alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 16 aprile 2016

EU CONFESSO: SOBRE LULISMOS, ANTILULISMOS, PETISMOS E ANTIPETISMOS

EU CONFESSO
(sobre lulismos e antilulismos, petismos e antipetismos)

por Pietro Nardella Dellova



Eu confesso profundo desgosto, queridos amigos e amigas, que, depois de lecionar tantos anos, e ter conhecido centenas de pessoas, alunas e alunos, ter proferido centenas de palestras (e, também, ouvido palestras maravilhosas), ter dialogado em palestras com vários juristas e filósofos, escrito centenas de artigos e vários livros, ter revirado a Constituição em cada detalhe, ter me relacionado com centenas de professores e professoras, ter frequentado, como Estudante e como Professor, três das melhores universidades públicas deste país, USP, UFF e PUC/SP (considero a PUC/SP como sendo pública!), ter dedicado tanto tempo aos cafés filosóficos, jurídicos e literários, ter compreendido a História desse país, em profundo, ter ouvido intelectuais em seus posicionamentos emancipatórios e críticos, eu deva testemunhar um tempo de absurdos!



Eu confesso, com tristeza profunda - e lamento, ter descoberto, nos últimos dias, muitos dos intelectuais de escolas críticas, abandonarem sua trajetória e sua história (jogarem no lixo seus textos e livros) e, também, várias outras pessoas, entre os quais, vários ex-alunos, entregando-se a um ódio incontrolável e desrespeito sem medidas por ideias contrárias, manifestando o pior de si mesmos (aquele pior que, depois de tanto tempo, deveria ter sido controlado), usarem os piores e mais vis argumentos, a insensatez mais odiosa (ou infantil) do petismo e do antipetismo, do lulismo ou antilulismo, e, por desgraça, cobrirem o mundo de trevas e desinteligência.



Eu confesso, assim, não ter querido viver nesse tempo presente (e nesse país, que aprendi a amar abertamente) e ser testemunha de tanto rancor, tanto preconceito, tanta injustiça, tanto linchamento, tanta estupidez, tanta traição, tanta incoerência, tanta superficialidade argumentativa, tanta novela, tanta osmose midiática, tanta ignorância jurídica e, acima de tudo, tanta pequenez ao tratar de assuntos que merecem serenidade, reflexão, discernimento e sabedoria. Lamento que um país, como o Brasil, que teria tudo para figurar entre as maiores e mais interessantes nações do mundo, tenha se convertido em um campo de trincheiras perversas, plenas de infâmia, em um esgoto a céu aberto e em investimento especulativo financeiro.



Abril, 2016



[Pietro Nardella-Dellova, é ligado ao PPGSD (Doutorado) da Universidade Federal Fluminense, onde escreve sobre "Ideias Libertárias e o Direito Civil: Propriedade". É Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, e, também, Mestre em Ciência da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Graduado em Filosofia. Palestrante e Professor de Direito Civil, Literatura e Direitos Humanos, desde 1990, em várias Instituições Superiores de Ensino, entre as quais, a EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. É Membro Efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Coordenador do NUDAR - Núcleo de Pesquisas e Estudos das Teorias Críticas Aplicadas ao Direito. É Poeta, Membro da UBE - União Brasileira de Escritores, São Paulo, Apoiador do "Gruppo Martin Buber" para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, de Roma, e Membro da "Accademia Napoletana", Napoli]





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