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ברוך ה"ה







giovedì 31 marzo 2016

SITUAÇÃO, OPOSIÇÃO, CANALHAS E CAFÉS

SITUAÇÃO, OPOSIÇÃO, CANALHAS E CAFÉS
Pietro Nardella Dellova
Situação e Oposição não são um mal em si mesmas. Haveria um mal, um grande mal, não as tivéssemos. São, ao contrário, dois conceitos absolutamente justos, muito bons, saudáveis e importantes para uma Democracia, pois na Situação e na Oposição podem se concentrar as forças antagônicas e, até mesmo, em certa medida, as contradições provocadas por sistemas cuja base seja capitalista.
Situação e Oposição são conceitos necessários, são mesmo condições, do tipo "sine qua non", para o mínimo de funcionamento de uma sociedade multifacetada.
Por Situação e Oposição refiro-me apenas aos Poderes e agentes do Executivo e Legislativo. O Judiciário não é uma coisa nem outra (nem pode ser!). Judiciário deve manter-se no contexto do sistema constitucional e, além disso, fazer valer, juridicamente, o sistema constitucional.
Mas, as palavras podem ser utilizadas de modo impróprio. No caso, "situação" e "oposição" estão sendo mal utilizadas neste país. A Situação, infelizmente, não entendeu a pluralidade sócio-econômica brasil(eira) em sua plenitude (e não foi por maldade, mas por excesso de romantismo esquerdista!). A sociedade brasil(eira) não é de esquerda nem de direita, pois o Brasil não chegou a esse nível refinado de compreensão de mundo.
A sociedade brasil(eira) é o que é, pensa de forma futebolística, noveleira e teológica; adestra-se de forma jesuítica, cocacolizada e bacharelada (faz culto a diplomas e anéis de formatura). Uma sociedade assim, por desgraça, não consegue ser de esquerda ou de direita, aliás, sequer compreender o que seja esquerda e direita. Não estou me referindo a intelectuais ou artistas que, sendo mesmo de esquerda (não creio que haja intelectuais e artistas de direita!), pois os intelectuais e artistas estão em uma "casinha branca no meio do mato", sendo certo que os primeiros, os intelectuais, praticam um tipo de masturbação científica olhando para o próprio espelho, e estes, os artistas, uma masturbação cênica olhando para os holofotes. Não há público, auditório ou diálogo profícuo em uma e outra situação.
Sendo a sociedade brasil(eira) isso (eu disse "isso" - não se ofendam!), o que se tem nas áreas do Executivo e do Legislativo é, portanto, isso! Eu disse "isso" - não se ofendam!
Não há Situação nem Oposição. De um lado, na chamada Situação, românticos alienados que se deixaram em "sinuca de bico" (já que estamos falando de um jogo), depois de se permitirem achacar (eu disse "se permitirem" valendo-me da partícula apassivadora "se" no contexto de pronome reflexivo!). Do outro, na tida como Oposição, a aglomeração, o ajuntamento, de tribos tão diversas quanto surreais (uma simples olhadela sobre a imagem do Congresso dá a dimensão, ainda que pictórica, do que entendo por "aglomeração" de tribos).Enfim, não há cérebro suficiente na Situação e, muito menos, na Oposição, por isso mesmo são tudo, menos Situação e Oposição. A melhor coisa é entendê-los como "gritaria de chipanzés"!
No contexto desenhado acima, há um mal-estar, uma insatisfação generalizada e, aparentemente, sem controle ou desfecho lógico e ponderado. Nada há que se pareça "Constituição", "Capitalismo", "Marxismo", mas tudo é um tipo de monstro "Jason" (não é sequer um Frankenstein!).
Ao final, o que piora toda essa realidade, é que entre uns e outros, aparecem os canalhas. Por exemplo, do lado da chamada "Situação", Zé Dirceu é um canalha, Vaccari é um canalha, Delúbio é um canalha, Delcídio é um canalha, entre outros. Do lado da mal denominada "Oposição", Aécio Neves é um canalha, Carlos Sampaio é um canalha, Ronaldo Caiado é um canalha, Agripino é um canalha, Roberto Freire é um canalha, entre outros. Entre os canalhas situacionistas e oposicionistas, há canalhas que comem, gulosamente, em ambos os lados, até que a canalhice lhes saia pelas narinas. Neste caso, são exemplos de canalhas mascarados: Michel Temer é um canalha, Eduardo Cunha é um canalha, Renan Calheiros é um canalha, José Sarney é um canalha, Romero Jucá é um canalha.
No Judiciário, que deveria ser sóbrio e coerente, que deveria abrir a boca apenas para falar constitucionalidades e fazer valer o Direito, há candidatos à canalhice, ao menos, adeptos da canalhice, exatamente por estarem por demais fora da constitucionalidade e por demais dentro da mídia, entre os quais, já são nossos conhecidos, os "senhores midiáticos" Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Sérgio Moro, Itagiba Catta Preta Neto, todos eles, desafinados e, por isso mesmo, adeptos da canalhice que começa e se fortalece no Executivo e no Legislativo.
Ao final, há alguma coisa boa em todos esses setores: no Executivo, o café; no Legislativo, o café, e, no Judiciário, há alguns bons e inspiradores Juízes, Desembargadores e Ministros (menos os acima citados, lógico) e, sem dúvida, o café!
Pietro Nardella Dellova
Professor de Direito e Poeta

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