alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 26 giugno 2012

o encontro entre o POETA e a POESIA (musica: Dreams by The Corrs)



 immagine del dipinto di Josephine Bonì (Sicilia, Italy)

 
O POETA E A POESIA

(feitos de carne e alma)
texto di Pietro Nardella Dellova



(...)

E porque
és tão bela,
tão bela,
bela assim,
farei
uma aquarela
de letras poéticas,
cores jogadas
e singulares
para amares
entre céus e terra,
sem véus
nem guerra;
e querer estar,
e estar nua,
junto,
farei um desenho
de tons para viver
as delícias do encontro
que mistura ternura
e esta força
incontrolável
de vontades
libertas...
e te farei
uma canção
para dançar
porque
tens o cheiro
da poesia, minha poesia



Ah, poeta, por que dizes assim, com esta voz de atração devastadora? É a voz do meu poeta?



Vou

ao teu encontro
com toda a intensidade
poética
e libertária...
és meu encanto,
minha poesia;
és inspiradora,
e me deixas a teus pés
e, ainda,
com as asas abertas
para o vôo...
E tu, poesia,
voarás comigo?



Por que não, Poeta? Ah, se a felicidade nos pusesse perto um do outro, porque desejo, além da poesia e encanto, o prazer do encontro e pleno contentamento com o poeta.



Por que não?

nós somos
a mão do destino
e somos
poesia e encanto,
por isso, o prazer
está apenas
a uma distância do sopro
entre nós,
minha doce poesia...



Um sopro entre nós? Como se com uma palavra mágica: um "haja" criador, fizesse real o meu desejo? Deixa-me saber dos teus pensamentos, poeta, o que desejas para ti, e o que desejas me fazer sentir, afinal, o que te inspiro? Conta-me...



Sim,

como uma palavra “haja”
em nossas bocas,
um “haja”,
vivo e sonoro,
profundo e intenso...
te penso completa
como as notas musicais
e desejo que sintas,
a um só tempo,
os elementos
terra, ar, fogo e água,
reunidos neste “haja”
destas línguas unidas,
em um toque,
um abraço
e um grito musical,
desejo que sejas plena
em todos os sentidos,
porque me inspiras
a tantas coisas boas
e humanas
que te sinto mesmo
a um sopro de distância...
e como queres, enfim,
ir além da poesia
e ser prazer?
diga-me, conta-me...



Quero estar a um sopro de distância, e que possa ser real tanto quanto o meu ardente desejo por ti; e se por sorte eu puder te sentir, beijar... beijar por inteiro, terei então me afastado do sonho, e hei-de viver a realidade prazerosa de ter me concebido um grande tesouro: tu és, meu poeta, a minha inquietação, porque te contar meu segredo mais poético e profundo, está nas dimensões acima, eu simplesmente te olho – e te vejo, e tenho os mais ardentes sabores - e tudo isto é a delícia do Éden.



E, ao me revelares

os teus segredos,
poesia minha,
despertas
toda a poesia incandescente,
a mais profunda poesia,
para te receber,
assim, plena,
em beijos plenos e inteiros,
para tornar
intenso o já intenso,
desfazendo ainda mais
a distância deste sopro,
porque o teu desejo
é o meu encanto,
e o teu encanto me convida
ao mergulho
nesta tua canção:
uma canção real,
que haja o beijo...



Sinto tanto desejo por ti, de tocar-te, aproximar minha boca da tua, que me causas a excitação incomum não somente do corpo, mas da alma... que haja, então!



Como é o teu desejo?

e como é o incomum...?
e por que desperto,
assim,
a tua vida intensa,
bela,
musical
e maravilhosa?
tuas palavras
despertaram a poesia
em mim,
quando
tua voz
chamou-me três vezes,
e eu escrevi
teu nome entre letras,
preso em tuas asas
e no teu respiro...
eu sei,
que
a dois toques,
quatro elementos
e um sopro,
vivo e intenso,
completam-se
as forças
da criação poética,
e o jardim se torna
uma morada,
a poesia
encontra o poeta,
a música
invade a partitura
e as asas se abrem
para a recriação:
é um mergulho em cada poro,
nas meninas dos olhos,
na suavidade da brisa
que afaga o rosto
e sopra os cabelos.
e não há razão para resistir
os movimentos
e a força do leste
nem para se esconder
da voz que chama
três vezes,
que encanta,
e traz o sol
sobre o rosto
e a lua
em uma das mãos:
somos feitos desta recriação,
deste ir além e lançar-se
em um haja
de beijo pleno
e delicadeza da flor
que se abre
como salvação,
como céu
como tudo...



O meu desejo é profundo, não tem explicação, como quando se olha para alguém e sem motivo imagina-o teu, com arrepios incessantes, e parece sentir que vai desmaiar a qualquer instante, sabes? É algo assim, quando te olho – e te vejo.



E quem és?



Sou um anjo acorrentado, estou presa à sombra de outrem, desejando a liberdade e, mesmo diante disso, sinto esse desejo de vida e poesia, um desejo devastador – porque o poeta passou - e um tanto sem pudor, e a minha mente (e corpo) imaginaram e sentiram a tua música e a dança de tantas formas em meu leito...


dou-te asas, então,
minha poesia, para voar
e abro minha boca

para receber
o teu desejo,
profundo e inexplicável,
sem pudor,
com toda a intensidade

de se criar
um Éden no teu leito...
e te faço esta poesia

e te escrevo no vazio
diante da tua imagem.
linda e única...
porque escrever

é diminuir a distância
do espaço-tempo
em que posso te encontrar,
real e humana...
e, então, diremos “haja”,
diremos,
com certeza,
mas, quando?



Que linda a tua poesia, a tua poesia que tu fizestes para mim, a poesia que me leva: desejo ter asas desde logo para voar para ti! Mas quando? Não sei. Talvez leve o tempo de confessar os desejos na poesia que liberta! É a arte do destino ou dos nossos movimentos e eu quero que seja logo, meu poeta, meu encanto, meu sentido, meu tudo!



Que seja,

assim, logo
e, então,

encontrar-te-ei
onde estiveres
e te levarei

a lua e não recusarei o sol:
a poesia
é o que me despertas;
intensidade e fogo
e os mais profundos
movimentos humanos...
feito de alma e alma
(de alma e corpo)
no jardim
de nossas delícias.



Quero-te tanto, poeta, com tua música semeada sobre desertos, florestas e mares – te quero aqui, vivo e em chamas!


Quero-te, poesia!

tanto,
completa,
intensa,
para sentires
a tua mais bela
e humana
liberdade ...





E tu, poeta, hás de sentir tudo que trago guardado (para ti), desde o tempo do tempo original... e desmaiaremos de amor e prazer, e dos urros selvagens do Éden... pelos pensamentos que me invadem por completo sem trégua! Enfim, meus suspiros são teus, poeta, meu corpo é teu, minha alma é tua - vem e bebe teuu vinho sobre mim...



Quero-te

e quero os teus
pensamentos
mais selvagens
e, por isso mesmo,
mais humanos,
sim, aqui e logo,
dá-me teus suspiros,
eu os quero - todos...
e, também,
teu riso e teu gemido
e, depois,
entregues desta forma,
deixar-me contigo,
de amores sem fim...
e, acordar, ainda,
fazendo-te voar,
livre e solta...
mas,
por que darias
teus suspiros
para este poeta?



Eu não daria meus suspiros, eles já são teus, assim, natural e espontaneamente... e te ver acontece, porque carregas algo de original e humano, de inteligência e pecado, de transgressão e de anjo. és, também, um anjo, poeta! E resmungas, assim, forte, cruel, doce, delicioso, no corpo e no vento, o sorriso que encanta e uma mente que brilha entre os ardores das pedras preciosas... És o meu poeta, aquele que despertas o fogo, a luz e o que tem em m im de mais carne e alma... És o desejo de realizar o amor entre as letras que trazes e o vinho que escorre da tua boca...



Quero os teus suspiros

em minhas mãos,
na minha boca,
na minha pele,
no meu corpo
e, tê-los, todos,
será como ouvir uma canção:
és uma canção,
um tudo,
um convite
à plena humanidade
que despertamos em nós
e dos anseios
que confessamos:
és a força viva
que apaixona,
que vem e vai,

e fica
e vais, assim,

abrindo
os espaços poéticos
da nossa criação;
sou teu – todo teu...
plenamente teu...
para o amor,
para fazer o amor,
para recriar o amor,
e desenhá-lo na pele,
dos cabelos aos pés,
e na alma:
um amor liberto,
libertário,
amor de asas

e de intensidade...



Eu te quero, assim, todo meu, todo em mim, sem fim... Sim, indo e vindo - tu podes - e eu quero, eu estou completamente tua agora... neste mar revolto em um instante de intensidade, neste instante de te querer, e o amor mais doce e o mais humanamente anárquico e intenso da minha vida - que é tua.Poderia morrer depois disto, depois de tocar teu rosto e receber teu beijo mais profundo, poderia morrer em paz comigo, por fim... E tu, poeta, o que estás sentindo? conta-me o teu tudo!



Estou te vendo

estou me vendo,
vivendo
um instante de intensidade;
e, por isso,
vem água à minha boca
do beijo
que te ofereço,
o beijo na tua boca,

na tua pele,
no teu centro,
o beijo perto,

para lançar
tua roupa ao espaço
e viver a poesia mais linda,

a mulher mais linda,
singular e doce;
e juntar ao teu,

o meu amor,
feito de desertos,
florestas, mares,
(amores selvagens)
Juntá-los, todos,
à tua música:
a minha música,
e vermos
de que são feitas
as estrelas
em um encontro

de corpos e almas...
para estar contigo,

sem fim,
todo eu,
oferecido a ti...
porque te vejo,
metade mulher
e metade deusa...
...e um tanto dos elementos
que te fazem na dança...



Eu não consigo resistir, poeta, quero tocar a tua música na minha música, pensar em ti, tocar em mim, ofegante, com minha respiração assim descontrolada - ah, não vou resistir, vou viver, quero-te da forma mais profunda, e sem os pudores, ou receios que me acometeram e me adoeceram e, por fim, me algemaram: quero-te como deus, como poeta e como homem - com a tua força que liberta e lança adiante!



Vai, poesia,

faça-o, por mim,
por ti, por nós,
vai ao momento
vivo e nosso,
sem pudor
nem muro – sem algemas...
completa e toda,
profunda e minha,
neste momento,
beijando-te

intensamente,
toda,
como apenas o poeta
pode te beijar
(sem algemas)
e te tocar,
viver-te,
respirar-te
e mergulhar
no teu mais profundo...
eu quero estar:
eis-me ao teu lado,
fazendo-te viver
as delícias do encontro
que mistura ternura
e esta força
incontrolável
de vontades libertas...
e quero, ainda, a tua boca
em um misto de palavras
incompreensíveis,
beijos e saliva;
quero te amar,
agora,
como poeta e louco,
como homem e amigo,
como seu deus,
como seu tudo...



Ah, tua poesia me invade e tudo é, assim, perfeito... estou louca, como poesia e mulher, como amiga e deusa, como tudo, por ti... Que fogo! Conta-me mais da tua poesia e das fontes da tua humanidade: o que desejas, meu tudo? Quais são os teus desejos, meu homem, meu deus, meu poeta?



Ah, minha poesia,

minha deusa,
meu tudo,
todos os meus desejos
são teus agora
quero sentir as tuas asas

e caminhar
pelo teu corpo
e banhar-te
com o vinho,
e bebê-lo
escorrendo pelo teu umbigo
e no teu jardim;
beijar-te os flancos,

abrindo os braços
para te cobrir de afeto,
e tocar-te

com a palma da minha mão,
abrindo-te
como portas do mar,
e ainda,
tocá-la com meu sopro,
com meus lábios,
com minha língua
e envolver-te
no maior dos encantos
para te fazer sentir
que o amor é o encanto

de liberdade,
de coragem
(sem temores, sem medos ou freios)
mergulhar nos teus poros,

de todos os modos
e meios,
enquanto sussurro

um verso
e uma canção,
feitos de humanidades inteiras,
um gemido poético
e te realizando

como fera e deusa, plenas...
e quero tua boca,

teus lábios,
tua língua,
envolvidos com a poesia,
com meu corpo:
entrelaçados de intensidade
e vida,
de fogo e vida,

para o maior vôo,
o maior gemido e urro
até desmaiarmos

resmungando delícias de nossos delírios...



Quero mais, meu poeta, mais: dá-me mais do teu sabor, dos teus olhos e da tua alma!



Como és maravilhosa,

Poesia minha,
quero-te mais e,
ainda, mais...
e, outra vez,

quando acordares,
vou cantando estas mesmas palavras
porque as terás conhecido, então:
quero a tua boca
em um misto
de palavras incompreensíveis,
beijos e saliva...
quero te amar, agora – e outra vez,
como poeta e louco,
como homem e amigo, como teu tudo...
e todos os meus desejos são teus agora,
quero te cheirar dos cabelos aos pés,
e voltar te beijando dos pés aos cabelos,
e banhar-te com vinho,
e beber o vinho escorrido no teu umbigo
e no teu jardim,
beijar-te os seios,
abrindo os braços para te cobrir de afeto,
e tocar você com a palma da minha mão,
abrindo-te duas portas do mar,
e ainda, tocá-la em cada poro,
com meus lábios,
com minha língua
e envolver você
no maior dos encantos
para te fazer sentir
que o amor é feito de liberdade,
(sem temores, sem medos nem freios)
mergulhar na tua pele,
de todos os modos e meios,
enquanto sussurro um verso e uma canção,
um gemido poético
e vou transformando
esta deusa em mulher plena
porque quero tua boca,
teus lábios,
tua língua,
envolvidos com meu corpo,
entrelaçados de intensidade e vida,
de fogo e vida,
e mais vida, ainda, entre nós...
para o maior vôo, o maior gemido e urro
até desmaiarmos
resmungando delícias
de nossos encontros...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in SCARPE DA DONNA, 2012 (in press)

immagine del dipinto di Josephine Bonì, Sicilia, Italy

1 commento:

Daiane ha detto...

Bravo!

O dialogo entre o poeta e a própria poesia é regado `a intensidade.
Sim...é um dialogo e não profundo, pois esses se transformam em grandes monológoe, e nesses não existe profundidade e nem o vôo poetico, nem o mergulho poético, nem bacialegretti, não há troca, nem poros receptivos, nem rios que correm de almas e corpos que se encontram.
Sim...é um dialogo. Como deve ser o encontro do poeta e da poesia.
ah Poeta-Mestre a sua poesia me leva pro ontem e me projeta ao amanhã. A sua escrita me toca da forma mais profunda que um corpo com alma e poiesis pode sentir.
Sinto, sinto e de novo...
Ler-te renova-me, faz-me calçar borzeguins e dançar...

Baci

Dai