alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 10 luglio 2012

então, CONCURSO PÚBLICO, QUER?


CONCURSO PÚBLICO, QUER?

(...)
 Quer ser um Juiz de Direito, um brilhante Advogado, um Delegado de Polícia ou um combativo membro do MP? Quer? Quer mesmo?

Então, deixe de ser patife, perfumadinho, engomado tipo brilhantina, churrasqueiro, alegrinho e babaca de bunda erguida. Rasgue todo e qualquer resumo e sinopse e não seja um "repetidor". Abra o cérebro para entender e criticar o sistema e, abra, também, de modo pródigo, o coração, para não deixar de ser humano.
E, assim, vá fazer estágio na favela, no morro, na rua, no cortiço, no metrô e ônibus lotados, na fábrica, nas filas do hospital, na encosta do barranco onde seres humanos habitam, abandonados completamente.
Vá conhecer o sistema prisional, animal, irracional, onde seres humanos são desfeitos em carne e ossos!
Vá às fazendas mais distantes conhecer escravos de verdade e, ainda, freqüente aldeias indígenas e deixe que eles, os índios, falem ao seu coração!

É para isso que precisamos de Juízes, Advogados, Delegados e Promotores, e este é o exame, ou seja, o quanto você consegue, neste estágio, manter-se humano, consciente, portas abertas, coração vivo e, após tudo, descobrir que não existe um cargo à sua disposição, com um salário confortável, mas, uma possibilidade para atuar na porra deste mundo desumano e injusto e, com isso, fazer algo, algo substancial, algo humano que, finalmente, não lhe deixe sentir vergonha de si mesmo e, sobretudo, não lhe permita ficar correndo, de porta em porta, atrás das tetas públicas!
 (...)

Pietro N-Dellova, in "Palestra Sobre Direito Crítico", PUC/SP, 1998

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