alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 25 marzo 2016

VERGONHA, NÃO, NÃO VOU SENTIR ISSO

VERGONHA, NÃO, NÃO VOU SENTIR ISSO
[Pietro N-Dellova]
Eu não tenho vergonha (e, muito menos, medo) de defender a Democracia. Não tenho nenhum problema com o Estado Democrático de Direito. E, seja na Itália ou no Brasil, as respectivas Constituições me garantem ser o que sou, inclusive, "napoletano", "anarquista" e um "agente crítico". Sob essas Constituições não estou proibido disso ou daquilo.
Eu não tenho vergonha alguma (nem medo) de posicionar-me contra esta patifaria chamada (hoje) impeachment. Não tenho vergonha, não tenho!
Eu teria vergonha, ou melhor, deveria sentir vergonha, caso defendesse o impeachment da Presidente. Eu teria vergonha, ou melhor, deveria sentir, caso pedisse que o Lula fosse preso sem critério algum. Eu teria vergonha, ou deveria ter, caso aceitasse com naturalidade que um bando de ratos parlamentares sufoque o governo, destrua a economia, sabote o Direito e, agora, pintando-se de salvadores, pratiquem um golpe contra a Presidência da República, atualmente ocupada por alguém contra quem nada há!
Eu teria vergonha, ou melhor, deveria sentir vergonha, ficasse gritando pelas ruas pedindo "intervenção militar", prisão deste ou daquele, defendendo um alienado como Sérgio Moro ou Gilmar Mendes e outros tais.
Vergonha eu teria se, depois de tantos anos estudando e ensinando o Direito, de repente, porque a massa disforme se arrasta pelas ruas grita contra o Direito (e desaparece nos buracos dos metrôs), em chave acrítica, saísse eu também pelas ruas rasgando todos os livros, a Constituição e fizesse coro com esta coisa monstruosa que aí está.
Desculpem-me, depois de anos estudando e ensinando, sinto-me compelido a manter a serenidade e o equilíbrio e, sobretudo, a ficar em um determinado chão e piso, exatamente onde possa ainda criticar, inclusive o atual governo.
Enfim, passarei minha vida excluído disso ou daquilo, impedido disso ou daquilo, hostilizado nesse ou naquele grupo, mas, nunca com o sentimento de vergonha.
© Pietro Nardella Dellova

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