alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 15 febbraio 2013

texto: DA LINGUAGEM

 

DA LINGUAGEM
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Não há línguagem alguma na natureza! Nenhuma linguagem para além do ser humano!

Não há linguagem nos céus nem na terra, nem no fogo ou nas águas! Não obstante há uma alma na natureza, presente até mesmo na pedra, no grão de areia, na folha seca e nos ossos de um animal! Por alma quero dizer existência, passiva e constante!

Os ventos, os trovões, as tempestades, o frio, a neve, o arbusto, a planta, a árvore, as matas, as florestas, a flor, as flores, as estações, o sol, a lua, as estrelas, as borboletas, as formigas, os pássaros, os leões, as leoas, os urubus, os porcos, as minhocas e tanto – e tantos que se puderem encontrar, não dizem nada, não têm nenhuma linguagem. Tudo, em qualquer lugar, é passivo!

A linguagem é vida – não existência! A linguagem não é boa nem má. É atividade do espírito, ação, vontade real, intenção criadora, desfazedora, destruidora, expressão exclusivamente humana!

Os gemidos, sacrifícios, rabiscos, pinturas rupestres, telas, esculturas, museus, rascunhos, letras, panfletos, pergaminhos, livros, textos sagrados, textos profanos, textos jurídicos, literaturas, bibliotecas, anjos, arcanjos, querubins, serafins, musas, ninfas, titãs, demônios, satanismos, paganismos, monoteísmos, crendices, ateísmos, cultos, missas, macumbas, orações, rezas, bênçãos, romarias, maldições, infernos, céus, paraísos, purgatórios, rituais iniciáticos, simbólicos, exorcistas e religiosos, lojas, botecos, feiras, mercados, torturas, guerras, paz, sonhos, visões, sinais, profecias, psicografias, gritos, silêncios, odes, epopéias, notas, partituras, acordes, música, canto, trabalho, urbs, polis, domus, praças, esquinas, prédios verticais, horizontais, bancos, cadeiras, tronos, política, monarquias, ditaduras, democracias, nacionalidades, economia, instituições, línguas, fonética, morfologia, semântica, sintaxe, estilística, tessituras, hermenêutica, interpretação, estética, ética, poema, poiesis, nudez, moda, teatro, cinema, dança, conceitos, definições, filosofias, arte, direitos, obrigações, beleza, feiúra, afeto, amor, delírios, paixão, multiplicidade de cores e pesos dos orgasmos, mitos, crítica, sepulturas, cemitérios, e quaisquer outros fatos e atos são detalhes e níveis - apenas detalhes e níveis - desta linguagem humana, exclusivamente humana – da solidão humana!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in “Direito e Linguagem”, “A Palavra Como Construção do Sagrado”. PUC/SP: 1998

Texto completo da tesina “A Palavra Como Construção do Sagrado” na Biblioteca da PUC/SP

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1 commento:

Ana Luisa Kaminski ha detto...

Ótimo texto, caríssimo Mago das Letras! Abraços alados e bom domingo.