alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 3 febbraio 2012

o povo (ou deveria dizer:massa)


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O povo (ou deveria dizer: massa) não pode, e nem quer, enxergar um pouco mais adiante. Está tão preso na obscuridade de suas religiões, de seus mitos, de seus santinhos, de suas trindades enlouquecidas, de seus messianismos multifacetados, de suas crendices, e acredita tanto nestas e noutras besteiras (a que cegos e loucos chamam fé), embora sejam mentiras de seus líderes (quaisquer líderes comumente ensandecidos, vorazes, destruidores, opressores, sanguessugas, aproveitadores, estelionatários, tiranetes)

Por isso mesmo, acredita tanto na sua Religião como no poder libertador do Estado e acredita, por equívoco, que vestido de vermelho, o Estado o emancipará, quando na verdade, seja de azul, verde, amarelo ou vermelho, o Estado é sempre a mesma lança contra o peito humano! O Estado, não importa a roupa que use, é sempre o monstro dos mares, o maldito Leviatã insaciável de vidas e sangue!

O povo (deveria dizer massa) acredita, assim, em teologias que não se sustentam por cinco minutos de dialética, em governos de quaisquer regimes para, finalmente, ser jogado em vala comum.

Este povo (a massa) não é livre. Dia após dia, cumpre seu papel (de não ter papel nenhum), de continuar servindo, como sempre serviu - ser vil!

A massa, escrava e aprisionada, não será livre pela Educação, muito menos pela que se vende em supermercados educacionais. A Educação que dizem libertar é, também, um mito e um deus capitalista e burguês, usado mormente pelos opressores!

A massa será povo. E o povo será gente. E gente será pessoa, com discernimento e vontade real. E a pessoa será um ser humano que se baste no processo de liberdade, no fogo libertário. Primeiro deve ser livre – um ser humano livre! E livre, este ser humano (que nunca mais será jogado no conceito de povo e reduzido ao de massa) poderá educar-se para compreender a si mesmo e para compreender o outro, não como um cidadão (algema de quem jura bandeira, morre e mata por ela), mas, como um Tu!

E, assim, não haverá mais estelionatários com a Bíblia ou Constituição na mão, e nunca mais alguém ouvirá falar de Religião ou de Estado, apenas de Paz e Felicidade!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
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