alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 22 febbraio 2012

la bandiera della TERRA


LA BANDIERA DELLA TERRA

Disegnata nel 1969 da James W. Cadle, un fattore dell’Illinois, che ingenuamente sperava di mandarla sulla Luna con l'Apollo 11 Eagle a rappresentare TUTTI i terrestri, ma non aveva fatto i conti con il puerile nazionalismo dei suoi compaesani...
*
*

martedì 21 febbraio 2012

e allora DROGHE TOTALI






e allora DROGHE TOTALI

Della famiglia: patrimonio
res et res - iura in re,
utendi, fruendi, abudenti,
vendere, comprare, scambio;
della famiglia medioevale:
theòs romano e il fuoco sulla piazza,
diavolo e suo combattimento,
signore feudale,
chiesa, militare,
peste, ratti e giudizi di dio:
nell'olio bollente, cittadini bruciando,
crociati dei vigliacchi ...
e della famiglia proletaria:
sudorazione, pane e sangue: prole interminabile ...

sono state create le droghe in tutto il mondo:
droghe multiforme,
droghe mitiche,
droghe monarchiche,
re e regine sangue blu
da fare le barriere nel mondo
con sangue della gente pazza,
droghe di radice, cemento, concreto,
droghe chimiche,
droghe e tabacco,
droghe televisive,
droghe piccole,
droghe più grandi,
droghe incomprensibili:
inferno
cielo
purgatorio
salvezza
verginità...

diavolo, diavoli, demoni,
angeli caduti, pazzi,
vino fatto sangue,
pane fatto carne,
paradiso e vergini,
morte fatta fede,
morte in nome della morte,
in nome della droga
monoteista, politeista,
teocentrica, antropocentrica,
droghe ecumeniche:
follia fatta credenza
mondo per essere disfatto,
cavalieri dell'apocalisse,
bestie, non due, molti bestie,
quadrupedi con le teste
uccidendo il mondo
nella follia dell'oppio...

droghe ideologiche,
droghe dell'oligarchia democratica,
droga fascista cattolica,
nazista protestante,
teocratica musulmana,
e tutti insieme, fanno i loro dèi
e uccidono in suo nome,
dèi ed incarnazione,
ispirati,
risorti
pazzi,
con libretti religiosi della libertà....
droghe del silenzio,
delle droghe dei corpi impilati
nell'ombra delle croci,
in silenzio, tutte le croci,
impressionanti,
papà, mamma e figlioli,
piedi e capi dominando le stessi sedi,
droghe universitarie
vincere, vincere e vincere,
viva i creatori delle droghe tecnologiche!
droghe dei sindacati
con il diritto
ad un fine settimana in spiaggia
sulla strada dei sindacati,
droghe politiche
della sinistra sostenuta dalla destra,
della destra applaudita dalla sinistra,
totalitarismo e autoritarismo
delle bandiere colorate
e mutande perforate, mutande macchiate,
droghe religiosi
(dai mille volti, ma sempre droghe)
droghe per tutta la giornata,
droghe durante tutta la notte,
droghe in mattinata,
droghe sessuali
di plastico,
fiori di plastico,
bocca di plastico,
muscoli di plastico,
cervello di plastico!

e tutti senz'aria
senza gli occhi,
senza audizione o il gusto,
senza contatto oppur odore,
drogati
formali oppure no,
drogati sulla piazza,
drogati di massa,
drogati con piè di pagina,
drogati,
surrogati,
con i libretti in pugno ...
droghe totali
droghe quali!
droghe tali!

Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012

(testo integrale sul Blog Caffè Diritto Poesia)

venerdì 17 febbraio 2012

QUEST'AMORE

QUEST’AMORE

amore
tu sei
acqua, pane, sudore
la mia giornata
tu sei luna nera
bella e amata
occhi vicini – persona vera...
tu sei incanto, amore,
manto ed abbraccio
fior dei fiori
il bacio e vino
giardino e delizia
dal Sud al Lazio
ad amare sul treno
in macchina sulla strada
al bar nella via
alla parete
all'oscuro
n u d a
vestita
all'alba
giornata serena
giorno d’estate
pomeriggio freddo
d’amore e fuoco
il chiaro cielo
all’inferno, inverno,
niente m'importa
urlando in silenzio
ti penso all’amore immenso,
mille volte immergendo
mille volte
volando
al
p
r
o
f
o
n
d
o
del tuo fiore
al
cielo della tua bocca!

Pietro N-Dellova, in SCARPE DA DONNA, 2012

(testo integrale sul Blog Caffè Diritto Poesia)

o livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS


OBRIGADO AMIGOS, GRACIAS AMIGOS, GRAZIE AMICI, THANKS FRIENDS, תודה חברים

Amigos e Amigas, salve!
Obrigado, Gracias, Grazie, Thanks, תודה

Meu livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, publicado em 2009 em convênio entre Ed. Scortecci e Livraria Cultura, caminha, agora, para completar seu segundo aniversário.

Desde o início, este livro me fez conhecer muitas pessoas, reconhecer outras e, também, fazer muitas palestras, participar de muitas noites de vinho e poesia, enfim, trouxe-me grandes alegrias, grandes experiências e grandes descobertas.

Não é um livro de Poesia, mas, a Poesia está lá, entre as linhas, sustentando a prosa, provocando o diálogo, embora se apresente como monólogos. É um trabalho real, nascido de cada dia, de cada experiência, de cada embate cotidiano. Um livro que me fez viver e, com o qual, marquei meu retorno ao mundo literário, depois de quase vinte anos dedicados apenas às pesquisas na Universidade, aos Cursos de Direito e à Consultoria. Um livro que trago com profundo carinho, escrito de aeroporto em aeroporto, de cidade em cidade, entre um café e outro.

Para conhecer a estrutura e alguns trechos do livro, clique aqui http://nardelladellova.blogspot.com/2011/02/estrutura-e-trechos-do-livro-morte-do.html

Algumas pessoas, amigos e amigas, plenos de carinho e afeto, igualmente construído em experiências boas, nos cafés universitários, no pátio das Escolas de Direito (que sempre preferi às salas de professores), nos encontros sinagogais, no apreço gratuito, enfim, no despertar dos sóis e luas, desde o momento inicial, apoiaram, de forma entusiasmada, respeitosa e efetiva, os primeiros passos de publicidade, aquisição e divulgação deste Livro.

Muitas pessoas, não apenas apoiaram este Livro, mas, foram pesquisar, procurar (alguns com êxito) os outros livros meus anteriormente publicados fazia muitos anos – agora esgotados. As mesmas pessoas, ainda, expressivamente inspiradoras, esperam os próximos livros em preparo.

O livro não como projeto, mas como resultado de uma vida, proporcionou tanta coisa boa...

Enfim, não sou um comerciante de livros (nem sei bem como fazer isso), sou apenas um Poeta e um Professor e, em ambos os casos, mergulhado no profundo do que se pode imaginar - e esperar - de um Poeta e de um Professor. E, há em mim o senso substancial do que seja "gratidão". Incomoda-me não ser grato, aliás, incomoda-me imaginar que, por quaisquer atos ou omissões, possa parecer ingrato. A vida é curta demais para não ser grato!

Por isso mesmo, escrevo esta singela homenagem a tantos e a tantas. Esta manifestação de agradecimento e, movido pelo mesmo sentimento de gratidão, enviar um abraço carinhoso (nem sei se conseguirei indicar - e alcançar - todos).

Foram tantas as pessoas apoiando, seja em lançamentos, palestras, divulgação, apoio, música, estímulo e mão estendida, de forma afetuosa, para receber um exemplar deste meu quinto filho mais – agora o mais novo, mas, que não será o último, com certeza...

Sei, finalmente, que por intermédio do Livro estou na casa de muitos e, assim, mantenho o diállogo vivo - eu diria, mantenho o diálogo e vivo - ou vivo por manter o diálogo.

Obrigado, Gracias, Grazie, Thanks, תודה
Um abraço carinhoso, pleno de gratidão, amizade e respeito.

Pietro Nardella-Dellova

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foto: Autografando o livro em New Jersey, USA, uma cidade formada por portugueses, brasileiros, italianos, entre outros.

*A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci/Livraria Cultura, 2009, 312 p..

(o livro pode ser adquirido, além de pela Livraria Cultura, pelo e-mail: professordellova@libero.it)

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foto acima: Lançando e Autografando o livro em New Jersey, USA, uma cidade formada por portugueses, brasileiros, italianos, entre outros.

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foto abaixo: o livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci/Livraria Cultura, 2009, 312 p..




mercoledì 15 febbraio 2012

IL SESTO GIORNO: LA MALATTIA, I PARASSITI ed il FETO



IL SESTO GIORNO:
LA MALATTIA, I PARASSITI ed il FETO

(...)
lo stato è una malattia ei governi (di qualsiasi colore), i politici, le religioni e le banche sono parassiti;
nel frattempo, l'umanità, annegata nel sesto giorno, è un feto che non nasce - un feto morto.
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
(Blog Caffè Diritto Poesia)
*
*
*
(...)
o Estado é uma doença e os governos (em qualquer cor), os políticos, as religiões e os bancos são parasitas;
enquanto isso, a humanidade, afogada neste sexto dia, é uma feto que não nasce - um natimorto!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012

(Blog Caffè Diritto Poesia)

mercoledì 8 febbraio 2012

il PROGRESSO ECONOMICO: una MENZOGNA (o progresso econômico: uma mentira)


IL PROGRESSO ECONOMICO: UNA MENZOGNA

(...)
Il discorso di progresso economico è una menzogna ed è un affronto agli esseri umani:
consiste nella vendita e l'acquisto di roba di rifiuto insieme all'ingiustizia e all'esclusione sociale!
Ed è anche un culto masturbatorio per il dio denaro!
...e questo dipende del mito dello Stato e del Governo!

L'unico vero progresso (senza discorso) è quelo dell'umanità:
dell'essere umano libero, del bene, integrale, dialogico, d’amore e della solidarietà!
...e questo dipende dalla riscoperta originale dell'Anarchia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

*
*
*

O PROGRESSO ECONÔMICO: UMA MENTIRA
(...)
O discurso de progresso econômico é uma mentira e uma afronta aos seres humanos:
consiste na venda e compra de coisas inúteis ao lado da injustiça e da exclusão social!!
É, também, um culto masturbatório para o deus dinheiro!
...e depende do mito do Estado e do Governo!

O único progresso (sem discurso) é aquele da humanidade:
do ser humano livre, do bem, integral, dialógico, de amor e da solidariedade!
...e isto depende da redescoberta original da Anarquia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
*

il mondo ed il sottomondo (o mundo e o submundo)


IL MONDO ed il SOTTOMONDO

(...)
prima, molto tempo prima,
l'aria, la terra, il fuoco, l'acqua e l'elemento femminile,
formarono il mondo,
mondo libero, mondo senza frontiere,
un mondo dialettico, un mondo in trasformazione,
un mondo reale, un mondo giardino,
un mondo tutto da capire,
un mondo di vita e bellezza, gioia e soddisfazione,
un mondo d'amare, per sempre!

dopo, molto tempo dopo,

la menzogna, l'ignoranza, la religione, "il pecus", e l'elemento maschile,
hanno formato un sottomondo
che si propone come mondo
e disprezza il mondo prima,
sottomondo della schiavitù, sottomondo delle mura e limiti,
ma è un mondo sotterraneo, mondo-sottomondo-fogna
un mondo di disillusione, un mondo bloccato
un sottomondo da terminare, finire,
un sottomondo di morte e di terrore, amarezza e dolore,
un sottomondo ad essere odiato, finché dura!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012



O MUNDO e o SUBMUNDO

(...)
antes, muito antes,
o ar, a terra, o fogo, a água e o elemento feminino,
formaram o mundo,
mundo livre, mundo imenso,
um mundo dialético, um mundo em transformação,
um mundo real, um mundo jardim,
um mundo para ser compreendido,
um mundo de vida e beleza, delícia e contentamento,
um mundo para ser amado, sempre!

depois, bem depois,

a mentira, a ignorância, a religião, o “pecus” e o elemento masculino,
formaram um submundo,
que se apresenta como mundo,
e despreza o mundo de antes,
submundo de escravidão, submundo de cercas,
é um submundo, mundo-submundo-esgoto,
um mundo de desencanto, um mundo aprisionado
um submundo para ser denunciado,
um submundo de morte e terror, amargura e aflição,
um submundo para ser odiado, enquanto durar!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
*

*
(o mesmo tema no livro

A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS,

na Livraria Cultura)

lunedì 6 febbraio 2012

א־י (alef-yod) POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA

immagine dell'opera di Roberto Ferri, Italia




א־י

POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA
(de Alef a Yod)
Pietro Nardella Dellova
א
Que coisa Linda:
Uma mulher sentada ao Sol
Com seus cabelos
Reluzindo
A graça de um dia feliz!
ב
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres perfeitos e jamais morrem,
Possuem almas dentro dos corpos
E nas vozes trazem a paz – a serenidade;
E nos olhos o encanto – são caminhos;
Estranhos caminhos os olhos femininos!
E nos lábios o fogo – chamas que se não apagam;
E nos seios o aconchego – sono tranqüilo,
E o delírio assaz – sede e procura.
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres que jamais morrem
Possuem almas dentro dos corpos
E nas mãos a magia dos carinhos
(indelével graça, indelével sonho)
E em todos os corpos uma dança
(melodia humana e suave poesia)
Como se fossem instrumentos afinadíssimos
Criando sons harmônicos e constantes.
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres que jamais morrem
E possuem almas dentro das almas
Que lhes deixam certas de que haverá,
De que sempre haverá – desesperado –
Um poeta amando apaixonadamente
A cada uma delas com poesia e graça.
ג
Sou o homem que o perfume leva
E busca a mansidão nos gestos,
Sou aquele que desfaz toda treva
Dos olhos de seres puros e infestos.
Sou o homem que admira a beleza
E se encanta com facilidade,
E sabe onde está a poesia e leveza:
Presa e oculta na meia idade.
Sou o homem que a tudo enxerga
Que a tudo ama, e que a tudo liberta,
E diante do olhar terno se enverga
E diante do carinho deixa a porta aberta.
Sou o homem despreocupado com sentenças
De qualquer natureza, de qualquer sociedade:
E se se conhece amor, não importa a crença
Que cria: o amor é verdade!
Sou o homem que ama a mulher bela
E decidiu seguir sempre por esta direção
E que a afaga com ternura e vela
Com seu brilho a constante inspiração.
ד
Na sua boca vermelha tenho o gosto
Da poesia, e da maciez do seu rosto
O enlevo ao mundo dos carinhos todos...
Nos olhos a simplicidade dos mistérios
Encontro, e da fala os refrigérios
De que a alma necessita sempre...
São seus gestos, e seus modos. Seu perfume.
Que me fazem viver o tempo inteiro
Desejando a poesia
E pensando como seria amar completamente
Sem o tempo perdido no queixume
Sem as loucuras de um mundo doente...
ה
Os olhos da mulher que ama
Insinuantes e graciosos,
Os amorosos versos do seu rosto
E o gosto de estar com ela...
Os olhos da mulher que ama...
E cante-se alto este poema!
E esprema-se o cérebro de ânsia
E a infância se despeça aos gritos
Destes mitos que se formam
E tomam os atos espontâneos...
Que olhos! Os olhos da mulher que ama
Que tanto dizem aos vazios
E sabem quando chego ansioso
E sabem quando parto triste...
São olhos de mulher que ama
Os olhos da mulher que ama,
Que brilham, lânguidos e fitos,
Ao meu toque e traduzem
A poesia do corpo e alma
Quando piscam e reluzem.
Os olhos da mulher que ama
São grandes feito céu
E de tão grandes que se fazem
Adentrei pelas pupilas
Dilatadas com todos os meus versos.
ו
Não durma agora
Antes de ter certeza
De que viveu este dia
Na plenitude e na intensidade,
Porque este dia não renasce,
E não retorna, e não se faz novo;
Este dia desaparece
Para outro dia nascer,
Mas, como viver o outro dia
Se não viveu este com graça?
Não durma agora,
Apenas, porque todos
Dormem agora,
Porque disseram que agora
É a hora de dormir...
Não!
Não durma agora
E tenha certeza plena
De que viveu esta vida plena
Na plenitude deste dia pleno.
ז
Vem cá,
Sente-se de qualquer jeito e sem pressa
E sinta cada segundo terno do meu olhar
Acreditando em cada lágrima que escorrer;
Não se apresse, e não se preocupe,
E não envelheça sem viver estes instantes
E não passe este dia insensivelmente
Sem descobrir por que ele existe...
Sente-se aqui e recline-se sobre o meu lado
E direi o quanto vale a amizade e o beijo
o quanto vale a voz sincera enternecida
E descobrirá, jubilosa, o que é o agora...
Vem cá,
Sente-se de qualquer jeito e sem pressa
E conduzirei você à estranha sensação
De ser gente.
ח
É bom quando se recebe
Um café com carinho
Um doce com carinho
Um beijo com carinho
E a própria espontaneidade
Revestida de carinho pleno
(e é bom todas as cousas)
Que se recebem com carinho
E as que se fazem simples
Com carinho simples...
Ninguém sabe destes carinhos
Como dilatam a própria alma
E enchem espaços vazios e tristes
Com a luminosidade do encanto
(a graça da própria graça plena)
Ninguém sabe destes carinhos
Por que tão profundamente atingem
Lugares inacessíveis ao pensamento
E atingem regiões desconhecidas
E dali simplesmente refulgem...
ט
Mulher, amo!
E disso tenho a plenitude...
Venha a esta fonte de calor e afagos,
De poesia que não questiona,
Retirar o seu mantimento e braço terno
Para sentir um prazer sem termo...
Não traga amor se não tiver
Nem presentes para a troca
Nem sua paga...
Não traga a reciprocidade
Nem agradeça ao sair, apenas,
Calada, traga seu vaso
Para enche-lo neste transbordamento
E não pergunte se é estranho
Eu ter amor incondicional...
י
Há em mim um homem
Em cuja mão está a bênção
-a unção do Universo-
A busca do intenso verso
Tresloucado e liberto
Em que pensam
Os caminhantes de sonhos...
Há em mim um peito aberto
De remoto tempo amante
Das cousas estranhas e pequenas
Da vida mais distante,
Que tanto se abre amiúde
Que tanto recebe
E mitiga
E afaga
E ilude...
Há em mim um homem apenas
De lágrimas constante
E sorriso incompleto
Que busca incessante
A porta que se abre ao infinito,
O grito que vibre
O espaço deserto
E o encha de sons
E flores
E amores,
Muitos amores
Muitíssimos amores!
.................
Sou uma voz na madrugada
Que não busca a amada tão-somente.
Esta voz misturada à lágrima
Que grita
Aflita
Sem descanso,
Busca o Eterno!

*
© Pietro Nardella-Dellova, in VARIOS LIVROS (Livraria Cultura)

*
© copyright do autor
© Estes textos foram publicados, originalmente, nos meus Livros:
AMO” (1989)
NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE" (1989)
"ADSUM" (1992),
FIO DE ARIADNE” (1994),
A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS” (2009)
Pelas Editora L & S e Editora Scortecci, 1989-1992
(Livraria Cultura)

sabato 4 febbraio 2012

BACIMILLEBACI ou, PORQUE HÁ MULHERES QUE PORTAM A LUA


BACIMILLEBACI ou, PORQUE HÁ MULHERES QUE PORTAM A LUA

Pietro Nardella-Dellova


Há mulheres que são amadas. Mas, há aquela mulher muito amada - amada assim, de fotografar, de voar, de transpirar noite adentro. Amada de cantar e dançar, amada de não compreender, amada de gemer à distância, amada de resmungar. Amada de sorrir – e rir, gargalhar. Amada de não descansar. Amada na varanda, amada na cobertura, amada no sofá, amada no banquinho, amada à direita da cama, amada à esquerda da cama, amada aos pés da cama, amada ao lado da cama, amada sob a mesa, ao lado da mesa, na cadeira.

Há mulheres que são amadas intensamente. Mas, há aquela em que a intensidade é apenas um detalhe, porque ela tem o fio da feminilidade com o qual poetas não se perdem em seus labirintos!

Há mulheres que são amadas, tão amadas, que não importa qual o vinho que se leve à boca, elas serão sempre melhores. Porém, há aquela que por ser assim, tão mais amada, o vinho e a água se misturam em alquimia, porque é mulher que faz água na boca e vinho sob seus pés!

Há mulheres, muitas mulheres, mulheres amadas que cabem no bolso ou entre as páginas de um livro. Mas, há aquela que cria a sensação de que não cabe na eternidade, porque seus beijos acontecem apenas em cada um dos universos de cada pupila, de cada poro e de cada toque – é mulher-sol!

Então, são mulheres que se despem como se fizessem música, mas, há aquela que se despe na entrada (ou na saída) do aeroporto e nunca mais usa quaisquer tecidos, porque a ela foi dado o poder de ser música e poesia - a um só tempo. O poder de ir e vir, e de segurar na mão de deuses! Ela abre suas asas, seus lábios, seus olhos e vai escrevendo nas nuvens com o sopro de sua boca que existe um amor sem fim e um modo de amar sem fim, de um “tiamosenzafine” que mistura alguma nota de Piaf com a graça de Giorgia e a energia de Pausini...

Há mulheres com as quais amar significa, antes de tudo, dar sentido às letras, às notas, aos sons, aos parágrafos, aos paraísos. Mas, há aquela, assim, tão amada, que as letras, as notas, os sons, os parágrafos, vão se perdendo no paraíso da sua pele. Porque as mulheres amadas, as muito amadas, têm sua pele como tecido a ser beijado, mas, esta, além da pele a ser beijada, tem pintinhas, milhões de pintinhas, pintinhas que formam desenhos, e formam letras, e palavras, e caminhos. Pintinhas que levam aos seios, ao fogo, ao abdômen, às costas e, por isso mesmo, os beijos se multiplicam e se tornam uma bênção única e indecifrável!

Por isso mesmo aquelas mulheres amam, mas, esta, ama e abençoa, porque o seu amor é uma unção, um nascer, um curar, um colorir, um florir. Com aquelas se buscam flores e com esta planta-se um jardim!

Há, enfim, mulheres cujos beijos marcam como fogo em um instante. Mas, há aquela, cujo beijo não termina, beijo multiplicativo, beijo que une todos os cantos do mundo e os cantos da boca, beijos mil beijos em um, “beijosmilbeijos” que partem a terra ao meio!

© Pietro Nardella-Dellova, in SCARPE DA DONNA, 2010
*

venerdì 3 febbraio 2012

Perché Odio le Banche (porque odeio os bancos)


PERCHÉ ODIO LE BANCHE
(...)
Perché tanto odio le banche?

Perché ho trovato la mia intelligenza e la mia poesia, nel sangue, sudore e immondizia sociali, creati dalle banche!
(...)

Pietro-Dellova Nardella, 2011

*
*
PORQUE ODEIO OS BANCOS
(...)
Por que odeio tantos os bancos?

Porque encontrei a minha inteligência e minha poesia, no sangue, suor e lixo sociais, criados pelos bancos!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, 2011

: SEUSOLHOSAMANHECEMSETECÉUSAZUIS: Sabe Mergulhar?


Sabe mergulhar?
Tem fôlego para ir ao fundo,




onde apenas seres de verdade se encontram




e se descobrem,




onde pérolas se fazem com o ritmo do tempo




sem pressa e sem contas?




Se nada sabe de Poesia e se não tem fôlego




nem coragem,




não poderá mergulhar com o Poeta




nem dialogar diante de quem estende a mão




para o movimento musical.




Mas, quando pensar na pérola,




vencerá o medo,




e a Poesia se intensificará em seu corpo




e lhe dará vida.




Seus poros respirarão dentro das águas profundas.
Não é uma lição




– é um fogo de vida e intensidade!
O Poeta não ensina – o Poeta vai!




Ele leva você a ver do alto, a voar alto,




a mergulhar, a mergulhar ao fundo.




Quer a lição ou o voo?




Quer o conceito ou o mergulho?
A mágica da Poesia




é receber asas de águia, para voar alto




- quer?
E receber fôlego,




para mergulhar com o Poeta ao fundo,




e encontrar pérolas – quer, também?
Então, se você ouvir a Poesia
e descobrir de que são formados os beijos do Homem-Poeta,
descobrirá a sua Poesia-Mulher,




e pedirá para voar alto, bem alto.




E para ver as pérolas




que lhe fazem falta ao fundo,




se vencer o medo do profundo.
Tuoi
occhi
sono
miei
occhi,
quem dera,
principessa,
pudesse contar tranquilamente,
sobre os dias
daquele tempo distante,
daquela terra remota, da dor bastante,
e desatar as cordas que prenderam
o suspiro de vida da tenra idade.
Ah, não houve Poesia:
houve gritos que se encravaram em mim
quando fomos partidos pela mão da maldade...
eu estava ali, preso a correntes que arrastaria tanto,
ouvindo a gritaria e a loucura da turba insana:
nada parece mais triste:
você presa e no ventre o prêmio do meu amor,
e o silêncio do algoz...
eu estava ali, preso, e no peito um grito seco.
(e esta foi a pena do meu amor)
e você sem voz, sem canto e sem vida,
desfeita
em
chamas...
atravessei aquelas chamas que levaram você e o seu ventre
e viajei por desertos, e mares, e cidades, e tempos
e trouxe no peito a marca do amor distante e a dor,
porque em cada tempo
deixei parte da corrente,
mas, as minhas roupas não envelheceram...
principessa
o vinho que hoje bebo
na sua boca dispensa
taças.
Enquanto a noite não vem, desenharei as asas
que erguerão você ao alto, para o bem alto,
e juntarei o ar de que precisa para o mergulho.
E, se o Poeta estender a mão, diria:
sim, Poeta, quero voar alto – leve-me!
Sim, quero mergulhar fundo, leve-me.
Leve-me às pérolas, porque preciso de pérolas.
E, se o Poeta levasse você, perderia o fôlego e as asas?
–Não, não perderia,
leve-me ao alto porque preciso de plenitude.
E se você perder as asas, será trazida de volta à terra.
E, se perder o fôlego, será trazida de volta à superfície.
Porque os beijos têm diferentes faces,
e cores,
e sabores,
e duração,
e profundidades,
e energias,
e tessituras,
e geografias...
Nos
seus olhos
amanhecemsetecéusazuis
e
doismaresesverdeados
que a alma espelha...
e entre seus cabelos de alva,
feitos véus dourados
descubro o rosto suave e mudo,
tanto beijado,
e os lábios que se abrem em flor,
vermelhos,
ao amor,
ao beijo,
ao sorriso – ao sonho e tudo!
ah querida, não passe o tempo, ainda!
nãodesfaçaaexistênciaonossoninho..
ficasse eu beijando a sua boca neste dia,
acariciando a sua face,
de amor rosa – e linda,
bebendo no cálice do seu umbigo
o vinho e a água,
e voz rouca, numas horas fugidias,
cantando e amando,
explodindo,
e ser riso e ser desejo que arde,
e um beijo colado, único,
que não finda no entardecer
porque no seu abraço
(em que me faço homem que ama)
aperto o laço – para sempre – de jogo,
e vida,
e ternura,
por que dura o fogo ao meio, e o perfume:
o anseio, em que venço o tempo
na tessitura da sua pele
agora ungida, do seu corpo,
jardim de flores únicas,
porque repouso,
tranqüilo, no seio do afago...
e tê-la, nua e úmida,
é Poesia que trago para sempre!
ah, principessa,
o seu corpo
pleno-luz,
insinuante e aberto,
rosado e gracioso,
sem túnicas,
é suave brisa que vivo em
noite de estrelas, esperando que os olhos
amanheçam
em sete
céus azuis
e dois mares
esverdeados.
*
Pietro Nardella-Dellova,




in A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS




E OUTROS MONÓLOGOS.




Ed. Scortecci, 2009, pág 61-68
(disponível pela Livraria Cultura)




*




*

SCARPE DA DONNA ou, PORQUE É PRECISO DANÇAR







SCARPE DA DONNA ou,





PORQUE É PRECISO DANÇAR
Pietro Nardella-Dellova






Ela entrou pelos corredores apressadamente e foi deixando os sapatos pretos pelo portão. Era preciso libertar-se, e era preciso despir-se completamente deles em busca de ritmo sensual, de vida e música, de olhos que enxerguem e percebam a delicadeza dos pés soltos – porque em cada dia ela precisava do caminho que a levasse a si mesma. E ela tinha os pés, os pés finalmente desnudos na poeticidade plena, e dela – somente dela - e não tinham marcas nem correntes.

Aqueles sapatos lançados ao chão resmungaram uma voz concentrada, como se fosse possível ouvir por intermédio deles uma voz musical distante, mas, intensa. Porque há mulheres que usam os pés para dançarem, mas, outras, usam-no para primeiro gemerem e, depois, se libertarem e darem o salto que as tire da cola asfáltica e o impulso que arrebente paredes – e muros.

É preciso ver, e enxergar, quando uma mulher tira os sapatos e os lança em qualquer canto, em qualquer chão, em qualquer lugar, ainda que tenha que pisar em solo causticante e refrescar os pés em pano umedecido, pois existe aí uma voz, um grito, uma provocação ao diálogo, daqueles diálogos de enfrentamento, de contato com o solo poético e humano, enfim, para ser o encontro com a música feito dança – a música dos pés libertos!

Sapatos lançados ao chão funcionam como as claves musicais, sobretudo, se forem pretos, pois abrem e norteiam a partitura - indevassável aos mórbidos, irreconhecível aos indolentes, inexpressiva aos cegos e impossível aos que passam, insensíveis, diante de uma mulher que se desnuda, assim, em busca da plenitude.

Quem tira os sapatos busca a leveza e o conforto de um ato libertário – busca o mar, e busca a brisa, e busca o estado de comunhão, e busca a poesia, e busca aqueles olhos que enxerguem, e busca o espaço, e busca o vento, e busca a tempestade, e busca o toque das mãos feito escultura renascentista.

Em algum ponto dos pés femininos começa o paraíso!

Ela, então, agora descoberta mulher, tirou os sapatos e os manteve ali, jogados, feito símbolo de resistência, marco de libertação, desenho melódico, expressão de inteligência, convite ao encontro dialógico pleno. Esta mulher tirou os sapatos em busca da pele, dos poros e do corpo – em busca da alma que transita pelas veias, da vida que organiza os músculos e arrebata os seios, da luz que cintila nos lábios e faz dilatar as pupilas.

A mulher tirou os sapatos porque as asas não estão em suas costas, mas, nos pés – e ela buscou asas em seus pés que a levassem para as cabanas alpinas, para beber na mão da Poesia ou, quem sabe mais próximo, ao alcance de um dedo, nas vias e pousadas andinas ou, simplesmente, para o risco de um verso possível no encontro de gente e seres apenas.

Esta mulher, tão próxima assim, com os pés soltos – sapatos jogados - pisaria uvas com intensidade, cantando e dançando por toda a noite. Ela ergueria os vestidos para pisar uvas ainda mais profundamente e, ao amanhecer, lançaria mais uvas ao lagar e continuaria cantando alegremente com os vestidos levantados, mergulhada em vinho e poesia napolitana.

6 de Iyar, 5770

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, leciona Direito Civil e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009). Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

Porque há mulheres que são belas e poéticas, mas


(...)
Porque há mulheres que são belas e poéticas, mas, algumas são belas, poéticas e inteligentes,
e as que são, a um só tempo, belas, poéticas e inteligentes, não vendem seu tempo aos vermes, não lambem os cães e nem se permitem aos crápulas da terra.
Estas são as mulheres que enxergam, sentem e pensam e, por isso mesmo, encontram filósofos e poetas;
E quando encontram homens assim, a vida se transforma em festa, o vinho é posto sobre a mesa e a música ecoa madrugada adentro com o talhe dançante de corpos que levitam...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, " השילמית A Sciulamith, porque a beleza, poesia e inteligência encontram-se nela ", in A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009, p 275 (Livraria Cultura)


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*

Procedimento Interpretativo

porta della mia Sinagoga Scuola, Lazio, Italia











(...)
in ogni caso è indispensabile il PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, impedito completamente, non quando qualcuno, per motivi fisici, ha uno, due o tutti i sensi, ostacolati, no ...
ma completamente impedito quando qualcuno ha uno, due o tutti i sensi impermeabilizzati.

... è qui inizia, poi la stoltezza!



(...)

Pietro Nardella-Dellova, il testo ILl PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, Facoltà di Diritto dell'USP, 2000
*
*
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(...)



em todos os casos e' preciso um
PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO,
impossibilitado completamente, não quando alguém, por razões fisicas, tem um, dois ou todos os sentidos obstaculizados, não...
mas, impossibilitado completamente quando alguém tem um, dois ou todos os sentidos impermeabilizados.

... e' ali que começa, então, a ESTULTÍCIA!



(...)

Pietro Nardella-Dellova, in texto PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, USP, 2000

La Cosa che Porto con me? POESIA

POESIA



La cosa che porto con me?

Porto la Poesia!
Poesia che mi insegna il cammino in ogni poro!
La Poesia che mi insegna la terra, l'aria, l'acqua e il fuoco ...
... La Poesia che mi fa vedere: Poesia per ribellarsi!

Ma la Poesia ch'io porto con me è anche una spada!

© Pietro Nardella-Dellova,


in Lettera di Viaggio, 2012

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POESIA



A coisa que trago comigo?

Trago a Poesia!
Poesia que me ensina o caminho em cada poro!
A Poesia que me ensina a terra, o ar, a água e o fogo...
A Poesia que me faz enxergar: Poesia para eu me rebelar!

Mas, a Poesia que eu trago comigo também é uma espada!

© Pietro Nardella-Dellova,


in Lettera di Viaggio, 2012

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o povo (ou deveria dizer:massa)


(...)
O povo (ou deveria dizer: massa) não pode, e nem quer, enxergar um pouco mais adiante. Está tão preso na obscuridade de suas religiões, de seus mitos, de seus santinhos, de suas trindades enlouquecidas, de seus messianismos multifacetados, de suas crendices, e acredita tanto nestas e noutras besteiras (a que cegos e loucos chamam fé), embora sejam mentiras de seus líderes (quaisquer líderes comumente ensandecidos, vorazes, destruidores, opressores, sanguessugas, aproveitadores, estelionatários, tiranetes)

Por isso mesmo, acredita tanto na sua Religião como no poder libertador do Estado e acredita, por equívoco, que vestido de vermelho, o Estado o emancipará, quando na verdade, seja de azul, verde, amarelo ou vermelho, o Estado é sempre a mesma lança contra o peito humano! O Estado, não importa a roupa que use, é sempre o monstro dos mares, o maldito Leviatã insaciável de vidas e sangue!

O povo (deveria dizer massa) acredita, assim, em teologias que não se sustentam por cinco minutos de dialética, em governos de quaisquer regimes para, finalmente, ser jogado em vala comum.

Este povo (a massa) não é livre. Dia após dia, cumpre seu papel (de não ter papel nenhum), de continuar servindo, como sempre serviu - ser vil!

A massa, escrava e aprisionada, não será livre pela Educação, muito menos pela que se vende em supermercados educacionais. A Educação que dizem libertar é, também, um mito e um deus capitalista e burguês, usado mormente pelos opressores!

A massa será povo. E o povo será gente. E gente será pessoa, com discernimento e vontade real. E a pessoa será um ser humano que se baste no processo de liberdade, no fogo libertário. Primeiro deve ser livre – um ser humano livre! E livre, este ser humano (que nunca mais será jogado no conceito de povo e reduzido ao de massa) poderá educar-se para compreender a si mesmo e para compreender o outro, não como um cidadão (algema de quem jura bandeira, morre e mata por ela), mas, como um Tu!

E, assim, não haverá mais estelionatários com a Bíblia ou Constituição na mão, e nunca mais alguém ouvirá falar de Religião ou de Estado, apenas de Paz e Felicidade!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
*

COS’È DIO?


COS’È DIO?

(...)
se me lo chiedi che cosa è Dio,

risponderò:
dieci volte dal nulla!
ma,
se chiedi cosa penso di quanto si parla di Dio,
rispondo,

senza timore di sbagliare:
Tutti i discorsi intorno a Dio

sono

sei volte dell'ignoranza,

due di bugia

e una dell'oppressione dell'uomo sull'uomo!
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in DERECH, 2012

*
*
*

O QUE É DEUS?

(...)
Se me perguntar o que é Deus,

responderei:
Dez vezes do nada!
Mas,
Se perguntar o que penso de tudo quanto se fala de Deus,
Repondo,

sem medo de errar:
Todos os discursos referentes a Deus são

seis vezes da ignorância,

duas de mentira

e uma da opressão do homem sobre o homem!
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in DERECH, 2012

AGLI AMICI/AMICHE - AOS AMIGOS/AMIGAS : GRATITUDINE/GRATIDÃO



AGLI AMICI/AMICHE - AOS AMIGOS/AMIGAS :
GRATITUDINE/GRATIDÃO

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Agli amici, cari, vicini, costante; e alle amiche, care, vicinissime, costante: LA MIA GRATITUDINE, PROFONDA GRATITUDINE,
per tutto questo tempo, per il sostegno al mio lavoro, al mio Blog ed i miei libri e testi pubblicati affettuosamente qui!
Ogni parola d’affetto, ogni commento, ogni dialogo, ogni condivisione, ogni manifestazione umana, infine per tutto che abbiamo bisogno per continuare in una direzione!
Quest'anno ho lasciato la mia patria per trovare così tante patrie, alla scoperta di nuove persone e nuovi amici, al nord e al sud...
Che bella cosa!
Un abbraccio caloroso per tutti in qualsiasi parte del mondo che abitiamo.
Nel 2012 avremo notizie per la gioia di tutti!

Pietro Nardella-Dellova
E-mail. Prof. Dellova: professordellova@libero.it
Indirizzo del Blog Caffè Diritto Poesia: http://www.nardelladellova.blogspot.com/


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Aos amigos, queridos, próximos, constantes; e às amigas, queridas, muito próximas, constantes: A MINHA GRATIDÃO, PROFUNDA GRATIDÃO,
por todo este tempo, pelo apoio ao meu trabalho, ao meu Blog e meus livros e textos publicados carinhosamente aqui!
Cada palavra de afeto, cada comentário, cada diálogo, cada compartilhamento, cada manifestação humana, enfim, por tudo que precisamos para continuar em uma direção!
Este ano deixei minha pátria para encontrar tantas outras pátrias, para descobrir novas pessoas e novos amigos, ao norte e ao sul...
Que coisa linda!
Um abraço fortíssimo para todos em qualquer lugar do mundo que habitamos.
Em 2012 teremos notícias novas para a alegria de todos!

Pietro Nardella-Dellova
E-mail. Prof. Dellova: professordellova@libero.it
Indirizzo del Blog Caffè Diritto Poesia: http://www.nardelladellova.blogspot.com/


la Poesia BELLA AL SUD e canzone LIBERAZIONE nella voce di Paolo Filippi



Esposizione della mia poesia BELLA al SUD e la canzone da Paolo Filippi LIBERAZIONE nella stessa voce di Paolo Filippi, grande musicista e Maestro siciliano!!! Ascoltare!!!

BELLA al SUD

(...)

conosci questo volo,
principessa?
e cantare,
e volare,
e vivere,
e andare verso al sole
e poi trovare la luna,
conosci questo sole
e questa luna,
principessa?
e abbracciare l’alba,
e camminare verso delle accque e baci,
conosci l'acqua del bacio senza fine,
principessa?
e volare al cielo della tua bocca,
e conoscere la terra,
il giardino,
la poesia,
la musica
ogni momento del nostro volo,
conosci la poesia,
la musica: volo d'amore,
principessa?
ed ancora
volare al sole
per tutta la giornata,
alla luna
per tutta la notte,
all’amore
per tutta la vita
di un bacio al centro di te,
conosci il tuo centro,
principessa?
e vivere la vita di ogni giorno,

perchè vogliamo il sole, la luna e i nostri amori al volo senza fine....

(...)

*
Pietro Nardella-Dellova, aprile 2011, in "BELLA al SUD PER AMARE SENZA FINE"

Bella, a Vida em Cada uma das Estações ou, PEQUENO TEXTO PARA COMPARTILHAR


BELLA, A VIDA EM CADA UMA DAS ESTAÇÕES
OU, PEQUENO TEXTO PARA COMPARTILHAR

(...)
Não decida alguma coisa para a vida inteira, não decida pensando que seja para o resto da vida!

A vida não é uniforme, não é constante, não é um rio que se arrasta no deserto. A vida é violência, é mudança, é queda, é onda, é variação, é "devir"!

Decidir algo pensando na vida inteira ou, pior ainda, para o resto da vida, é um ato de imaturidade, de infantilidade e de perdição: o dia de amanhã não se chamará "a vida inteira", e mil variáveis, inclusive o acaso, interferirão no teu caminho!

Decida, sim, por etapas. Decida apenas até onde os teus olhos alcancem.

Não decida por profecia, prognósticos, advinhação ou pela vontade de alguém que tenha o poder: seja ele o teu irmão mais velho, teu pai-mãe, tua mãe-pai, o filho-vampiro, o filho-chefinho-pode-tudo, seja o prefeito, o governador, o presidente do teu país ou o presidente do país mais poderoso que o teu (e, muito menos, por quem te "deglutir" - real ou virtualmente - seja homem, mulher, gay ou fake (cônjuge, convivente, concubino, homoafetivo, virtual ou "por acaso") e, também, menos ainda, pela palavra do teu pastor, padre, rabino, pai-de-santo, médium (e respectivos espíritos doidos), mulá, guia espiritual, patrão, político (de direita e de esqueda), mensageiro, psicanalista, o juiz, o cabeleireiro, o promotor, o advogado, o escrevente, o oficial de justiça, o xerife, o aluno-monitor, o representante de sala-com-lista-abaixo-assinado, o zelador e outros usurpadores, tiranetes)

Rebele-se diante do poder em qualquer instância (na mesa, na praça, no sindicato, na prefeitura, no palácio, no fórum, no escritório, na escola, na ONU, na cama, no carro, no motel, no sofá, na boite, na internet, na igreja, na sinagoga, na mesquita, no centro, na loja, na academia, na diretoria, no salão, no condomínio, no grupo de estudo, no DP, no DA e no divam), pois todos eles, no que você chama "a vida inteira" ou "o resto da vida", te deixarão na tumba, sob terrinha e pedrinhas ou, feita em pó lançado ao vento.

Liberte-se pequena. Viva a vida, Bella. Viva-a em cada uma das suas estações!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
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FADUSP: Maestría en Derecho Romano y Sistemas Jurídicos Contemporáneos


Excmo. Sr. Profesor,

Of./cmdr nº 20120802

São Paulo, 14 de febrero de 2012.


La Facultad de Derecho de la Universidad de São Paulo ofrece, en el ámbito de la integración jurídica de América Latina y de la difusión del Derecho Romano común, el primer curso de Maestría en Derecho Romano y Sistemas Jurídicos Contemporáneos.

Le solicitamos que empeñe sus esfuerzos para seleccionar e indicar candidatos, recién graduados y alumnos con vocación para la investigación y la docencia del Derecho Romano, a fin de que se inscriban en el proceso de selección, el cual es abierto a brasileños y extranjeros.

El curso es público y gratuito, ofrecido por la tradicional Facultad de Derecho de São Paulo a titulares de diploma de enseñanza superior (especialmente de Derecho).

Para la selección, se estimula la lectura previa de un buen manual de Derecho Romano (en su propio idioma) y una comprensión instrumental de la lengua portuguesa, hecho naturalmente ya difundido entre los estudiantes hispanohablantes.

La inscripción para el proceso de selección puede ser hecha electrónicamente, conforme se lee en la convocatoria, en el sitio http://www.direito.usp.br/ , en la página http://www.direito.usp.br/pos/arquivos/edital_fd_pos_sel_01_2012_esp.pdf

Como se sabe, hay gran necesidad de estudios romanistas y de docentes de Derecho Romano para América Latina, especialmente como factor de integración jurídica, de resistencia cultural, de profundización del ius gentium contemporáneo y de renovación de la contribución científica de los principios, de la terminología y de las normas propias del Sistema Jurídico Romanista, base común de toda América Latina y de diversos países del mundo.

Con el objetivo de suplir esa laguna esperamos que, por medio de su valiosa colaboración, los jóvenes de su facultad que posean vocación para la diplomatura en investigación y docencia de Derecho Romano reciban el debido estímulo.

El curso será dictado en portugués, español e italiano, considerando el carácter universal latino y las instituciones que, bajo convenio, participan integralmente de la presente iniciativa con la Universidad de São Paulo: la ASSLA – Associazione di Studi Sociali Latinoamericani (Asociación de Estudios Sociales Latinoamericanos), la Unità di Ricerca “Giorgio La Pira” del Dipartimento di Identità Culturale del CNR (Unidad de Investigación “Giorgio La Pira” del Departamento de Identidad Cultural del CNR), el Corso di Alta Formazione in Diritto Romano - Università degli Studi di Roma “La Sapienza” (Curso de Alta Formación en Derecho Romano – Universidad de los Estudios de Roma “La Sapienza”) y la URBS – União dos Romanistas do Brasil (Unión de Romanistas Brasileños).

Juntamente con los docentes de la Universidad de São Paulo, el curso será dictado por diversos docentes invitados, bajo los términos de los convenios establecidos con las referidas instituciones.

Asimismo, un convenio especial con el Curso de Alta Formación en Derecho Romano de la Universidad de Roma “La Sapienza” garantiza que eventuales créditos obtenidos por el candidato en el referido curso puedan ser aprovechados en el presente curso de Maestría en Derecho Romano.

BECAS DE ESTUDIO

El curso es integralmente gratuito para los candidatos aprobados en el proceso de selección. Después de las inscripciones, además de la gratuidad, se informarán las oportunidades de auxilios parciales o integrales de alimentación y de alojamiento en la ciudad de São Paulo.

Con la convicción de contar con su valiosa ayuda para encaminar candidatos, potenciales investigadores y docentes en Derecho Romano, subentendidas sus principales ramificaciones en el Derecho Internacional, Derecho Comparado, Derecho Público y Derecho Privado contemporáneos, le envío los siguientes documentos para amplia divulgación en su institución:

a) una Llamada, con “Informaciones Generales”, para imprimir y fijar en locales convenientes;
b) copia de la Convocatoria, para que la lean los interesados.

Más informaciones pueden obtenerse en el sitio www.direito.usp.br, o directamente por medio de mi correo electrónico madeira@usp.br.

El período de inscripción de los candidatos es del 27 de febrero al 9 de marzo de 2012.

Muy respetuosamente,


Prof. Dr. Hélcio Maciel França Madeira

Prof. de Derecho Romano e Historia del Derecho
Depto. de Derecho Civil – Universidad de São Paulo
Miembro de la Comisión de Coordinación del Curso de Maestría en Derecho Romano y Sistemas Jurídicos Contemporáneos

Istruzione ed Educazione


ISTRUZIONE ED EDUCAZIONE

(...)
Esistono due tipi di scuole e, rispettivamente, di insegnanti:
Una, che intruisce ed addestra per la società, per lo Stato e suo governo e per le trincee!
un'altra, per educare e liberare la persona della società, dello Stato e del suo governo, e finalmente, per distruggere le trincee!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2011
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INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO
(...)
Ha dois tipos de escola e, respectivamente, de Professores:
Uma, que ensina e adestra para a sociedade, para o Estado e seu governo e para as trincheiras !
Outra, para educar e libertar a pessoa da sociedade, do Estado e de seu governo e, finalmente, para destruir trincheiras!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2011
*
*

giovedì 2 febbraio 2012

Primeiramente, com os desdentados, mortos e, por último, com os entusiasmados da bandinha...






(...)
primeiramente, com honras, estou com os excluídos, injustiçados, favelados, piolhentos, leprosos, desdentados, trabalhadores (de verdade), passageiros dos alternativos, fedorentos e moribundos,
depois honro a memória dos mortos sob a violência integral da elite paulistana
e, se houver tempo,
vou ao boteco para embriagar-me e comer ovos cozidos e ver, sem honras, a bandinha dos entusiasmados passar.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

Juízes de-formados, policiais violentos e um governo no cilício


(...)
e quando juízes de-formados em preparatórios, encontram-se no mesmo tempo e espaço com policiais violentos recrutados por um governo que vive em constante cilício partidário, eis a merda fascista, judical e militar em sede reintegratória, com ares de sacralidade jurídica.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, ERGA OMNES, 2012

*
*
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(...)
e quando i giudici deformati in preparazione della televisione, sono nello stesso tempo e spazio con la polizia violenta reclutata da un governo che vive sotto costante punizione dei miti cattolici, ecco la merda fascista, giudiziaria e militare in azione di reintegrazione con l'aria di santità giuridica.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, ERGA OMNES, 2012
*

La Donna d'Amare


LA DONNA D’AMARE

amo
il mio amore
il mio amore
il mio amore
il mio amor ch’è
musica, poesia, corpo e sangue!
la donna luna-nera
disegnata con dei e demoni,
donna piena, donna d’amare
notturna, all'alba e per tutta la giornata,
è una donna, una donna d’amare,
una donna con i capelli neri e senza fine,
la donna che amo è ribelle ed anarchica,
e grida
e piange
e ride senza fermarsi...
e pronunciando parole e musica,
viene, sorridente,
del sud, ombreggiata ora dal Colosseo:
il mio amore
il mio
amore è una donna
d’amare senza fine,
questa donna
d'amare
amo

(c) Pietro Nardella-Dellova, 2012 (alla donna senza fine)

la mia cara NAPOLI innevata





















































*
COSCIENZA NAPOLETANA


e se lo permetto, oggi,
domani i vampiri, gli oppressori,
gli indifferenti ei maledetti
uccideranno due mille volte (più)
l'amore mio,
la mia canzone,
il mio paradiso
ed il mio popolo
...

Pietro Nardella-Dellova,
in Lettera di Viaggio, 2011


NAPOLI INNEVATA...
fotografia dell’album di Napoli poesia d'Italia...divine napoletane!










ABORDAGEM INTRODUTÓRIA DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES






DIREITO CIVIL
DIREITO DE FAMÍLIA
DIREITOS DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES
DIREITO INTERNACIONAL
CF/88, CC/02, ECA


Prof. Pietro Dellova
(Prof. Dellova)


ABORDAGEM INTRODUTÓRIA DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1. Criança e Adolescente enquanto uma PESSOA INTEGRAL

1.1. integridade física
1.2. integridade emocional
1.3. integridade intelectual
1.4. integridade social

2. Criança e Adolescente na Família

2.1. família considerada como NÚCLEO AFETIVO
2.2. histórico da família: patrimonial, medieval, proletária
2.3. o princípio de inclusão dos Núcleos familiares do Artigo 226 da CF/88
2.3.1. família matrinomial
2.3.2. família união estável
2.3.3. família monoparental
2.3.4. família homoafetiva
2.3.5. família poligâmica (vários núcleos familiares)
2.3.6. o afeto como valor tutelado pelo Direito
2.3.7. o afeto como elemento garantidor da integridade da pessoa humana
2.3.6.1. a sociedade socioafetiva
2.4. crítica ao Artigo 1727 (concubinato) em face dos Artigos 5º, X e 226, da CF/88
2.4.1. concubinato como conceito ultrapassado

2.5. Análise dos Artigos 227, § 6º, CF/88; Artigos 19 e 20, ECA e 1596 do CC/02

3. Criança e Adolescente no contexto da FAMÍLIA, CRIANÇA, ADOLESCENTE E IDOSO dos Artigos 226 a 230 da CF/88

4. Princípios Constitucionais aplicáveis à Criança e Adolescente, conforme o Artigo 1°, II, III e, ainda, Artigos 3º, incisos; 4º, II; Artigo 5º, 6º, 7º e 193 da CF/88;

5. O espírito acolhedor do ECA e o princípio patrimonial do CC/02;

6. O alcance do Artigo 1º do ECA

7. Direitos fundamentais, proteção, A criança e adolescente no contexto da sociedade e do Estado, garantia de prioridade e processos interpretativos do ECA, conforme Artigos 1º a 6º do ECA;

8. Direitos da Criança e Adolescente como objeto dos DIREITOS DIFUSOS;

9. O parágrafo único e alíneas do Artigo 4º e a tutela jurisdicional da Ação Civil Pública e da Ação Popular, enquanto direitos difusos;

10. Direito à convivência familiar, Artigos 19 a 38, ECA)

10.1. família natural
10.2. da impropriamente chamada “família substituta”
10.3 aspectos da guarda e tutela

11. Direito à vida e à saúde, Artigos 7º a 14, ECA

12. DIREITO E AFETO (conforme vídeo no Blog)


Prof. Pietro Dellova
(Prof. Dellova)

canzone napoletana: "VIERNO" (Acampora, De Gregorio - 1946) secondo PAOLO FILIPPI



VIERNO (inverno)
Acampora, De Gregorio - 1946

nella voce di Paolo Filippi

IN NAPOLETANO

E' vierno, chiove, chiove 'a na semmana
e st'acqua assaje cchiù triste mme mantene.
Che friddo, quanno è 'a sera, ca mme vène,
cu st'aria 'e neve, mo ca manche tu.
'Sta freva, ca manch'essa mm'abbandona,
'sta freva, 'a cuollo, nun se leva cchiù.

Vierno,
che friddo 'int'a stu core
e sola tu,
ca lle puó' dà calore,
te staje luntana e nun te faje vedé.
Te staje luntana e nun te cure 'e me.

Ca mamma appiccia 'o ffuoco tutt' 'e ssere
dint'a 'sta cammarella fredda e amara?
"Ma che ll'appicce a fà, vecchia mia cara,
s'io nun mme scarfo manco 'mbracci'a te?"
Povera vecchia mia, mme fa paura.
E' n'ombra ca se move attuorno a me.

Vierno,
..........

IN ITALIANO

E' inverno, piove, piove da una settimana
e quest'acqua mi tiene molto più triste.
Che freddo, quando è sera, che mi viene
con quest'aria di neve, ora che manchi tu.
Questa rabbia, nemmeno lei mi abbandona,
questa rabbia, di dosso, non si toglie più.

Inverno,
che freddo in questo cuore
e solo tu,
che gli puoi dare calore,
stai lontana e non ti fai vedere.
Tu sei lontana e non ti preoccupi di me.

Perchè mamma accende il fuoco tutte le sere
in questa cameretta fredda e amara?
"Ma cosa lo accendi a fare, mia cara vecchia,
se non mi scaldo nemmeno tra le tue braccia?"
Povera vecchia mia, mi fa paura.
E' un'ombra che si muove intorno a me.
Inverno,
...........

Tópicos Iniciais para o Estudo do Direito Civil

DIREITO CIVIL
Prof. Pietro Dellova


TÓPICOS INICIAIS PARA O ESTUDO DO DIREITO CIVIL

* DIREITO CIVIL COMO DIREITO COMUM
* DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL

Tópicos Iniciais

1. Crítica ao preâmbulo discriminatório da CF/88

2. Compreensão dos princípios do Artigo 1º, caput e , incisos II, III, IV e V, CF/88

3. Compreensão dos princípios do Artigo 4º (caput e incisos), CF/88

4. Compreensão do Artigo 5º e seus incisos, CF/88

4.1. Análise do Artigo 5º, X, c.c/ Artigo 226 da CF/88 em face do Artigo 1727 do CC/02

5. Diferença entre Direito e Religião

6. Direito Positivo e Direito Natural

7. Direito Crítico e Histórico (vide livros ou vídeos DIREITO ALTERNATIVO, ADVOCACIALIZAÇÃO DO ENSINO JURÍDICO e DIREITO E AFETO diretamente no Blog)

8. A Lei. Carta Magna (CF) e a Lei

9. Vigência e aplicação da Lei

9.1. Lei de Introdução (LICC), Artigos 1º a 6º
9.2. “vacatio legis” (Art. 1º, LICC)
9.2. revogação da Lei (revogação, ab-rogação, derrogação, repristininação) (Art. 2º, L ICC)
9.3. non exceptio ignorantiae iuris (Art. 3º, LICC)
9.4. princípio integrativo do Art. 4º da LICC
9.5. analogia, costumes e princípios gerais do direito
9.6. compreensão do Art. 5º, LICC
9.7. aplicação da AEQUITAS (eqüidade)
9.8. o alcance da Lei em face do Art. 6º, LICC

10. O Código Civil de 2002

10.1. Estrutura do Código Civil de 2002

11. Fundamentos do Direito Civil

11.1. PESSOAS (conceito de pessoa e de personalidade civil)
11.1.1. Pessoa Natural, Pessoa Jurídica e personalidade anômala
11.1.2. Artigo 1º do CC/02 – capacidade genérica
11.1.3. Artigo 2º do CC/02: PERSONALIDADE E NASCITURO (direitos “in fieri”)
11.1.4. Incapacidade absoluta – Artigo 3º c.c/ 104, I; 166, I; 171, I; 1630 e 1634; 1728 e 1747; 1767, 1768 e 1779 a 1783, do CC/02
11.1.5. Incapacidade relativa – Artigo 4º c.c/ 104, I; 166, I; 171, I; 1630 e 1634; 1728 e 1747; 1767, 1768 e 1779 a 1783, do CC/02

11.2. BENS (conceito de bens)

11.3. FATOS JURÍDICOS (conceito de fatos jurídicos)



Buona Fortuna
Prof. Pietro Dellova

Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA; Estatutodo Idoso - Eid; Alienação Parental e Lei Maria da Penha


ECA, EId, Lei Alienação Parental, Lei Maria da Penha:
QUATRO ESPELHOS DA VIOLÊNCIA SUBSTANCIAL

(...)
Tenho medo, muito medo,
de uma sociedade que precisa dos freios e anestésicos do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Estatuto do Idoso, da Lei da Alienação Parental e da Lei Maria da Penha, pois ela, a sociedade, é brutal, monstruosa e vigorosamente destrutiva, fácil de se reconhecer por estas leis.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
*

Per conoscere il Decreto del Santo Uffizio e poi ridere...



TEOLOGIA DELLA LIBERAZIONE (teologia da libertação)



TEOLOGIA DELLA LIBERAZIONE
(...)
Sono rispettabili, ma sbagliati, Gutierrez, Camara e Boff, a Medellin, Colombia, nel 1968, quando crearono la Teologia della Liberazione, perché la liberazione degli uomini non succederà mai dalla teologia: la teologia è l'oppressione dell'uomo, in particolare quella romana (anche tedesca ed afroamericana)!
Ed essi non hanno avuto il coraggio di dire NO alla teologia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
*
*
*
*
TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
(...)
São respeitáveis, mas equivocados, Gutierrez, Camara e Boff, em Medellin, Colombia, em 1968, quando criaram a Teologia da Libertação, porque a libertação dos homens nao acontecerá jamais pela teologia: a teologia é a opressão do homem, especialmente, aquela romana (também alemã e afroamericana)!
E eles nao tiveram a coragem de dizer NAO á teologia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

sotto Roma fredda: CHIAREZZA

immagine dell'opera di Donadio Salvatore, Torre Annunziata, Italia



CHIAREZZA
(sotto Roma fredda)

(...)
E perché fa freddo,
troppo freddo,



cara Ribelle della vita mia,
ti regalo il sole ed il mondo,



tutto per te, oggi!
Oggi!
...e perché andrò in sciopero



indietro al pane nella piazza,
lascerò la musica



della mia bocca con te.
Tutto per te in questa giornata!
Solo per te,
la Musica e la Danza,



la Vita e la mia Poesia!!!
Tutto per la donna ribelle
più cara dell’universo,
più ribelle e bella fra le belle del mondo!
E perché sei come il sole



e la luna
ti faccio conoscere più profondamente
l’affetto della mia Poesia
e la chiarezza
degli occhi miei!
(...)



Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012


*


*


immagine dell'opera di Donadio Salvatore


Torre Annunziata, Italia

Matéria de Estudo de Introdução às Obrigações







MATÉRIA DE ESTUDO DE INTRODUÇÃO ÀS OBRIGAÇÕES



1. DIFERENÇAS ENTRE “IUS AD PERSONAM” e “IURA IN RE”

Estimados alunos, salve!
Aqui uma breve resposta em relação às diferenças entre IUS AD PERSONAM e IURA IN RE

IUS AD PERSONAN é o DIREITO OBRIGACIOL (obligatio), pois AD no latim é a partícula que "liga" e "vincula" duas partes dando a uma o poder de exigir e à outra a condição de ser exigida (accipiens e solvens). Portanto, IUS AD PERSONAM é a parte do Direito que determinada a relação obrigacional, o vínculo obrigacional, incluindo aí, as obrigações jurídicas, contratos, declarações unilaterais de vontade, obrigações legais e responsabilidade civil.

IURA IN RE é a expressão relacionada aos DIREITOS REAIS (res), pois IN indica a faculdade que um titular tem em relação à coisa, objeto de seu direito real, por exemplo, PROPRIEDADE, USUFRUTO, USO, HABITAÇÃO, SERVIDÕES PREDIAIS etc.... Neste caso e nesta parte do Direito Civil, não há um vínculo obrigacional entre duas pessoas, mas uma TITULARIDADE de uma pessoa (natural ou jurídica) em face de um direito real. O titular o exerce ERGA OMNES, ou seja, contra tudo e contra todos. As faculdades plenas relacionadas aos direitos reais são: IUS UTENDI (direito de usar), IUS FRUENDI (direito de desfrutar) e IUS ABUTENDI (direito de dispor, assim entendido como direito de destruir a coisa, transformá-la ou aliená-la). Estas são, juntas, as faculdades plenas e, assim, apenas possível relacionadas à PROPRIEDADE, pois este é o direito real por excelência. Os outros direitos reais, indicam duas, como, por exemplo, o USUFRUTO, ou uma, como no caso do USO ou, em determinados casos, uma, mas reduzida, como no caso da HABITAÇÃO.




Ecco! Bom estudo a todos





Prof. Pietro Dellova




2. FONTES DAS OBRIGAÇÕES

Lei
Negócio Jurídico

Validade
• Efeitos esperados do negócio jurídico válido
Adquirir
Transferir
Modificar
Resguardar
Extinguir

Eficácia
Condição
Termo
Encargo

o Ato Ilícito
Violação de direitos
Causar prejuízos
Abuso no exercício dos direitos
• Quadrantes do exercício dos direitos
Artigos 186, 187 c.c/ 927

3. PERDAS E DANOS
Danos materiais (dano efetivo ou empobrecimento e lucros cessantes) e Dano Moral

4. CONCEITO DE OBRIGAÇÃO JURÍDICA

Enunciado

"Obrigação é o vínculo jurídico, de caráter temporário, entre accipiens (elemento ativo) e solvens (elemento passivo), que visa o cumprimento de uma prestação (praestare) de dar (dare), fazer (facere) e não fazer (non facere) e que, caso haja inadimplemento, resolve-se patrimonialmente (resposabilidade patrimonial)"

Elementos do conceito (conforme aula presencial)

vínculo jurídico
temporalidade
agente ativo e passivo
prestação
responsabilidade patrimonial


Conceito de NEXUM
Conceito de OBLIGATIO
Comparar o NEXUM com a OBLIGATIO
Diferenças entre OBRIGAÇÃO JURÍDICA e OBRIGAÇÃO NATURAL
Diferenças entre OBRIGAÇÃO JURÍDICA e OBRIGAÇÃO MORAL
Diferenças entre OBRIGAÇÃO JURÍDICA e OBRIGAÇÃO SOCIAL

5. TIPOS (modos) OBRIGACIONAIS

Dar (dare)
Dar coisa incerta
Dar coisa certa
Transferir
• Pressuposto desta obrigação: capacidade civil tridimensionalmente considerada
Restituir

Aspectos da perda ou deterioração da coisa com culpa e sem culpa, seja em relação ao aspecto “transferir”, seja em relação ao de “restituir”
Como se entende a boa-fé “objetiva” em relação a este tipo obrigacional?

Fazer (facere)
Simples
Infungível
Astreíntes

Não Fazer (non facere)
Natureza negativa deste tipo obrigacional
Astreíntes

6. SISTEMA ROMANO-GERMÂNICO APLICADO ÀS OBRIGAÇÕES DE DAR

O processo alienatório dependente de dois atos
O contrato
A traditio
O registro

"o processo alienatório, de influência romano-germânico, pressupõe o complemento de dois atos nos casos de transferência. No sistema brasileiro, o contrato translativo (venda e compra, troca, doação e dação em pagamento) apenas gera uma obrigação de dar, mas não transfere a propriedade. É um sistema dependente de outro ato. No caso de referir-se a bem imóvel, o registro. Por outro lado, no caso de bem móvel, a traditio (tradição/entrega).
Conforme dispõe o Artgio 481 do CC/02, que por ser o contrato padrão por excelência serve , por isso mesmo, de suporte aos outros contratos (troca, doação, dação em pagamento), umdos contratantes apenas se OBRIGA a transferir o domínio de certa coisa. É necessário, portanto, a fim de que esta tranferência se complete, em consonância com os dispositivos dos Artigos 1226 e 1227 do CC/02, a "tradição" e o "registro, respectivamente, em relação a móveis e a imóveis.


* Aspectos negativos deste sistema no caso brasileiro

"este sistema causa certo desconforto jurídico, além de onerar sobremaneira a relação contratual,já que, nos casos de bens imóveis, requer-se uma escritura e, depois, um registro, ambos pagos, comumente, pelo adquirente."

7. Conceito e aplicação (às obrigações de dar, fazer e não fazer) da MÁ-FÉ

8. Conceito e aplicação (às obrigações de dar, fazer e não fazer) da CULPA

9. PRINCIPAIS DISPOSITIVOS A SEREM ESTUDADOS ou SIMPLESMENTE RELEMBRADOS:

Artigos 3º e 4º do CC/02
Artigos 104 c.c/ 166 e 171 do CC/02
Artigo 307 do CC/02
Artigos 138 a 165 do CC/02
Artigo 927 do CC/02
Artigo 233 a 251 do CC/02
Artigo 402 do CC/02
Artigos 1215 a 1221 do CC/02
Artigos 1226 e 1227 do CC/02

10. NOÇÃO BÁSICA DE MORA (Artigo 394, CC/02)

11. BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

Esta matéria pode ser estudada, na plenitude, com:

GIORGIO GIORGI, in DIRITTO DELLE OBBLIGAZIONI (italiano),
PIETRO COGLIOLO, FILOSOFIA DEL DIRITTO PRIVATO (italiano)
LUIZ DA CUNHA GONÇALVES, in TRATADO DE DIREITO CIVIL (direito português)
PONTES DE MIRANDA, in TRATADO DE DIREITO PRIVADO (direito brasiliano)
CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA, in INSTITUIÇÕES DE DIREITO CIVIL (direito brasiliano)
ORLANDO GOMES, in OBRIGAÇÕES (direito brasiliano)

Bom Estudo.
Prof. Pietro Dellova

O AMAR É UMA FESTA (L'AMARE È UNA FESTA)


O AMAR É UMA FESTA



(L'AMARE È UNA FESTA)




[...]



Amar é um estado de gratidão



diante de um Keter inatingível,



é um estado de bênção



continuada diante



do



Eterno.



Um estado de vigor,



de cântico,



de ternura



– estado de vida!



Amar duas vezes



em dois mundos



é um estado de renascimento!



Amar duas vezes



em dois mundos



a mesma mulher



é um estado de comunhão



do



homem-poeta



– que ama uma mulher,



que ama em dois mundos,



que ama em dois mundos



a



mesma



mulher.



Porque há mulheres



cujo rosto ilumina!



São mulheres



que



se



reconhecem no tempo



de



um



instante,



e permanecem para sempre.



São



mulheres



que



enfraquecem



querubins...



[...]

Pietro Nardella-Dellova,



in trecho do livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009, 312 p..






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