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ברוך ה"ה







giovedì 7 aprile 2016

O ABISMO, O REINO DAS BARATAS E OS ESTUDANTES QUE COMBATEM O GOVERNO PAULISTA

O ABISMO, O REINO DAS BARATAS E OS ESTUDANTES QUE COMBATEM O GOVERNO PAULISTA
por Pietro Nardella Dellova
Estamos sendo, conforme advertência nietzschiana, engolidos pelo abismo. Nele, perdemos, não apenas o que somos, mas as muitas facetas das questões que aí estão. Engolidos, seja a favor ou contra a alguma coisa. A maioria de nós está, de modo fakerizado, lutando a luta quase vã das redes sociais. Babamos e gritamos como quem grita de verdade - mas, realmente é um grito de mentira: mentira virtual-masturbatória.
Falamos diuturnamente, em desvario alucinante, por exemplo, contra ou a favor do impeachment. De repente, até as baratas opinam sobre o que seja ou não jurídico, sobre o que seja ou não crime de responsabilidade. É o tempo das baratas e seus perfis na rede (das aranhas)!
Houve tempo bastante para ensinarmos algo, de substancial e profundo, sobre a Constituição Federal, sobre Direitos Fundamentais, sobre Direito Penal, sobre Direito Civil, sobre Pactos, Convenções e Tratados internacionais. Agora, se nossos alunos e ex-alunos repetem osmoticamente apenas o que as baratas dizem, não tenhamos dúvida: erramos em algum ponto e em algum momento deixamos de ensinar o Direito e fizemos fofocas em sala de aula. Enfim, o Direito não deveria ter chegado ao nível das baratas e, por desgraça, chegou!
Muitos estão, diuturnamente, em delírio, histeria, trêmulos, neuróticos (vejam-se os casos exemplares da Janaína e, também, do Lula). Muitos estão desafinando de modo imperdoável no Judiciário, no MP, na Advocacia, no Executivo, no Legislativo. Não há Orquestra que fique em pé com tanto desafino e loucura!
Cada grupo tomou uma bandeira e gritam, gritam e gritam... Vai-se vivendo o processo da monstrificação do brasil(eiro), vista-se ele de verde-amarelo ou de vermelho.
Há uma centrífuga em rotação delirante levando a um ponto: impeachment! O Brasil que já era (nem foi) um país economicamente interessante, culturalmente exemplar ou intelectualmente produtivo, agora vive o que lhe custará décadas adiante, o tempo e o reino das baratas. O impeachment, por exemplo, que tem levantado bandeiras de todas as cores (e motivações as mais diversas) não é golpe e é golpe: é as duas coisas ao mesmo tempo! Isso deveria ser tão claro quanto uma aula de Direito e tão verdadeiro e justo como uma Sentença! No reino das baratas, diferentemente, não é nem claro, nem justo e, muito menos, verdadeiro (qualquer que seja a ideia que se tem dele!).
"Impeachment é golpe" e "impeachment não é golpe" são pautas falsas, centrifugantes, emburrecedoras. Discutir isso é morrer três vezes: como inteligência no reino das baratas, como um nada na zona abismal e, sobretudo, como um fake na região abissal.
Enquanto isso, a realidade (que nunca está morta nem na internet) continua. Enquanto as baratas discutem a causa e alma profundas da Constituição Federal, outra discussão estúpida, pois no reino das baratas, a ideia de Constituição nunca foi respeitada ou levada à sério (as oito Constituições, não há dúvida, demonstram-no), o mosquito "aedes aegypti" está nas ruas, as barragens rompidas devastam o mundo e as ruas, o aviltamento do cidadão está nas ruas, os ladrões de merenda escolar estão nas ruas.
Mas, faço uma ressalva. Os Estudantes (secundaristas) também estão nas ruas e, mais, no pior e mais fascista dos Estados da Federação e, por isso mesmo, tais Estudantes demonstram uma capacidade de mobilização e de crítica acima da média: eles se recusam a ser baratas!
Nas mesmas ruas há outros manifestantes (verde-amarelos pró-impeachment e, também, vermelhos, contra o impeachment). Com estes, a Polícia Militar paulista não mexe nem se mete, pois, para o Governador de São Paulo, trata-se de um movimento que "não diz respeito a ele ou a seu governo". Há um bando de idiotas, por exemplo, acampado diante da FIESP (e por ela financiados) que, todos os dias, interrompem a Av. Paulista, soca opositores, xinga, berra e agride. Eles são mantidos sob a proteção da PM. Mas, como ficou demonstrado, quando se trata de Educadores (Professores) e Estudantes, a Polícia atua severamente. Agrediu os Professores (nas duas últimas oportunidades de greve), agrediu os Estudantes secundaristas (que se colocaram contra o projeto de reestruturação física das Escolas) e, ontem, por desgraça, agrediu violentamente os Estudantes que estão protestando contra o desvio e roubo da merenda escolar (eu disse, desvio e roubo da MERENDA ESCOLAR!), desvio e roubo que ocorrem exatamente no Governo de São Paulo.
Estes Estudantes não são baratas nem se permitiram centrifugar nas pautas falsas ou nos abismos contextuais. É nesta resistência de rua, real, concreta, não boificada, tratando de questões das mais relevantes como o roubo da merenda escolar, da organização das Escolas que me vêm uma esperança. Dos Estudantes me vêm uma esperança e a brisa de que nem tudo é "reino das baratas" e, também, nem tudo é "luta" insana virtual.
Pietro Nardella Dellova


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