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ברוך ה"ה







martedì 12 gennaio 2016

QUERO SER LIVRE DE MIM MESMO



QUERO SER LIVRE DE MIM MESMO
(abaixo a minha própria ditadura)

[Pietro N-Dellova]

Hoje
quero contradizer
O que disse ontem,
E amanhã, o que disser hoje:
Quero ser livre de mim mesmo!

Se eu vir que a fronte é feia,
Vou falar isto,
Mesmo que tiver dito ser belíssimo
O perfil de alguém...

E irei para o gozo sem freios
Ou para o adeus entre montes de terra.

Quero ir vivendo assim – livre, liberto –
Olhar por todos os ângulos
E jamais ser imbecil:
Escravo do orgulho de ter falado!
...assim, estarei realizado em cada vida
que eu viver em toda a vida...

Quero ser o mais instável dos homens
E não pensar que isto tem a ver
Com a personalidade
-que não muda, muda-
Mas, ser tão livre quanto o pensamento
E no modo de olhar as coisas
(porque as coisas mudam!)
Para que aperfeiçoe a mim mesmo
E descubra cores maravilhosas
(ocultas aos imbecis-estátuas)

...não há limites para livros superarem livros e teses superarem teses, nem há limites para céus superarem céus e mares superarem mares, nem para mundos superarem mundos, nem para perspectivas superarem perspectivas e ângulos superarem ângulos, nem descobertas superarem descobertas:

Há limites apenas para o ontem!

Quero concordar e discordar – livre –
Porque não temos que concordar
A vida inteira com o que concordamos
Um dia qualquer que passou, enfim!

...porque passamos pelo cinzel da existência...
E vamos aprendendo novas “cousas”
Descobrimento novos matizes e faces:
É maravilhoso seguir rumo à perfeição
De não ser, jamais, perfeito em nada...

Não quero soldar grades que me prendam
Mas, quero ir rumo a não-sei-o-quê.

Nunca quero dizer: cheguei!
E não quero chegar nunca em pensar: cheguei!
A vida perderia o sabor e eu morreria nessa prisão:
Chegar é morrer!
Viver é superar a vida a cada instante!

Quero não gostar e amar depois,
Se eu sentir isto,
...e isto será vida, sim senhor,
acredite-me!

© Pietro Nardella-Dellova,
poema do meu segundo livro
NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE. Editora L&S, 1989, p. 58


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