alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 26 settembre 2015

"Jason ou, a Dignidade que falta ao Gilmar Mendes"

JASON
ou, A DIGNIDADE QUE FALTA AO GILMAR MENDES 
por Pietro N-Dellova


O Gilmar Mendes parece não ter a necessária "dignidade" para compor o STF.  Um dia após a Corte Suprema ter decidido pelo desmembramento (e adequação de competência) e, por via oblíqua, dar um sentido jurídico e menos noveleiro para casos que estavam criando pernas biônicas e midiáticas em Curitiba, o mesmo Gilmar Mendes (que foi voto vencido) diante das câmeras faz o quê? Faz fofoca e maledicência contra os outros Ministros e, abandonando a dignidade, recato, sobriedade  e discrição que o cargo de Ministro exige, atinge o próprio conceito de STF - Supremo Tribunal Federal, falando violentamente contra os outros Ministros e seus votos diversos!

Gilmar Mendes, é o mesmo Ministro que, em outra ocasião (decisão sobre admissibilidade dos Embargos Infringentes), virou literalmente as costas para o Ministro Celso de Mello, desprezando seu voto (contrário ao dele). É o mesmo que, faz poucos dias, depois de falar por cinco horas a favor do financiamento e negócios das "empresas" no cenário político eleitoral, tentou "humilhar" um Advogado e, com ele, toda a OAB e, por isso mesmo, sendo repreendido pelo Presidente daquela Corte, levantou-se, como alucinado, virando as costas e saindo, mostrando a pequenez que lhe caracteriza.

E por que a pequenez lhe caracteriza? Porque Gilmar Mendes não suporta ser vencido, não suporta debater e respeitar os colegas de STF (nem quaisquer outros profissionais do Direito). Não suporta saber que quando "julga", não julga sozinho, mas em um Colegiado de Ministros. E, alguém que assim procede, com um comportamento indigno, desonroso, nada elevado, nada crítico e, tudo indica, nada jurídico (digo, de argumento jurídico raso), não merece o título de "Ministro". Será melhor ao sr. Gilmar Mendes que, assumindo sua condição partidária, retire-se do STF e volte a advogar para o PSDB, partido do qual faz parte e que o indicou para a Corte!

Porque, todos sabemos, a dignidade é um elemento integrante "sine qua non" para o exercício de qualquer das atividades jurídicas! Vejo (e lamento) que o contrário ocorra no STF (como um câncer interno), mas sei, também, que, afinal, é o tempo do capim, da acriticidade, da mediocridade e da indignidade multifacetada! No caso do Mendes, por desgraça, ao atingir violentamente o STF e o voto de seus Ministros, ataca frontalmente o Judiciário inteiro e, assim, coloca o Direito, último refúgio da sociedade, entre os resíduos do esgoto político e de um debate vergonhosamente  desnudado de grandeza.

Pietro N-Dellova, 2015

*
*

Nessun commento: