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ברוך ה"ה







giovedì 14 aprile 2016

DESCULPEM-ME, MAS, HÁ MOTIVOS, SIM, PARA O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF

DESCULPEM-ME, MAS, HÁ MOTIVOS, SIM, PARA O IMPEACHMENT
por Pietro Nardella Dellova
Meus amigos e amigas, sei que muitos estão em uma luta diuturna no contexto político, aliás, muitos estão no ponto do esgotamento.
Peço desculpas a todos que me acompanharam por aqui e pelas páginas das redes sociais, pois, fundamentados nas minhas falas, nas falas de um experimentado Professor de Direito, firmaram seus discursos na "ausência" de motivos para o impeachment. Insisti, em textos, artigos e palestras por estes meses todos, de que não havia motivos para o impeachment. Embora seja um Professor de mais de duas décadas apenas no Direito e tenha estudado tudo o que pude estudar (até aqui), procurei firmar-me nas falas de grandes mestres (grandes e dignos) e ouvi-los. Reli Goffredo da Silva Telles Jr. (Carta aos Brasileiros). Ouvi Dalmo Dallari, Fabio Konder Comparato, Celso Antonio Bandeira de Mello e, em duas ocasiões (uma, foi ontem), a fala do ex-Presidente do STF, Ministro Carlos Ayres Britto - todos eles, com sobriedade e elegância, conhecimento e espírito democrático, afirmando não haver motivos para o impeachment.
Mas, finalmente, ponderei, pensei, refleti e concluí que há, sim, motivos para o impeachment É preciso reconhecer que há motivos para o impeachment. Há muitos motivos, diria, motivos, motivos graves, para o impeachment de Dilma Rousseff. Depois de alguns meses acompanhando a centrífuga que a todos desnorteia, ouvindo e lendo uns e outros, ponderando sobre os dizeres de uns e de outros, reconheço que há, sim, motivos, para o impeachment. Muitos! Há motivos bastantes, mas, nenhum deles passa e se justifica na Constituição Federal, nos princípios republicanos ou na ideia (ainda que uma ideia) de Estado Democrático de Direito.
Os "motivos" para o impeachment assustam a quaisquer nações civilizadas e a quaisquer cérebros pensantes. Há motivos misóginos. Há motivos de ódio. Há motivos de vingança. Há motivos de golpe. Há motivos de corrupção (neste caso, da maioria dos apoiadores parlamentares). Há motivos de fracasso econômico (vejam-se os projetos-bomba aprovados pelo Congresso e, ao mesmo tempo, o boicote da Oposição aos Projetos de Ajuste Fiscal propostos pelo governo). Há motivos homofóbicos (razão primeira da bancada evangélica). Há motivos islamofóbicos. Há motivos midiáticos. Há motivos petistas e há motivos antipetistas. Há motivos de ignorância. Há motivos de desconhecimento histórico (incrível como o brasileiro não conhece a sua própria história!). Há motivos de analfabetismo jurídico-funcional. Há motivos de empáfia judicial. Há motivos sacrificiais. Há motivos levianos. Há motivos psicanalíticos. Há motivos psiquiátricos. Há motivos fascistas. Há motivos nazistas. Há motivos mercadológicos. Há motivos especulativos. Há motivos financeiros. Enfim, há motivos e motivos - e nenhum deles constitucional. E, dentre os motivos todos, o que aparece, em alto-relevo é uma mistura de "foda-se o mundo" com "hipocrisia desavergonhada". Há motivos, então, embora nenhum deles refira-se a Dilma Rousseff ou tenha na racionalidade jurídica seus fundamentos.
© Pietro Nardella Dellova
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