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ברוך ה"ה







mercoledì 20 aprile 2016

FLORES, CUSPES E PICARETAS

FLORES, CUSPES E PICARETAS 
(sem hermenêutica nem inteligência)
por Pietro Nardella-Dellova

Se alguém não consegue discernir e verificar a diferença entre o cuspe de um pobre exaltado e a apologia ao crime de tortura, bem como ao regime ditatorial militar de outra pessoa e, por estupidez ou dificuldade, até mesmo entender uma frase minimal, e, assim, compara essas ações, igualando-as, não resta espaço para a racionalidade. É melhor calar, pois o refinamento hermenêutico e a consciência sócio-jurídica não servem aos asnos. 

Quem iguala o ato de cuspir ao de torturar, certamente não sabe a diferença entre fazer amor e estuprar. 

Se alguém não consegue enxergar o que realmente houve no dia 17.4 e, por absoluta estupidez, chama-o  "dia democrático", e, mais, se não consegue diferenciar Eduardo Cunha de Dilma Rousseff, há realmente uma crise moral e hermenêutica afetando almas e corações, transformando a muitos em gosma. 

O que se vendeu e se comprou nos últimos quatorze meses foi um discursinho "contra a corrupção". Obviamente esse discursinho não resistiu nem sobreviveu ao dia 17.4. Os corruptos e corruptores fazem, já nos dias seguintes, seus acordos, salvam seus mandatos e seus investimentos, preservam-se, calam-se. O "pato amarelo e seu pateta mentor" da Av. Paulista murcharam, os gritadores da Av. Paulista esvaziaram as ruas (que não lhes é espaço familiar) e guardaram suas camisetas verde-amarelas para o próximo jogo da seleção. Sérgio Moro nada mais vazou - e nem importa vazar agora: a Lava-Jato está morta!

A guerra não era, de fato, contra a corrupção! A corrupção segue, sendo a alma e o sentido das relações diuturnas. A guerra era contra alguma outra coisa, algum outro modelo, algum outro movimento, que escapa à capacidade de reflexão e julgamento da turba tresloucada e, óbvio, que os comentaristas da Veja, Globo e CBN não explicarão! 

Parece não haver dúvidas de que o "impeachment" venceu. Dilma, contra quem nada há de tipificadamente criminoso ("tipo" é uma lição primária de qualquer Escola Jurídica) está mesmo derrotada. As carpideiras encerram seu trabalho e retornam para o seu mercado. 

Aos vencedores, então, o prazer da mentira, do ódio, da raiva, da intolerância, do preconceito, do ressentimento, do machismo, da leviandade, da superficialidade. Aos vencedores, Eduardo Cunha, Michel Temer (dois dos mais nobres republicanos!) e, diante dos olhos de todos, uma Constituição destruída a golpes, não um golpe, mas muitos!), golpes de picareta, digo, dos picaretas!

© Prof. Pietro N-Dellova 

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