alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 6 febbraio 2016

GIZES E VERSOS


GIZES E VERSOS

não tenho ouro, 
apenas um chinelo:
odeio pregadores, credores e centrifugadores!

diante dos meus amores, faço, 
com gizes e versos,
de variados coloridos, universos e matizes,
o caminho que me conduz ao Eu e ao Tu...

não tenho céus, paraísos e outras mentiras,
não tenho créditos nem terra prometida
e destruo, todos os dias, centrífugas opressoras!

venho de lugar incerto: tenho deserto!

ao peito e à boca abertos, oferecidos, 
entrego saliva, derramo unção, urros e risos,
e, no umbigo, (porque miserável, não tenho taças),
despejo 
vinho 
nele 
descubro 
as 
três Graças...

venho do pó e rocha: tenho uma tocha!

sobre a pedra escrevo humanidades, 
derramo sonhos, utopias, liberdade, lágrimas,
e, às carteiras, porque libertário, 
(não tenho dinheiro nem passe)
semeio café e nele descubro-me o tempo inteiro...

meu amor, não me deixe partir,
meu amor, venha - e vamos rir,
gozemos por toda a tarde, noite e madrugada

venho de lugar incerto, 
tenho deserto, pó, rocha e uma tocha:

em uma das mãos, gizes: a cal feito mágica; 
noutra, a poesia sem deus, sem dinheiro nem pragas!


Pietro N-Dellova, 2016

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