alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 30 dicembre 2015

DETALHES DA DEFORMAÇÃO DE CARÁTER DE PARTE DA POPULAÇÃO BRASIL(EIRA)

DETALHES DA DEFORMAÇÃO DE CARÁTER DE PARTE DA POPULAÇÃO BRASIL(EIRA)

O que realmente existe no Brasil não é uma crise econômica, mas uma crise moral, ética, social (de cinco séculos). O que se observa, visível e expressivamente, é o ódio que se tem do trabalhador, do pobre, do negro, do nordestino, do índio, do imigrante. Uma pequena classe que viveu às custas dos índios, dos negros, dos imigrantes e do nordestino, vê, hoje, com profundo nojo, com vontade de vomitar, com desprezo, o trabalhador comum, o pobre, o negro, o nordestino, o índio, o imigrante, sobretudo, quando alcançam determinados postos ou dimensões econômicas. 

Esse pequeno grupo, que discrimina e tem nojo, grita pelas ruas contra a corrupção, mas é ele, ele mesmo, o mais corrupto e indecente. É ele quem compra, é ele quem dá propina, é ele quem desvirtua a política, é ele que reclama das faixas de ônibus (porque não as usa e sente ódio de dividir espaço com usuários de ônibus). Aliás, sente ódio em saber que usuários de ônibus possam chegar mais cedo, desfrutar da própria vida e de suas famílias.

Há um certo "estilo" em ser dessa classe. Ela pode dizer que não faz parte de tudo isso. É a classe que não é negra, não é indígena, não é imigrante, não é pobre. Mas, como não tem capacidade alguma, não é pela competição que a "pequena classe" desenvolve e se aperfeiçoa, mas por manter a grande maioria em situações de miséria, pobreza e dificuldades mil. 

É dela, da classe com "estilo", que saem determinados professores que, ao encontrar um estudante com potencial, mas sendo pobre (ou negro) impõe sofrimentos, perseguição, fala mal, e torce, torce ( e atua) com tudo o que tem, para ver tal e qual estudante dar-se mal. A glória dessa classe é afirmar (e comprovar) que existe um "povinho" que não tem musculatura intelectual nem inteligência, pois é demais que o "povinho" alcance postos de trabalho e sucesso. 

Não é sem razão que essa classe forma "operadores" do direito para servi-la, advogar sua causa (que é a de não perder seu status), sentenciar a seu favor, prendendo o negro e o pobre (e libertando o branco e o rico). Não é sem razão que 73% dos presos são pobres, negros e analfabetos. É um excedente que deve ser retirado do cenário público! Não é sem razão que essa classe odeia cotas, odeia projetos sociais como o bolsa-família e o mais-médicos, odeia as universidades federais, pois, até então, essa classe era dona das vagas das universidades estaduais e, hoje, as federais dão acesso a quaisquer pessoas, especialmente àquelas que foram historicamente excluídas. 

Não é sem razão que essa classe corrige os erros de português da Presidente da República (porque é classe (de)formada no preconceito linguístico), mas não corrige os seus próprios (que são imensos, inúmeros e escandalosos). Quando essa classe está fora do país, ela é subserviente, venal, ridícula, fala um inglês ridículo, mal sabe falar uma das línguas europeias (nem mesmo o português de Portugal). Espanhol? Nem pensar. Espanhol é a língua dos povos, entre os quais, ela não quer ser contada!

Enfim, é a classe racista, preconceituosa, de caráter defeituoso, sem ética, corrupta e burra, muito burra! Por isso mesmo, faz dois séculos, recusou-se a se chamar de povo "brasiliano" ou "brasiliense" (nomes gramaticalmente corretos) e preferiu ser "brasil-eiro" (absolutamente incorreto, pois designa apenas os que faziam comércio com as coisas do Brasil). As primeiras duas formas (corretas) designavam os brancos (sem bens nem posses) nascidos no Brasil e os indígenas, originais da terra.

É isso que existe no Brasil. É este o som dos panelaços! É apenas isso!

Pietro N-Dellova 

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martedì 29 dicembre 2015

CONVITE AOS AMIGOS

CONVITE

Queridos Amigos e Amigas, salve!






Agradeço imensamente o apoio, a amizade e a solidariedade que tem marcado nossa caminhada até aqui. 


Convido a todos (e todas) a continuarem conosco, agora no Blog CAFÉ & DIREITO, onde postarei, a partir do próximo ano, os textos, comentários e análises críticas. Conto com o mesmo apoio que marcou nossa relação, com o debate, a leitura e a divulgação de nosso trabalho.


o link do Blog
www.nardelladellova.blogspot.com 

Fiquem por perto. 
Com apreço e amizade. Feliz 2016

Pietro N-Dellova

ÍNVIO


PAREMOS TODOS... PAREM, PAREM, PAREM !!!


DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?

DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?
(suum cuique tribuere, honeste vivere)

por Pietro N-Dellova


Em que pese o “costume” de se atribuir o título de “Dr.” a vários profissionais (bons que sejam!), costume esse defendido com argumentações de A a Z, entre as quais “decretos” monárquicos, primazia de curso superior, nivelamento ou cópia estadunidense (doctor) etc.

Em que pese o costume e a argumentação, sejamos esclarecidos, esta não é válida e cabal nem aquele se tornou um direito!

Aliás, espantosa e inacreditavelmente, "direito" exigido por profissionais, além de bacharéis em direito e médicos, tais como, psicólogos, dentistas, contadores, despachantes, enfermeiros, administradores. Há, inclusive, muitos debates, alguns em jornais impressos e outros em meios virtuais (debates tão antigos quanto o equívoco do título “Dr.”) em que uns dizem ter mais “direito” que outros ao título de Dr.! Debate banal!

Bem, a argumentação é um tanto (e quanto) falaciosa ou tosca. O costume é, de fato, um costume, mas não de direito e, portanto, não se encaixa nos assim chamados “bons costumes”!

O Bacharel em Direito é mesmo Bacharel – e não Dr.! Ingresso nos quadros da Ordem dos Advogados, portanto, com direito a Advogar é, ainda que seja a mais linda das profissões, um Advogado – eis o título! E mais. Se Juiz, Juiz! Se Procurador de Justiça, Procurador de Justiça! Se Delegado, Delegado! Se Professor, Professor! Os títulos são os nomes de suas funções e, dificilmente, tais profissionais chegam ao Doutoramento, ao Doutor!

O Psicólogo é Psicólogo! O Médico é Médico! O Nutricionista é Nutricionista!

O título de Doutor existe, de direito, atribuído àqueles que já sendo Mestres (em algumas Universidades de modo diverso), passam pelo exame de proficiência em duas línguas para além do vernáculo (geralmente, alemão, inglês, francês e italiano), cumprem créditos (disciplinas) em Universidades reconhecidas, escrevem uma Tese absolutamente nova e inovadora e a defendem (com aprovação) diante de uma Banca formada por Doutores! Eis, agora, sem saúde e solitário, o Doutor!

Quem fez um Mestrado é Mestre! Quem fez uma Especialização é Especialista!

Eu sei que muitos dos meus colegas e contatos – até mesmo os amigos, não concordarão comigo, pois ainda estão anestesiados com o costume e sob as névoas da má argumentação! Va bene! Continuamos colegas, contatos e amigos, mas, o título Doutor (Dr.) cabe apenas aos que fizeram um Doutorado que, por sua vez, não é mais nem menos que os títulos de Advogado, Médico, Juiz, Procurador, Delegado etc.

A meu ver, é ainda o resquício do espírito lusitano do bacharelismo que acabou por virar uma espécie de caricatura expressa em cartões de visita, grossos anéis de formatura, colações de grau (com direito a canudo vazio e serpentinas). Hoje, diante de um mundo mais inteligente, não é, sequer, de bom-tom!

Diria mais, apresentar-se como “Dr.” é um tipo sutil da arrogância de país eternamente colonizado, de estúpida superioridade social, de analfabetismo profissional e de agressão à inteligência. Uma infantilidade - para dizer o mínimo!. Geralmente, com um tanto de hipocrisia, os egressos (principalmente de um Curso de Direito) chamam seu colega de “Dr.”,  mas com a perceptível intenção de assim serem, também, chamados! Bah!

Uma curiosidade à parte. Os Doutores (de direito, pela Tese, e de fato, pela Pesquisa), em geral, não se apresentam como tais e, muito menos, em cartões de visita! São profissionais, comumente, Professores, que, quase em trapos e fusca, vivem orgasmaticamente entre livros, de sebo em sebo, de giz em giz, de laboratório em laboratório, sem anéis de formatura e, por desgraça (ou alívio), sem alianças de noivado e casamento - e fazem, neste silêncio empoado, a diferença cultural e científica em uma sociedade que se pretende evoluída!

Então, da próxima vez que mandar imprimir cartões de visita ou cunhar placas oficiais, não se esqueça do princípio jurídico “suum cuique tribuere” ou, no vernáculo, “dar a cada um o que é seu”. Se for Doutor, de direito e de fato (não de costume ou argumentação), possivelmente o cartão e a placa não existirão nem serão necessários, pois Doutores não têm tempo para isso: o tesão, prazer e orgasmo estão em níveis bem superiores!

Se não for Doutor (de direito) não exija ser chamado assim e, melhor ainda, recuse tal tratamento! Se for um Juiz, por exemplo, e receber aquela petição com cabeçalho padrão, determine, de pronto, seja a petição emendada! Se for Advogado, não escreva tal cabeçalho! Em um ou outro caso: “honeste vivere” (viver honestamente)!

Mas, se quiser mesmo o cartãozinho com aqueles símbolos “doirados”, reluzentes, ao ponto de se comunicar com o espaço, informe, com exatidão, o que é, ou seja, seu título profissional ou acadêmico: Advogado, Juiz, Procurador de Justiça, Médico, Psicólogo, Contador, Despachante, Administrador, Nutricionista ou, ainda, Bacharel, Especialista, Mestre. Neste caso, nunca, nunca mesmo, o título “Doutor”.

Se, por acaso – e por deslize do costume, argumentação, excitação imoderada ou ejaculação precoce - já tem em mãos os cartões e placas com o “Dr.”, não se intimide: rasgue-os todos - e arrebente as placas sob golpes de uma marreta certa e consciente! Aliviado, corra a um boteco e bela uma cachaça, dê um pouco aos santos e vá fazer amor pelo resto da tarde sem quaisquer títulos. É o que falta!


© Pietro N Dellova
in “DESTRUINDO MITOS E MENTIRAS”, 2000 

giovedì 24 dicembre 2015

SOBRE JESUS

SOBRE JESUS 
por Pietro Nardella-Dellova 

Jesus foi uma das figuras mais extraordinárias, das que nasceram e morreram sobre esta terra. Um libertário, diria, um anarquista no que de melhor tem um anarquista. Um amante-amado ao lado de uma mulher amante-amada. Um Mestre dedicado aos seus Amigos e Amigas. Alguém que sabia, em toda a dimensão, o que era comer e beber com seus alunos e alunas. Alguém que sabia, em toda a profundidade, quais as dores de todas as pessoas, seus anseios e fragilidades. 

Jesus, este meu querido irmão, duas vezes irmão, como Judeu e como Anarquista, de um honesto Judaísmo e um verdadeiro Anarquismo. Um amigo querido que jamais estenderia a mão contra quaisquer pessoas por questões teológicas, mas foi implacável contra Roma e contra os usurpadores do Templo (e da fé popular).

Jesus, o grande e estimado Mestre, foi tudo, tudo o que se pode querer e amar, tudo, menos o que os cristãos falam ou escrevem sobre ele - e em nome dele. Jesus foi abolicionista, antimilitarista, amava e convivia com prostitutas e miseráveis, assim como amava suas irmãs e irmãos, odiava quaisquer movimentos de acusação e punição. Foi o primeiro a compreender e, depois dele, Martin Buber (outro querido Mestre) que alguém (não sendo um doente mental)  pode praticar um crime quando está em sua menor resistência e maior excitação. Então, ensinava ele, aos doentes deve ser dado o tratamento; aos de menor resistência e maior excitação, uma convivência de fortalecimento e de simplicidade. Jesus jamais difamou sequer uma formiga e, nunca, nunca participaria de linchamentos públicos (ou privados). Jesus nunca foi (ou seria) autoritário (comunista ou capitalista).

Enfim, Jesus foi um exemplo de Judaísmo e Anarquismo Libertário, mas, sobretudo, de Humanidade. Oxalá o mundo o conhecesse profundamente!

Feliz Aniversário ao querido Irmão. Sua memória honra a todos os libertários!

© Pietro Nardella-Dellova 


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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF ", onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

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mercoledì 16 dicembre 2015

REFLEXÕES (em vídeos) do PROF. PIETRO N-DELLOVA



Convido os meus queridos amigos e amigas às seguintes reflexões (vídeos)
com gratidão e forte abraço
Pietro Dellova

1. DIREITO E RELIGIÃO
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/986751298033047/?type=2&theater


2. SOBRE A TRAGÉDIA DE MARIANA, MG
(TV DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973736092667901/?type=2&theater


3. SOBRE OS ATOS DE TERROR EM PARIS – PARTE I
(DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973735172667993/?type=2&theater


4. SOBRE OS ATOS DE TERROR EM PARIS – PARTE II
(DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973735536001290/?type=2&theater


5. DIREITO ALTERNATIVO - FLORIANÓPOLIS
https://youtu.be/2zjS2btcKwY


6. DIREITO E ANARQUIA – VÍDEO I - EMERJ
https://youtu.be/pCSvu_47Y1M


7. DIREITO E ANARQUIA – VÍDEO II - EMERJ
https://youtu.be/ZEyaCPm68yI


8. DIÁLOGO COM OS MUÇULMANOS
https://youtu.be/zdV4dfKkFL0


9. DIREITO EM CHAVE CRÍTICA - AJD
https://youtu.be/HPBy5RkqRio


10. DIÁLOGOS SOBRE CUBA – TV JUSTIÇA STF
https://youtu.be/lKUtageVxXw


11. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE I
https://youtu.be/4pczDFBe2A0


12. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE II
https://youtu.be/KKy5yiJ8z7k


13. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE III
https://youtu.be/sftduehuwQ0


14. DIREITO E AFETO – AJD
https://vimeo.com/22767840


15. ADVOCACIALIAÇÃO DO ENSINO JURÍDICO
https://vimeo.com/30520873


16. DIREITO E RELIGIÃO
https://youtu.be/_TMCHPfeuc8


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lunedì 14 dicembre 2015

Direito e Religião - Pietro Nardella Dellova



RELIGIÃO E DIREITO 
por Pietro N-Dellova  


Abordagem feita na Faculdade de Direito Damásio/DeVry, sobre

RELIGIÃO & DIREITO: ENTRE TEOCRACIA, RELIGIOSISMO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 

Esta abordagem é a síntese do Projeto para o Seminário "RELIGIÃO E DIREITO",

sob minha Coordenação, idealizado para o primeiro semestre de 2016 em São Paulo. Oportunamente darei maiores informações sobre o Seminário.

Por ora, convido os amigos a refletirem comigo. Eis o vídeo



Prof. Pietro N-Dellova

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FIM DE FEIRA: 13/12/2015

FIM DE FEIRA: 13/12/2015 
Pietro N-Dellova

Acabou-se a "manifestação" disentérica deste domingo, com seus coloridos, cheiros e gemidos característicos. De todas, não restam dúvidas, foi a mais pífia e brochante. Por quê?

Talvez porque os debiloides que a conclamaram tenham finalmente se revelado idiotas. Talvez porque parte do povo brasileiro, sempre de boas intenções, tenha mais completamente descoberto que a "oposição" não passa de um retiro de zumbis, morféticos e canalhas, um conluio de estelionatários de vários partidos. Talvez porque tenham percebido que os diretamente responsáveis pela derrocada econômica não seja a Dilma, mas a Câmara dos Deputados, com suas pautas bombas e omissão quanto ao que se deve fazer. Talvez porque tenham descoberto, depois de um ano, que o governo Dilma merece muita crítica, mas os Deputados merecem o fuzilamento. Talvez porque todos estejam de saco cheio desse discurso vagabundo. Talvez porque tenham lido alguma coisa sobre Economia Internacional. Talvez porque tenham percebido que quem deve ser processado, está sendo; quem deve estar preso, já está. Talvez tenham descoberto que os três patetas que assinaram o pedido de 'impeachment" não servem como monitores em uma sala de aula de Direito,  muito menos como "doutrinadores" do universo jurídico (pois não o são). Talvez poque tenham ouvido os mesmos patetas (dois patetas e uma pateta) dizerem alguma coisa em público, e sentiram, como qualquer inteligência mediana pode sentir, que não são lá, no discurso e na substância, tão superiores assim à Dilma (em seus desastrosos discursos). E, sobretudo, talvez tenham descoberto que um governo, em Estado Democrático de Direito, deve ser criticado de forma proativa e, assim, sob críticas proativas, pode mudar seu rumo, ajustar as medidas, tomar direções mais inteligentes e implementar projetos duradouros, mas que, em estado de sufocamento, não resta a ela, governo, mais que gemer, resmungar e se defender, imobilizando a Administração. Enfim, há muitos porquês e muitas razões do fracasso desta "manifestação".  Não há  uma, nem duas, mas muitas razões.

Porém, para os comentaristas da Rede Globo, entre os quais, Merval Pereira, as razões "absolutas" são a proximidade do Natal e o marketing do governo federal. Como assim? 

Isso mesmo, uma razão à mais para não fazer coro com idiotas de plantão. Os comentários ofendem a inteligência de uma minhoca e, talvez, muitos tenham compreendido que tais comentários se dirigem a uma massa de bois, pois como bois as pessoas são consideradas (e resolveram não ser bois no dia de hoje!). Apenas hoje, Merval mentiu algumas vezes, entre as quais, dizendo que o Collor sofreu "impeachment". Collor não sofreu impeachment, Collor renunciou! E mais, foi inocentado pelo STF. Isto não foi dito...

Eu adoraria (ao lado de outros como eu), de fazer críticas ao plano econômico, às escolhas de ministros e a uma série de outros aspectos da Administração pública federal. Exatamente porque não sou petista (e, muito menos, sofro de uma doença, isto é, uma demência, chamada antipetismo). Mas, olho para um lado, e vejo ratos como Aécio, Paulinho da Força, Caiado, Agripino, Eduardo Cunha, Temer (e todas as bactérias parlamentares a eles ligadas) e, de outro, um governo frágil e indolente. Consigo propor algo para o frágil e indolente, mas não consigo conviver com os ratos e suas doenças respectivas! 

Quem sabe consigamos retomar a crítica de alto nível ao governo, afastar os ratos, dar espaço a uma oposição sadia e esclarecida e reforçar a tessitura constitucional e, a partir disso, apenas disso, recomeçar a construção de um país que, eu confesso - e reconheço, não merece ratos nem fragilidades! 

Em tempo. Apesar das brincadeiras, de modo algum alegra-me ver um povo, honesto e bom, como o brasileiro, sair às ruas e ser humilhado, ridicularizado e caricaturizado, como foram aqueles que hoje saíram às ruas. Não são eles que merecem o ácido e o cuspe da minha língua, mas a "oposição" que os droga, juntamente com os idiotas que promovem tais manifestações. Que viva, enfim, o povo brasileiro e redescubra seu caminho de desenvolvimento, alegria, música, hospitalidade. Que morram, sete vezes, todos os ratos!

© Pietro N-Dellova 

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domenica 6 dicembre 2015

três coisas importantes, aliás quatro, sobre o "impeachment"



TÓPICOS SOBRE O ILEGÍTIMO IMPEACHMENT

Três coisas importantes, aliás, quatro:

1) Colocar-se contra o Impeachment não é colocar-se a favor do Governo Dilma!

2) Colocar-se contra o Impeachment é salvar a jovem Democracia brasileira de um atentado, uma violência!

3) O Brasil não sabe o que seja Democracia em sua História. O único momento em que viveu, por pouco tempo a Democracia, sofreu um tremendo golpe, 1964, enterrando-o na Ditadura Militar e, agora, com a Democracia em sua plena adolescência, a oposição irresponsável, desrespeitando 52 milhões de votos democráticos, novamente excita-se com um novo golpe!

4) Para um Estado Democrático de Direito manter-se e desenvolver-se, o mínimo, a base, o chão, chama-se Constituição Federal. Um eventual "impeachment da Presidente Dilma" é, gostemos ou não dela, o desprezo total pela Carta Magna! O que vier depois nunca será uma coisa boa!

Prof. Pietro N-Dellova
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na URCA - UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


SEM OFENSAS, MAS PREFIRO MENTES ESCLARECIDAS EM FACE DO ASSUNTO "IMPEACHMENT"

SEM OFENSAS, MAS
PREFIRO MENTES ESCLARECIDAS EM FACE DO ASSUNTO IMPEACHMENT

Em todo lugar em que estive, sempre utilizei um princípio básico da minha educação familiar e, a cada chegada, desde a rodoviária, aeroporto ou estação de trem, ouço a voz do meu babbino:

<<filho, não importa aonde vá ou onde esteja, procure conhecer o pensamento dos grupos e, sobretudo, procure identificar todos os que tenham posicionamentos razoáveis e esclarecidos e, não tenha dúvida, fique ao lado destes>>

Bem, sou Professor faz duas décadas. Estudei muito, desde cedo e, sem cansaço, estudo ainda nas melhores Universidades. Sei reconhecer, para além de qualquer vaidade pessoal minha, os Mestres que atravessam meu caminho. E, sobretudo, sei escutá-los. Por um princípio judaico sei respeitá-los e ficar atento ao que me dizem. Como Judeu, ficarei idoso (se D'us não me matar antes...) e, como todo Professor e Judeu idoso, ainda lá saberei ouvir e escutar um Mestre, pois todo Professor, nestas condições minhas, é sempre - e alegremente - um Estudante, aliás, um Estudioso e, por isso mesmo, sabe enxergar Mestres!

Fiz isso em todo lugar. Faço isso em todo lugar. Agora, novamente faço isso diante da crise política instaurada no país onde vivo, com o qual contribuo em termos tributários e, também, no contexto acadêmico, bem como na Educação. Diga-se crise com face dupla (de um lado, um governo anestesiado pela insolência partidária, o PT; de outro, a pequenez e a indignidade da "oposição" e "abutres", ou seja, o PSDB, o PMDB e outras coisas)! No conjunto, o desfazimento dos Poderes Executivo e Legislativo, com pedido de "impeachment" de um lado e com os Presidentes do Senado e Câmara investigados, denunciados e comprometidos criminalmente).

Assim, fui procurar ouvir -  e escutar - as vozes esclarecidas e os posicionamentos razoáveis. Até o momento, especificamente sobre o "impeachment" ouvi muita besteira e superficialidade dos que o defendem, como FHC, Bicudo e Reale Jr, e, por outro lado, escutei muita consistência jurídica e política dos que se colocam contra ele, entre os quais, Dallari, Celso de Mello, Fabio Comparato, Ayres Britto e outros dos Grandes!

Mesmo entre os "torcedores" do pró-impeachment não encontrei mentes lúcidas, informadas ou esclarecidas, mas encontrei muito ódio. Ao contrário, entre os que firmemente se colocam contra o 'impeachment", descubro pessoas com sólidos argumentos, uma certa bondade na fala e criticidade.

Sigo, então, como Professor (e sempre respeitoso Estudante) escutando estas vozes que são, claramente, razoáveis e esclarecidas! Não por mim mesmo, que sou Anarquista, mas por estes Mestres e, também, pela voz do meu babbino, voz que me trouxe até aqui!

Pietro N-Dellova 
Professor de Direito

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