alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 17 gennaio 2016

PAUSA PARA A MULHER AMADA



PAUSA PARA A MULHER AMADA
ENTRE QUATRO LETRAS HEBRAICAS


alef

a Mulher Amada nesse verde-azul, feito tudo:
vinho, sangue, uva, mel, choro e palavrão,
abria os braços, o peito, a boca – e eu mudo!
deixando nos seios o beijo, a lágrima, a unção...

bet

a Mulher Amada na brisa, lua, vento, tempestade,
à mesa, elevador, corredor, biblioteca, cozinha,
varanda, cama, chão, sofá, escada, por toda tarde
vestida, seminua, nua: ei-la, plena, quando vinha

gimel

de alma entregue, chocolates e branca espuma 
entre os dedos, rosto, língua, face sorridente,
rindo-vermelha-rosa-chorando-branca-leve-pluma
de música, gozo, asas, esperança: Mulher gente!

dalet


eu
poeta
feito de letras
urros
e porta aberta
giros tresloucados
mil teses
fugindo aos murros
pisando em fezes 
lendo fezes
do boi errante, minguante,
feito de ausência
escondido 
sumido
entre os meus versos
inclementes versos
cegos versos
cegos inclementes
que negam a água 
entre fios dourados
e a boca imensa
voando pelos céus 
de barro e fogo
(é um jogo)
e esbarro na tumba:
céus diversos
fugido-ingrato-sem-rosto-sem-manhã-para-o-amanhã!
AH, MEU AMOR,
deixe-me em paz
feche o seu jardim
eis-me, nu e vendido,
fendido
aqui jaz!
(vou comer rapadura)

© Pietro N-Dellova

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