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ברוך ה"ה







venerdì 1 aprile 2016

O BRASIL É UMA REPUBLIQUETA?

O BRASIL É UMA REPUBLIQUETA?
por Pietro Nardella Dellova
A imbecilidade é tão grande (e profunda) que dois grupos estão defendendo ideias completamente antagônicas: um quer o impeachment; outro, o não impeachment! E a percepção dos analistas é muito equivocada (e de má-fé).
Os que defendem o impeachment, sobretudo nas ruas (não são de modo algum pacíficos!). Atacam de modo virulento (sim, eu quis mesmo dizer, virulento) e violento a quaisquer outros que se coloquem contra. Vejamos que nas manifestações pró-impeachment, há bonecos e frases de ódio contra a Dilma, Lula e, pasmem, agora contra o Ministro Teori Zavascki (um dos Magistrados de maior excelência e dignidade da República). Ao contrário, nas manifestações contra o impeachment não há sequer um boneco, nem mesmo do Eduardo Cunha (o que seria até certo ponto normal). É que um, o pró-impeachment, recebeu e desenvolveu um ódio profundo e dirigido (que o torna cego em face de questões maiores e problemas maiores, inclusive, o da corrupção que marca a grande maioria de políticos e, talvez, até mesmo o Lula - mas, não a Dilma!).
O grupo contra o impeachment tem demonstrado grande capacidade de movimentação, manifestação e mobilização, sempre caracterizado por uma certa "alegria", leveza e um objetivo comum: salvar a Democracia e o Mandado da Presidente Dilma, outorgado pelas legítimas Urnas de 2014! Os defensores do impeachment haviam dito, incluindo as televisões, que não haveria como contrapor-se ao grupo pró-impeachment. Erraram, e erraram feio. Na primeira manifestação contra o impeachment, os defensores tentaram desqualificá-la (mas, não puderam esconder das câmeras que a Avenina Paulista ficou, plena e completamente, vermelha!). A segunda, a de ontem, ainda foi mais contundente, ampliando-se para todos os Estados. Isso é um fato! E não dá para esconder, pois é vermelho demais ocupando ruas, praças e avenidas!
Mas, apesar de ficar claro que a população brasileira está dividida (e ambos os grupos devem ser respeitados!), a desqualificação, agora, é pela quantidade. Esquecem-se, os que assim pensam, que as manifestações pró-impeachment (tirando a última que recebeu uma ajudazinha ilegal do juiz Sérgio Moro) foram todas de "quantidade" muitas vezes menor, causando, inclusive espanto aos defensores do impeachment.
Mas, a questão não é a quantidade, pois não estamos falando de "igrejas", "rebanhos" e, muito menos, de "torcida futebolística". Política não pode ser quantificada (afinal, milhões de moscas, zebras ou guinus, de um lado ou de outro, não fazem política!). As manifestações devem ser, ao contrário, qualificadas. E, nesse quesito, não restam dúvidas, pelas manifestações, seus motivadores, seus discursos e gritos, que a manifestação de ontem, contra o impeachment, tem muito mais qualidade - está claro isso! E que as outras manifestações pró-impeachment, apesar disso, não devem ser desprezadas ou menosprezadas.
Ambas são válidas, ainda que haja diferença de qualidade entre uma e outra.
Qual a saída? O que pode ser feito?
Esqueçam do Sérgio Moro, do Catta Preta e do Gilmar Mendes: são três caricaturas de juízes que estão fazendo uma papagaiada no Judiciário e oferecendo um desserviço ao Direito. Mas, não se esqueçam que a Operação Lava Jato é muitissimamente importante para o Brasil (fora das mãos, agora, tudo leva a crer, criminosas, do juiz Sérgio Moro, tendo em vista ter praticado - tudo indica - um crime contra a Segurança Nacional). A Operação Lava Jato deve continuar sob a Presidência de outros Juízes e Procuradores, bem como Policiais Federais, que sejam realmente imparciais e que tenham noção do que significa combater o crime no contexto do Direito.
Esqueçam do Miguel Reale Jr, da Janaína Paschoal e do Hélio Bicudo (o primeiro é um suspeito do PSDB; o terceiro, um ressentido e pouco lúcido do PT; e a do meio, uma jurista comprovadamente incompleta com discurso de ódio).
Esqueçam do Lula: outra caricatura da Esquerda. Esqueçam do Zé Dirceu: um alucinado traidor. Mas, não se esqueçam, isso sim, que a Câmara dos Deputados é presidida por um criminoso (comprovado), Eduardo Cunha, sustentado por outros criminosos, bem como pelo que tem de pior e mais imbecil na chamada "oposição", a saber, Ronaldo Caiado, José Agripino Maia, Aécio Neves, Carlos Sampaio, Marcos Feliciano e Jair Bolsonaro (entre outros asnos!).
Não se esqueçam, também, que há dois grupos antagônicos nas ruas, propondo coisas diversas e com qualificação igualmente diversa. Um, vem da internet; outro, de uma história de lutas de classes e de formação social. Um é sustentado, financeiramente, pelo PSDB e pela FIESP; outro, em vários casos, pelos Sindicatos e Movimentos Sociais.
Não se esqueça, finalmente, que o que está em discussão não é a corrupção. Fosse isso, o Congresso Nacional quase inteiro seria bombardeado. A questão é econômica, é social, é de tomada do poder (pelo golpe) e é, sobretudo, de manutenção - ou não - do Estado Democrático de Direito. Somente as republiquetas depõem um Presidente da República, sobretudo, sem base jurídica. Não creio que o Brasil seja uma republiqueta! Ah, sim, disso eu procuro não me esquecer!
Pietro Nardella Dellova







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