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ברוך ה"ה







sabato 26 settembre 2015

"Poema dos Esgotos e da Merda Diversa"


POEMA DOS ESGOTOS 
E DA MERDA DIVERSA

aquela coisa de Filosofia e altos papos... esqueça! 
aquela coisa de Amor e Amar... esqueça! 
aquela coisa de Cidadania e estilo... esqueça!
aquela coisa de Espíritos elevados e solidariedade... esqueça!
aquela coisa de Lógica e diálogo... esqueça!
aquela coisa de Tolerância... esqueça!
aquela coisa de Humanidade... esqueça!
aquela coisa... esqueça!
aquela... esqueça!

ESQUEÇA!

agora é a hora da rispidez sonora onde mora a estupidez...
é o reino da Caverna, da escuridão, da estatueta, 
... do fogo artificial, da demência: 
... a inteligência inverna: avulsão brutal, a careta, 
... jogo intestinal, incoerência!

agora é a hora e a vez dos bigatos sociais, da fala desprovida;
agora é a hora e a vez dos pratos virtuais, das salas mortuárias;
agora é a hora e a vez da delinquência, da falência: da não vida!
agora é a hora e a vez da ração, do fedor das vias mamárias...

AGORA NÃO HÁ ÁGORA!

os vermes falam!
os bigatos falam!
os abutres falam!
os porcos falam!
os camarões falam!

FALOCÊNTRICO!

vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões:
a fala murcha do falo!
vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões:
a vagina bloqueada!
vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões:
o poder do ralo!
vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões:
a gosma colada...

e a mosca fala...
e, então, 
a mosca delirante, virtuante,
confessa na pressa: 
sou mosca 
e como merda, merda tosca, 
e carne da língua que estressa!

MERDA DIVERSA!


© Pietro N-Dellova, 2015
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"Jason ou, a Dignidade que falta ao Gilmar Mendes"

JASON
ou, A DIGNIDADE QUE FALTA AO GILMAR MENDES 
por Pietro N-Dellova


O Gilmar Mendes parece não ter a necessária "dignidade" para compor o STF.  Um dia após a Corte Suprema ter decidido pelo desmembramento (e adequação de competência) e, por via oblíqua, dar um sentido jurídico e menos noveleiro para casos que estavam criando pernas biônicas e midiáticas em Curitiba, o mesmo Gilmar Mendes (que foi voto vencido) diante das câmeras faz o quê? Faz fofoca e maledicência contra os outros Ministros e, abandonando a dignidade, recato, sobriedade  e discrição que o cargo de Ministro exige, atinge o próprio conceito de STF - Supremo Tribunal Federal, falando violentamente contra os outros Ministros e seus votos diversos!

Gilmar Mendes, é o mesmo Ministro que, em outra ocasião (decisão sobre admissibilidade dos Embargos Infringentes), virou literalmente as costas para o Ministro Celso de Mello, desprezando seu voto (contrário ao dele). É o mesmo que, faz poucos dias, depois de falar por cinco horas a favor do financiamento e negócios das "empresas" no cenário político eleitoral, tentou "humilhar" um Advogado e, com ele, toda a OAB e, por isso mesmo, sendo repreendido pelo Presidente daquela Corte, levantou-se, como alucinado, virando as costas e saindo, mostrando a pequenez que lhe caracteriza.

E por que a pequenez lhe caracteriza? Porque Gilmar Mendes não suporta ser vencido, não suporta debater e respeitar os colegas de STF (nem quaisquer outros profissionais do Direito). Não suporta saber que quando "julga", não julga sozinho, mas em um Colegiado de Ministros. E, alguém que assim procede, com um comportamento indigno, desonroso, nada elevado, nada crítico e, tudo indica, nada jurídico (digo, de argumento jurídico raso), não merece o título de "Ministro". Será melhor ao sr. Gilmar Mendes que, assumindo sua condição partidária, retire-se do STF e volte a advogar para o PSDB, partido do qual faz parte e que o indicou para a Corte!

Porque, todos sabemos, a dignidade é um elemento integrante "sine qua non" para o exercício de qualquer das atividades jurídicas! Vejo (e lamento) que o contrário ocorra no STF (como um câncer interno), mas sei, também, que, afinal, é o tempo do capim, da acriticidade, da mediocridade e da indignidade multifacetada! No caso do Mendes, por desgraça, ao atingir violentamente o STF e o voto de seus Ministros, ataca frontalmente o Judiciário inteiro e, assim, coloca o Direito, último refúgio da sociedade, entre os resíduos do esgoto político e de um debate vergonhosamente  desnudado de grandeza.

Pietro N-Dellova, 2015

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DUAS COISAS, ALIÁS, TRÊS, SOBRE A LAVA-JATO (e uma conclusão rápida)

DUAS COISAS, ALIÁS, TRÊS, SOBRE A LAVA-JATO
e uma conclusão rápida

1. Repetindo o que eu já disse em outra ocasião: <<considerar a Lava-Jato, de Curitiba, parecida, igual ou, de algum modo, correspondente à Operação "Mani Pulite", da Itália, é infantilidade, pieguice, ignorância ou, quem sabe, um arroubo midiático, noveleiro e provinciano.>> Diria mais: é uma idiotice falocêntrica. A Operação Mani Pulite, na Itália, foi outra coisa, com outro foco e outra dimensão: Máfia e Estado. Não há máfia alguma no Estado brasileiro, exceto ratos e ratinhos que roubam queijos (e há baratas!). Incomparável e até desrespeitoso com as muitas vidas que foram ceifadas na Itália, tratar a Lava-Jato, digo, "Lava Roupa Suja em Casa" com a "Mani Pulite"

2. A Operação Lava Jato tem como foco os desvios na Petrobrás - não o Estado!

3. O STF, nesta semana, decidiu corretamente pelo desmembramento dos casos "enfiados" na Lava Jato, apenas fazendo valer algo que se chama "competência". "Competência" é algo que irrita os veículos midiáticos!

Conclusão (rápida):

Fosse a Lava-Jato alguma coisa de semelhante à "Mani Pulite", de início, vários envolvidos já teriam dormido (e sido silenciados) com formigas na boca. Ainda bem que o Brasil é uma democracia (corrupta, como qualquer outra democracia, mas uma democracia!). Ainda bem que o Brasil não precisa da "Mani Pulite", pois se precisasse seria um inferno que o liso Sérgio Moro (e seus seguidores), desconhecem. E, sobretudo, ainda bem que as coisas e instituições funcionam por aqui. É uma pena, entretanto, tanta infantilidade, tanto analfabetismo político e jurídico e, pior, tanto arroto de mortadela!

È un cazzo!

Pietro N-Dellova, 2015 

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venerdì 25 settembre 2015

O Que é Família? (um rápido comentário sobre o desvario parlamentar)

FAMÍLIA 
(um rápido comentário sobre o desvario parlamentar)


O que é Família?

É muita coisa (e pode ser muita coisa), menos o que a "comissão especial" (da Câmara) definiu no dia de hoje em face do Projeto de Lei n. 6583/2013 (Estatuto da Família). Aliás, como eu já disse em outra ocasião, especialmente, em Artigo para o Programa de Rádio, no Paraná (vide "Congresso Conservador Ameaça Direitos Conquistados"), o "parecer" da Comissão é um atraso, por si só, em relação ao Direito e, em especial, aos Núcleos Familiares. É um retrocesso ao século XIX. É atraso, muito atraso!

Eis um dos retrógrados Artigos do Projeto de Lei n. 6583/2013, aprovado pela Comissão:

(...)
Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
(...)

Obviamente que a definição da dita Comissão sequer pode prosperar (no processo legislativo), por várias razões socioeconômicas, mas, por duas legais, tanto de caráter constitucional quanto infraconstitucional, respectivamente, Artigo 5º, XXXVI da CF/88 e Artigo 6º da LINDB (apenas para citar os dispositivos mais expressivos):

"A Lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada"

Pois bem, já está decidido pelo STF e, portanto, é "coisa julgada", a união entre pessoas do mesmo sexo como Núcleo familiar (desprezado, agora, pela comissão parlamentar e pelo Projeto de Lei n. 6583/2013). Qualquer nova lei não pode repercutir sobre este fato (social e jurídico). É coisa julgada e, mais, estabelecida no Direito que, não entenderam os parlamentares, não pode ser modificada. Não se tiram direitos!  Além disso, o "projeto" passado pela Comissão não contempla outras famílias, por exemplo, as recompostas, famílias afetivas (por exemplo, filhos de criação), uniões plúrimas, entre irmãos e, ainda, de uma pessoa só, com visíveis impactos, se aprovado o parecer da comissão, sobre o patrimônio, especialmente, no que respeita à Usucapião e Impenhorabilidade do Bem de Família. Cito apenas o mais básico na ordem patrimonial. Há mais, muito mais, pelo ângulo Previdenciário, Trabalhista, Tributário, Civil, Processual Civil, Penal, Processual Penal, entre outros e, repetindo, CONSTITUCIONAL!

Por outro lado, a "comissão" quer alterar o texto da Constituição? Sim, pois sequer a CF/88, em seu Artigo 226, definiu que "família seja núcleo formado pela união entre homem e mulher", aliás, nem casamento aparece na Constituição como "união entre homem e mulher". O Constituinte de 1987 nem mesmo definiu família (o que fez bem, pois a ideia é aberta). Poderia a lei modificar a Constituição? Na cabeça dos mais retrógrados parlamentares, sim, já que desconhecem a Carta Magna! A CF/88 tratou, acertadamente, a família como base da sociedade (Art. 226), pois é mesmo, sem dispor de como pode ser formada, já que o mencionado Artigo é aberto e já foi objeto de profunda hermenêutica pelo STF, especialmente no que concerne ao alcance de tantas possibilidades.

Família é um setor com o qual o legislador não deveria se (pre)ocupar, pois não se trata de matéria legal (ou que possa ser quadrificada pela lei), mas, ao contrário, para além do alcance legislativo, trata-se de relações de afeto de caráter horizontal e plural. Quando muito, o legislador deve se ocupar com questões patrimoniais, a fim de garantir que os bens sejam protegidos. Não pode o legislador estrangular os Núcleos familiares, definindo "família"!

Sabe o legislador (e sua comissão) o que é "domus"? Sabe o legislador o que é "famulus" (palavra que designa a origem da família entre os romanos)? Sabe o legislador o que é família eclesiástica (medieval)? Sabe o legislador o que é família proletária? Sabe o legislador o que é família afetiva? Não! O legislador brasil-eiro nada sabe disso ou daquilo, apenas quer estabelecer no país seus dogmas "religiosos", "equivocados" e "inconstitucionais".

Enfim, o desvario parlamentar (que parece não ter fim na atual legislatura) anda fazendo estragos no Direito. Por quê? Porque lê o Direito como capítulos e versículos, mas o Direito poucas vezes é "capítulo", aliás, poucas vezes é lei. E nunca, nunca mesmo, é versículo!


Pietro N-Dellova, 2015 
Prof. de Direito Civil 
Mestre em Direito pela USP
Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP 
Doutoramento em curso pela UFF - Universidade Federal Fluminense
Formado em Direito e em Filosofia

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giovedì 24 settembre 2015

Incontro con Josè Pepe Mujica - Favale di Malvaro 24-5-15



Il grand'uomo JOSÉ MUJICA 
la sua persona, semplicità 
e le sue parole stupende di sapienza
IN ITALIA (Favale di Malvaro) 
24.5.2015


Incontro con Josè Pepe Mujica, che ha visitato in forma privata il paese d’origine di Sua madre a Favale di Malvaro ed il 24 maggio 2015 ha ricevuto la cittadinanza onoraria di tale Comune. Con semplicità e grande umanità Pepe Mujica ha parlato con le persone giunte e salutarlo e ha gentilmente risposto ad alcune domande su temi sociali.








José Mujica - intervista alla Univision americana - (sottotitolato in it...

domenica 20 settembre 2015

A Caverna ou, Da Inteligência Contemporânea ou, Da Profundidade Social e Política



A CAVERNA 
OU, 
DA INTELIGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
OU, 
DA PROFUNDIDADE SOCIAL EM POLÍTICA

Aquela coisa de Filosofia e altos papos... esqueça! 
Aquela coisa de Amor e Amar... esqueça! 
Aquela coisa de Cidadania e estilo... esqueça!
Aquela coisa de Espíritos elevados e solidariedade... esqueça!
Aquela coisa de Lógica e diálogo... esqueça!
Aquela coisa de Tolerância... esqueça!
Aquela coisa de Humanidade... esqueça!
Aquela coisa... esqueça!
Aquela... esqueça!
Esqueça!

Agora é a hora da rispidez sonora onde mora a estupidez...

É o reino da Caverna, da escuridão, da estatueta, 
... do fogo artificial, da demência: 
... a inteligência inverna: avulsão brutal, a careta, 
... jogo intestinal, incoerência!

Agora é a hora e a vez dos bigatos sociais, da fala desprovida;
Agora é a hora e a vez dos pratos virtuais, das salas mortuárias;
Agora é a hora e a vez da delinquência, da falência: da não vida!
Agora é a hora e a vez da ração, do fedor das vias mamárias...

Os vermes falam!
Os bigatos falam!
Os abutres falam!
Os porcos falam!
Os camarões falam!

Vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões: a fala murcha do falo!
Vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões: a vagina bloqueada!
Vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões: o poder do ralo!
Vermes, bigatos, abutres, porcos e camarões: a gosma colada...

E a mosca fala...

E, então, 
a mosca delirante, virtuante, confessa na pressa: 
sou mosca 
e como merda, merda tosca, 
e carne da língua que estressa!

Pietro N-Dellova, 2015 

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Wolfgang Amadeus Mozart: LE NOZZE DI FIGARO complete with double subs Italian-English




LE NOZZE DI FIGARO 
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)

[complete with double subs Italian-English]
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il libretto di LE NOZZE DI FIGARO 
Lorenzo da Ponte 
http://www.librettidopera.it/zpdf/nozzefig.pdf
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martedì 8 settembre 2015

Ser Professor


SER PROFESSOR

Ser um Professor (eu disse, ser, não estar...) é algo Superior, indiscutivelmente muito Superior. Por quê? 
Porque como Professor ninguém me diz quando - ou como - devo parar. Eu sigo sendo, ainda que me neguem o giz e o espaço! Ser Professor me permite não ficar de cabeça baixa, cabisbaixo, diante dos outros, mas, sobretudo, não permite que os outros fiquem de cabeça baixa, cabisbaixos, diante de mim! Ser Professor significa manter minhas asas e desvelar as asas de outrem: é o melhor e maior movimento libertário! É o meu melhor caminho para não me envergonhar, um dia, por virar pó sobre a terra (de onde venho e para onde vou!).
Enfim, sou um Professor possivelmente arrogante, porque não acredito em tolices e humildades dirigidas, em um mundo em guerra cotidiana e exploração diuturna. E, se eu fosse humilde, então, não seria Professor, seria sacerdote, coveiro, enganador, político e vendedor de idolatrias, crendices e pedacinhos do céu!

Pietro N-Dellova, 2015
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5776 ראש השנה


שנה טובה ומתוקה
 Shana Tovah Umetukah
 1º Tishrei
   September 13
  at 6 pm

sabato 5 settembre 2015

Das Religiões e do Crucifixo na Parede do STF

DAS RELIGIÕES
E DO CRUCIFIXO NA PAREDE DO STF
Pietro N-Dellova

O Brasil não é um país laico! A sociedade brasil-eira é religiosa em tudo (e, também, pensa, faz sexo, come, bebe, legisla, administra e julga religiosamente). Nem sua Constituição, que se pretende democrática, é laica (e o preâmbulo é bem claro!). Enfim, é uma armadilha pensar esse país como laico!

Mas, se não podemos pensar em laicidade (de modo algum), todavia, podemos pensar em pluralismo religioso (incluindo a irreligiosidade) e, sobretudo, no respeito de uns para com outros. 

Pois bem, o STF, Supremo Tribunal Federal, representante máximo da "função" Judiciária do Estado, bem como "guardião" da Constituição Federal, faria expressiva justiça se revisse o símbolo religioso de uma de suas paredes. Não, não, não quero que tirem o crucifixo do STF, mas que se fixem outros tantos símbolos religiosos, católicos, evangélicos, judaicos, islâmicos, indígenas, africanos, pagãos, asiáticos etc. Imaginemos uma parede com todos os símbolos religiosos e, lógico, um quadradinho sem nada, em branco (ou vermelho e preto) para representar os igualmente respeitáveis cidadãos ateus, irreligiosos e agnósticos! Todos seriam representados na parede do "guardião" da Constituição Federal e ele, o STF, (re)conquistaria um respeito social que parece não ter nos dias de hoje!

Pietro N-Dellova, 2015 

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