alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 1 marzo 2013

O CAPIM e a VACA MORTA (a fantasia verde-amarela)


O CAPIM e a VACA MORTA
(a fantasia verde-amarela)

Se há um jogo econômico interno, sul-americano e global, o Brasil é um país despreparado! Para quaisquer setores que se olha, haverá, sempre, uma falha, diria, uma grave falha, sócio-econômica “carnavalesca”. E aqui não se trata apenas de apontar defeitos ou fazer alguma crítica tipo midiática, não, mas de refletir ou, dado o espaço deste artigo, provocar uma reflexão ou, ao menos, uma perturbação.

Por exemplo, na esfera da Administração Pública municipal, milhares de Prefeitos assumiram seus cargos no mês de janeiro. São milhares de municípios, dos quais, “milhares” não têm nenhuma razão lógica, cultural, econômica, ou de outra natureza, para existirem como tais, ou seja, municípios. São “fakes” constituídos para fins de sangria do Erário! Não se trata daquele povoamento, que se tornou uma vila, um centro de confluência sócio-cultural e econômica que, constrangidos pelas forças externas, se resolve pela emancipação. Não! Emancipar um município é uma coisa bem diferente de “criar” um!

Apesar disto, muitos Prefeitos assumem a administração de cidades históricas, como, por exemplo, São Paulo e, por desgraça, encontram o retrato da negligência e do abandono. São Paulo, nosso exemplo, é uma cidade que está atrasada logística e ambientalmente alguns, digamos, quarenta ou cinqüenta anos!  O layout de suas vias e transportes públicos está, vergonhosamente, superado faz já umas quatro décadas! A manutenção de seus prédios, semáforos, tubulações, fios, redes de esgoto, linhas de transmissão foi simplesmente abandonada!

O paulistano apenas acampa naquela cidade!

O mesmo se diga de quaisquer outras Cidades, Estados e Regiões. Há casos em que o serviço não está atrasado por este tempo todo – apenas não existe! O exemplo é a rede ferroviária, abandonada na área costeira e jamais realizada na área centro-oeste! Não foi investido um único metro de trilho em todo o Brasil e, continua, em excitante carnificina, o transporte de pessoas, coisas, safras e produtos, pelo meio mais burro e injustificado, isto é, o rodoviário!

O Brasil é, em termos logísticos, um grande e tresloucado asno!

Por outro lado, o Brasil se aventurou e se predispôs a receber a Copa do Mundo. Assim como o Carnaval, a Copa do Mundo faz com que milhões de pessoas se movimentem, digo, tentem! Estive em vários aeroportos da América Latina e Capitais do Brasil e, também, em várias rodoviárias nos últimos meses! No caso do Brasil, diferente de seus vizinhos, os taxistas não entendem o estrangeiro, os motoristas não entendem o estrangeiro, os santinhos e orixás não entendem o estrangeiro  nem mesmo aqueles que, segundo professam, tomados pelo espírito e falando em “línguas estranhas”, entendem o estrangeiro! Mas, mesmo assim, quer receber um sem número de  pessoas de línguas diversas!

O inglês começa e termina no “hi”, o italiano  no “pizza”, o hebraico no “shalom”, o espanhol no “gracias”, o francês e o alemão em nada! Babel é pouco! Neste caso, o aluno de línguas não estuda – somente compra uma matrícula e um certificado!

Não há estrutura, mas, continuam, como diria Oswald de Andrade, fazendo telhados! E, longe de ser uma crítica contra os mandatários de qualquer casa e nível (o conjunto de tudo isso no plano internacional é chamado apenas de “Brasil”). Sem críticas, pois merecem bem mais que críticas! Quem é ladrão é ladrão mesmo! Quem é incompetente é incompetente mesmo! Quem é honesto e competente encontrou a casa abandonada ou o terreno não construído – e o dinheiro público em ilhas da fantasia!

E, finalmente, quem falar um pouquinho de inglês pode fugir, desde logo, para a Flórida ou New Jersey!

Alguns acusam este ou aquele partido; outros, este ou aquele político e, assim, todos comungam em um tipo “pacta corvina” (pacto de corvos). O brasileiro, no fundo, gosta dessa coisa de cultura colonial, da compra de certificados “fakes”, do imediatismo econômico, da balbúrdia, da novela, dos BBBs, dos congestionamentos, de igrejas e terreiros lotados, de estelionatários na política, do grito teatral verde-amarelo e, assim, nada importa – nem a vaca morta sobre o capim! E pelo lado econômico, o brasileiro adora (de norte a sul, de leste a oeste) e, também, fica de joelhos – diante de banqueiros, latifundiários, senadores, deputados, vereadores, prefeitos, líderes religiosos, sanguessugas e outros vampiros que lhe bebem o sangue e, de tanto coçar, arrancam-lhe o couro!

© Pietro Nardella-Dellova, Poeta e Professor de Direito da Universidade Federal.

 

 

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