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ברוך ה"ה







lunedì 2 novembre 2015

A REPRESSÃO SEXUAL (a partir da perversa Bancada Religiosa e dos conceitos unidimensionais teológicos)

A REPRESSÃO SEXUAL
(a partir da perversa Bancada Religiosa e dos conceitos unidimensionais teológicos)

Ao contrário do que muitos dos meus amigos pensam - e defendem - as pautas econômicas e, em especial, o Ajuste Fiscal, não são os mais importantes, pois a Economia depende quase nada do cenário interno e muito, muito mesmo, do cenário internacional - que anda se arrastando...

As pautas mais importantes e que, por vezes, escapam à análise, são aquelas que se referem à Pessoa, à Sexualidade e a Direitos Fundamentais. Está em curso - e não vai parar, pois é a doentia ideia fixa da Bancada Religiosa - uma assustadora gama de apresentação de projetos e aprovações instantâneas que dizem respeito diretamente à Repressão Sexual e à Liberdade do Ser Integral (corpo, emocional, intelectual e relações sociais). Por quê?

Porque é na repressão sexual e na guerra declarada contra a liberdade sexual, que as religiões unidimensionais, teológicas e hierarquicamente monoteístas, de caráter patriarcal e fálico, mantêm-se no domínio e poder social. Reconhecer a pluralidade sexual, a liberdade sobre o próprio corpo é, e sempre foi, um assunto proibido. 

É na religião unidimensional e patriarcal, especialmente no contexto medieval, que nasceu a absurda (e insustentável) masculinização da divindade. É na teologia medieval que o "Elemento Feminino" (Ruach HaElohim) foi substituído pelo inexplicável "Espírito de Deus". É na teologia patriarcal que Lilith, a libertária, desaparece de cena sendo substituída pela contrita e silenciosa Eva, a pecadora e culpada dos males do mundo. É na teologia medieval que um Rabino, Jesus BenIosef, perfeitamente casado, torna-se um inexplicável celibatário. É na mesma teologia medieval que a mãe do citado Rabino se torna uma virgem (apesar de ter sido mães de vários filhos!). É na teologia medieval que o adultério é atribuído apenas à mulher (especialmente a partir da falsa história da adúltera sendo trazida aos pés de Jesus - há adúltera, mas não adúltero na historieta repressiva!). É na teologia medieval (e a partir dela) que os males do mundo são identificados com bruxaria e, por sua vez, bruxaria com "libertinagem" sexual. É na teologia medieval, travestida de reforma, que a repressão sexual encontra o ápice. É na teologia pós-medieval, agora, travestida de pentecostalismo e neo-pentecostalismo (expressão maior da Bancada Religiosa no Parlamento brasil-eiro), que a sexualidade é ideia fixa, pois que relacionada diretamente com "espíritos imundos", 

Mas, as perversões religiosas e a repressão sexual não têm caráter de fé ou de crença, mas de domínio, tendo em vista que é na sexualidade que uma pessoa liberta-se, especialmente, da autoridade (artificial) e de toda organização hierarquicamente piramidal. Para manter o poder e a exploração econômica é necessário manter a "ordem das coisas" e, por ordem das coisas, a Bancada entende a manutenção da "família matrimonializada", já que é ela - e não outra - a expressão maior da Propriedade, do "domus", do "famulus", da "patria potestas" e do "paterfamilias"! Enfim, a única que atende à opressão e exploração que aí está - e que aí pretende continuar...

Por isso mesmo, o mais importante não é a pauta econômica, mas a pauta da sexualidade (que envolve muitas coisas!). Opor-se veementemente a tais pautas, projetos, desatinos é, a um só tempo, fazer guerra contra a repressão, contra a opressão, contra o retrocesso e contra a patifaria sistêmica no Parlamento. Opor-se a tais pautas é manter-se no processo de emancipação da Pessoa Humana e no processo da Libertação de toda e qualquer Pessoa Humana!

Prof. Pietro N-Dellova, 2015

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imagem: 

repressão eclesiástica, a partir da "santa" Inquisição contra uma mulher. Note-se que a engenhoca foi imaginada para não apenas humilhar a mulher, mas para impingir-lhe dores terríveis exatamente em sua vagina, já que, para os teólogos unidimensionais, é na vagina que começa o pecado!

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