alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 8 ottobre 2013

as FACES VISÍVEIS E CIRCULARES DO CAPITALISMO


AS FACES
VISÍVEIS E CIRCULARES
DO CAPITALISMO
 


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O capitalismo é a glória - oh glória!

No capitalismo, por exemplo, não vale a Educação, mas o comércio com a Educação. Alias, vamos e convenhamos, Educação mesmo não, mas comércio de “diplomas” com resultado pífio, tanto na ética quanto na técnica. O egresso de uma Escola básica e fundamental, do ensino médio e da universidade é, digamos, um pouco mais que um analfabeto – um analfabeto real fakerizado com um discurso bacharel (um analfabeto com diploma na mão). O capitalismo não se interessa por formação, apenas pelo que representa – o capital - e sua voracidade por sacrifícios, sua sede vampiresca e sua fome necrófila!

Desde que tomou fôlego, na derrocada feudal, o capitalismo transforma o mundo nisto que aí está. Enxergas?

Uma escultura pode ser de barro, gesso, cuspe ou apenas virtual – o capitalismo a lança no mercado! É o “ismo” por excelência! Não importa que um filme seja uma droga – o capitalismo o mede pelo número de ingressos vendidos (tipo, “voe sobre o cocô (e coma-o!), milhões de moscas não podem estar enganadas” e, se milhões de moscas voam – e não podem estar enganadas – todas as mídias te levam ao cocô!).

O capitalismo é isso: concurseiros, sinopses, resumos, resumões, investidura, estatísticas, exames, celulares, crack, craques, futebol, autos de processo, igrejas de esquina, dízimos, ofertas, bancos, juros, anatocismo, desfaçatez administrativa, propina, sangue, morte!

Pergunte: quanto custam o amor, o tesão, o beijo, o abraço, a amizade, o pão, a comunhão, a formação, a família? Não têm preço! Mas, quê? Isso mesmo, não têm preço, o capitalismo destruiu tudo isso. Respectivamente, o objeto que faz dinheiro, e o alimenta e lhe dá vida é, um esbulho, mais ou menos assim: a posse no lugar do amor, a pornografia no lugar do tesão, a virtualização no lugar do beijo, o contrato no lugar do abraço, o fakerização no lugar da amizade, o hambúrguer no lugar do pão, o anel de formatura e a colação de grau no lugar da formação, o abandono afetivo no lugar da família. Não há afeto no capitalismo!

O mais leve sorriso dura, apenas, enquanto for objeto do capitalismo – sem dinheiro não há relação alguma! Não há solidariedade no capitalismo – apenas esmola! Não há cooperativismo – apenas competição!

O capitalismo é um deus devastador, o deus dos deuses, o pai dos deuses, o deus supremo, o deus único, monoteísta, o deus legislador, o deus julgador, o deus executor, o deus carcereiro, o deus psicótico, o deus governo, o deus banqueiro, o deus corruptor e corrupto, o deus enlouquecido, o deus destruidor, o deus coveiro, o deus fálico, o deus fodidor, o deus estuprador, o deus pedófilo, o deus ejaculador, a maior e mais eficaz expressão de morte e idolatria criada pela mente pervertida e de ofensa ao próprio homem e à mulher. O efetivo e integral desfazimento da pessoa. Mas, não é uma realidade distinta da do homem. É a expressão mais odiosa, deformada, decadente e pervertida do homem!

É o deus mascador e chupador, que fakeriza a face humana, e se transforma em carne, em corpo, em alma, em espírito e em encontro sem vida nem afeto. O deus encarnado em cada célula para, finalmente, imobilizá-la como plástico!

Ele é o deus descriador dos céus e da terra. Em seis dias cria a besta e no sétimo não descansa na sua lufa-lufa. O deus que consome o planeta e monstrifica seus elementos, suga-o de forma excitante e ritual, espreme-o e transforma em pó e lama cada metro de terra. Em cola química e asfáltica cada litro de água, em veneno e enxofre de martírio o ar, ampliando o fogo, a chama e a fumaça sobre a Terra, feita, agora, uma pira de holocausto malcheiroso e ardente!

Não há idoso nem criança! Não há mulher nem homem! Não há pessoa! Não há flor nem amor! Não há dignidade nem honra!

Não há direito nem diálogo! Não há arte nem arte!

Não há esquerda nem direita (apenas poder, acumulação de riquezas, enriquecimento ilícito e sem causa) diante de um Estado, também ele, capitalista, fraudador, impiedoso, criminoso!

O capitalismo a todos consome, a todos – e tudo - centrifuga. De todos faz verme. De tudo, um lixão!

Tudo vira coisa e, depois, de coisa vira fake e, ainda, após, de fake vira esquecimento! O capitalismo penetra na alma humana (de onde saiu) e a transforma em mercadoria, em depósito bancário, em números, em estatísticas!

Não há gênio nem espírito que consiga se manter diante desta energia maléfica! A relação dos pais com seus filhos, no capitalismo, é o que se ouve sem parar: “meu filho custa tanto”; “a educação do meu filho é um investimento” e tudo, enfim, dedutível no Imposto de Renda! A relação de um homem e de uma mulher é a largura de um cartão de crédito! Os filhos – e filhas – são alugados, arrendados ou vendidos, direta ou indiretamente – aos que podem por eles pagar! No mundo capitalista as pessoas se vendem sob máscaras e falácias das mais criativas!

E, tu, não sabes disso ainda?

Chamas a isso de progresso e civilização? Não conheces a história que escreves e na qual vives? Não abres a janela de teu esconderijo? Não?

És, então, o religioso, a mosca (ou o cocô), a besta, o louco, o patife, o fake na lufa-lufa pensando no agronegócio, no casamento, nas contas, no anel de formatura, nos seus papéis e nas suas ações – e omissões – diante de um mundo que, sem pudor nem cerimônia se transforma, irresistível, em uma grande privada caótica!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in “Faces Circulares do Capitalismo”, 2012