oltre un secolo, queste comunità sono state allontanate dalle loro terre per far spazio all'agricoltura estensiva, un processo che ancora oggi continua. Le conseguenze per le comunità colpite sono spesso devastanti. L'incapacità delle autorità brasiliane di garantire il diritto alla terra dei popoli nativi di Mato Grosso do Sul ha intensificato le difficoltà economiche e l'emarginazione sociale delle comunità Guarani Kaiowà. Non potendo più usufruire delle loro terre, ai guarani-kaiowà non rimane altra scelta che lavorare nelle aziende agricole ormai presenti in gran numero nello stato. Più della metà dei giovani uomini guarani-kaiowà percorre grandi distanze per trovare un impiego come tagliatore di canna da zucchero nelle piantagioni, spesso in condizioni difficili e di sfruttamento.


A causa di queste terribili condizioni, i guarani-kaiowà hanno adottato la strategia cosiddetta "retomada" - la rioccupazione pacifica di piccoli appezzamenti delle loro territori ancestrali - per accelerare il processo di restituzione delle terre. A queste azioni spesso seguono minacce, violenze e sgomberi da parte dei gruppi armati assoldati dai proprietari terrieri. Diversi leader nativi sono stati uccisi. I lunghi ritardi nelle procedure legali per la restituzione delle terre ai nativi e l'incapacità di portare di fronte alla giustizia coloro che hanno attaccato e ucciso i membri della comunità hanno alimentato continue violenze. Visto il dilagare di queste pratiche nel paese e la fase di stallo in cui si trova il processo di demarcazione delle terre, la lotta dei guarani-kaiowà per i loro diritti è più urgente che mai. Il governo federale deve assumersi quanto prima l'impegno di tutelare i diritti della comunità guarani kaiowà.


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IL TESTO DELL’APPELLO AL MINISTRO BRASILIANO


Gentile ministro, José Eduardo Cardozo Martins,


Le scrivo per esprimere la mia preoccupazione per il ritardo del governo federale nella demarcazione delle terre ancestrali dei popoli nativi in Brasile, in particolare delle comunità guarani-kaiowà di Mato Grosso do Sul.


Sono anche preoccupato per l'incapacità del governo d'indagare sulle minacce ricevute dai popoli nativi e nell'assicurare alla giustizia i responsabili di tali violenze. Le terre ancestrali sono fondamentali per l'identità e per il benessere sociale, culturale ed economico delle popolazioni native, pertanto, il governo deve agire con urgenza per tutelare i diritti dei guarani-kaiowà.


La esorto dunque a:


• adempiere agli obblighi previsti dai trattati internazionali e nazionali di risolvere tutte le questioni relative alle rivendicazioni delle terre dei nativi in Brasile in maniera tempestiva;

• indagare su violenze e intimidazioni contro le comunità guarani-kaiowà, a fornire loro una protezione immediata, a garantire un accesso completo ai servizi di base, tra cui l'assistenza sanitaria, e a individuare, indagare e assicurare alla giustizia i responsabili di queste violenze;

• sviluppare un processo, con le popolazioni native, per garantire il loro consenso libero, previo e informato a qualsiasi decisione che possa avere un impatto sulle loro terre ancestrali.


La ringrazio per l'attenzione.



FIRMA L’APPELLO – ASSINAR A PETIÇÃO





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INVITO: VISITA AL BLOG





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INVITO

Cari amici e amiche.

Invito a tutti e tutte per visitare il mio

Blog CAFFÈ POESIA DIRITTO

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Abbraccio nella nostra vera amicizia!

Pietro Nardella-Dellova





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domenica 10 aprile 2011

BELLA

BELLA


(Pietro Nardella-Dellova)

Una persona d’amore

(nella partitura poetica)

è quella che porta negl’occhi,

le parole,

l’aria,

lo sguardo,

l’anima

e la Poesia viva

senza quale non c'è musica

neanche

Poeta.


Siamo il movimento,

siamo l'alba,

il giorno,

il tramonto

e la notte.... siamo sole e luna,

spazio,

terra,

acqua,

aria

e fuoco...

siamo umani!


E

tu,

Bella,

sei poesia pura,

donna cara,

donna per amare sulla terra,

al cielo,

al mare,

dentro al mare,

volando,

camminando...

– donna per amare sempre!


Per amare al fuoco

e tra i baci pieni d'affetto...

prima e dopo

di

guardare

le

stelle,

e di conoscere il centro,

il centro della vita nostra...


....e in un batter d'ali

ti porto all'universo degl'occhi miei,

sul mare,

per cantare insieme a me

una canzone fatta d'amore,

nella semplicità di scoprire

il

volo

di

un

bacio

pieno

di

bellezza.


Pietro Nardella-Dellova, in Lettere di Viaggio, 2011




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sabato 9 aprile 2011

L'ANALFABETA POLITICO, di Bertolt Brecht



L'ANALFABETA POLITICO



Il peggiore analfabeta è l’analfabeta politico.

Egli non sente,

non parla, ...nè s’importa degli avvenimenti politici.

Egli non sa che il costo della vita,

il prezzo dei fagioli,

del pesce,

della farina,

dell’affitto,

delle scarpe

e delle medicine dipendono

dalle

decisioni

politiche.


L’analfabeta politico è così

somaro che si vanta e si gonfia il petto

dicendo che odia la politica.

Non sa l’imbecille

che dalla sua ignoranza politica

nasce la prostituta,

il bambino abbandonato,

l’assaltante,

il peggiore di tutti i banditi,

che è il politico imbroglione,

il mafioso corrotto,

il lacchè delle imprese

nazionali

e

multinazionali.


Bertolt Brecht









*



O Analfabeto Político


Bertolt Brecht


O pior analfabeto é o analfabeto político.


Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.


Ele não sabe o custo de vida,


o preço do feijão,


do peixe,


da farinha,


do aluguel,


do sapato


e do remédio dependem das decisões políticas.


O analfabeto político é tão burro


que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.


Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,


nasce a prostituta,


o menor abandonado,


e o pior de todos os bandidos,


que é o político vigarista,


pilantra,


corrupto


e lacaio


das


empresas


nacionais


e


multinacionais.


Bertolt Brecht

L'ALBERO DEI FICHI, di Lucia Mariotti

* AMICI CARI,

SIETE INVITATI ALLA PRESENTAZIONE

DEL RACCONTO

DI


LUCIA MARIOTTI:

"L'ALBERO DEI FICHI"




NELLA LIBRERIA IL FILO

alle ore 17:30 del 13 Aprile 2011,

VIA BASENTO, 52/E - 00198 - ROMA

(vicino a Via PO E VILLA BORGHESE).



IL LIBRO NARRA

ALCUNI FATTI REALMENTE ACCADUTI DA PICCOLA,

UN EPISODIO IN PARTICOLARE MI VIDE PROTAGONISTA

ALL'ETÀ DI SETTE ANNI

ED ANCORA A DISTANZA DI 50 ANNI OGNI

TANTO RIVIVO.



Grazie

Pietro Nardella-Dellova

sabato 2 aprile 2011

O AFETO NAS RELAÇÕES JURÍDICAS, O PREPARO DOS PROFISSIONAIS E O DIREITO À INTIMIDADE


JUSTIÇA E DEMOCRACIA: O AFETO E O DIREITO, com Pietro Dellova from AJD Justiça e Democracia on Vimeo.




*
Convidamos os amigos e amigas a verem a entrevista O AFETO NAS RELAÇÕES JURÍDICAS, O PREPARO DOS PROFISSIONAIS E O DIREITO À INTIMIDADE, no programa da AllTV e AJD - ASS. JUÍZES P/ DEMOCRACIA, entre o Prof. Pietro Nardella-Dellova, a Juíza Dora Martins e o Juiz Luis Fernando Vidal (Associação Juízes para Democracia).
Uma viagem ao afeto, ao tempo humano e às formação jurídica!

O vídeo (57 min)está disponível na AJD - Associação Juízes para Democracia e, também, no Blog CAFFÈ POESIA DIRITTO (link abaixo)

http://nardelladellova.blogspot.com/

Bem-vindos
Café & Direito