alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 1 febbraio 2012

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ ...


UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

Então,
Não sei por que razão discutem tanto
Incutem tanta gravidade, batem o pé – falam alto:
Casamento, união estável, homoafetividade:
Cimento, chão batido, testa impermeável: sociedade!
Tudo isso é discutir asfalto e concreto,
É o rio: rio que se arrasta no deserto,
Água que acumula, parada, verde-musgo,
Barulho de casco de mula, mula-sem-cabeça,
Sexo de contrato, de prato feito – tudo feito
De plástico depois de manusear o rato mudo!
(é discussão sebosa de advogado, juiz e fiscal da lei)

Porque
Casamento, união estável, homoafetividade,
É como tema de filme ou novela que se repete:
É cartório, ambulatório, purgatório, velório,
Cartão de crédito, de débito, cruzeiro, cinzeiro:
Tudo é pó, cinza – cinza na caixinha constitucional!
Tudo isso cansa, avança na faixa de pedestre
Pintadinha pra todo mundo passar – caixa fadinha!
Faixa de casal arroz com feijão, nostalgia, parada e ida:
É cama, churrasqueira, cara amarelada, carne no dente,
Barriga e fatura: intriga e verdura!
É coisa de igreja – cereja de plástico, penitência, jejum,
Campanha de oração, náusea, encontro de casais,
É roleta nas pias batismais...

Mas,
Amor, amor na veia, de esteira, rede e balanço: amor lua cheia,
Amor goteira não se discute – chove a noite inteira,
Não é contrato, é mato, gritaria, berro e chute no escuro,
É muro ao chão – pão e vinho: sabão na língua!
É torneira barulhenta de água corrente
É terra, fogueira, cara vermelha, dente na carne;
É chuveiro a noite inteira, é cachoeira que não pára,
É queda! É ventre! É tremor dez na escala Richter!
É ruptura!
É Niágara
Mar, Oceano, Dilúvio!

Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

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